terça-feira, 1 de março de 2011

DINHEIRO E RIQUEZAS MATERIAIS







DINHEIRO E RIQUEZAS MATERIAIS

Geziel Andrade

A conquista do dinheiro e a acumulação das riquezas materiais são assuntos que precisamos entender sob o ponto de vista religioso, moral e espiritual para que sejamos bem sucedidos nesta jornada evolutiva da alma.

Nas obras de Allan Kardec encontramos as respostas abaixo apresentadas que nos orientam acerca do ganho honesto do dinheiro e do bom uso dos bens materiais acumulados.

Essas respostas:
1. Ampliam o nosso entendimento do contexto amplo e complexo em que estamos inseridos na vida;
2. Levam-nos a fazer profundas reflexões sobre as nossas condutas perante as finanças e as conquistas das coisas materiais;
3. Modificam completamente as influências que as idéias materialistas exercem sobre o nosso modo de vida, de administrar as riquezas e de relacionar com os semelhantes:

POR QUE EXISTE A DESIGUALDADE NA POSSE DAS RIQUEZAS?

Na Questão 811 de “O Livro dos Espíritos”, os Espíritos superiores revelaram a Allan Kardec que:

“A igualdade absoluta das riquezas não é possível, porque a isso se opõe a diversidade das faculdades e dos caracteres dos homens.”

Além disso, evidentemente, outros fatores determinam a desigualdade na posse das riquezas: a herança familiar, a apropriação indébita, o roubo, os ganhos desonestos, a espoliação, etc.

Ainda sobre esse tema, Allan Kardec, no Capítulo XVI: Servir a Deus e a Mamon, do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, esclareceu:

“Os homens não são igualmente ricos, por uma razão muito simples: é que não são igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar.”

Disso decorre que se a riqueza do mundo fosse dividida igualmente entre todos os homens, com o passar do tempo, essa situação estaria novamente desequilibrada e rompida em virtude da diversidade dos caracteres, aptidões e condutas humanas.

POR QUE DEUS CONCEDE A UNS A RIQUEZA E A OUTROS A POBREZA?

Allan Kardec perguntou aos Espíritos superiores: por que Deus concedeu a uns a riqueza e o poder, e a outros, a miséria?

A resposta revelou aspectos inusitados da vida dos homens:

“Para experimentá-los de modos diferentes. Além disso, como sabeis, essas provas foram escolhidas pelos próprios Espíritos, que nelas, entretanto, sucumbem com freqüência.” (Questão 814 de “O Livro dos Espíritos”.)

Portanto, antes da reencarnação, nós mesmos escolhemos as provas que precisamos passar na vida material para obter o desenvolvimento intelectual e moral e caminhar para a perfeição espiritual designada por Deus.

Assim, passamos pelas provas difíceis da abundância ou da escassez dos recursos materiais, nas quais podemos ser bem sucedidos ou sucumbir;
Testamos as nossas qualidades;
Exercitamos e desenvolvemos as nossas faculdades;
Adquirimos habilidades;
Acumulamos experiências;
desfrutamos da oportunidade de praticar as virtudes;
Ee revelamos o uso que fazemos da vontade e do livre-arbítrio em função das condições de vida de riqueza ou de pobreza em que nos situamos temporariamente na jornada terrena.

Se agirmos com elevação intelectual e moral e formos bem sucedidos nessas provas difíceis escolhidas por nós mesmos, obtemos a evolução e ascensão na hierarquia espiritual, que é a verdadeira.

QUAL A FORMA CORRETA DE CONQUISTARMOS O DINHEIRO E AS RIQUEZAS MATERIAIS?

Para a conquista das riquezas materiais, os Espíritos superiores indicaram a Allan Kardec a seguinte providência:

“O que, por meio do trabalho honesto, o homem junta constitui legítima propriedade sua, que ele tem o direito de defender, porque a propriedade que resulta do trabalho é um direito natural, tão sagrado quanto o de trabalhar e de viver.” (Questão 882 de “O Livro dos Espíritos”.)

Em complemento, afirmou o Espírito Protetor M., nas Instruções dos Espíritos, contidas no Capítulo XVI: Servir a Deus e a Mamon, de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”:

“Não há dúvida que, se há uma fortuna legítima, é a que foi adquirida honestamente, porque uma propriedade só é legitimamente adquirida quando, para conquistá-la, não se prejudicou a ninguém.”

Assim, devemos trabalhar honestamente para obter o dinheiro que permite a acumulação dos tesouros materiais. Isso significa:
• Fazer o emprego útil da inteligência no trabalho;
• Trabalhar praticando o bem e não causando prejuízo a ninguém;
• Manter as condutas elevadas nas atividades para realizar boas obras;
E constituir um patrimônio material legítimo, que permita o desfrute, com paz na consciência, das boas condições de vida e do bem-estar.

A RIQUEZA MATERIAL É UM MEIO DE PERDIÇÃO PARA A ALMA?

Allan Kardec, no Capítulo XVI: Servir a Deus e a Mamon, do livro “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, nos ensinou que:

“Se a riqueza tivesse de ser um obstáculo absoluto à salvação dos que a possuem, Deus, que a distribui, teria posto nas mãos de alguns um instrumento fatal de perdição, o que repugna à razão.”

Assim, por mais difícil e arriscada que seja para a alma a prova da riqueza, (por prender o homem às coisas materiais; levá-lo a promover abusos e males com o mau uso; desviar a sua atenção das coisas espirituais; e facilitar os desvios morais), ela pode ser um meio de salvação nas mãos daquele que a sabe utilizar com abnegação para promover a expansão do bem.

Se Deus condenasse a riqueza material, e se ela fosse só fonte do mal, Ele não a teria posto na Terra.

Se Deus condenasse a acumulação dos bens materiais, o homem não estaria submetido à Lei do trabalho que a pode proporcionar.

Portanto, para a salvação de sua alma, o homem deve transformar a riqueza acumulada pelo trabalho honesto em:
• Fonte do bem;
• Meio de aumento da produção dos bens para melhorar as condições de vida no globo;
• Instrumento de aperfeiçoamento das relações entre as pessoas e os povos;
• Incentivo ao trabalho honesto, às atividades nobres e ao progresso da ciência e das pesquisas que geram a prosperidade e beneficiam a todos.

PORQUE DEUS PERMITE QUE A RIQUEZA ESTEJA CONCENTRADA NAS MÃOS DE ALGUNS HOMENS?

Allan Kardec respondeu a essa questão difícil no Capítulo XVI de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, nos ensinando que:

“Se cada homem tivesse somente o necessário para viver, haveria o aniquilamento dos grandes trabalhos que concorrem para o progresso e o bem-estar da humanidade; desapareceria o estímulo que impulsiona as grandes descobertas e os empreendimentos úteis. Se Deus a concentra em alguns lugares, é para que dos mesmos ela se expanda, em quantidades suficientes, segundo as necessidades.”

Porém, se as pessoas que detêm as riquezas usam-nas de forma inadequada, não as fazendo frutificar para o bem de todos, é porque fazem mau uso do livre arbítrio concedido pela sabedoria e bondade de Deus.

A prática do bem com a posse da fortuna depende do discernimento, das experiências, da distinção entre o bem e o mal, dos esforços e da vontade de cada homem.

O homem vence a provação moral da posse da fortuna se sabe:
• Exercitar bem as suas faculdades com o seu bom emprego no trabalho e nas atividades nobres;
• Agir sem egoísmo e orgulho na posição que desfruta;
• E usar bem esse poderoso meio de ação para o progresso de todos.

DEUS NÃO É INJUSTO SITUANDO UMA PESSOA NA RIQUEZA E OUTRA NA POBREZA?

Allan Kardec respondeu a essa pergunta complicada, da seguinte forma, no Capítulo XVI de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”:

“É claro que, se o homem só tivesse uma existência, nada justificaria semelhante repartição dos bens terrenos. Mas, se, em lugar de limitar sua vida ao presente, se considerar o conjunto das existências, vê-se que tudo se equilibra com justiça. O pobre não tem, portanto, motivos para acusar a Providência, nem para invejar os ricos e estes não os têm para se vangloriarem do que possuem.”

“(...) Cada qual possui a fortuna por sua vez. Dessa maneira, o que hoje não a tem, já a teve no passado ou a terá no futuro, numa outra existência, e o que hoje a possui poderá não tê-la mais amanhã. Há ricos e pobres porque, Deus sendo justo, cada qual deve trabalhar por sua vez. A pobreza é para uns a prova da paciência e da resignação; a riqueza é para outros a prova da caridade e da abnegação.”

Portanto, com a Lei da reencarnação e com as provas terrenas a que os Espíritos estão submetidos para o seu aprimoramento intelectual e moral, entendemos a justiça de Deus aplicada à desigualdade na posse das riquezas materiais.

A SITUAÇÃO DOS ESPÍRITOS NO MUNDO ESPIRITUAL DEPENDE DA QUANTIDADE DE BENS QUE CONSEGUIRAM ACUMULAR NA VIDA TERRENA?

O Espírito Pascal, na mensagem publicada por Allan Kardec nas Instruções dos Espíritos, contidas no Capítulo XVI de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, respondeu a essa pergunta com sabedoria:

“O homem não possui como seu senão aquilo que pode levar deste mundo. O que ele encontra ao chegar, e o que deixa ao partir, goza durante sua permanência na Terra. Mas, desde que é forçado a deixá-los, é claro que só tem o usufruto e não a posse real. O que é, então, que ele possui? Nada do que se destina ao uso do corpo e tudo o que se refere ao uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais. Eis o que ele traz e leva consigo, o que ninguém tem o poder de tirar-lhe e o que ainda mais lhe servirá no outro mundo do que neste. Dele depende estar mais rico ao partir do que ao chegar neste mundo, porque a sua posição futura depende do que ele houver adquirido no bem.”

(...) “Quando o homem chega ao Mundo dos Espíritos não será computado o valor dos seus bens, nem dos seus títulos, mas serão contadas as suas virtudes e, nesse cálculo, o operário talvez seja considerado mais rico do que o príncipe.” (...) “As posições daqui não são compradas, mas ganhas pela prática do bem... aqui só valem as qualidades do coração. Sois rico dessas qualidades? Então, sede bem-vindo e vosso é o primeiro lugar, onde todas as venturas vos esperam. Sois pobre? Ide para o último, onde sereis tratado na razão de vossas posses.”

Portanto, em função dessas claras lições espirituais, nesta jornada evolutiva devemos ter em mente a preexistência da alma ao nascimento do corpo material e a sua sobrevivência à morte do envoltório material.

Assim, não devemos buscar, libertando-nos das influências das idéias materialistas sobre as finanças, apenas a acumulação desenfreada do dinheiro e das riquezas materiais, visando obter grande conforto e bem-estar material.

Devemos levar também em consideração a vida futura da alma, para que ela mereça desfrutar das boas condições de vida que existem no mundo espiritual. Para isto precisamos:
• Valorizar os conhecimentos úteis e elevados;
• Aprimorar a inteligência pelo seu bom uso;
• Acumular as virtudes pela sua prática em todas as circunstâncias da vida;
• E conquistar as qualidades morais pelo seu exercício nas relações humanas, permitindo a difusão do bem.

Em corroboração a isso, temos a oportuna indignação de um Espírito Protetor, contida nas Instruções dos Espíritos, do Capítulo XVI de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”:

“Quando considero a brevidade da vida, causa-me dolorosa impressão a vossa incessante preocupação com os bens materiais, enquanto dedicais tão pouca importância e consagrais tão reduzido tempo ao aperfeiçoamento moral, que vos será levado em conta na eternidade.”

COMO CONSEGUIRMOS SER BEM SUCEDIDOS NAS PROVAS DO GANHO E DO EMPREGO DO DINHEIRO E DAS RIQUEZAS MATERIAIS?

Com base nas lições de Allan Kardec e dos Espíritos superiores, contidas no Capítulo XVI de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, relacionamos abaixo os procedimentos que nos levam a vencer as provas difíceis do ganho honesto e do bom emprego do dinheiro e das riquezas materiais:

• No “amai-vos uns aos outros” está a solução para o melhor emprego da fortuna, pois evita a busca da satisfação pessoal; está o segredo da boa aplicação das riquezas, pois leva à prática da caridade plena de amor que elimina a desgraça com sabedoria e agrada a Deus.

• O emprego da riqueza deve estar assentado na base segura que garante grandes lucros: a das boas obras.

• Para a boa aplicação da riqueza, o homem que desfruta dos benefícios de uma vida social sustentada pela fortuna deve cumprir os seus deveres de solidariedade fraterna.

• O homem rico deve saber que é depositário, o administrador dos bens que Deus lhe depositou nas mãos. Então, severas contas lhe serão pedidas do emprego que fizer dos recursos, em virtude do seu livre-arbítrio. Assim, não deve utilizá-los na sua satisfação pessoal, nos gozos materiais do egoísmo, na prodigalidade em proveito próprio, na satisfação das fantasias, do orgulho e da sensualidade. Deve empregá-los no que resulta em algum bem para os outros.

• O homem que emprega a sua fortuna na beneficência que alivia a miséria, aplaca a fome, preserva do frio e dá asilo ao abandonado torna-se vitorioso na vida terrena.

• O homem que detém a grande fortuna tem a missão de prevenir a miséria com os trabalhos de toda espécie e o salário que pode oferecer para o próximo desenvolver a inteligência, exaltar a dignidade, ganhar o próprio pão e obter o bem-estar.

• O homem rico administra bem a sua fortuna, quando obtém o desapego dos bens materiais, que é um dos mais fortes entraves ao seu adiantamento moral e espiritual.

• O homem que conquistou a sua fortuna com um trabalho constante e honrado é digno de louvor e Deus aprova seu esforço. Mas, deve exercitar na sua posição o desapego aos bens acumulados, para não anular os bons sentimentos, cair na avareza sórdida e deixar de praticar a caridade.

• O homem rico administra bem suas posses quando está consciente de que tudo vem de Deus e tudo a Deus retorna; que é depositário e não proprietário; que Deus lhe emprestou os recursos para que, pelo menos, beneficie aquele que também é Seu filho e que não tem o necessário.

• O homem que acumula a sua fortuna pensando em deixá-la para os seus herdeiros, sem praticar a caridade, comete a falta grave do egoísmo, da cupidez e da avareza. Ao acumular ouro sobre ouro, esquecendo de ajudar seus irmãos perante Deus, e dizendo que é para deixar para os seus familiares, age de modo insensato, pois tenta justificar seu egoísmo, revela apego pessoal aos bens terrenos e se ilude ao ignorar que não vai fazer falta aos herdeiros o pouco a menos de supérfluo que vai lhes deixar, por beneficiar o próximo.

• O homem rico que trabalhou bastante e acumulou bens com o suor em seu rosto, deve fazer a caridade segundo as suas posses, aliviar as dores ocultas da miséria e socorrer os sofredores, para adquirir méritos morais e espirituais. Deve, ao mesmo tempo, combater o orgulho que o torna duro para com os pobres, leva a aturdir o infeliz que lhe pede assistência, venda os olhos e tampa os ouvidos para os sofrimentos alheios.

• O homem rico que desperdiça seus bens e a sua fortuna por descuido ou indiferença torna-se mau depositário dos bens, pois não tem o direito de dilapidá-los, nem de confiscá-los para beneficiar somente a si próprio e aos seus familiares. Ele deve administrar a fortuna que lhe foi confiada por Deus em proveito de todos com sabedoria e responsabilidade; empregá-la utilmente para espalhar o bem; prestar auxílio aos necessitados, para beneficiá-los exercitando a generosidade.

• O homem que é sensato descobre logo que a fortuna não é necessária à sua felicidade, nem na vida presente, nem na vida futura; que a felicidade duradoura é conquistada com a prática do amor e a expansão do bem; ao se tornar fiel depositário das riquezas que foram postas ao seu cuidado por empréstimo; ao agir com desprendimento dos bens terrenos; ao contentar-se com pouco e não ter inveja; ao estar sempre pronto a prestar contas da missão que tem que cumprir com a tutela e o emprego da fortuna.

12 comentários:

Roberto Bastos disse...

discordo em alguns pontos dessa explanação ,pois conheço varios proprietarios de imoveis que não foram adquiridos de forma legal com trabalho honesto e sim com o trafico de drogas e por ocasião de seus inquilinos atrasarem seu aluguel são postos na rua sem dó nem piedade. Pois sendo o dono do ponto do trafico tem varios seguidores e pode contar com viciados para por na rua qualquer de seus locadores que por ventura atrasem seus vencimentos , então não concordo que haja uma justa parcela de divisão de renda por parte e conheço muitos que trabalham e por fim não são pagos por sua luta e por seu trabalho

Celso Souza Silva disse...

Acho essas leis do espiritismo injustas pois o proprio deus o é, se se pensar direito. Ele se vinga das pobres almas neste mundo obrigando a todos ao sofrimento e privilegiando quem se sobressai materialmente. NUNCA VI ninguém rico ser punido ou se sentir molestado. Acredito que as leis da fortuna acima ditas, sao para justificar uma existencia e sobrevida daquele que escreveu e quer perpetuar seu conhecimento e doutrina. Somos como os animais nessa vida: morremos a qualquer momento e nao ha importe por isso.

Unknown disse...

Se me permite a palavra celso,
Todos nós homens e humanos passamos por ensinamentos e éticas seja elas seguidas ou não colocadas em prática ou não
Todos nós vamos passar por causa e efeito sobre nossas escolhas o simples fato de você eu e demais pessoas não verem os ricos serem punidos não quer dizer que eles não passaram ou iram passar por adiversidades
Em fim nem todos temos a mesma idade e por isso nossas vidas não acontecem adiversidades na mesma ordem e proporção
Tambem levando em consideração que existe o caminho certo para a riqueza

Android DroiD disse...

Se me permite a palavra celso,
Todos nós homens e humanos passamos por ensinamentos e éticas seja elas seguidas ou não colocadas em prática ou não
Todos nós vamos passar por causa e efeito sobre nossas escolhas o simples fato de você eu e demais pessoas não verem os ricos serem punidos não quer dizer que eles não passaram ou iram passar por adiversidades
Em fim nem todos temos a mesma idade e por isso nossas vidas não acontecem adiversidades na mesma ordem e proporção
Tambem levando em consideração que existe o caminho certo para a riqueza

Celso Souza Silva disse...

Eu ainda insisto no meu comentario pois se se pensar em vida justa vigiada por um deus, seria o mesmo que querer ver um extraterrestre descendo na nossa terra e mudando tudo. Nao acredito que deus esteja preocupado com os seres humanos. E só ver a natureza; animais sao vitimas de seu predadores, morrem por pouco. Hoje, o ser humano nao tem valor, a politica e o dinheiro tomaram conta bem como a injustiça. Se esse deus fosse tao bonzinho, suicida nao morreria. Sinceramente, acho que a lei é sem lei. A sobrevivencia nada mais é do que trabalhar, continuar trabalhando, ser escravo de sociedade e viver mal. Se o dinheiro nao fosse importante, nao haveria corrupçao, morte, trafico, enfim. E o deus estaria presente nas vidas. Ele nao se preocupa com humanos pobres.

Unknown disse...

Deus nos deu o livre-arbítrio para que possamos evoluir moralmente e espiritualmente, Celso, e por isso não teremos a justiça como você almeja, onde as pessoas tem igualdade em todos os aspectos. A justiça está exatamente na situação onde, se você utiliza de forma nobre, honesta, e bondosa o seu livre-arbítrio, terá o justo em função disso pela Lei da Causa e Efeito. Caso contrário, receberá a mesma justiça. A Justiça Divina é perfeita por isso. Fez o bem, terá o bem. Fez o mal, terá o mal. Plantou, colheu.

Kleber disse...

Esse ditado "colher o que plantou" certamente deve ter surgido com as culturas agrícolas, durante ou pouco depois do Neolítico. Isso significa uma explicação transferencial para questões morais para o tipo de problemas sociais daquela época... quer dizer, a humanidade sempre buscou alguma explicação que juatificasse o sofrimento. Porém, essa explicação não pode ser suportada quando a transferimos para o mundo natural como um todo, pois tudo que é "vivo sofre"! Como explicar através dessa justificativa, por exemplo, a agonia de peixes que sofrem uma morte lenta e dolorosa a medida que um lago seca durante uma seca severa? Creio que essa explicação para justificar o sofrimento não é adequada e precisaria ser revista!

Marcos Antonio Aguiar Junior disse...

Primeiramente, Kleber, rebaixar outrem colocando uma metáfora/ditado ao pé da letra em uma conversa, é infantil. Neste caso, percebo ser desnecessário continuarmos o debate, até porque não trouxe nenhuma opinião ou alguma informação relevante para o tópico "DINHEIRO E RIQUEZAS MATERIAIS", somente criticou o comentário. E entrar no mérito de tudo o que é vivo, sofre, como mencionou, é um outro debate, o que não convém a esse tópico. E, de qualquer forma, existe um motivo para que sofram isso, e talvez em outro momento poderemos trazer esse assunto à tona, em outro tópico. #Paz

Kleber disse...

Olha Marcos, não creio ter rebaixado ninguém. Ao menos, essa não foi a intenção. Na realidade, a distribuição de riquezas, ou recursos, é algo que vai além da mera representação "recurso na forma simbólica dinheiro",já que nao é apenas o ser humano que faz uso dos recursos ou o possui como fonte de sobrevivência. No final das contas, se bem nos apercebermos,tudo se resume ao sofrimento e a justificativa desse sofrimento. E grande parte desse sofrimento tem sua origem na disponibilidade ou nao desses recursos. Se a justificativa desse mesmo sofrimento não puder ser universalizada, ao menos em meu ver, neste caso precisa ser revista. Mas, se você acha que esse debate não é aqui pertinente, então podemos colocar um ponto final a ele.

Fábio Gregório disse...

Bom, realmente, nada na vida pode ser universalizado. Afinal, se existe um livre arbítrio, você opta por tomar esta ou aquela decisão, se sofrer com ela, estará apenas colhendo seus próprios frutos, da mesma maneira que a própria decisão ou fraqueza de simplesmente sucumbir à uma adversidade provocada por você mesmo, também é de seu inteiro livre arbítrio.
O mesmo ocorrerá quando boas ações são tomadas. As realizações que se tem com elas são presentes de seu próprio mérito. E cada indivíduo tem sua maneira particular e peculiar de encarar as diferentes experiências pelo qual experimentam ao longo da vida.
A riqueza e a falta de recursos existem para que as pessoas passem como uma prova. Aqueles que fizeram bem seu dever de casa, passarão de ano com louvor, aqueles que falharem à prova , repetirão o ano.
Estas discussões em torno da condição monetária do indivíduo surgiu ao acaso. Foi devido a coincidência do tema. Não é somente essas condições que colocam um indivíduo em prova. Também são testadas as pessoas que vêem seu semelhante familiar como um inimigo íntimo, quem tiver de enfrentar complicada situação de saúde, quem passa por privações de quaisquer dos sentidos, aquele que se encontra abandonado ou rejeitado, pessoas que vivenciam situações de injustiça...etc... São tantas as infinitas possibilidades que prender-se apenas à questão dos ganhos de bens, me passa a impressão de um pensamento preso à uma caixa.

Celso Souza Silva disse...

Gregorio, a vida material é tao importante quanto a espiritual pois o proprio Evangelho prega o trabalho e o ganho de víveres, portanto, isso é prova disso. Quanto a te melhores coisas, isso sim, tambem faz parte pois senao, nao existiria. Eu nao consigo entender bem isso e acredito que, assim como na terra, deve ser o "CEU" pois existem muitas normas e regras a serem cumpridas pelos que lá residem. Eu nao vejo que estaria preso a uma caixa como voce disse, embora sao inumeras situaçoes que nos privam do privilegio do dinheiro. Ele é muito bom sim, pois traz-nos felicidade e tranquilidade. Quem tem dinheiro e sabe usa-lo com sabedoria, entende o que falo. Nao digo esses gastos exorbitantes que alguns fazem, em especial alguns famosos que querem se exibir. Nao! Nao é isso mas sim uma condiçao para criar seus filhos, ter uma boa moradia e um bom carro. E o resto seria para viver e aproveitar a vida. Isso sim, é viver. Agora, o que vejo é que apenas "sobrevivo" pois essa de plantar e colher, olha, voce nao sabe o que ja passei e por isso é que acho injusto essa lei. Ate para morrer, se eu querer me matar, eu tenho que "pagar" depois. E voce fala de caixa! Acredito que Deus é vingativo, sim, que ele pouco ou nada olha para os que sofrem pois para ele, somos todos iguais, exceto os bem sucedidos financeiramente que tem o respeito ate do Papa. Nao vejo pobreza como melhora espiritual mas sim como percalços e revoltas. Quero que entenda que o problema nao é voce mas sim as leis que nos agridem e nos obriga a viver. Ja pensou se todos os probres se rebelassem contra essa existencia mediocre de pobre e cometessem suicidio? O que voce acha que seria? Sera que o Deus nao repensaria melhor suas distribuiçoes? Pense nisso. Obrigado.

Celso Souza Silva disse...

Gregorio, a vida material é tao importante quanto a espiritual pois o proprio Evangelho prega o trabalho e o ganho de víveres, portanto, isso é prova disso. Quanto a te melhores coisas, isso sim, tambem faz parte pois senao, nao existiria. Eu nao consigo entender bem



isso e acredito que, assim como na terra, deve ser o "CEU" pois existem muitas normas e regras a serem cumpridas pelos que lá residem. Eu nao vejo que estaria preso a uma caixa como voce disse, embora sao inumeras situaçoes que nos privam do privilegio do dinheiro. Ele é muito bom sim, pois traz-nos felicidade e tranquilidade. Quem tem dinheiro e sabe usa-lo com sabedoria, entende o que falo. Nao digo esses gastos exorbitantes que alguns fazem, em especial alguns famosos que querem se exibir. Nao! Nao é isso mas sim uma condiçao para criar seus filhos, ter uma boa moradia e um bom carro. E o resto seria para viver e aproveitar a vida. Isso sim, é viver. Agora, o que vejo é que apenas "sobrevivo" pois essa de plantar e colher, olha, voce nao sabe o que ja passei e por isso é que acho injusto essa lei. Ate para morrer, se eu querer me matar, eu tenho que "pagar" depois. E voce fala de caixa! Acredito que Deus é vingativo, sim, que ele pouco ou nada olha para os que sofrem pois para ele, somos todos iguais, exceto os bem sucedidos financeiramente que tem o respeito ate do Papa. Nao vejo pobreza como melhora espiritual mas sim como percalços e revoltas. Quero que entenda que o problema nao é voce mas sim as leis que nos agridem e nos obriga a viver. Ja pensou se todos os probres se rebelassem contra essa existencia mediocre de pobre e cometessem suicidio? O que voce acha que seria? Sera que o Deus nao repensaria melhor suas distribuiçoes? Pense nisso. Obrigado.