sábado, 23 de julho de 2016

OS ANIMAIS NA OBRA DE DEUS: ENTREVISTA E TRECHO





OS ANIMAIS NA OBRA DE DEUS:

ENTREVISTA COM O AUTOR E TRECHO DA OBRA

Qual a principal motivação para escrever Os animais na obra de Deus?

O espiritismo nos ensina que, pelos desígnios de Deus, o princípio espiritual imortal que existe nos animais começa o seu processo evolutivo na animalidade, passa pela humanidade e chega na culminância da angelitude.
Este é o desígnio do Pai para todos os Seus filhos.
Então, o espiritismo é a única doutrina que nos explica de modo lógico e dentro das leis do Criador, o destino grandioso que os animais também estão edificando com a vida.
Submetidos às leis do progresso e das sucessivas reencarnações, desde que foram criados simples e ignorantes, mas perfectíveis, eles começaram o desenvolvimento e aprimoramento incessante de suas faculdades e se aproximando cada vez mais da perfeição espiritual.
Essa é a visão espírita dos animais que enaltece a obra de Deus.
Além disso, a consciência desse princípio espírita estabelecido por Allan Kardec, que o livro desenvolve de modo claro, fortalece nos homens o dever de respeitar, ajudar, educar e amar os animais, extinguindo de vez os maus-tratos, a violência e a matança.
Existem nas obras assinadas por Allan Kardec afirmações sobre a existência de animais no plano espiritual?
Os espíritos superiores e Allan Kardec foram muito cautelosos ao abordarem essa questão ainda misteriosa, preferindo esperar que fatos espíritas bastante numerosos viessem evidenciar o tempo curto ou prolongado que a alma imortal dos animais passa no plano espiritual, antes da sua próxima reencarnação evolutiva.

As primeiras revelações claras, surpreendentes e concordes sobre a existência de animais no plano espiritual apareceram na Inglaterra nos livros A vida além do véu (1913), do espírito da mãe do reverendo G. Vale Owen (Edição FEB) e A vida nos mundos invisíveis (1920), do espírito Monsenhor Robert Hugh Benson (Editora Pensamento).

Essas revelações dos espíritos foram em seguida confirmadas nas pesquisas de Artur Conan Doyle e Ernesto Bozzano.

No Brasil, a existência de animais no plano espiritual foi reafirmada abundantemente em muitos livros espíritas, principalmente nos psicografados por Chico Xavier.

O livro de minha autoria, Os animais na obra de Deus, aborda em profundidade essa questão muito interessante, despertando reflexões graves sobre o engrandecimento de nossas condutas perante os animais.
 
Qual a importância de compreendermos melhor a alma dos animais?
Quando observamos a obra de Deus pelos seus dois lados da vida – o material e o espiritual –, conseguimos melhorar nosso modo de ser, pensar, sentir e agir, inclusive perante os animais.

Vemos claramente o passado, presente e futuro dos filhos de Deus, passando a administrar com a razão e o bom-senso as manifestações dos instintos, inteligência, moralidade, sabedoria e amor.

Com o entendimento da existência da alma dos animais e de seu destino semelhante à alma dos homens e dos anjos, pela sabedoria, justiça e bondade de Deus, melhoramos consideravelmente as nossas relações com eles.

Então, encaramos de frente inclusive a milenar e polêmica questão da necessidade de matá-los para prover a alimentação humana.

Este assunto também foi tratado em detalhes no livro em fase de lançamento.
 
Que mensagem final deixa para os nossos leitores?
Já temos revelações espirituais e lições religiosas e morais suficientes para que elevemos consideravelmente as nossas relações e a convivência inclusive com os animais.

Chico Xavier foi exemplo marcante da prática do respeito e amor aos animais.

Outros espíritas como Irvênia Prada, Marcel Benedeti, Sandra Denise Calado da ASSEAMA, Severino Barbosa, Ricardo Orestes Forni, Rodrigo Cavalcanti de Azambuja, dentre muitos outros, nos legaram contribuições valiosas que nos levam ao bom trato devido aos irmãos que estão inseridos na família universal, percorrendo ainda a fase da infância espiritual.

Que saibamos, portanto, conhecer, refletir, ter sempre em mente e adotar os exemplos e as lições que embelezam a vida em sociedade, engajando-nos no movimento contra os preconceitos, violências e criminalidade que infelizmente ainda existem principalmente contra os animais, facilitando, assim, a elevação das condições de vida de todos e a gradativa ascensão da alma até o Pai.
(*) As respostas das entrevistas e os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, e não refletem necessariamente a opinião da
Editora EME.


TRECHO DA OBRA
Muitos homens não têm apenas usado os animais para suprir a sua necessidade de alimentação do corpo material, quando não têm outras alternativas alimentares para obter as energias necessárias para sobreviver, trabalhar e prosperar.
Muitos têm ainda caçado os animais sem a menor piedade e consideração, sentindo a satisfação de os prender em jaulas ou gaiolas ou de os matar alegando que estão praticando atividades esportivas.
Onde está a educação, o bom-senso e o amor devido aos seres primitivos que convivem e se relacionam conosco no meio ambiente e na Natureza?
Os meios de comunicação nos têm mostrado ainda inúmeros casos gritantes de maus-tratos, agressões, tráficos e matanças de animais, no Brasil e no exterior, nos levando à indignação e, algumas vezes, até mesmo às lágrimas.
O que dizer dos homens que ainda tratam os animais de forma rude na sua criação para a alimentação, na pesquisa científica e nas ações que os levam à extinção?
Precisamos não só combater as atitudes e ações insensíveis, bárbaras e violentas, que nos deixam atônitos, adotadas contra os seres humanos; devemos também lutar abertamente contra tudo o que for feito de maldade para os animais.
A nossa consciência já nos mostra claramente o que ainda deixamos acontecer de mal contra os seres da Natureza, nos impulsionando às ações corretas e elevadas.
Chico Xavier nos deixou orientações e exemplos sobre o amor que devemos ter pelos animais, o qual é exteriorizado através da defesa, proteção e dedicação às suas boas condições de vida.
Não basta, portanto, fazermos leis que ficam apenas no papel. Precisamos do cumprimento rigoroso das legislações que determinam as das práticas amorosas e educativas em relação a eles.
Textos extraídos da NEWSLETTER EME, Edição . 186, junho de 2016. (www.editoraeme.com.br)
(Trecho extraído do capítulo “Chico Xavier e seus exemplos de amor aos animais”)








segunda-feira, 18 de julho de 2016

"OS ANIMAIS NA OBRA DE DEUS": RESENHAS









OS ANIMAIS NA OBRA DE DEUS”: RESENHAS

Allan Kardec tratou com muita propriedade e prudência as questões complexas que envolvem a criação, encarnação e sobrevivência da alma dos animais à morte do corpo material.
 
Ainda assim, empregou sua grande sabedoria e seu enorme bom-senso para desenvolver cada vez mais o tema, jamais dando por encerrada a discussão sobre esse assunto ao mesmo tempo tão misterioso, quanto polêmico.
 
Em O Livro dos Espíritos, Kardec levanta a questão pela primeira vez, nas questões 592 a 610, do Capítulo XI, da Segunda Parte (“Os Três Reinos”).
 
Em março de 1864, ele retoma o assunto através de um artigo na Revista Espírita intitulado “Da perfeição dos seres criados”, onde o codificador reafirma que a questão da evolução do princípio inteligente dos animais só estaria plenamente resolvida quando estivesse amplamente autenticada pela concordância universal do ensino dos espíritos.
 
Esse princípio só poderia ser considerado verdadeiramente indiscutível quando recebesse a plena consagração no ensino consistente, concorde e universal dos ensinos.
 
Através de seu novo livro, Os animais na obra de Deus, Geziel Andrade se propõe a examinar essas questões difíceis, reunindo e analisando detalhadamente as amplas informações sobre o assunto contidas em muitos livros espíritas.
 
Dessa forma, o autor pretende fortalecer o princípio espírita sobre o tema, permitindo que o mesmo passe com muita facilidade pelos crivos da razão, lógica e bom-senso, tal qual preconizava Kardec.
 
Este livro pretende analisar detalhadamente as amplas informações sobre o assunto.
 
Em seu novo livro, Geziel Andrade fortalece o princípio espírita sobre Os animais na obra de Deus. (Revista de livros EME, n. 19, maio 2016.)  
Atr

 

Geziel reuniu no seu novo livro o pensamento de diversos sábios encarnados e desencarnados acerca da evolução contínua e incessante na obra de Deus.

Nomes como Léon Denis, Gabriel Dellane, Ernesto Bozzano e ainda diversas comunicações de espíritos valorizam essa obra, mais um instrumento para nosso aprendizado sobre o aprimoramento espiritual. (Newsletter EME, edição n. 187, julho de 2016.)

 

Geziel Andrade vem nos mostrar, em seu livro Os animais na obra de Deus, como se processa a evolução do princípio inteligente.

Esse princípio inteligente, criado por Deus, percorre uma longa jornada, lenta e continuadamente, desde as formas mais primitivas, passando por inumeráveis experiências até atingir a condição humana, e daí, novamente, tem pela frente desafios e retornos à vida material até alcançar a angelitude, destino final de toda criatura.

Geziel reuniu o pensamento de diversos sábios (tanto de pensadores de nosso mundo quanto dos espíritos que auxiliaram Allan Kardec nas obras da codificação) acerca da evolução contínua e incessante na obra de Deus.

Nomes como Léon Denis, Gabriel Dellane, Ernesto Bozzano e ainda diversas comunicações de espíritos superiores através da psicografia de Chico Xavier valorizam essa obra, mais um instrumento para nosso aprendizado sobre o aprimoramento espiritual. (Sinopse em http://editoraeme.com.br/lancamentos).

 

 


 

sábado, 2 de julho de 2016

OS ANIMAIS NA OBRA DE DEUS. INFORMATIVO





“OS ANIMAIS NA OBRA DE DEUS”: INFORMATIVO




A Editora EME, de Capivari-SP, (www.editoraeme.com.br), em seu informativo LEITOR EME, Ano 17, número 73, de julho de 2016, publicou as seguintes informações sobre o livro acima, de sua edição:


UMA VALIOSA OBRA DE PESQUISA E DE ESCLARECIMENTO.


Allan Kardec tratou com muita propriedade e prudência as questões complexas que envolvem a criação, encarnação e sobrevivência da alma dos animais à morte do corpo material.


Tanto em O Livro dos Espíritos, nas questões 592 a 610, do Capítulo 11, da segunda parte (“Os três reinos”), quanto na Revista Espírita de março de 1864, o codificador reafirma que a questão da evolução do princípio inteligente dos animais só estaria plenamente resolvida quando estivesse amplamente autenticada pela concordância universal do ensino dos espíritos.


Esse princípio inteligente percorre uma longa jornada, lenta e continuadamente, desde as formas mais primitivas, passando por inumeráveis experiências até atingir a condição humana e daí, novamente tem pela frente incontáveis desafios e múltiplos retornos à vida material até alcançar a angelitude, destino final de toda criatura de Deus.


Através de seu novo livro, Os animais na obra de Deus, Geziel Andrade se propõe a examinar o assunto em profundidade e, para sustentar seu trabalho, busca apoio em eminentes estudiosos – nome como Léon Denis, Gabriel Dellane, Ernesto Bozzano – e diversas comunicações recebidas dos espíritos superiores através da psicografia de Chico Xavier.


 Desta forma, o autor pretende fortalecer o princípio espírita sobre o tema, permitindo que o mesmo passe com muita facilidade pelos crivos da razão, da lógica e do bom senso, tal qual preconizava Kardec.

sábado, 18 de junho de 2016

OS ANIMAIS NA OBRA DE DEUS





OS ANIMAIS NA OBRA DE DEUS


Geziel Andrade


O livro “Os animais na Obra de Deus” foi lançado neste mês (junho/2016) pela Editora EME, de Capivari-SP, (www.editoraeme.com.br).


Ele aborda a criação, encarnação e sobrevivência da alma dos animais após a morte do corpo material.


Analisa em profundidade o princípio espírita que diz que Deus criou o princípio inteligente simples e ignorante, mas perfectível.


Então, começa o seu processo evolutivo na animalidade, entra na humanidade e chega um dia na angelitude.


As leis do progresso e da reencarnação, atuando desde o momento da criação, permitem a edificação paulatina desse destino glorioso estabelecido por Deus para seus filhos.


Essas leis promovem o desenvolvimento e o aprimoramento das faculdades; o crescimento em conhecimentos intelectuais e morais; e a acumulação de experiências valiosas para essa ascensão na hierarquia verdadeira, que é a espiritual.


Assim, toda alma criada por Deus atinge um dia a perfeição espiritual, cumprindo os Seus desígnios.


O livro aborda ainda em profundidade todas as questões que envolvem a vida da alma dos animais.


Então, desperta em nós reflexões profundas sobre as nossas condutas perante eles.


O livro fornece ainda os elementos necessários para que respeitemos, ajudemos, eduquemos e amemos os animais, extinguindo os maus-tratos, a violência e a matança.


Graças ao entendimento de que a alma do animal atinge um destino semelhante ao da alma do homem, melhoramos consideravelmente as nossas relações e convivência com eles, em todos os aspectos, embelezando as condições de vida na terra.


 Com um melhor entendimento da obra de Deus, elevamos o nosso modo de ser, pensar, sentir e agir, inclusive perante os animais.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

LUZES CONTIDAS EM "O LIVRO DOS ESPÍRITOS", DE ALLAN KARDEC




LUZES CONTIDAS EM “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, DE ALLAN KARDEC

Geziel Andrade

Allan Kardec lançou “O Livro dos Espíritos” em Paris, na França, em 18 de abril de 1857, constituindo o Espiritismo.

O codificador da Doutrina Espírita começou a compor esse livro a partir das sessões de manifestações físicas dos Espíritos, através de deslocamentos de objetos; batidas com o pé de uma mesa para responder às perguntas por um “sim” ou um “não”; movimentação de um objeto para apontar as letras do alfabeto e assim formar frases mais elaboradas e responder a certas perguntas consideradas complexas.

Essa fase das manifestações físicas dos Espíritos durou pouco tempo. Mas serviu mais para chamar a atenção dos homens para uma realidade que lhes era desconhecida e mesmo inimaginável.

Logo em seguida, vieram as manifestações inteligentes dos espíritos, feitas principalmente através da escrita mediúnica.

Os médiuns passaram a segurar um lápis para escrever no papel diretamente o que lhes era ditado mentalmente ou pela audição ou mesmo por impulsos involuntários no braço.

Assim, se tornaram os intermediários entre os Espíritos e os homens ao registrarem pensamentos, sentimentos e ensinamentos vindos de seres invisíveis que habitavam o universo espiritual, chamado por Jesus de “o reino dos céus”.

Logo, as manifestações inteligentes dos Espíritos desenvolveram-se rapidamente, através da escrita, da fala, da poesia, da música, etc.

Deste modo, Allan Kardec conseguiu resolver questões elevadas de ordem filosófica, científica, religiosa e moral, servindo-se de diferentes médiuns, de diversas localidades.

A primeira preocupação de Allan Kardec foi desvendar quem eram realmente os autores das inusitadas manifestações físicas e inteligentes.

Então, constatou de modo incontestável que os Espíritos são as almas dos homens que morreram e que se encontravam no mundo espiritual, conservando o mesmo nível de elevação intelectual e moral que possuíam quando estavam encarnadas na Terra.

As almas dos homens apenas haviam perdido o seu envoltório material, com o fenômeno da morte; mas continuavam vivendo na vida no mundo espiritual, sendo virtuosas com suas boas qualidades intelectuais e morais adquiridas ou imperfeitas com o cultivo de suas paixões inferiores e com o uso de uma linguagem trivial, grosseira e cheia de falsidade no mundo diferente que passaram a habitar.

Outra constatação muito importante de Allan Kardec foi que os Espíritos elevados em termos intelectuais e morais usavam sempre, em suas comunicações com os homens, uma linguagem digna, nobre e cheia de ensinamentos elevados.

Desse modo, ficou muito fácil para Allan Kardec distinguir com precisão o tipo de Espírito que estava se comunicando através de um determinado médium.

Com os ensinamentos concordes que Allan Kardec obteve de inúmeros Espíritos superiores, através de diferentes médiuns de várias localidades, conseguiu compor “O Livro dos Espíritos”, esclarecendo na sua Introdução que:

“Não podemos obter nenhum mérito pessoal sobre esta obra, já que os princípios nela contidos não são criação nossa. Todo o mérito é, portanto, dos Espíritos que a ditaram.”

Por sinal, esses Espíritos superiores haviam lhe recomendado:

“Ocupa-te, com zelo e perseverança, do trabalho que empreendeste com nossa ajuda, pois esse trabalho é nosso. Nele pusemos as bases do novo edifício que se ergue e que, um dia, deve unir todos os homens num mesmo sentimento de amor e caridade. (...) É com perseverança que conseguirás obter o fruto de teus trabalhos. (...) Lembra-te de que os Bons Espíritos só ajudam aqueles que servem a Deus desinteressadamente e com humildade.”

DEUS E OS ELEMENTOS GERAIS DO UNIVERSO

Em “O Livro dos Espíritos”, Deus está acima de todas as coisas, em decorrência dos seguintes ensinamentos transmitidos pelos Espíritos superiores:

“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”

“Deus revela a sua inteligência suprema através da Obra da Criação.”         

“Deus é todo poderoso, soberanamente justo e bom e tem todas as perfeições no grau mais supremo.”

“Deus criou a matéria em estados que são desconhecidos pelos homens.”

“Em certos estados, a matéria criada por Deus é tão etérea e sutil que não causa nenhuma impressão aos sentidos humanos.”

“Dos diferentes estados da matéria surge o princípio vital que anima os variados corpos orgânicos.”

“Além da matéria, Deus criou o Espírito, que é o princípio inteligente do Universo. Portanto, a inteligência é um atributo essencial do Espírito.”

“Deus permite a união do Espírito à matéria animalizada. Isso a torna inteligente, graças ao pensamento, a vontade e a consciência que são também atributos do Espírito.”

“Deus criou muitos mundos habitados. O homem, na Terra, está longe de ser o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição.”

“Deus criou, além dos mundos materiais, o mundo espiritual, habitado pelos Espíritos. Este mundo é preexistente ao mundo material e sobrevivente a tudo.”

“Deus cria permanentemente os Espíritos, isto é, nunca parou de criá-los. Por isso, estão em diferentes graus de progresso intelectual e moral.”

“Os Espíritos, filhos de Deus, estão submetidos à Sua Vontade e às Suas Leis.”

“Para conseguirem atuar sobre os diferentes estados da matéria criada por Deus, os Espíritos estão sempre revestidos de um envoltório semimaterial, chamado de perispírito. Esse envoltório tem a forma humana, isto é, conserva a aparência da última encarnação. É graças ao perispírito que os Espíritos aparecem aos homens, seja nos sonhos, seja no estado de vigília, e algumas vezes lhes aparecem na forma visível ou mesmo palpável.”

OS ANJOS E OS DEMÔNIOS

A partir desses ensinamentos dos Espíritos superiores, obtidos por Allan Kardec através de diferentes médiuns e em muitas localidades, foi desvendado o mistério dos anjos e dos demônios:

“Os Espíritos podem ser enquadrados em três grandes ordens:

Na primeira ordem estão aqueles Espíritos que, embora tenham sido criados por Deus simples e ignorantes, já chegaram à perfeição intelectual e moral, que é o destino de todos, estabelecido por Deus, graças à Lei do progresso. São os chamados de Anjos.

Na segunda ordem estão os Espíritos que já se conscientizaram do dever moral de fazer o bem e que se esforçam para progredir.

E na terceira ordem estão os Espíritos ainda imperfeitos, ignorantes, presos às más paixões e propensos à prática do mal. Eles, porém, estão evoluindo em termos intelectual e moral, através de inúmeras reencarnações, na Terra ou em outros mundos habitados. Por falta de entendimento da grandeza da Obra de Deus, são chamados indevidamente pelos homens de demônios.”

O PROGRESSO INCESSANTE DOS ESPÍRITOS

Com essa comunicação séria e instrutiva com os Espíritos superiores, Allan Kardec estabeleceu no Espiritismo a Lei do progresso, a que todos os seres estão submetidos:

“Os Espíritos imortais, pelos Desígnios de Deus, têm de progredir em inteligência e em moralidade, através das incontáveis reencarnações, em variados mundos habitados.”

“À medida que os Espíritos se melhoram, elevam-se na hierarquia espiritual, que é a verdadeira. Assim, todos os Espíritos um dia se tornarão perfeitos.”

“Deus impõe a encarnação aos Espíritos para levá-los à perfeição. Na vida temporária que passam na existência material, os Espíritos cumprem provas e missões, ou expiações em função dos erros cometidos, convivendo e se relacionando com Espíritos de todas as ordens de elevação intelectual e moral, graças ao envoltório material. Assim, sofrem as lutas e vicissitudes da existência corpórea para desenvolverem as faculdades e adquirirem conhecimentos e experiências. Além disso, participam com seu trabalho na obra da Criação instruindo-se e progredindo incessantemente na hierarquia espiritual.”

AS RELAÇÕES ENTRE AS VIDAS ESPIRITUAL E MATERIAL

Allan Kardec constatou com suas pesquisas espíritas que o Espírito, mesmo encarnado, jamais perde seu contato com os Espíritos e a vida verdadeira:

“Durante o sono, os laços que unem o Espírito ao corpo material se afrouxam e o Espírito percorre o espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos. Os sonhos são lembranças imprecisas da liberdade parcial desfrutada pela alma. Ela viaja, conversa, trabalha e se instrui nesses momentos de desprendimento temporário do corpo material. Assim, pelo efeito do sono, o Espírito encarnado está sempre em contato com o mundo dos Espíritos, que é a sua pátria verdadeira.”

A AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE OS HOMENS

Allan Kardec constatou ainda com suas investigações espíritas que os homens vivem sob as influências dos bons ou dos maus Espíritos:

“Os Espíritos influem nos pensamentos e nas ações dos homens, chegando, muitas vezes, a dirigi-los. Os Anjos da guarda, os Espíritos protetores e familiares e os bons Espíritos exercem boas influências sobre os homens. Os Espíritos maus induzem os homens ao mal para fazê-los sofrer.”

A LIBERTAÇÃO DA ALMA COM A MORTE DO CORPO MATERIAL

Allan Kardec descortinou a continuidade da vida da alma após a morte de seu envoltório corporal:

“A morte rompe os laços que prendiam o Espírito ao corpo material, promovendo o seu retorno ao mundo dos Espíritos. Ele havia deixado momentaneamente o seu mundo permanente com a sua encarnação para progredir.”

“A vida da alma no mundo dos Espíritos será cheia de doçura ou de amargura, conforme o bom ou mau emprego que tiver feito de sua vida terrena.”

A REENCARNAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE PROGRESSO INCESSANTE DO ESPÍRITO

Allan Kardec rendeu-se aos argumentos convincentes dos Espíritos superiores, que lhe revelaram que Deus impõe a reencarnação ao Espírito imperfeito para que progrida incessantemente até que chegue um dia ao seu destino final que é a conquista da perfeição intelectual e moral:

“Todos os Espíritos têm muitas existências corpóreas. E a cada nova existência dá um passo na estrada do progresso; se despoja de suas imperfeições; e se aproxima da condição de Espírito bem-aventurado, de Espírito puro.”

AS LEIS MORAIS

Os Espíritos superiores ensinaram a Allan Kardec que as Leis de Deus prevalecem:

“É pelo cumprimento das Leis de Deus, em palavras e em ações, que o homem de bem conquista a sua felicidade. E, para o cumprimento de Suas Leis, Deus ofereceu Jesus ao homem, como o guia e o modelo mais perfeito.”

“O cumprimento das Leis de Deus pelo homem consiste principalmente no: “fazer aos outros o que gostaria que os outros lhe fizessem.”

“As Leis de Deus, em sua abrangência, consistem na:
·       LEI DE ADORAÇÃO: Deus deve ser adorado pelo pensamento; pelas boas ações; pelo bom exemplo; e pela prece feita de coração.
·       LEI DO TRABALHO: O trabalho imposto por Deus a todos os seres propicia ao homem uma ocupação e forma de ser útil aos semelhantes; o aperfeiçoamento da inteligência; o suprimento de suas necessidades: alimentação, segurança e bem-estar.
·       LEI DA REPRODUÇÃO DO CORPO MATERIAL: A reprodução deve ser cumprida com responsabilidade, pois permite a encarnação do Espírito com vistas ao seu aperfeiçoamento intelectual e moral. Os pais têm, portanto, por missão desenvolver o Espírito de seus filhos, através da educação e da instrução.
·       LEI DE CONSERVAÇÃO DO CORPO MATERIAL: O homem tem o dever moral de preservar o seu instrumento de evolução do Espírito. Deus lhe concedeu o meio material de manifestação e aperfeiçoamento para atuar de modo elevado na vida transitória, principalmente evitando os abusos, excessos e vícios. Assim, o homem vive melhor e evolui.
·       LEI DE DESTRUIÇÃO DAS COISAS MATERIAIS: O homem tem o dever moral de não promover desnecessariamente a destruição das coisas materiais. A Lei de destruição, evidentemente, tem a função de transformar, renovar e aprimorar as coisas materiais, mas as coisas existentes na Natureza devem ser preservadas de modo responsável e consciente pelo homem.
·       LEI DA VIDA EM SOCIEDADE: O homem, na condição de Espírito encarnado, criatura de Deus, tem a obrigação moral de viver e conviver pacificamente com os seus familiares e semelhantes, respeitando-se e ajudando-se mutuamente e sendo sempre útil a eles. O progresso do Espírito imperfeito se realiza graças à vida em sociedade.
·       LEI DO PROGRESSO: O homem tem que cuidar do seu próprio progresso material e espiritual, bem como da evolução das condições de vida no planeta. Cumpre adequadamente isso principalmente educando-se, instruindo-se, trabalhando e cuidando de seu aprimoramento intelectual e moral para aproximar a sua alma da perfeição espiritual.
·       LEI DE IGUALDADE: Todos os Espíritos são criados simples e ignorantes, isto é, iguais por Deus. Todos estão submetidos às mesmas Leis; e precisam trabalhar e se esforçar para o próprio aperfeiçoamento, caminhando para a perfeição espiritual.
·       LEI DE LIBERDADE: O homem tem o dever moral de usar a sua vontade e o seu livre-arbítrio com responsabilidade, fazendo o bem, realizando as boas obras e respeitando os direitos alheios. Assim progride e faz a sociedade progredir.
·       LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE: Somente a rigorosa observância desta Lei promove o rápido progresso moral e espiritual do Espírito, elevando-o na hierarquia verdadeira e abrindo-lhe as portas para as bem-aventuranças existentes nos mundos materiais e espirituais superiores e felizes.


AS PENAS E OS GOZOS NA VIDA TERRENA

As lições dos Espíritos superiores, publicadas por Allan Kardec em “O Livro dos Espíritos”, permitem que os homens estejam sempre conscientes de suas missões, provas ou mesmo expiações na vida terrena.

Assim, conseguem cumpri-las com condutas morais elevadas, evitando muitos males e conquistando uma felicidade duradoura.

Onde quer que esteja o Espírito encarnado ou desencarnado, pela Lei de Causa e Efeito ou de Ação e Reação, é sempre o artesão de sua própria felicidade ou, ao cometer erros, de sua própria infelicidade.

A cada Espírito é sempre dado de acordo com as suas próprias obras. Cada pena ou gozo que experimenta é sempre a resposta das Leis às suas próprias ações.

Ao praticar as Leis de Deus, o homem consegue obter na vida terrena a felicidade possível, conquistando o que realmente precisa para progredir, mantendo a sua consciência tranqüila e desfrutando o bem-estar.

Assim, cada Espírito tira de si mesmo e recebe conforme as suas próprias realizações. Nisto está o princípio de seu próprio gozo e felicidade ou de sua pena e infelicidade.

AS PENAS E OS GOZOS NA VIDA FUTURA

Os Espíritos superiores descortinaram a Allan Kardec as condições da alma na vida futura, conscientizando os homens de que:

“O Espírito é feliz na vida futura em função do bem que fez na vida terrena e de sua própria elevação espiritual.”

“Só os Espíritos puros gozam da felicidade suprema, porque já alcançaram a perfeição intelectual e moral.”

“O Espírito ainda inferior sofre na vida futura as penas que estão relacionadas com as suas más paixões e com o seu grau de inferioridade. Mas, essas penas visam sempre levar o Espírito imperfeito a obter o progresso intelectual e moral estabelecido por Deus. Por isso, elas duram o tempo que for necessário para que se arrependam de seus erros cometidos, se melhorem e se aprimorem com os esforços próprios.”

“A soma da felicidade da alma na vida futura é proporcional à soma do bem que ela tenha feito na vida terrena. A soma da sua infelicidade é proporcional ao mal e às infelicidades que ela tenha causado ao próximo e a si mesma.”

LUZES BRILHANTES CONTIDAS EM “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”

Allan Kardec, ao ter legado à humanidade “O Livro dos Espíritos”, graças às suas comunicações notáveis e úteis com os Espíritos, através de vários médiuns, de muitas localidades, iluminou a consciência dos homens.

Então, podem ver de modo claro e com raciocínio lógico a grandiosidade da Obra de Deus, bem como o contexto grandioso em que estão inseridos submetidos às Leis Divinas.

Desse modo, Allan Kardec encheu os homens de esperança e de confiança no Criador de todas as coisas.
Além disso, estabeleceu que:

“Por meio do Espiritismo, a humanidade deve entrar numa nova fase, a do progresso moral, que é a sua inevitável consequência.”

“O Espiritismo torna os homens melhores, mais felizes, pela prática da mais pura moral evangélica.”

“O Espiritismo fortalece a confiança em Deus e convida os homens à felicidade, à esperança, à verdadeira fraternidade.”

CONCLUSÃO

Em suma, em “O Livro dos Espíritos”, temos os paradigmas, as bases para uma revolução que torna mais abrangente as ciências e as ordens filosóficas, morais e religiosas.

Aplicando em todas as circunstâncias da vida os ensinamentos contidos em “O Livro dos Espíritos”, agimos sempre com clareza, profundidade, lógica e bondade ante a complexidade da Obra de Deus. Assim, vivemos com grandeza intelectual e moral, com sabedoria e amor, ante os acontecimentos inerentes às vidas material e espiritual.

Graças ao “O Livro dos Espíritos” temos a visão clara e lúcida, tanto de Deus, quanto de Sua Obra, o que nos permite vislumbrar o nosso próprio passado, presente e futuro, na condição de Espírito imortal, em constante relação com a matéria.

Com a publicação, por Allan Kardec, de “O Livro dos Espíritos”, o dia 18 de abril de 1857 tornou-se um novo marco histórico, ao ter promovido outra revolução que amplia o entendimento das realidades universais: Deus, Espírito e matéria.

Ao adotarmos “O Livro dos Espíritos” como “livro de cabeceira”, temos a mente iluminada por luzes brilhantes, que nos mostram o caminho seguro para construir um presente e um futuro cheios de bem-aventuranças.