quinta-feira, 2 de abril de 2015

LUZES CONTIDAS EM "O LIVRO DOS ESPÍRITOS", DE ALLAN KARDEC




LUZES CONTIDAS EM “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, DE ALLAN KARDEC

Geziel Andrade

Allan Kardec lançou “O Livro dos Espíritos” em Paris, na França, em 18 de abril de 1857, constituindo o Espiritismo.

O codificador da Doutrina Espírita começou a compor esse livro a partir das sessões de manifestações físicas dos Espíritos, através de deslocamentos de objetos; batidas com o pé de uma mesa para responder às perguntas por um “sim” ou um “não”; movimentação de um objeto para apontar as letras do alfabeto e assim formar frases mais elaboradas e responder a certas perguntas consideradas complexas.

Essa fase das manifestações físicas dos Espíritos durou pouco tempo. Mas serviu mais para chamar a atenção dos homens para uma realidade que lhes era desconhecida e mesmo inimaginável.

Logo em seguida, vieram as manifestações inteligentes dos espíritos, feitas principalmente através da escrita mediúnica.

Os médiuns passaram a segurar um lápis para escrever no papel diretamente o que lhes era ditado mentalmente ou pela audição ou mesmo por impulsos involuntários no braço.

Assim, se tornaram os intermediários entre os Espíritos e os homens ao registrarem pensamentos, sentimentos e ensinamentos vindos de seres invisíveis que habitavam o universo espiritual, chamado por Jesus de “o reino dos céus”.

Logo, as manifestações inteligentes dos Espíritos desenvolveram-se rapidamente, através da escrita, da fala, da poesia, da música, etc.

Deste modo, Allan Kardec conseguiu resolver questões elevadas de ordem filosófica, científica, religiosa e moral, servindo-se de diferentes médiuns, de diversas localidades.

A primeira preocupação de Allan Kardec foi desvendar quem eram realmente os autores das inusitadas manifestações físicas e inteligentes.

Então, constatou de modo incontestável que os Espíritos são as almas dos homens que morreram e que se encontravam no mundo espiritual, conservando o mesmo nível de elevação intelectual e moral que possuíam quando estavam encarnadas na Terra.

As almas dos homens apenas haviam perdido o seu envoltório material, com o fenômeno da morte; mas continuavam vivendo na vida no mundo espiritual, sendo virtuosas com suas boas qualidades intelectuais e morais adquiridas ou imperfeitas com o cultivo de suas paixões inferiores e com o uso de uma linguagem trivial, grosseira e cheia de falsidade no mundo diferente que passaram a habitar.

Outra constatação muito importante de Allan Kardec foi que os Espíritos elevados em termos intelectuais e morais usavam sempre, em suas comunicações com os homens, uma linguagem digna, nobre e cheia de ensinamentos elevados.

Desse modo, ficou muito fácil para Allan Kardec distinguir com precisão o tipo de Espírito que estava se comunicando através de um determinado médium.

Com os ensinamentos concordes que Allan Kardec obteve de inúmeros Espíritos superiores, através de diferentes médiuns de várias localidades, conseguiu compor “O Livro dos Espíritos”, esclarecendo na sua Introdução que:

“Não podemos obter nenhum mérito pessoal sobre esta obra, já que os princípios nela contidos não são criação nossa. Todo o mérito é, portanto, dos Espíritos que a ditaram.”

Por sinal, esses Espíritos superiores haviam lhe recomendado:

“Ocupa-te, com zelo e perseverança, do trabalho que empreendeste com nossa ajuda, pois esse trabalho é nosso. Nele pusemos as bases do novo edifício que se ergue e que, um dia, deve unir todos os homens num mesmo sentimento de amor e caridade. (...) É com perseverança que conseguirás obter o fruto de teus trabalhos. (...) Lembra-te de que os Bons Espíritos só ajudam aqueles que servem a Deus desinteressadamente e com humildade.”

DEUS E OS ELEMENTOS GERAIS DO UNIVERSO

Em “O Livro dos Espíritos”, Deus está acima de todas as coisas, em decorrência dos seguintes ensinamentos transmitidos pelos Espíritos superiores:

“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”

“Deus revela a sua inteligência suprema através da Obra da Criação.”         

“Deus é todo poderoso, soberanamente justo e bom e tem todas as perfeições no grau mais supremo.”

“Deus criou a matéria em estados que são desconhecidos pelos homens.”

“Em certos estados, a matéria criada por Deus é tão etérea e sutil que não causa nenhuma impressão aos sentidos humanos.”

“Dos diferentes estados da matéria surge o princípio vital que anima os variados corpos orgânicos.”

“Além da matéria, Deus criou o Espírito, que é o princípio inteligente do Universo. Portanto, a inteligência é um atributo essencial do Espírito.”

“Deus permite a união do Espírito à matéria animalizada. Isso a torna inteligente, graças ao pensamento, a vontade e a consciência que são também atributos do Espírito.”

“Deus criou muitos mundos habitados. O homem, na Terra, está longe de ser o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição.”

“Deus criou, além dos mundos materiais, o mundo espiritual, habitado pelos Espíritos. Este mundo é preexistente ao mundo material e sobrevivente a tudo.”

“Deus cria permanentemente os Espíritos, isto é, nunca parou de criá-los. Por isso, estão em diferentes graus de progresso intelectual e moral.”

“Os Espíritos, filhos de Deus, estão submetidos à Sua Vontade e às Suas Leis.”

“Para conseguirem atuar sobre os diferentes estados da matéria criada por Deus, os Espíritos estão sempre revestidos de um envoltório semimaterial, chamado de perispírito. Esse envoltório tem a forma humana, isto é, conserva a aparência da última encarnação. É graças ao perispírito que os Espíritos aparecem aos homens, seja nos sonhos, seja no estado de vigília, e algumas vezes lhes aparecem na forma visível ou mesmo palpável.”

OS ANJOS E OS DEMÔNIOS

A partir desses ensinamentos dos Espíritos superiores, obtidos por Allan Kardec através de diferentes médiuns e em muitas localidades, foi desvendado o mistério dos anjos e dos demônios:

“Os Espíritos podem ser enquadrados em três grandes ordens:

Na primeira ordem estão aqueles Espíritos que, embora tenham sido criados por Deus simples e ignorantes, já chegaram à perfeição intelectual e moral, que é o destino de todos, estabelecido por Deus, graças à Lei do progresso. São os chamados de Anjos.

Na segunda ordem estão os Espíritos que já se conscientizaram do dever moral de fazer o bem e que se esforçam para progredir.

E na terceira ordem estão os Espíritos ainda imperfeitos, ignorantes, presos às más paixões e propensos à prática do mal. Eles, porém, estão evoluindo em termos intelectual e moral, através de inúmeras reencarnações, na Terra ou em outros mundos habitados. Por falta de entendimento da grandeza da Obra de Deus, são chamados indevidamente pelos homens de demônios.”

O PROGRESSO INCESSANTE DOS ESPÍRITOS

Com essa comunicação séria e instrutiva com os Espíritos superiores, Allan Kardec estabeleceu no Espiritismo a Lei do progresso, a que todos os seres estão submetidos:

“Os Espíritos imortais, pelos Desígnios de Deus, têm de progredir em inteligência e em moralidade, através das incontáveis reencarnações, em variados mundos habitados.”

“À medida que os Espíritos se melhoram, elevam-se na hierarquia espiritual, que é a verdadeira. Assim, todos os Espíritos um dia se tornarão perfeitos.”

“Deus impõe a encarnação aos Espíritos para levá-los à perfeição. Na vida temporária que passam na existência material, os Espíritos cumprem provas e missões, ou expiações em função dos erros cometidos, convivendo e se relacionando com Espíritos de todas as ordens de elevação intelectual e moral, graças ao envoltório material. Assim, sofrem as lutas e vicissitudes da existência corpórea para desenvolverem as faculdades e adquirirem conhecimentos e experiências. Além disso, participam com seu trabalho na obra da Criação instruindo-se e progredindo incessantemente na hierarquia espiritual.”

AS RELAÇÕES ENTRE AS VIDAS ESPIRITUAL E MATERIAL

Allan Kardec constatou com suas pesquisas espíritas que o Espírito, mesmo encarnado, jamais perde seu contato com os Espíritos e a vida verdadeira:

“Durante o sono, os laços que unem o Espírito ao corpo material se afrouxam e o Espírito percorre o espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos. Os sonhos são lembranças imprecisas da liberdade parcial desfrutada pela alma. Ela viaja, conversa, trabalha e se instrui nesses momentos de desprendimento temporário do corpo material. Assim, pelo efeito do sono, o Espírito encarnado está sempre em contato com o mundo dos Espíritos, que é a sua pátria verdadeira.”

A AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE OS HOMENS

Allan Kardec constatou ainda com suas investigações espíritas que os homens vivem sob as influências dos bons ou dos maus Espíritos:

“Os Espíritos influem nos pensamentos e nas ações dos homens, chegando, muitas vezes, a dirigi-los. Os Anjos da guarda, os Espíritos protetores e familiares e os bons Espíritos exercem boas influências sobre os homens. Os Espíritos maus induzem os homens ao mal para fazê-los sofrer.”

A LIBERTAÇÃO DA ALMA COM A MORTE DO CORPO MATERIAL

Allan Kardec descortinou a continuidade da vida da alma após a morte de seu envoltório corporal:

“A morte rompe os laços que prendiam o Espírito ao corpo material, promovendo o seu retorno ao mundo dos Espíritos. Ele havia deixado momentaneamente o seu mundo permanente com a sua encarnação para progredir.”

“A vida da alma no mundo dos Espíritos será cheia de doçura ou de amargura, conforme o bom ou mau emprego que tiver feito de sua vida terrena.”

A REENCARNAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE PROGRESSO INCESSANTE DO ESPÍRITO

Allan Kardec rendeu-se aos argumentos convincentes dos Espíritos superiores, que lhe revelaram que Deus impõe a reencarnação ao Espírito imperfeito para que progrida incessantemente até que chegue um dia ao seu destino final que é a conquista da perfeição intelectual e moral:

“Todos os Espíritos têm muitas existências corpóreas. E a cada nova existência dá um passo na estrada do progresso; se despoja de suas imperfeições; e se aproxima da condição de Espírito bem-aventurado, de Espírito puro.”

AS LEIS MORAIS

Os Espíritos superiores ensinaram a Allan Kardec que as Leis de Deus prevalecem:

“É pelo cumprimento das Leis de Deus, em palavras e em ações, que o homem de bem conquista a sua felicidade. E, para o cumprimento de Suas Leis, Deus ofereceu Jesus ao homem, como o guia e o modelo mais perfeito.”

“O cumprimento das Leis de Deus pelo homem consiste principalmente no: “fazer aos outros o que gostaria que os outros lhe fizessem.”

“As Leis de Deus, em sua abrangência, consistem na:
·       LEI DE ADORAÇÃO: Deus deve ser adorado pelo pensamento; pelas boas ações; pelo bom exemplo; e pela prece feita de coração.
·       LEI DO TRABALHO: O trabalho imposto por Deus a todos os seres propicia ao homem uma ocupação e forma de ser útil aos semelhantes; o aperfeiçoamento da inteligência; o suprimento de suas necessidades: alimentação, segurança e bem-estar.
·       LEI DA REPRODUÇÃO DO CORPO MATERIAL: A reprodução deve ser cumprida com responsabilidade, pois permite a encarnação do Espírito com vistas ao seu aperfeiçoamento intelectual e moral. Os pais têm, portanto, por missão desenvolver o Espírito de seus filhos, através da educação e da instrução.
·       LEI DE CONSERVAÇÃO DO CORPO MATERIAL: O homem tem o dever moral de preservar o seu instrumento de evolução do Espírito. Deus lhe concedeu o meio material de manifestação e aperfeiçoamento para atuar de modo elevado na vida transitória, principalmente evitando os abusos, excessos e vícios. Assim, o homem vive melhor e evolui.
·       LEI DE DESTRUIÇÃO DAS COISAS MATERIAIS: O homem tem o dever moral de não promover desnecessariamente a destruição das coisas materiais. A Lei de destruição, evidentemente, tem a função de transformar, renovar e aprimorar as coisas materiais, mas as coisas existentes na Natureza devem ser preservadas de modo responsável e consciente pelo homem.
·       LEI DA VIDA EM SOCIEDADE: O homem, na condição de Espírito encarnado, criatura de Deus, tem a obrigação moral de viver e conviver pacificamente com os seus familiares e semelhantes, respeitando-se e ajudando-se mutuamente e sendo sempre útil a eles. O progresso do Espírito imperfeito se realiza graças à vida em sociedade.
·       LEI DO PROGRESSO: O homem tem que cuidar do seu próprio progresso material e espiritual, bem como da evolução das condições de vida no planeta. Cumpre adequadamente isso principalmente educando-se, instruindo-se, trabalhando e cuidando de seu aprimoramento intelectual e moral para aproximar a sua alma da perfeição espiritual.
·       LEI DE IGUALDADE: Todos os Espíritos são criados simples e ignorantes, isto é, iguais por Deus. Todos estão submetidos às mesmas Leis; e precisam trabalhar e se esforçar para o próprio aperfeiçoamento, caminhando para a perfeição espiritual.
·       LEI DE LIBERDADE: O homem tem o dever moral de usar a sua vontade e o seu livre-arbítrio com responsabilidade, fazendo o bem, realizando as boas obras e respeitando os direitos alheios. Assim progride e faz a sociedade progredir.
·       LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE: Somente a rigorosa observância desta Lei promove o rápido progresso moral e espiritual do Espírito, elevando-o na hierarquia verdadeira e abrindo-lhe as portas para as bem-aventuranças existentes nos mundos materiais e espirituais superiores e felizes.


AS PENAS E OS GOZOS NA VIDA TERRENA

As lições dos Espíritos superiores, publicadas por Allan Kardec em “O Livro dos Espíritos”, permitem que os homens estejam sempre conscientes de suas missões, provas ou mesmo expiações na vida terrena.

Assim, conseguem cumpri-las com condutas morais elevadas, evitando muitos males e conquistando uma felicidade duradoura.

Onde quer que esteja o Espírito encarnado ou desencarnado, pela Lei de Causa e Efeito ou de Ação e Reação, é sempre o artesão de sua própria felicidade ou, ao cometer erros, de sua própria infelicidade.

A cada Espírito é sempre dado de acordo com as suas próprias obras. Cada pena ou gozo que experimenta é sempre a resposta das Leis às suas próprias ações.

Ao praticar as Leis de Deus, o homem consegue obter na vida terrena a felicidade possível, conquistando o que realmente precisa para progredir, mantendo a sua consciência tranqüila e desfrutando o bem-estar.

Assim, cada Espírito tira de si mesmo e recebe conforme as suas próprias realizações. Nisto está o princípio de seu próprio gozo e felicidade ou de sua pena e infelicidade.

AS PENAS E OS GOZOS NA VIDA FUTURA

Os Espíritos superiores descortinaram a Allan Kardec as condições da alma na vida futura, conscientizando os homens de que:

“O Espírito é feliz na vida futura em função do bem que fez na vida terrena e de sua própria elevação espiritual.”

“Só os Espíritos puros gozam da felicidade suprema, porque já alcançaram a perfeição intelectual e moral.”

“O Espírito ainda inferior sofre na vida futura as penas que estão relacionadas com as suas más paixões e com o seu grau de inferioridade. Mas, essas penas visam sempre levar o Espírito imperfeito a obter o progresso intelectual e moral estabelecido por Deus. Por isso, elas duram o tempo que for necessário para que se arrependam de seus erros cometidos, se melhorem e se aprimorem com os esforços próprios.”

“A soma da felicidade da alma na vida futura é proporcional à soma do bem que ela tenha feito na vida terrena. A soma da sua infelicidade é proporcional ao mal e às infelicidades que ela tenha causado ao próximo e a si mesma.”

LUZES BRILHANTES CONTIDAS EM “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”

Allan Kardec, ao ter legado à humanidade “O Livro dos Espíritos”, graças às suas comunicações notáveis e úteis com os Espíritos, através de vários médiuns, de muitas localidades, iluminou a consciência dos homens.

Então, podem ver de modo claro e com raciocínio lógico a grandiosidade da Obra de Deus, bem como o contexto grandioso em que estão inseridos submetidos às Leis Divinas.

Desse modo, Allan Kardec encheu os homens de esperança e de confiança no Criador de todas as coisas.
Além disso, estabeleceu que:

“Por meio do Espiritismo, a humanidade deve entrar numa nova fase, a do progresso moral, que é a sua inevitável consequência.”

“O Espiritismo torna os homens melhores, mais felizes, pela prática da mais pura moral evangélica.”

“O Espiritismo fortalece a confiança em Deus e convida os homens à felicidade, à esperança, à verdadeira fraternidade.”

CONCLUSÃO

Em suma, em “O Livro dos Espíritos”, temos os paradigmas, as bases para uma revolução que torna mais abrangente as ciências e as ordens filosóficas, morais e religiosas.

Aplicando em todas as circunstâncias da vida os ensinamentos contidos em “O Livro dos Espíritos”, agimos sempre com clareza, profundidade, lógica e bondade ante a complexidade da Obra de Deus. Assim, vivemos com grandeza intelectual e moral, com sabedoria e amor, ante os acontecimentos inerentes às vidas material e espiritual.

Graças ao “O Livro dos Espíritos” temos a visão clara e lúcida, tanto de Deus, quanto de Sua Obra, o que nos permite vislumbrar o nosso próprio passado, presente e futuro, na condição de Espírito imortal, em constante relação com a matéria.

Com a publicação, por Allan Kardec, de “O Livro dos Espíritos”, o dia 18 de abril de 1857 tornou-se um novo marco histórico, ao ter promovido outra revolução que amplia o entendimento das realidades universais: Deus, Espírito e matéria.

Ao adotarmos “O Livro dos Espíritos” como “livro de cabeceira”, temos a mente iluminada por luzes brilhantes, que nos mostram o caminho seguro para construir um presente e um futuro cheios de bem-aventuranças.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

A CARIDADE SEM O USO DO DINHEIRO





A CARIDADE SEM O USO DO DINHEIRO

Geziel Andrade

Não precisamos recorrer ao dinheiro para praticar a caridade.

Quando sentimo-nos dispostos a difundir o bem ou estamos conscientes da importância de ser útil a alguém de modo desinteressado, com o bom emprego das faculdades ou habilidades, exercitamos a virtude da caridade que se exterioriza naturalmente em decorrência do amor que cultivamos em nosso sentimento e pensamento.

Desse modo, conseguimos:
·       Pronunciar a palavra que alivia, ensina, consola, aconselha, renova o ânimo e restabelece a esperança nos momentos difíceis.
·       Mostrar o espírito de companheirismo com a prestação do trabalho nobre não remunerado que gera a prosperidade de quem nos cerca.
·       Difundir a bondade, paciência, entendimento, amizade e gentileza nos momentos desagradáveis que podem surgir no ambiente familiar, de trabalho ou social.
·       Relevar mesmo as faltas graves daqueles que ainda desprezam os valores éticos e morais, ofertando-lhes bons exemplos, boas atitudes e condutas, apaziguando conflitos.

Realmente, podemos dispensar o uso do dinheiro para atender voluntariamente o amigo que enfrenta situação constrangedora; o desconhecido que necessita de um gesto de fraternidade ou solidariedade para superar uma dificuldade presente; o familiar ou ente querido que perdeu o equilíbrio íntimo e precisa restabelecer a serenidade e a vontade de trabalhar para progredir.

Desse modo, a caridade sem o uso do dinheiro envolve, geralmente, uma simples oração em favor de alguém; a palavra amiga de orientação ou apoio no momento oportuno; ou a atitude ou ação bondosa que beneficia quem está ao nosso redor.

Lembremo-nos sempre dos exemplos que nos foram legados por Jesus. Sem dinheiro, posses ou propriedades materiais, conviveu e se relacionou de modo digno e fraterno com todos os tipos de pessoas, beneficiando-as com seus ensinos das realidades espirituais, das coisas de Deus e do reino dos céus; suas curas e atos de caridade, impulsionados pelo amor que tinha no coração.

Lembremo-nos de Allan Kardec que nos ensinou que o exercício da moral de Jesus implica na prática da caridade e da humildade; que não podemos amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo.

Por isso, Kardec nos orientou a compatibilizar as nossas atitudes e ações com a máxima: Fora da caridade não há salvação.

A prática da caridade está ao alcance de todos nós, dispensando inclusive o uso do dinheiro.

Ela pode partir tanto da alma do ignorante e do sábio, como do rico e do pobre, do crente e do descrente. Essa prática une os homens, pois gera benefícios, estabelece a paz em qualquer ambiente e abre as portas do bem-estar e da felicidade para homens. A prática dessa virtude deve, portanto, nortear nossos sentimentos, pensamentos e atos, disseminando o bem.

De fato, basta recorrermos aos ensinos e exemplos de Jesus, para o exercício da beneficência. É um engano acomodarmo-nos na posição confortável de esperar pelo progresso moral ou a posse da riqueza material e do dinheiro para a prática do bem, sem qualquer interesse pessoal.

Temos ao nosso dispor modos variados para sermos caridosos. Basta, muitas vezes, agirmos espontaneamente de modo fraterno no cotidiano; sermos humildes e prestativos no trato com as pessoas no cotidiano. Para isso, só precisamos recorrer à disposição, iniciativa, vontade, criatividade e gentileza.

É assim que disseminamos o bem; beneficiamos os semelhantes, sem o uso de qualquer recurso monetário.

   

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

MENSAGEM DE NATAL




MENSAGEM DE NATAL

Geziel Andrade

Jesus nasceu na família de José e Maria, numa simples manjedoura em Belém, por ordem de Deus para dilatar o nosso entendimento do contexto grandioso em que estamos inseridos na obra da Criação.

 A doutrina ou religião que Jesus trouxe à Terra:
·       Estabeleceu o amor a Deus e ao próximo em primeira ordem de grandeza.
·       Pregou que devemos fazer ao próximo o que queremos para nós mesmos.
·       Fortaleceu a confiança e a fé em Deus, ao revelar que é o Pai infinito em amor, sabedoria, justiça, misericórdia e poder.
·       Ensinou o cumprimento da Lei de Deus pela prática do bem.
·       Deu consolação ante os sofrimentos e esperança de recompensa para a alma na vida futura para as aflições bem suportadas durante a sua passagem terrena.
·       Mostrou o poder da prece, deixando a do Pai Nosso que resume o nosso compromisso moral perante o Criador de todas as coisas.
·       Priorizou a pureza de coração, humildade, misericórdia e caridade para a alma progredir moralmente e merecer desfrutar das bem-aventuranças em sua imortalidade no reino dos Céus.
·       Revelou a existência da justiça de Deus que está acima da dos homens e que dá a cada um segundo as suas próprias obras.
·       E conduziu os homens ao cultivo das coisas de Deus e à prática das virtudes que garantem a conquista dos tesouros imperecíveis e a grandeza moral e espiritual, propiciando a prosperidade verdadeira, paz na consciência, alegria, saúde e felicidade, onde quer que a alma humana esteja, encarnada ou desencarnada.

Portanto, neste Natal de Jesus, que a nossa atitude não seja de apenas valorizar os aspectos e as comemorações materiais. Mas, principalmente, de nos atermos à forma elevada que Jesus cumpriu a missão gloriosa que lhe foi confiada por Deus, o Senhor da Terra e do Céu.

Devemos ver neste Natal, em primeiro plano, os exemplos de fraternidade que Jesus nos legou em sua caminhada entre a multidão; a sua doutrina de amor e luz na alma, que estabelece a paz; e os princípios da sua sublime mensagem religiosa, moral e espiritual, que coloca Deus acima de todas as coisas.

Dessa forma, atentamos para o verdadeiro espírito do Natal, garantindo na vida o bem-estar duradouro.

         



quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A VIDA NO MUNDO DOS ESPÍRITOS: LIÇÕES DE ALLAN KARDEC A RESPEITO




A VIDA NO MUNDO DOS ESPÍRITOS: LIÇÕES DE ALLAN KARDEC A RESPEITO

Geziel Andrade

Allan Kardec, em função das comunicações sérias e instrutivas com os Espíritos, através de diferentes médiuns, registrou em suas obras da codificação do Espiritismo importantes lições a respeito da vida no mundo espiritual.

Esses ensinos do codificador da Doutrina Espírita elucidam-nos a respeito do contexto grandioso em que estamos inseridos na Obra de Deus.

A compilação, a seguir apresentada, reúne as principais lições de Allan Kardec a respeito do assunto. Essas lições falam por si, dispensando comentários adicionais.

1 – A VIDA NO MUNDO DOS ESPÍRITOS ATENDE AOS DESÍGNIOS DE DEUS, QUE SÃO SÁBIOS, AMOROSOS E JUSTOS:
“Não nos cabe regular o que se passa no mundo dos Espíritos. Seria querer reger a Obra de Deus. Cabe-nos tomá-lo tal qual é e, se não nos convier, não será nem mais nem menos, porque Deus não o mudará para nós.”

2 – A ALMA DO HOMEM, APÓS A MORTE DO CORPO MATERIAL, GERALMENTE NÃO COMPREENDE DE IMEDIATO SUA NOVA SITUAÇÃO E POSIÇÃO NA CONTINUIDADE DA SUA VIDA IMORTAL NO MUNDO DOS ESPÍRITOS:
“Vemos Espíritos que, mesmo muito depois da morte, ainda se julgam vivos, vagam ou crêem vagar nas ocupações terrenas. É que têm completa ilusão quanto à sua posição, e não se dão conta do seu estado espiritual. Conservam a ideia que tinham do nada após a morte, a qual para eles ainda não veio.”

“Deixando o seu invólucro carnal, certos Espíritos continuam a vida com as mesmas vicissitudes, durante um tempo mais ou menos longo. Tal é a situação dos Espíritos que viveram mais a vida material que a vida espiritual.”

“O Espiritismo ensina que a alma do homem conserva, no mundo dos Espíritos, por um tempo mais ou menos longo, as ideias e os preconceitos que tinha na vida terrestre; mas que a alma paulatinamente se modifica, progride e adquire novos conhecimentos no mundo dos Espíritos.”

3 – NO MUNDO DOS ESPÍRITOS, A ALMA DO HOMEM APRESENTA-SE REVESTIDA PELO PERISPÍRITO (CORPO ESPIRITUAL):
“Depois da morte, a alma tem um corpo fluídico, um envoltório imponderável e invisível no estado normal, mas que pode, em dadas circunstâncias, e por uma espécie de modificação molecular, tornar-se visível, como o vapor pela condensação.”

“Na morte, o Espírito abandona o corpo material, mas não o segundo envoltório, a que chamamos perispírito.”

“O perispírito, envoltório semimaterial do Espírito, tem a mesma forma humana do corpo material. O Espírito só falta ser visível e palpável para assemelhar-se às criaturas humanas.”

“A forma do perispírito é a forma humana, e, quando ele nos aparece, é geralmente a mesma sob a qual conhecemos o Espírito na vida física.”

“Todos os Espíritos nos dizem que conservam, na vida espiritual, a forma humana, e, com efeito, quando nos aparecem, é sob essa forma que os reconhecemos.”

4 – NA VIDA ESPIRITUAL HÁ ESPÍRITOS DE TODAS AS ORDENS: SÁBIOS OU IGNORANTES, BONS OU MAUS, FELIZES OU INFELIZES:
“No mundo dos Espíritos, se há alegria para todas as virtudes, há penas para todas as faltas, e as que não são atingidas pela lei dos homens, sempre o são pela Lei de Deus.”

“No intervalo das existências corpóreas, o Espírito fica, por um período mais ou menos longo, no mundo espiritual, onde é feliz ou infeliz, conforme o bem ou o mal que haja feito.”

“O mundo invisível é composto de almas ou Espíritos dos homens que viveram na Terra e que, após a morte, povoam o espaço. Nesse mundo, há bons e maus, como entre os homens.”

“Encontramos no mundo dos Espíritos seres bons e maus, sábios e ignorantes, felizes e desgraçados; os há de todos os caracteres: alegres e tristes, levianos e sérios, etc. Assim, é evidente que se trata de seres distintos.”

“Na vida espiritual, há Espíritos de todos os graus de conhecimento e de ignorância, de moralidade e de imoralidade – eis o que não devemos perder de vista.”

“Na vida futura, o Espírito é feliz ou infeliz, conforme o emprego que faça da vida corpórea. A felicidade é proporcionada pelo bem que fizer.”

5 – A VIDA NO MUNDO DOS ESPÍRITOS É MARCADA POR MOVIMENTOS E ATIVIDADES INCESSANTES:

“Por toda a parte do mundo espiritual, há vida e movimento. Não há nenhum recanto do espaço infinito que não esteja povoado; nenhuma região que não seja incessantemente percorrida por inumeráveis legiões de seres radiosos, invisíveis para os sentidos grosseiros dos Espíritos encarnados.”

“A vida espiritual é uma ocupação contínua para o Espírito. Nela não existe a ociosidade contemplativa, pois nela há constante atividade.”

“A vida espiritual é uma atividade incessante, de alto a baixo da escala dos seres, em que cada Espírito tem atribuições proporcionais ao seu grau de adiantamento intelectual e moral.”

6 – OS BONS ESPÍRITOS MANTÊM-SE ATIVOS E FRATERNOS NO MUNDO DOS ESPÍRITOS:

“Os bons Espíritos não estão inativos e nem são indiferentes aos Espíritos sofredores, que é preciso trazer ao bem. Eles ajudam os maus; esforçam-se por lhes inspirar bons pensamentos; espiam os menores sinais de progresso, e, desde que vêem neles surgir o germe do arrependimento, provocam instruções que, esclarecendo-os podem conduzi-los ao bem.”

“Os Espíritos dos nossos parentes e amigos vêm nos instruir e moralizar; vêm ensinar-nos que há uma outra vida, e como devemos conduzir para nela sermos felizes.”

“Pela prece, o homem atrai o concurso dos bons Espíritos, que o vêm sustentar nas suas boas resoluções e inspirar-lhe bons pensamentos.”

“As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos nos convidam ao bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação.”

“Existem Espíritos puros e benevolentes que nos amam, nos sustentam, nos encorajam e nos estendem os braços, atraindo-nos, a fim de nos conduzirem a mundos melhores.”

“Os Espíritos protetores nos ajudam com os seus conselhos, através da voz da consciência que fazem falar em nosso íntimo.”

“Os Espíritos puros ou perfeitos são os messias ou os mensageiros de Deus, para a transmissão e execução de Suas vontades. Eles realizam as grandes missões, presidem à formação dos mundos e à harmonia geral do Universo, encargo glorioso ao qual só se chega pela perfeição.”

7 – O MUNDO DOS ESPÍRITOS É PONTO DE REENCONTRO COM OS QUE JÁ RETORNARAM PARA LÁ:

“No seu regresso ao mundo dos Espíritos, a alma reencontra todos os que conheceu na Terra e todas as suas existências anteriores se delineiam na sua memória, com a recordação de todo o bem e todo o mal que tenha feito.”

“A certeza de reencontrar os familiares e amigos após a morte, de continuar as relações que teve na Terra, de não perder o fruto de nenhum trabalho, de crescer incessantemente em inteligência e em perfeição, dá ao homem paciência para esperar e coragem para suportar as momentâneas fadigas da vida terrena.”

8 – NA VIDA ESPIRITUAL, A LEI DO PROGRESSO CONTINUA ATUANDO SEM CESSAR SOBRE OS ESPÍRITOS:
“Os Espíritos estão submetidos à Lei do progresso e podem se melhorar. Não são demônios, mas Espíritos imperfeitos.”

“Entre os Espíritos é geral a necessidade de progresso. E isto os excita ao trabalho por seu melhoramento, de vez que compreendem que é este o preço de sua felicidade.”

“Legiões de Espíritos imperfeitos continuam uma espécie de vida corporal com suas torturas e suas angústias. Isto é uma lei da natureza inerente ao estado de inferioridade dos Espíritos e necessária ao adiantamento.”

“Para legiões de Espíritos imperfeitos, a vida espiritual é uma prolongação da vida terrena, durante alguns dias, meses ou anos, conforme o estado moral dos indivíduos. É uma situação temporária, sempre subordinada à vontade do indivíduo de progredir, à possibilidade de avançar por novas encarnações.”

“O progresso nos Espíritos é fruto do próprio trabalho. Mas como são livres, trabalham por seu adiantamento com maior ou menor atividade ou negligência, conforme sua vontade. Assim, apressam ou retardam seu progresso, e, por isto mesmo, sua felicidade.”

“Uma vez entrado na via do progresso, o Espírito que experimentou o desejo de se melhorar, pouco a pouco se despoja de seus maus instintos: eleva-se gradativamente na hierarquia dos Espíritos, até atingir a perfeição, acessível a todos, pois Deus não pode ter criado seres eternamente votados ao mal e à infelicidade.”

“Submetendo os Espíritos à Lei do progresso, quis Deus que tivessem o mérito de suas obras, para ter direito à recompensa e a desfrutar a satisfação de haverem conquistado suas próprias posições.”

9 – A VIDA NO MUNDO ESPÍRITUAL É REPLETA DE ESPLENDORES E FELICIDADE PARA O ESPÍRITO QUE JÁ PROGREDIU E SE ELEVOU EM TERMOS INTELECTUAIS E MORAIS:
 “O mundo espiritual está repleto de esplendores, harmonias e sensações que os Espíritos inferiores, ainda sujeitos às influências da matéria, não podem sequer entrever, pois são acessíveis apenas aos Espíritos depurados.”

“Por toda parte da vida espiritual, há uma felicidade relativa para todos os progressos realizados pelos Espíritos e para todos os deveres por eles cumpridos.”

“Para o Espírito apreciar as coisas de uma ordem elevada no mundo espiritual, é necessário possuir um desenvolvimento intelectual e moral que não é peculiar senão aos Espíritos adiantados.”

“É boa a posição dos Espíritos que se desmaterializam pela elevação de seus pensamentos e sua identificação com a vida futura. Todas as dores da vida corporal cessam com o último suspiro e logo o Espírito plana radioso, no mundo etéreo, feliz como um prisioneiro livre de suas cadeias.”

“Só os Espíritos de ordem mais elevada estão nos segredos de Deus. Eles se inspiram em Seu pensamento, do qual são os representantes diretos.”

“Os anjos são Espíritos chegados à perfeição por esforços e méritos próprios; são os mensageiros de Deus, incumbidos de zelar pela execução dos Seus Desígnios em todo o Universo, sendo felizes com essa missão gloriosa.”   
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NOTA: Os artigos anteriores desta série foram publicados neste blog, nas seguintes datas:
03/maio/2010 = DEUS: Lições de Allan Kardec a respeito.
04/janeiro/2011: O HOMEM: Lições de Allan Kardec a respeito.
05/agosto/2011: O ESPIRITISMO: Lições de Allan Kardec a respeito.
01/dezembro/2011: JESUS: Lições de Allan Kardec a respeito.
19/abril/2012: OS ESPÍRITOS: Lições de Allan Kardec a respeito.
01/outubro/2012: A MEDIUNIDADE E OS MÉDIUNS: Lições de Allan Kardec a respeito.
01/agosto/2013: ENCARNAÇÃO E REENCARNAÇÃO DO ESPÍRITO: Lições de Allan Kardec a respeito.



quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A EDUCAÇÃO E O DOMÍNIO DA VONTADE




A EDUCAÇÃO E O DOMÍNIO DA VONTADE

Geziel Andrade

1 - A VONTADE DE DEUS

          Jesus nos ensinou que a Vontade de Deus é soberana.

Por isso, disse em sua prece do Pai Nosso:    “Seja feita a tua Vontade, assim na terra como nos céus”.

Ainda, em Mateus, Cap. 7, vers. 21 a 23, encontramos o ensino de Jesus que diz:     “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”.

Em João, Cap. 4, vers. 34, afirmou: “O meu alimento é fazer a vontade Daquele que me enviou e realizar a Sua obra”.


2 – A VONTADE DE DEUS EM “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”

          Allan Kardec obteve dos Espíritos superiores a seguinte resposta sobre a Vontade de Deus, na Questão 38 de “O Livro dos Espíritos”:

          “Como Deus criou o universo?”

          “-Para me servir de uma expressão corrente: por sua Vontade. Nada exprime melhor essa vontade todo-poderosa do que estas belas palavras do Gênese: “Deus disse: Faça-se a luz, e a luz foi feita”.


3 – A VONTADE DE DEUS EM LIÇÃO DO ESPÍRITO EMMANUEL

          O Espírito Emmanuel, no livro “Mensagens Esparsas”, psicografado por Chico Xavier, nos ensina o seguinte a respeito da submissão que devemos ter à Vontade de Deus:

          “Coloca a Vontade Divina acima de teus desejos e a Vontade Divina os aproveitará.”

          Portanto, tudo na Obra de Deus está subordinado à Sua Vontade, expressa nas Leis sábias e justas que criou.

Cumprindo essas Leis pela prática do bem e das virtudes, progredimos na vida e alcançamos a felicidade imperecível.


4 – O SURGIMENTO DA VONTADE NO PRINCÍPIO INTELIGENTE

          Com a Questão 593 de “O Livro dos Espíritos”, aprendemos que:
          “A individualização do princípio inteligente é marcada, sobretudo, pelo surgimento da vontade.”

          Portanto, o princípio inteligente se individualiza com o despontar da vontade. Porém, ainda bastante condicionada à satisfação das necessidades materiais e principalmente ao atendimento dos instintos de proteção, alimentação e reprodução.

          Mas, o princípio inteligente, pelos Desígnios de Deus, está num longo processo de desenvolvimento dos germens das faculdades herdadas do Pai Eterno, através das sucessivas reencarnações em mundos materiais.

Então, a vontade do princípio inteligente vai se tornando cada vez mais complexa, aprimorada, educada e controlada, para que um dia entre na humanidade, após a longa caminhada evolutiva durante a sua infância espiritual.   


5 - A VONTADE NO HOMEM

Allan Kardec nos ensinou, na “Revista Espírita” de dezembro de 1868, que:

          “A vontade não é atributo especial do Espírito: é o pensamento chegado a um certo grau de energia; é o pensamento tornado força motriz.”

“É pela vontade que o Espírito imprime aos membros e ao corpo movimentos num determinado sentido.”

“Mas se ele tem a força de agir sobre os órgãos materiais, como não deve ser maior esta força sobre os elementos fluídicos que nos cercam!”    

Portanto, com a vontade, o ser inteligente e pensante, que está temporariamente encarnado num corpo material para evoluir, age sobre a matéria orgânica e inorgânica, visível e invisível, com vistas ao seu incessante progresso intelectual e moral.

Esse processo permanente de desenvolvimento dos atributos do Espírito está, portanto, sempre condicionado à vontade, que vai se manifestando em função dos pensamentos gerados.

Assim, o pensamento é força viva que nos impulsiona à realização da vontade. Por isso, deve ser educada pelo nosso ser espiritual para que consiga viver melhor.

          Por ser a vontade uma das principais potências da alma, ela determina em muito o nosso destino feliz ou infeliz.


6 - A VONTADE ATUANDO SOBRE OS FLUIDOS ESPIRITUAIS

Allan Kardec nos ensinou, na “Revista Espírita” de março de 1865, que:
         
“A vontade dá aos fluídos espirituais que nos cercam qualidades boas e saudáveis ou más e doentias.”

Além disso, no item 131 de “O Livro dos Médiuns”, Allan Kardec nos orientou que:

“Com a vontade, podemos agir sobre a matéria elementar e, portanto, modificar as propriedades das coisas dentro de certos limites.”

“Assim se explica a faculdade de curar pelo contato e a imposição das mãos, que algumas pessoas possuem num elevado grau.”

Portanto, com a nossa vontade, impulsionada pelo poder do pensamento, não atuamos apenas sobre a matéria densa. Podemos também modificar os fluidos espirituais que nos cercam, dando-lhes as qualidades boas que nos mantêm saudáveis.

Nisso está o segredo do destino bom que criamos com a educação e o domínio da vontade.


7 – AS INFLUÊNCIAS DOS ESPÍRITOS BONS OU MAUS SOBRE O NOSSO PENSAMENTO E CONSEQUENTEMENTE SOBRE AS NOSSAS VONTADES E AÇÕES

          Allan Kardec, na Questão 459 de “O Livro dos Espíritos”, perguntou aos Espíritos superiores:

          “Os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações?”

          “-Nesse sentido a sua influência é maior do que supondes, porque muito frequentemente são eles que vos dirigem.”

          Dessa forma, não estamos sujeitos apenas às influências dos nossos pensamentos e das nossas vontades; nem dos homens que nos cercam.

Vivemos também sob as influências dos Espíritos bons ou maus, que atraímos em função de nossas qualidades intelectuais e morais e ações.

Os Anjos da guarda e os Espíritos protetores e familiares são atraídos por nós mesmos para nos inspirar e orientar na prática do bem, visando o nosso progresso e a nossa felicidade.

Já os Espíritos ainda imperfeitos, que, por carência de qualidades morais, não conseguiram se elevar da crosta da Terra e vivem nas regiões inferiores da vida espiritual, são atraídos por nós mesmos. Então exercem influências nocivas para nos conduzir aos vícios e crimes, para nos tornarem infelizes da mesma forma que o são.   


8 – A VIGILÂNCIA SOB OS PENSAMENTOS E A VONTADE

Com a vigilância sob o nosso mundo íntimo, geramos os bons pensamentos que se transformam em vontades nobres e ações elevadas.

Então, sendo prudentes e cautelosos, conseguimos distinguir com clareza as influências dos homens e Espíritos, sejam elas boas ou más.

Com o livre-arbítrio orientado pela vontade educada, seguimos sempre o bom caminho, alcançando o bem-estar.


9 – COMO REPELIR A MÁ INFLUÊNCIA ESPIRITUAL OU UMA VONTADE INCONVENIENTE       

Os Espíritos superiores, na Questão 470 de “O Livro dos Espíritos”, nos ensinaram que:

“Nenhum Espírito recebe a missão de fazer o mal; quando ele o faz, é pela sua própria vontade, e conseqüentemente terá de sofrer as consequências.”

          Portanto, está em nossas mãos gerar os pensamentos, as vontades e ações boas, para sentirmos as consequências dos bons atos praticados. Cada ação de ter a sua consequência avaliada previamente.

Se a nossa educação moral mantém o pensamento e a vontade sob a vigilância da consciência iluminada pelo Bem, certamente as nossas ações serão sempre boas, atraindo as influências dos homens e Espíritos que querem o nosso sucesso.


10 – O USO DA VONTADE PARA CONQUISTAR AS VIRTUDES E COMBATER OS VÍCIOS

          O Espírito Hahnemann, no Capítulo IX de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, nos ensinou que:

          “Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito.”

“Assim, ele pode modificar o que se relaciona com o Espírito, quando dispõe de uma vontade firme.”

“O poder da vontade opera transformações verdadeiramente miraculosas. O homem só permanece vicioso porque o quer, mas aquele que deseja corrigir-se sempre o pode fazer.”

          Portanto, educando o senso moral, o nosso pensamento e a nossa força de vontade, combatemos os vícios e conquistamos as virtudes. Assim, elevamos a alma na hierarquia moral e espiritual e alcançamos as bem-aventuranças nas vidas presente e futura.


11 – O DOMÍNIO DA VONTADE

          Léon Denis nos ensinou, no Capítulo 32 do livro “Depois da Morte”, que:

          “A vontade é a faculdade soberana da alma, a força espiritual por excelência, e pode mesmo dizer-se que é a essência da sua personalidade.”

          Com a educação moral que leva ao domínio do pensamento e da vontade exercemos o livre-arbítrio de forma correta, saindo da mediocridade e caminhando para um caráter nobre e uma personalidade elevada.

Léon Denis nos ensinou ainda, no Capítulo I do livro “O Problema do Ser, do Destino e Dor”, que:

“A alma humana é uma vontade livre e soberana”.

É graças a essa vontade forte que operamos o nosso livre-arbítrio para colocar a Lei de Causa e Efeito a nosso favor, colhendo benefícios.


12 - A VONTADE EXPRESSANDO O NOSSO MUNDO ÍNTIMO

          Léon Denis nos ensinou ainda, no livro “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, que:

          “Através da vontade, demonstramos o que guardamos dentro de nós mesmos.”

          Portanto, basta analisarmos os nossos pensamentos e as nossas vontades, para sabermos o que temos guardado de bom ou de ruim em nosso mundo íntimo: em sentimentos e valores mentais.


13 - O DIRECIONAMENTO DA NOSSA VONTADE PARA O BEM

          Léon Denis nos alertou, no Capítulo 32 do livro “Depois da Morte”, que:

          “Tudo pode a vontade exercida no sentido do bem e de acordo com as leis naturais.”

          Portanto, em função do que guardamos em nosso mundo íntimo, exercemos o nosso livre-arbítrio. E, direcionando-o para a prática do bem e a realização das boas obras, recebemos inevitavelmente as consequências dos bons desejos, das decisões sábias, atitudes elevadas e realizações nobres.


14 - A VONTADE DEFININDO O NOSSO DESTINO:

          Léon Denis nos ensinou ainda, no Capítulo 32 do livro “Depois da Morte”, que:

          “Para regular o nosso adiantamento, preparar o nosso futuro, fortificarmo-nos ou nos rebaixarmos, é bastante fazer uso da vontade.”

          Portanto, quando usamos a nossa vontade para obter a educação moral e cumprir a Lei do Bem, promovemos o adiantamento intelectual e moral. Então, preparamos um futuro ou destino feliz que tanto almejamos.


14 - A VONTADE AGINDO INCLUSIVE SOBRE O CORPO ESPIRITUAL (PERISPÍRITO)

          Léon Denis nos ensinou, no livro “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, que:

          “A vontade pode atuar com intensidade sobre o corpo fluídico, ativar-lhe as vibrações e, por esta forma, apropriá-lo a um modo cada vez mais elevado de sensações, prepará-lo para mais alto grau de existência.”

          Portanto, sendo constituídos de Espírito, perispírito e corpo material, quando agimos com uma vontade nobre, agimos muito além do que a nossa vista alcança. Agimos também sobre os elementos espirituais que determinam em muito as nossas condições de vida, tanto na Terra, quanto no Além.


16 - A VONTADE DE VIVER

          Léon Denis nos ensinou, no livro “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, que:

          “A vontade de viver, de desenvolver em nós a vida, atrai-nos novos recursos vitais.”

          Portanto, cabe-nos cultivar também a vontade de viver. Fazendo isso, valorizamos as incontáveis bênçãos concedidas por Deus e fortalecemos em nós mesmos a vitalidade. Assim, geramos os pensamentos bons que nos permitem usufruir adequadamente dos recursos materiais e espirituais que sustentam a nossa evolução na vida.


17 - A ELEVAÇÃO DO ESPÍRITO IMPULSIONA A VONTADE

          Léon Denis nos ensinou, no Capítulo 32 do livro “Depois da Morte”, que:

          “O poder da vontade sobre os fluidos é acrescido com a elevação do Espírito.”

          Portanto, qualquer elevação do Espírito, obtida com a educação intelectual e moral, melhora a nossa vontade. Isso nos leva a pensar e desejar agir sempre de modo elevado, atuando sobre os elementos visíveis e invisíveis que nos cercam. Assim, garantimos a prosperidade e a satisfação de viver.


18 – OS BENEFÍCIOS DA VONTADE EDUCADA PARA PRATICAR O BEM 

Léon Denis nos ensinou, no livro “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, que:

“O uso persistente, tenaz, da faculdade soberana da vontade permite-nos modificar a nossa natureza, vencer todos os obstáculos, dominar a matéria, a doença e a morte.”

          Portanto, cabe-nos investir na educação para fazer sempre bom uso da vontade pela prática do bem, para obtermos benefícios perenes, que acompanham a nossa alma na continuidade da vida além da matéria densa.


19 – REAFIRMAÇÃO DA IMPORTÂNCIA DA VIGILÂNCIA EXERCIDA SOBRE A VONTADE E OS PENSAMENTOS

O Espírito Ismael Souto, na mensagem “Tudo é Atração”, psicografada por Chico Xavier, nos recomenda o seguinte:

          “Vigie o pensamento e a vontade, para que se desenvolvam e marchem dentro dos moldes do ilimitado bem e jamais se arrependerá.”

          Portanto, não há outro conselho moral e espiritual melhor do que manter a vigilância sobre os pensamentos e as vontades.

Assim, jamais conheceremos remorsos, arrependimentos, consciência pesada e expiações dos erros cometidos. Conduzindo-os para o campo do bem, mantemos os nossos atos e ações grandiosos, obtendo boas consequências materiais e espirituais.


20 – O ESFORÇO PARA DOMINAR A MÁ VONTADE

O Espírito Emmanuel, no livro “Pão Nosso”, psicografado por Chico Xavier, nos orienta que:

          “Pela simples má-vontade pode o homem rolar indefinidamente ao precipício das trevas. Caminhando prudentemente pela simples boa-vontade a criatura alcançará o Divino Reino da Luz.”

          Portanto, devemos cultivar sempre a boa-vontade para fazer o bem aos semelhantes e a nós mesmos. Assim, caminhamos para o Reino da Luz que Deus criou além da matéria densa.


21 - AS BOAS COMPANHIAS EM FUNÇÃO DA VONTADE NOBRE

          O Espírito André Luiz, no livro “Libertação”, psicografado por Chico Xavier, nos ensina que:

          “Quando a criatura busca manejar a própria vontade, escolhe a companhia que prefere e lança-se ao caminho que deseja.”

          Portanto, cabe-nos direcionar a nossa vontade para a realização do bem. Assim, atraímos e selecionamos as boas companhias, dos homens e dos Espíritos, que nos mantêm nos bons caminhos da vida.


22 – A VONTADE DIRECIONADA PARA A AUTOEDUCAÇÃO

O Espírito Alberto Seabra, no livro “Vozes do Grande Além”, de psicografia de Chico Xavier, nos ensina que:

          “A inteligência humana, encarnada ou desencarnada, pode contribuir, pelo poder da vontade, na educação ou na reeducação de si própria, selecionando os recursos capazes de lhe favorecerem o aperfeiçoamento.”       

          Portanto, com a vontade educada e direcionada para a conquista do progresso intelectual e moral, vencemos as nossas fraquezas e deficiências íntimas, obtendo o aperfeiçoamento que nos conduz à grandeza espiritual e às bem-aventuranças.


23 – A VONTADE DETERMINANDO O DESTINO

          O Espírito André Luiz, no livro “Sol nas Almas”, psicografado por Chico Xavier, nos ensina que:

          “A vontade é a alavanca do destino.”

          Portanto, saibamos usar essa alavanca poderosa para obter o bem-estar imperecível que tanto queremos.
         
          Já o Espírito Emmanuel, no Cap. 57 do livro “O Espírito da Verdade”, nos orienta que:   

          “A vontade é sagrado atributo do Espírito, dádiva de Deus a nós outros para que decidamos, por nós, quanto à direção do próprio destino.”

Ainda, o Espírito Emmanuel, no “Livro da Esperança”, psicografado por Chico Xavier, nos alerta que:

          “A Sabedoria do Universo colocou a vontade em nosso foro íntimo, à guisa de juiz supremo, a fim de que a vontade, em última instância, decida todas as questões que se nos referem à construção do destino.”

          Portanto,    existe uma relação direta entre a vontade e o destino. Assim, nós mesmos temos o poder de determinar o destino feliz que queremos, em função do bom emprego da vontade, que determina os atos e suas consequências.

Cuidando para que as nossas vontades sejam sempre boas, edificamos um destino feliz, tanto na vida terrena, quanto na vida futura no Além.


24 – A VONTADE GOVERNANDO AS FORÇAS MENTAIS E MANTENDO A HARMONIA DO ESPÍRITO

O Espírito Emmanuel, no livro “Pensamento e Vida”, psicografado por Chico Xavier, nos ensina que:

          “A vontade é o leme de todos os tipos de força, pois governa todos os setores da ação mental. Só a vontade é suficientemente forte para sustentar a harmonia do Espírito.”

Portanto, o poder da vontade é ilimitado, ao atuar tanto sobre as nossas faculdades, quanto sobre as nossas forças íntimas.

Usando essa poderosa energia em benefício próprio e dos semelhantes, sustentamos inclusive a harmonia do Espírito.


25 - A VONTADE DETERMINANDO O ESTADO DE SAÚDE

O Espírito Joanna de Ângelis, no livro “Triunfo Pessoal”, psicografado por Divaldo P. Franco, nos ensina que:

“Sem a vontade bem direcionada, não há vida saudável.”

“É a vontade que nos permite transformar instintos em sentimentos; hábitos doentios em saúde; e conquistar a beleza e concretizar os ideais humanos.”

Além disso, o Espírito Joanna de Ângelis, no livro “Momentos de Felicidade”, psicografado por Divaldo P. Franco, nos alerta que:

“Possuis todos os recursos ao alcance da vontade.”

“Canalizando-a para o bem ou para o mal, fruirás saúde ou doença”.

Dessa forma, o estado de saúde que desfrutamos depende fundamentalmente do uso que fazemos da nossa vontade.

Conscientes disso, devemos tomar as medidas profiláticas necessárias ao nosso bem-estar físico, mental e espiritual.


26 - ORIENTAÇÕES ESPÍRITAS PARA O BOM USO DO PENSAMENTO E DA VONTADE
         
·       Tenha esperança, disposição e vontade de viver, conhecendo o objetivo elevado da vida terrena determinado por Deus. Assim, buscamos a educação, os conhecimentos e as virtudes que nos permitem trabalhar, estudar e agir para vencer as missões e provas evolutivas.
·       Fortaleça a vontade de vencer os vícios, de corrigir as imperfeições morais e de eliminar as deficiências de caráter. A força de vontade é invencível ao promover as mudanças positivas que aprimoram o nosso mundo íntimo e criam o destino feliz que queremos.
·       Direcione a vontade para cumprir a Lei do bem. Sendo úteis às pessoas que nos cercam, conquistamos os aliados que precisamos para vencer e prosperar na vida e ao realizar o bem beneficiamo-nos com a Lei de causa e efeito.
·       Mantenha firme a vontade de trabalhar e de estudar, aconteça o que acontecer. Com o passar do tempo, os bons resultados aparecerão sob a forma de engrandecimento das condições de vida.
·       Exerça vigilância sobre a vontade. Com prudência e cautela tomamos as decisões sensatas e sábias, que criam o destino feliz que buscamos.
·       Impulsione a vontade no sentido de conviver e se relacionar bem com os semelhantes no lar, no trabalho e na sociedade. É assim que melhoramos a auto-estima, conquistamos a amizade, confiança, respeito e liberdade de agir no sentido de alcançar a prosperidade material e espiritual e o bem-estar, tanto na vida presente, quanto na vida futura da alma.