sábado, 19 de julho de 2014

O ESPIRITISMO DESVENDANDO OS MISTÉRIOS SOBRE O PERISPÍRITO









O ESPIRITISMO DESVENDANDO OS MISTÉRIOS SOBRE O PERISPÍRITO

Allan Kardec, com base nos ensinamentos concordes dos Espíritos, obtidos através de diferentes médiuns, nos ensinou que somos constituídos de 3 elementos:
1.    A alma imortal, que possui todas as faculdades intelectuais e morais, acumula conhecimentos e experiências e desenvolve habilidades extraordinárias, principalmente através da pluralidade das suas existências materiais.
2.    O perispírito, que é o envoltório permanente da alma, também conhecido como corpo espiritual. Esse envoltório da alma determina as possibilidades de ação do Espírito na vida espiritual. É ele que permite também a ligação da alma ao corpo material, possibilitando a sua encarnação temporária, para que possa evoluir e progredir na hierarquia espiritual.
3.    O corpo material, obtido pela alma através dos seus pais terrenos, pelas Leis da reprodução e hereditariedade. Esse corpo transitório permite à alma agir e atuar no mundo material, por um curto ou longo período de tempo, com vistas ao seu progresso intelectual e moral e a evolução do planeta na hierarquia dos mundos materiais habitados.

Dessa forma, o perispírito é conhecido como o corpo fluídico do Espírito, que o acompanha sempre, esteja ele encarnado ou desencarnado.

Para mostrar como o Espiritismo conseguiu desvendar os mistérios do perispírito, vamos recorrer a alguns depoimentos dos próprios Espíritos, feitos através de diferentes médiuns, em diversas épocas e localidades.

Através desses depoimentos vamos constatar facilmente como o perispírito retrata as conquistas morais e espirituais de cada Espírito; e como descortina a complexidade da Obra de Deus, levando-nos a profundas reflexões sobre o amplo contexto em que estamos inseridos, com a imortalidade da alma e a vida material. 

As nossas atitudes elevadas e boas obras, estejamos encarnados ou desencarnados, determinam o grau de sutileza do nosso perispírito. Isso estabelece naturalmente a nossa posição ou situação tanto na vida terrena, quanto na vida espiritual, em cumprimento às Leis Divinas.

O perispírito, sempre refletindo cada atitude e ação do Espírito encarnado ou desencarnado, é um retrato vivo de seus méritos e créditos espirituais e morais; um balanço dos feitos já realizados,  acumulados na contabilidade da Justiça de Deus.

Portanto, é muito importante conhecermos e estarmos conscientes acerca das características e propriedades do perispírito, a seguir apresentadas.

O perispírito, ao determinar as nossas condições de vida, onde quer que estejamos, é instrumento da Justiça Divina, que dá a cada um de nós de acordo com as nossas próprias obras.


1 – O ESPÍRITO, O PERISPÍRITO E O CORPO MATERIAL ESTÃO INTEGRADOS DE TAL FORMA, QUE OS ESTADOS DOENTIOS DE UM DELES PODEM SE PROPAGAR E TER REFLEXOS SOBRE OS OUTROS.

(REVELAÇÕES FEITAS ESPONTANEAMENTE PELO ESPÍRITO MOREL LAVALLÉE, ATRAVÉS DO MÉDIUM DESLIENS, E CONTIDAS NA “REVISTA ESPÍRITA” DE FEVEREIRO DE 1867:)

“Se a doença ou desordem orgânica procede do corpo, os medicamentos materiais, sabiamente empregados, bastarão para restabelecer a harmonia geral.”

“Se a perturbação vier do perispírito, no caso de tratar-se de uma modificação do princípio fluídico que se acha alterado, será preciso uma modificação em relação com a natureza do órgão perturbado, para que as funções possam retomar seu normal.”

“Se a doença proceder do Espírito, não se poderá empregar, para combatê-la, outra coisa senão uma medicação espiritual.”

(REVELAÇÕES SOBRE AS DOENÇAS ESPIRITUAIS FEITAS PELO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ E CONTIDAS NO LIVRO “OBREIROS DA VIDA ETERNA”, Cap. 1:)

“Atuando nos centros do perispírito, por vezes efetuamos alterações profundas na saúde dos pacientes, alterações essas que se fixam no corpo somático, de maneira gradativa.”

“Grandes males são assim corrigidos, enormes renovações são assim realizadas.” 

“O corpo físico é mantido pelo corpo espiritual a cujos moldes se ajusta e, desse modo, a influência sobre o organismo sutil é decisiva para o envoltório de carne, em que a mente se manifesta.”

2 - O PERISPÍRITO ESTÁ EM PERMANENTE INTERAÇÃO COM O ESPÍRITO E O CORPO MATERIAL, BENEFICIANDO OU PREJUDICANDO O ESTADO DE SAÚDE DE AMBOS.

(REVELAÇÕES SOBRE AS INFLUÊNCIAS DO PERISPÍRITO SOBRE O ESTADO DE SAÚDE, FEITAS PELO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ E CONTIDAS NO LIVRO “MISSIONÁRIOS DA LUZ”, CAP. 19:)

“O organismo perispiritual pode absorver elementos de degradação que lhe corroem os centros de força, com reflexos sobre as células materiais.”

“Se a mente da criatura encarnada ainda não atingiu a disciplina das emoções; se a mente alimenta paixões que a desarmonizam com a realidade, pode, a qualquer momento, intoxicar-se com as emissões mentais daqueles com quem convive e que se encontrem no mesmo estado de desequilíbrio.”

“Às vezes, semelhantes absorções constituem simples fenômenos sem maior importância; todavia, em muitos casos, são suscetíveis de ocasionar perigosos desastres orgânicos.”

“Isto acontece, mormente quando os interessados não têm vida de oração, cuja influência benéfica pode anular inúmeros males.”


3 - O PERISPÍRITO DESLIGA-SE PARCIALMENTE DO CORPO MATERIAL DURANTE O SONO. PORÉM, ELE FICA PRESO AO CORPO FÍSICO POR UM CORDÃO FLUÍDICO, PERMITINDO AO ESPÍRITO ENTRAR EM RELAÇÃO MAIS DIRETA COM A VIDA ESPIRITUAL, QUE É A SUA VIDA VERDADEIRA.

(REVELAÇÕES SOBRE O ESTADO DO ESPÍRITO DURANTE O SONO DO CORPO MATERIAL, FEITAS PELO ESPÍRITO DR. VIGNAL E CONTIDAS NA “REVISTA ESPÍRITA” DE MARÇO DE 1860:)

“Como vos disse, a relação entre o meu corpo em Sully e o meu Espírito aqui é estabelecida pelo cordão fluídico. (...)  Diferencio o meu estado de Espírito pelo cordão fluídico.”

(REVELAÇÕES SOBRE O DESPRENDIMENTO DO ESPÍRITO DE SEU CORPO MATERIAL DURANTE O SONO, FEITAS PELO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ E CONTIDAS EM DIVERSOS LIVROS:)

“Eram os amigos encarnados a se valerem do desprendimento parcial pelo sono físico, que se reuniam a nós aproveitando o auxílio de entidades generosas e dedicadas.” (Os Mensageiros - Cap. 38.)

“Naturalmente, não podereis guardar plena recordação desta hora, em retomando o envoltório carnal, em virtude da deficiência do cérebro, incapaz de suportar a carga de duas vidas simultâneas...” (No Mundo Maior - Cap. 2.)

“Quando o corpo terrestre descansa, nem sempre as almas repousam. Na maioria das ocasiões, seguem o impulso que lhes é próprio. Quem se dedica ao bem, de um modo geral continua trabalhando na sementeira e na seara do amor, e quem se emaranha no mal costuma prolongar no sono físico os pesadelos em que se enreda...” (Nos Domínios da Mediunidade - Cap. 24.)


4 – É O PERISPÍRITO DO ESPÍRITO QUE PERMITE ELE AGIR SOBRE O PERISPÍRITO DOS MÉDIUNS, PARA QUE CONSIGA MANIFESTAR-SE DE MODO INTELIGENTE E COMUNICAR-SE COM OS HOMENS, REVELANDO O SEU GRAU DE EVOLUÇÃO.

(REVELAÇÕES FEITAS PELOS ESPÍRITOS ERASTO E TIMÓTEO SOBRE A AÇÃO QUE OS ESPÍRITOS EXERCEM SOBRE O PERISPÍRITO DOS MÉDIUNS, CONTIDAS NO ITEM 225 DE “O LIVRO DOS MÉDIUNS”:)

“O nosso perispírito, agindo sobre o perispírito daquele que mediunizamos, só tem de lhe impulsionar a mão que serve de porta-canetas ou porta-lápis.” (...) “Isso graças à afinidade existente entre o nosso perispírito e o do médium que nos serve de intérprete.” (...) “Nosso envoltório fluídico, unindo-se, casando-se, combinando-se com o envoltório fluídico mais animalizado do médium, e cuja propriedade de expansão e de penetrabilidade escapa aos vossos sentidos grosseiros e é quase inexplicável para vós, permite-nos movimentar os objetos.”

 
5 – O ESPÍRITO AINDA PERVERSO E OBSESSOR ATINGE SUA VÍTIMA NA VIDA TERRENA, ATRAVÉS DE SEU PERISPÍRITO.

(REVELAÇÕES FEITAS PELO ESPÍRITO PEQUENA CÁRITA, SOBRE A AÇÃO DOS MAUS ESPÍRITOS SOBRE ALGUNS HOMENS, CONTIDAS NO ARTIGO “CURA DA JOVEM OBSEDADA DE MARMANDE”, CONTIDO NA “REVISTA ESPÍRITA” DE JUNHO DE 1864:)

“O Espírito que subjuga, penetra o perispírito do ser sobre o qual quer agir. O perispírito do obsedado recebe, como que um envoltório, o corpo fluídico do Espírito estranho, e, por esse meio, é atingido em todo o seu ser; o corpo material experimenta a pressão sobre ele exercida de maneira indireta.”

(REVELAÇÕES FEITAS PELO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ SOBRE A AÇÃO DO PERISPÍRITO DO ESPÍRITO SOBRE O PERISPÍRITO DE ALGUNS HOMENS, CONTIDAS EM DIVERSOS LIVROS:)

“Os Espíritos obsessores agarram-se instintivamente à organização magnética dos companheiros encarnados ainda na Crosta, viciando-lhes os centros de força, relaxando-lhes os nervos e abreviando o processo de extinção do tônus vital...” (Obreiros da Vida Eterna - Cap. 1.)

“Empenhada em combater aquela que considera inimiga, imanta-se a ela, através do veículo perispirítico, na região cerebral, dominando a complicada rede de estímulos nervosos e influenciando os centros metabólicos, com o que lhe altera profundamente a paisagem orgânica.” (Entre a Terra e o Céu - Cap. 3.)


6 – APÓS A MORTE DO CORPO MATERIAL, O PERISPÍRITO DO ESPÍRITO RECÉM-DESENCARNADO PRECISA SER DESLIGADO DO SEU ENVOLTÓRIO TERRENO.

(REVELAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE DESENCARNAÇÃO DO ESPÍRITO, FEITAS PELO ESPÍRITO SRA. OWEN, CONTIDAS NO LIVRO “VIDA ALÉM DO VÉU”, EDIÇÃO FEB:)  

“A doente adormeceu, e o fio da vida foi cortado pelos nossos vigilantes amigos; em seguida, delicadamente, despertaram-na e ela encarou, sorrindo, o rosto benévolo que para ela se inclinava.”

(REVELAÇÕES SOBRE AS PROVIDÊNCIAS DE DESLIGAMENTO DO ESPÍRITO DE SEU CORPO MATERIAL TRANSITÓRIO, FEITAS PELO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ E CONTIDAS EM DIVERSOS LIVROS:)

“Dimas-desencarnado elevou-se alguns palmos acima de Dimas-cadáver, apenas ligado ao corpo através de leve cordão prateado, semelhante a um elástico sutil, entre o cérebro de matéria densa, abandonado, e o cérebro de matéria rarefeita do organismo liberto.” (...) “O Assistente deliberou que o cordão fluídico deveria permanecer até ao dia imediato, considerando as necessidades do ‘morto’, ainda imperfeitamente preparado para desenlace mais rápido.” (Obreiros da Vida Eterna - Cap. 13.)

“Depois da ação desenvolvida sobre o plexo solar, o coração e o cérebro, desatado o nó vital, Fábio fora completamente afastado do corpo físico. Por fim, brilhava o cordão fluídico-prateado, com formosa luz. Amparado pelo genitor, o recém-liberto descansava, sonolento, sem consciência exata da situação”. (...) “Porém, uma hora depois da desencarnação, Jerônimo cortou o apêndice luminoso.” (Obreiros da Vida Eterna - Cap. 16.)


7 – O PERISPÍRITO DO ESPÍRITO VIRTUOSO DESPRENDE-SE FACILMENTE DO CORPO MATERIAL, O QUE FACILITA MUITO O ANDAMENTO DA SUA DESENCARNAÇÃO E A SUA ADAPTAÇÃO À NOVA FASE DA SUA VIDA IMORTAL.

(REVELAÇÕES DO ESPÍRITO SAMUEL PHILIPPE, UM HOMEM DE BEM EM TODA A ACEPÇÃO DO TERMO, CONTIDAS NA  SEGUNDA PARTE DO LIVRO “O CÉU E O INFERNO”, DEPOIMENTO DE UM ESPÍRITO FELIZ:)

“A morte foi para mim como um sono, um sono tranquilo. Não tendo preocupações com o futuro, não me apeguei à vida. Não tive, por conseguinte, de me debater nos últimos instantes. A separação operou-se sem esforços, sem dor e sem que eu houvesse sequer me apercebido. Não sei quanto durou esse último sono; mas foi breve. O despertar foi tão calmo que contrastava com a minha situação anterior.”


8 - O PERISPÍRITO CONSERVA A MESMA FORMA E APARÊNCIA DO CORPO MATERIAL, AO QUAL ESTEVE LIGADO.  CONSERVA, PORTANTO, A APARÊNCIA MASCULINA OU FEMININA, DE CRIANÇA, JOVEM, ADULTO, VELHO, A COR E AS CARACTERÍSTICAS DE CADA RAÇA, PODENDO SER FACILMENTE RECONHECIDO.

(REVELAÇÕES SOBRE A APARÊNCIA DO PERISPÍRITO DO ESPÍRITO, FEITAS PELO SR. JOBARD, E CONTIDAS NO CAPÍTULO II: ESPÍRITOS FELIZES, DA SEGUNDA PARTE DO LIVRO “O CÉU E O INFERNO”:)

“Vós me veríeis com a aparência do Jobard que sentava à vossa mesa.”

(OUTRAS REVELAÇÕES DOS ESPÍRITOS SOBRE A FORMA E APARÊNCIA DO PERISPÍRITO, CONTIDAS NA “REVISTA ESPÍRITA”:)

“Não tenho mais o corpo que tanto me fez sofrer; mas tenho a sua aparência. (...) Já me viste muitas vezes em teus sonhos.” (Espírito Júlia, janeiro de 1858, artigo: “Mamãe, Aqui Estou!”.)

“Acho-me aqui sob a aparência de minha forma corpórea.” (Espírito Georges, janeiro de 1858, artigo: “Uma Conversão”.)

“Estou aqui sob a forma que tinha quando vivo”. (“O Tambor de Beresina”, julho de 1858.)

“Encontro-me sob minha última forma feminina.” (“Revista Espírita” de setembro de 1858, Espírito da senhora Schwabenhaus.)


9 - O PERISPÍRITO DO ESPÍRITO ELEVADO E BONDOSO REVELA NOTÁVEL REJUVENESCIMENTO NA VIDA ESPIRITUAL.

(REVELAÇÕES SOBRE O ESTADO DO PERISPÍRITO NA VIDA VERDADEIRA, CONTIDAS NO CAPÍTULO II - ESPÍRITOS FELIZES, NA SEGUNDA PARTE DE “O CÉU E O INFERNO”:)

“Como sou feliz! Não estou mais enfermo nem velho. Meu corpo era apenas uma vestimenta necessária. Sou jovem e belo, dessa eterna beleza juvenil dos Espíritos, em que as rugas jamais assinalam o rosto e os cabelos não embranquecem com o passar do tempo. Estou leve como o pássaro que atravessa em rápido vôo o horizonte de vosso céu nebuloso.” (Espírito Doutor Demeure.)

“Vi meu avô. Não tinha mais o aspecto macilento, mas um ar de frescura e mocidade. Estendi-lhe os braços e ele me estreitou efusivamente de encontro ao peito. Uma multidão de outras pessoas, de rosto sorridente, o acompanhava. Todas me acolheram com bondade e benevolência.” (Espírito Maurício Gontran.)


10 - O PERISPÍRITO APRESENTA-SE COBERTO OU VESTIDO COM ROUPAS NA VIDA ESPIRITUAL.

(DEPOIMENTOS DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ,  SOBRE AS ROUPAS DOS ESPÍRITOS:)

“Pela primeira vez, tive à frente dos olhos alguns cooperadores dos Ministérios da Elevação e União Divina, que me pareceram vestidos em brilhantes claridades.” (Nosso Lar - Cap. 42.)

“Um amigo espiritual, que reconheci de nobilíssima condição, pelas vestes resplandecentes, colocou a destra sobre a fronte da generosa viúva.” (Os Mensageiros - Cap. 35.)


11 - O PERISPÍRITO PRECISA DE ALIMENTAÇÃO.

(DEPOIMENTOS DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ,  SOBRE A ALIMENTAÇÃO DO PERISPÍRITO:):

“Desde então, só existe maior suprimento de substâncias alimentícias que lembram a Terra, nos Ministérios da Regeneração e do Auxílio, onde há sempre grande número de necessitados. Nos demais há somente o indispensável, isto é, todo o serviço de alimentação obedece a inexcedível sobriedade.” (Nosso Lar - Cap. 9.)

“Isso não quer dizer que somente nós, funcionários do Auxílio e da Regeneração, vivamos a depender de alimentos. Todos os Ministérios, inclusive o da União Divina, não os dispensam, diferindo apenas a feição substancial. Na Comunicação e no Esclarecimento há enorme dispêndio de frutos. Na Elevação, o consumo de sucos e concentrados não é reduzido, e, na União Divina, os fenômenos de alimentação atingem o inimaginável.” (...) “Quanto mais evolvido o ser criado, mais sutil o processo de alimentação.” (Nosso Lar - Cap. 18.)


12 - O PERISPÍRITO PRECISA DE REPOUSO E DO SONO PARA RECUPERAR AS SUAS ENERGIAS.

(DEPOIMENTOS DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ,  SOBRE O REPOUSO DOS ESPÍRITOS:)

“O Governador faz questão que descansemos, obriga-nos a férias periódicas, ao passo que ele mesmo quase nunca repousa, mesmo no que concerne às horas de sono. Parece-me que a glória dele é o serviço perene.” (Nosso Lar - Cap. 8.)

“Tobias pôs à minha disposição um apartamento de repouso, ao lado das Câmaras de Retificação, e aconselhou-me algum descanso. De fato, sentia grande necessidade do sono.” (Nosso Lar - Cap. 36.)

“Iríamos, pela primeira vez, cooperar a favor dos encarnados em geral. Nosso repouso noturno foi brevíssimo.” (Os Mensageiros - Cap. 14.)

“Os desencarnados, embora não se fatiguem como as criaturas terrestres, não prescindem da pausa de repouso.” (Os Mensageiros - Cap. 41.)

“—Possuo também minhas horas de repouso. Todavia, ainda não posso fruí-las em esfera mais alta. Desfruto-as nos campos da Crosta, respirando o ar puro e tonificante dos pomares e jardins silvestres.” (Obreiros da Vida Eterna, Cap. 5.)


13 - O PERISPÍRITO DENSO DO ESPÍRITO AINDA IMPERFEITO IMPEDE QUE ELE RECUPERE NATURALMENTE AS MEMÓRIAS DAS SUAS VIDAS PASSADAS, EXIGINDO PROVIDÊNCIAS TÉCNICAS PARA ISSO.

(DEPOIMENTOS DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ, SOBRE A RECUPERAÇÃO DAS MEMÓRIAS DE VIDAS PASSADAS:)

“Depois de longo período de meditação para esclarecimento próprio, e com surpresas indescritíveis, fomos submetidos a determinadas operações psíquicas, a fim de penetrar os domínios emocionais das recordações. Os Espíritos técnicos no assunto nos aplicaram passes no cérebro, despertando certas energias adormecidas... Ricardo e eu ficamos, então, senhores de trezentos anos de memória integral. Compreendemos, então, quão grande é ainda o nosso débito para com as organizações do planeta!...” (Nosso Lar – Cap. 21.)

“Os Espíritos, que na vida física atendem aos seus deveres com exatidão, retomam pacificamente os domínios da memória, tão logo se desenfaixam do corpo denso, reentrando em comunhão com os laços nobres e dignos que os aguardam na Vida Superior, para a continuidade do serviço de aperfeiçoamento e sublimação que lhes diz respeito...” (Ação e Reação – Cap. 2.)


14 -   O PERISPÍRITO DO ESPÍRITO SUPERIOR DESLOCA-SE COM MUITA FACILIDADE PELO ESPAÇO, PERCORRENDO GRANDES DISTÂNCIAS.

(DEPOIMENTOS DE DIVERSOS ESPÍRITOS  SOBRE A SUA CAPACIDADE DE LOCOMOÇÃO:)

“Hoje de todos os lados me chamam, não mais como outrora, para dar meus cuidados aos corpos doentes, mas para trazer alívio às doenças da alma. A tarefa é suave para desempenhar e com mais rapidez do que outrora chegava à cabeceira dos doentes, hoje atendo ao chamado das almas sofredoras. Posso mesmo – e isto nada tem de admirável para mim – transportar-me quase que instantaneamente de um a outro ponto, com a mesma facilidade com que o pensamento vai de um a outro assunto.” (Espírito Dr. Cailleux, na “Revista Espírita” de junho de 1866.)

“Aqui, em Nosso Lar, os habitantes mais elevados da colônia dispõem do poder de volitação; e nem todos precisam de aparelhos de comunicação para conversar a distância, por se manterem, entre si, num plano de perfeita sintonia de pensamentos.” (Nosso Lar - Cap. 50.)

“—Felizmente, temos as faculdades de volitação bastante adestradas. Raramente encontramos empecilhos vibratórios e podemos, por isso mesmo, agir com grande economia de tempo.” (Os Mensageiros - Cap. 30.)

“Da pequena cidade em que se localizava o primeiro visitado, dirigimo-nos ao Rio de Janeiro. Utilizávamos a volitação, prazerosos e felizes. Muito difícil descrever a sensação de leveza e alegria inerente a estado semelhante...” (Obreiros da Vida Eterna - Cap. 11.)

“A volitação depende, fundamentalmente, da força mental armazenada pela inteligência; importa, contudo, considerar que os vôos altíssimos da alma só se fazem possíveis quando à intelectualidade elevada se alia o amor sublime”. (No Mundo Maior - Cap. 17.)


15 – A CONDIÇÃO DO PERISPÍRITO DO ESPÍRITO SUPERIOR PERMITE QUE ELE LEIA OS PENSAMENTOS DOS HOMENS E DOS OUTROS ESPÍRITOS. DESSA FORMA, AS PRECES PODEM SER OUVIDAS E ATENDIDAS POR ELES.

(DEPOIMENTOS DE DIVERSOS ESPÍRITOS SOBRE A LEITURA DOS PENSAMENTOS:)

“Uma coisa que me surpreendeu, a princípio, foi o fato de nos compreendermos sem dizer palavra. Nossos pensamentos se transmitiam pelo simples olhar e como por uma espécie de penetração fluídica.” (Espírito Samuel Philippe, no Capítulo II - Espíritos Felizes, da Segunda Parte de “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec.)

“Eu posso ler no pensamento de vós todos e sou muito feliz.” (...) “O ar que vos envolve, impalpável como nós, os Espíritos, está marcado pelos vossos pensamentos; o vosso próprio hausto é, por assim dizer, a página escrita dos vossos pensamentos. Essas páginas são lidas e comentadas por Espíritos que constantemente se acercam de vós. São eles os mensageiros de uma telegrafia divina a que nada escapa.” (Espírito Sr. Sanson, no Capítulo II - Espíritos Felizes, da Segunda Parte de “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec.) 

“Quanto este mundo é diferente do nosso! Cada rosto é a reprodução exata dos sentimentos íntimos; nenhuma fisionomia mentirosa; impossível a hipocrisia; o pensamento se revela inteiramente ao olhar, benevolente ou malévolo, conforme a natureza do Espírito.” (“Revista Espírita”, de janeiro de 1867, mensagem do Espírito Leclerc, através do médium Desliens.)


16 – O GRAU DE DENSIDADE DO PERISPÍRITO, EM FUNÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DO ESPÍRITO,  DEFINE A SUA SITUAÇÃO E AS SUAS CONDIÇÕES NA VIDA ESPIRITUAL.

(DEPOIMENTOS DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ,  SOBRE AS CONDIÇÕES DO PERISPÍRITO NA VIDA ESPIRITUAL:)

“Para as almas esclarecidas, já iluminadas de redentora luz, representa o corpo perispiritual uma ponte para o campo superior da vida eterna, o qual ainda não foi atingido por nós mesmos.”

“Para os Espíritos vulgares, é a restrição indispensável e justa; para as consciências culpadas, é cadeia intraduzível, pois, além do mais, registra os erros cometidos, guardando-os com todas as particularidades vivas dos negros momentos da queda.”

“O gênero de vida de cada um, no invólucro carnal, determina a densidade do organismo perispirítico após a perda do corpo denso.” (No Mundo Maior, Cap. 3.)

“Quanto mais nos avizinhamos da esfera animal, maior é a condensação obscurecente de nossa organização; e quanto mais nos elevamos, ao preço de esforço próprio, no rumo das gloriosas construções do Espírito, maior é a sutileza de nosso envoltório, que passa a combinar-se facilmente com a beleza, com a harmonia e com a luz reinante na criação divina.” (Entre a Terra e o Céu -Cap. 20.)


17 - O PERISPÍRITO DO ESPÍRITO ELEVADO, DEVIDO A SUA POUCO DENSIDADE, É INVISÍVEL PARA O ESPÍRITO AINDA INFERIOR.

(DEPOIMENTOS DE DIVERSOS ESPÍRITOS SOBRE A INVISIBILIDADE DOS ESPÍRITOS ELEVADOS:)

“Nem sempre vemos os mensageiros que vêm a nós das esferas mais altas. Eles são vistos melhor por uns que por outros, e só se tornam verdadeiramente visíveis, quando preparam seus corpos para essa visibilidade.” (Espírito senhora Owen, no livro “Vida Além do Véu”, psicografado pelo reverendo G. Vale Owen.)

“Três entidades de sombrio aspecto, absolutamente cegas para com a nossa presença, em vista do baixo padrão vibratório de suas percepções, acercaram-se do trio sob nossa observação.” (Missionários da Luz - Cap. 5.)

“Mais alguns instantes e Matilde surgiu diante de nós, venerável e bela. O fenômeno da materialização de uma entidade sublimada ali se fizera prodigioso aos nossos olhos, em processo quase análogo ao que se verifica nos círculos carnais.” (Libertação - Cap. 18.)


18 - O PERISPÍRITO DO ESPÍRITO SUPERIOR É BELO, LUMINOSO, BRILHANTE E RADIANTE.

(DEPOIMENTOS DE DIVERSOS ESPÍRITOS SOBRE O PERISPÍRITO BRILHANTE DOS ESPÍRITOS SUPERIORES:)

“Penso que lhe chamaríeis um grande anjo e, de fato, se ele pudesse baixar a Terra e tornar-se visível, o seu brilho inspiraria temor. É muito belo, tanto de aspecto como de rosto; se dissesse que era radiante, brilhante, luminoso, talvez o descrevesse melhor.” (Espírito senhora Owen, no livro “Vida Além do Véu”, psicografado pelo reverendo G. Vale Owen, vigário de Oxford, Lancashire, na Inglaterra. Edição FEB.)

“Raios de luz desprendiam-se intensamente de nossos corpos. Extraordinária comoção apossou-se de minha alma. Vicente e eu ajoelhamo-nos a um só tempo, banhados em lágrimas, enviando ao Eterno os nossos profundos agradecimentos, em votos de júbilo fervoroso. Estávamos embriagados de ventura. Era a primeira vez que me vestia de luz, luz que se irradiava de todas as células do meu corpo espiritual.” (Os Mensageiros - Cap. 15.)



sábado, 17 de maio de 2014

MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS DOS ESPÍRITOS: "O LIVRO DOS MÉDIUNS", PARTE 2, CAP. V




LIÇÕES CONTIDAS NO CAPÍTULO V: MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS DOS ESPÍRITOS, DA SEGUNDA PARTE DE “O LIVRO DOS MÉDIUNS”.

Geziel Andrade

Certas manifestações físicas dos Espíritos produzem-se espontaneamente, sem a intervenção da vontade das pessoas, e até mesmo contra o desejo delas.

Os Espíritos produzem-nas até mesmo entre pessoas que nunca ouviram falar dos fenômenos e, exatamente quando menos esperavam qualquer acontecimento, chegando, frequentemente, a se tornarem importunas. Isso elimina a suposição de que há o efeito da imaginação ou a influência das ideias espíritas.

Ante a tais fenômenos, deve-se ter a preocupação de registrá-los e de verificar cuidadosamente a sua realidade, para que sejam eliminadas possíveis ilusões ou mistificações.

O meio mais eficaz de se verificar a autenticidade é comprovar se os fenômenos obedecem à vontade dos observadores ou respondem ao pensamento, indicando a existência de uma causa inteligente oculta.

Algumas manifestações físicas dos Espíritos têm proporções e persistências desagradáveis, quando visam chamar a atenção das pessoas e mostrar que há a presença de uma força superior à do homem.

Os Espíritos elevados não se ocupam com as manifestações físicas. Eles se servem dos Espíritos inferiores para essa produção, já que estes estão mais ligados às coisas materiais. Eles não se ocupam com essas manifestações, porque se assemelham aos homens retos e sérios, que não gostam de se divertir fazendo brincadeiras ou espalhando o tumulto e o terror.

Allan Kardec, no início de seus estudos sobre o Espiritismo, certa noite, enquanto elaborava um trabalho, passou a ouvir pancadas em torno de si por quatro horas consecutivas, sem que encontrasse uma causa justa.

No dia seguinte, numa reunião espírita, perguntou a um Espírito, através de um médium escrevente, qual a causa para aquelas estranhas pancadas.

O Espírito respondeu-lhe que se tratava da manifestação de seu Espírito familiar que desejava lhe falar.

Esse Espírito familiar manifestou-se então pela escrita mediúnica e apontou erros no trabalho que ele realizava. Indicou as linhas onde os erros se encontravam e lhe de conselhos úteis e sábios. Em seguida, acrescentou que estaria sempre pronto para atender o seu chamado, quando o quisesse interrogar.

A partir desse momento, esse Espírito de categoria muito elevada e que havia desempenhado um papel importante na Terra jamais o abandonou. Deu-lhe muitas provas de grande superioridade e fez intervenções benévolas e eficazes em muitos assuntos importantes.

Como as comunicações com esse Espírito superior se tornaram regulares, as pancadas jamais voltaram.

Outro caso interessante ocorreu com um amigo de Allan Kardec. Ele passou a ouvir ruídos diversos em seu quarto, chegando a se tornar fatigantes. Através de um médium escrevente, ele teve a ocasião de interrogar o Espírito que produzia os barulhos. Era o Espírito de seu pai que queria que ele realizasse diversas coisas.

Após ter feito o que lhe foi recomendado pelo Espírito de seu pai, jamais ouviu de novo os ruídos.

Mas, por outro lado, há mesmo certas manifestações espontâneas dos Espíritos que se degeneram para verdadeiro estardalhaço e em grandes perturbações. Projeteis são atirados de fora para dentro do ambiente; portas e janelas são abertas e fechadas por mãos invisíveis; ladrilhos são quebrados, sem que nada disso possa ser levado à conta de ilusão ou da imaginação.

As manifestações físicas dos Espíritos não são novas, nem raras. Muitos fatos autênticos desse gênero foram publicados por Allan Kardec na sua “Revista Espírita”.

Elas são muito mais frequentes do que se pensa, mas ficam ocultas, porque as vítimas nada ousam dizer a respeito, com medo de serem ridicularizadas.

Certas manifestações físicas dos Espíritos têm a finalidade de chamar a atenção dos homens para a sobrevivência da alma à morte do corpo físico; dar-lhes avisos proveitosos; pedir algo como preces; solicitar a realização de algo que não puderam cumprir enquanto estavam na vida material; ou pedir a reparação de más ações que praticaram enquanto estavam na vida terrena.

Para conhecermos o que os Espíritos querem com suas manifestações físicas, o melhor meio consiste em evocá-los, através de um bom médium escrevente. Então, pelas respostas que dão, descobrimos com quem estamos às voltas, podendo agir de acordo com o esclarecimento obtido.

Se for um Espírito infeliz, deve ser tratado com caridade e atenção.

Se for um Espírito malvado, devemos pedir a Deus que o torne melhor, através da prece que sempre dá um bom resultado.

Uma observação fria e calma das manifestações físicas dos Espíritos permite a constatação de um efeito que não depende da vontade humana, nem de uma causa natural. Então, a causa da atuação está numa vontade livre e numa inteligência oculta, graças à participação de um médium, que pode estar sendo utilizado à sua revelia.

Quase sempre, as manifestações espontâneas dos Espíritos se produzem em casas habitadas e na presença de certas pessoas que exercem influências, mesmo sem que o queiram. Essas pessoas ignoram possuir faculdades mediúnicas. São os chamados de médiuns naturais, pois fornecem aos Espíritos seu fluido animalizado.

Além disso, para um Espírito manifestar-se fisicamente precisa que queira fazer isso; que tenha um objetivo ou um motivo; que encontre no local da manifestação uma pessoa apta a ajudá-lo, o que raramente ocorre.

Mesmo quando todas as circunstâncias são favoráveis à sua manifestação física, o Espírito pode ser tolhido por uma vontade superior. Ele é impedido de agir a seu bem prazer, porque sua manifestação só lhe é permitida dentro de certos limites e quando é útil para a pessoa envolvida.

Num diálogo que Allan Kardec manteve com o Espírito São Luís sobre os fatos ocorridos em junho de 1860, na rua dês Noyers, em Paris, e cujos pormenores estão publicados na “Revista Espírita”, de agosto de 1860, obteve as seguintes informações:

1. Os fatos são reais e as manifestações são produzidas por um Espírito que se diverte um pouco à custa dos habitantes do lugar.

2. O Espírito perturbador não gosta de um habitante do local e trata de lhe fazer maldades ou mesmo de obrigá-lo a se mudar.

3. Sem a presença de uma pessoa com faculdade mediúnica espontânea e involuntária, esse fato não poderia dar-se.

4. Mas, não se deve generalizar, pois, nem sempre, é necessária a presença de um médium no local.

5. A aptidão do médium depende de uma disposição física que lhe é inata.

6. Mas, quando o médium é elevado moralmente, atrai a si os bons Espíritos, o que, necessariamente, afasta os maus Espíritos.

7. Os diversos objetos que são atirados pelo Espírito, geralmente, são apanhados nos próprios lugares dos fenômenos, ou nas proximidades.

8. Embora surpreendentes, essas manifestações físicas dos Espíritos nem sempre convencem os homens ateus e materialistas.

No diálogo que Allan Kardec manteve com o Espírito perturbador da rua dês Noyers, obteve as seguintes informações adicionais:

1. O Espírito achou um bom médium ou instrumento. Além disso, não havia no local nenhum Espírito douto, sábio e virtuoso para impedi-lo de se divertir.

2. Os objetos atirados pelo Espírito eram muito comuns e achados no pátio e jardins próximos.

3. Os objetos eram transportados com o auxílio da natureza elétrica do médium, juntada à do Espírito, que é menos material.

O FENÔMENO DO TRANPORTE
Este fenômeno consiste no trazimento espontâneo, por parte de um Espírito, de objetos que não estão no local onde estão os observadores. São, quase sempre, flores, frutos, confeitos, jóias, etc.

Por ser um fenômeno que se presta à imitação, deve-se estar de sobreaviso contra o embuste e a arte da prestidigitação, fazendo um exame atento das circunstâncias em que os fatos ocorrem.

Além disso, a melhor garantia da sua veracidade está no caráter, na honestidade notória e no desinteresse absoluto das pessoas envolvidas.

A teoria do fenômeno dos transportes e das manifestações físicas dos Espíritos foi resumida nos seguintes pontos, que estão contidos numa dissertação feita pelo Espírito Erasto, discípulo de São Paulo:

1. O médium precisa ter a faculdade de projetar abundantemente em torno de si um fluido animalizado que lhe é próprio.

2. Esse fluido presta-se à obtenção dos fenômenos de tangibilidade: pancadas nas paredes e nos móveis, movimentos inteligentes e mesmo a suspensa no espaço de matéria inerte pesada.

3. Mas, a obtenção do fenômeno de transporte é muito mais complexa e difícil de ser realizado pelo Espírito, o que o torna extremamente raro.

4. Para a produção desse fenômeno é necessário que haja entre o Espírito e o médium certa afinidade e analogia; que haja uma semelhança tal que permita que o fluido do perispírito do médium se una, se combine, de modo muito especial, com o do Espírito que queira fazer o transporte.

5. Essa fusão dos fluidos deve ser de tal sorte, que a força resultante deve se tornar única. Então, as possibilidades do Espírito aumentam com os recursos fluídicos que foram oferecidos pelo médium.

6. Dispondo desse fluido do médium, o Espírito se vê obrigado a se impregnar dele para produzir o fenômeno do movimento de certos objetos materiais. Mas, as dificuldades para a produção do transporte de objetos são enormes, o que desestimula os Espíritos a produzi-los.

7. Já os fenômenos da tangibilidade, como as pancadas, a suspensão e os movimentos de objetos são mais simples, pois se operam mediante a simples concentração e a dilatação dos fluidos.

8. Então, podem ser obtidos com o trabalho dos médiuns aptos a realizá-los, quando secundados por Espíritos amigos e benevolentes.

9. Por isso, os fenômenos da tangibilidade são mais freqüentes; ao passo que os de transporte são muito raros, porque são muito difíceis de serem realizados, ao exigirem condições excepcionais.

Em complemento às informações acima, Allan Kardec conseguiu de um Espírito que realizada o fenômeno de transporte, os seguintes informes que foram completados depois pelo Espírito Erasto:

1. O Espírito precisa de bastante tempo para preparar os fluidos que vencem as dificuldades e possibilitam a realização do transporte.

2. A produção do fenômeno depende da natureza especial do médium e da sua afinidade com a natureza do Espírito que está atuando no transporte.

3. A incredulidade e a oposição das pessoas presentes podem embaraçar a produção do fenômeno, mas não neutralizá-la inteiramente.

4. Os objetos transportados, como flores, confeitos e anéis, podem ser retirados de perto ou de longe, dependendo que o Espírito tenha permissão ou autorização para operar o fenômeno.

5. Essa operação de transporte é penosa para o Espírito, pois ele tem que executar um trabalho material e lidar com disposições fluídicas que podem ser contrárias à sua realização.

6. O Espírito só consegue transportar objetos materiais ao combinar uma parte de seu fluído dilatável com uma parte do fluido animalizado que é tirado do médium. Então, essa combinação de fluidos permite ao Espírito ocultar e transportar os objetos que escolheu.

7. A massa dos fluidos combinados deve ser proporcional ao peso do objeto a ser transportado, porque a força dos fluidos combinados tem que vencer a resistência imposta pelo objeto.

8. Em função dessa realidade acima, o Espírito prefere trazer para o ambiente uma flor ou um objeto leve, quando não encontra no médium e em si mesmo os elementos necessários para fazer um esforço mais considerável.

9. Portanto, para transportar um objeto pesado, o Espírito precisa encontrar médiuns dotados de faculdades especiais.

CONSIDERAÇÕES DO AUTOR DESTE ARTIGO

Logo em seguida às primeiras manifestações físicas ostensivas dos Espíritos, denominadas de fenômenos das mesas girantes ou falantes, que Allan Kardec assistiu na casa da senhora Plainemaison, na rua Grange-Batelière, 18, em Paris, em maio de 1855, passaram a predominar as manifestações inteligentes dos Espíritos, principalmente através da escrita mediúnica, que experimentou rápida evolução, graças ao surgimento de médiuns psicógrafos extraordinários.

Isso permitiu que o Espiritismo fosse estruturado, por Allan Kardec, em seus maravilhosos aspectos científico, filosófico, moral e religioso, alicerçados em apenas três princípios: Deus, o Pai e Criador de tudo o que existe; Espírito, princípio inteligente criado por Deus; e Matéria, decorrente das transformações e combinações ocorridas no fluido cósmico universal, criado por Deus.

Mas, embora os inesperados recursos da escrita mediúnica, jamais as manifestações físicas dos Espíritos pararam de acontecer. Ainda na época de Allan Kardec, elas se tornaram realmente surpreendentes, graças à atuação do notável médium de efeitos físicos Daniel Dunglas Home.

Ainda, mesmo depois de Allan Kardec, elas continuaram sendo seriamente estudadas por Camille Flammarion, Léon Denis, Gabriel Delanne, William Crookes, Artur Conan Doyle, Alexander N. Aksakof, Ernesto Bozzano, Cesar Lombroso, dentre muitos outros.

Mesmo aqui no Brasil, não faltaram as grandes manifestações físicas dos Espíritos, principalmente através de notáveis médiuns de efeitos físicos como Francisco Peixoto Lins ou “Peixotinho”, Fábio Machado e Carmine Mirabelli.

Mas, essas manifestações físicas dos Espíritos sempre se mantiveram num segundo plano, se comparadas às suas manifestações inteligentes, realizadas principalmente através de médiuns psicógrafos como Chico Xavier, Yvonne do Amaral Pereira e Divaldo Pereira Franco, dentre muitos outros.

Portanto, sem que houvesse qualquer menosprezo às manifestações físicas dos Espíritos, a Doutrina Espírita se fortaleceu cada vez mais, graças às suas manifestações inteligentes, que complementaram em muito as obras elaboradas por Kardec.

ARTIGOS ANTERIORES SOBRE OS CAPÍTULOS DE “O LIVRO DOS MÉDIUNS”.
As principais lições contidas nos Capítulos anteriores de “O Livro dos Médiuns” foram publicadas neste mesmo blog nas seguintes datas:
13/fevereiro/2009 = INTRODUÇÃO.
24/abril/2009 = CAP. I: EXISTEM ESPÍRITOS?
05/agosto/2009 = CAP II: O MARAVILHOSO E O SOBRENATURAL.
02/março/2010 = CAP. III: MÉTODO.
14/julho/2010 = CAP. IV: SISTEMAS.
26/abril/2011 =SEGUNDA PARTE, CAP. I: AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA.
19/outubro/2011 = SEGUNDA PARTE, CAP. II: MANIFESTAÇÕES FÍSICAS E MESAS GIRANTES.
15/março/2012 = SEGUNDA PARTE, CAP. III: MANIFESTAÇÕES INTELIGENTES.
01/março/2013 = SEGUNDA PARTE, CAP. IV: TEORIA DAS MANIFESTAÇÕES FÍSICAS


domingo, 9 de março de 2014

A CONTINUIDADE DA VIDA DA ALMA, APÓS ESTA VIDA







A CONTINUIDADE DA VIDA DA ALMA, APÓS ESTA VIDA
Geziel Andrade

“Ninguém te aconselha a fazer da existência o culto inveterado da morte, mas é imperioso caminhes na convicção de que a vida prossegue...” (Emmanuel, no livro “Justiça Divina”, psicografado por Chico Xavier.)

“Do ponto de vista espiritual, a morte significa o retorno para o lar, donde se procede, antes de iniciada a viagem para o aprendizado na escola terrena.” (Manoel Philomeno de Miranda, no livro “Loucura e Obsessão”, psicografado por Divaldo P. Franco.)

“A morte física é pura mudança de capítulo no livro da evolução e do aperfeiçoamento.” (André Luiz, no livro “Missionários da Luz”, psicografado por Chico Xavier.)

O Espírito de Verdade, em orientação a respeito dos preparativos necessários para a grande e inevitável viagem, publicada por Allan Kardec na “Revista Espírita” de julho de 1862, alerta-nos que as provisões para se obter o sucesso e a felicidade são as boas ações que servem de passaporte e de carta de recomendação.

Essa orientação do Espírito de Verdade foi sendo constantemente reafirmada e exemplificada em relatos e depoimentos espontâneos feitos por muitos Espíritos, através de diversos médiuns, em diferentes partes do mundo e em épocas distintas.

As revelações dos próprios Espíritos sobre o que se passa durante e após a grande transição para a vida espiritual, em continuidade da vida imortal da alma, encontram-se reunidas não só nos livros de Allan Kardec, mas também nas obras de Léon Denis, Ernesto Bozzano, Chico Xavier, Divaldo P. Franco, Yvonne A. Pereira, Eurícledes Formiga, Vera Lúcia Marinzeck Carvalho, dentre muitos outros.

Quem estuda esses relatos e depoimentos coincidentes dos Espíritos sobre as fases do pós-morte, logo percebe que cada caso de desencarnação tem particularidades próprias e características peculiares.

Embora isso, podem ser facilmente detectadas e estabelecidas as principais fases bem definidas, que se seguem à perda, pela alma, de seu envoltório corporal.

A morte impõe à alma o seu retorno à vida espiritual, onde foi criada por Deus, conservando, porém, o seu corpo espiritual (perispírito), mantendo as suas faculdades intelectuais e morais e determinando as ocorrências abaixo, que nos levam a profundas reflexões sobre a complexidade e grandeza da Obra do Pai Eterno:

1 – NO MOMENTO DA MORTE DO CORPO MATERIAL, A ALMA EXPERIMENTA, DE IMEDIATO OU NÃO, DEPENDENDO DO TIPO DE MORTE (NATURAL, VIOLENTA, SUICÍDIO, DOENÇA, ETC.), UM SONO, DESMAIO, TORPOR, INCONSCIÊNCIA OU PERTURBAÇÃO.

DEPOIMENTOS DOS PRÓPRIOS ESPÍRITOS, ATRAVÉS DE DIFERENTES MÉDIUNS: “Senti um escurecimento; depois não sei o que se passou. Minhas ideias não ficaram claras senão muito tempo depois. ” (...) “Cai em um longo desmaio.” (...) “Mergulhei em um estado de inconsciência ou de sono por um período bastante longo.” (...) “ Irresistível desejo de dormir assaltou-me. Entreguei-me sem resistência e perdi a noção de espaço e tempo no sono abençoado e reparador.” (...) “Um torpor invencível veio a mim e desmaiei.” (...) “Deus quer poupar ao Espírito as angústias do momento da morte; por isso lhe tira toda lembrança e toda sensação.”

2 – COM A MORTE, OS LAÇOS QUE PRENDEM A ALMA AO CORPO MATERIAL PRECISAM SOLTAR-SE, DESATAR-SE. ESSE DESPRENDIMENTO DA ALMA DO CORPO MATERIAL É FÁCIL APENAS PARA AQUELA QUE REALIZOU AS BOAS OBRAS E OBTEVE ELEVAÇÃO MORAL. PARA A ALMA DETENTORA DE VIRTUDES E VALORES MORAIS O DESPRENDIMENTO É FÁCIL E AGRADÁVEL, SENDO APENAS UM SONO PASSAGEIRO, SEM SOFRIMENTOS E COM UM DESPERTAR SUAVE E FELIZ, ESTABELECIDO PELA JUSTIÇA DE DEUS.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “Meu Espírito não chegou muito facilmente a se libertar do corpo.” (...) “Retido no corpo pelos laços materiais, meu Espírito teve grande trabalho para se desprender, o que foi uma primeira e rude angústia.” (...) “Minha viagem foi um sono calmo e a ruptura natural.” (...) “Esgotado por longos sofrimentos, meu corpo não teve que passar por uma grande luta. Minha alma destacou-se dele como fruto maduro que cai da árvore. O aniquilamento completo do meu ser impediu-me de sentir a última angústia da agonia.” (...) “Errante em volta do meu leito, não podia afastar-me, e via-me retida, ou pelo menos ao que me parecia, por um último laço àquele invólucro corporal, que tanto me havia feito sofrer.” (...) “Quando chega o instante fatal, o corpo etéreo que penetra o corpo carnal, começa gradualmente a se libertar deste último, à medida que a vitalidade o vai abandonando. Desde que o corpo etéreo se haja libertado do corpo carnal, outros Espíritos intervêm para auxiliar o recém-desencarnado.” (...) “Disse a irmã que havia sido genitora do moribundo-, ajude-nos a retirar meu pobre filho do corpo esgotado. Há muitas horas, estamos à espera de alguém que nos possa auxiliar neste transe.” (...) “Aqueles filamentos luminosos ainda me prendiam ao mundo dos vivos, entorpecendo-me o espírito. Os Espíritos me informaram de que iam ajudar-me, com seus conselhos, para me facilitarem a ruptura dos filamentos luminosos que ainda me ligavam ao corpo.” (...)”Morte e nascimento são operações da vida eterna que demandam trabalho e paciência. Além disso, há companheiros especializados no serviço da libertação última. A eles compete o toque final.” (...) “Espíritos especializados no processo de desencarnação precisam retirar o corpo perispiritual de alguns falecidos, desligando-o dos despojos, até que fique preso apenas por um cordão, que é cortado, tal como se dá com os nascituros terrenos.” (...) “Surpreendi-me novamente fora do corpo, apesar de a ele estar atada por fortes cordões que não impediam que me distanciasse.” (...) “Fiquei uns cinquenta centímetros acima da cama. Tonto, olhei para baixo e me vi, estava feio, branco, magérrimo, olhei para minha mãe, que estava me soltando, tirando-me do leito; ela desligava-me da matéria.” (...) “Aquele grilhão tênue a unir-me com os despojos era bem um fio de forças vivas, jungindo-me à matéria densa, semelhando-se ao cordão umbilical que liga o nascituro ao seio feminino.” (...) “Hoje sabemos que esse cordão fluídico-magnético que liga a alma ao envoltório carnal e lhe comunica a vida, somente deverá estar em condições apropriadas para deste separar-se por ocasião da morte natural, o que então se fará naturalmente, sem choques, sem violência. Com o suicídio, porém, uma vez partido e não desligado, rudemente arrancado, despedaçado quando ainda em toda a sua pujança fluídica e magnética, produzirá grande parte dos desequilíbrios, senão todos.” (...) “Depois da ação desenvolvida sobre o plexo solar, o coração e o cérebro foi desatado o nó vital, afastando completamente o Espírito do corpo físico e fazendo brilhar o cordão fluídico-prateado, com formosa luz. Uma hora depois da desencarnação foi cortado o apêndice luminoso.”



3 – O ESPÍRITO DESPERTA DO SONO DA DESENCARNAÇÃO EM LUGARES MUITO DIVERSOS, DEPENDENDO DE SUAS BOAS OU MÁS OBRAS TERRENAS, DE SEUS MÉRITOS E SUAS VIRTUDES, CONQUISTAS E CONDIÇÕES MORAIS E ESPIRITUAIS. O ESPÍRITO QUE SE VINCULOU AO MAL E AOS VÍCIOS, POR NÃO TER CULTIVADO E REALIZADO O BEM DURANTE A SUA VIDA TERRENA, DESPERTA NA CROSTA TERRENA OU NAS REGIÕES INFERIORES DO PLANO ESPIRITUAL. TRATA-SE DA JUSTIÇA DIVINA DANDO “A CADA UM SEGUNDO AS SUAS PRÓPRIAS OBRAS”.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “Passados oito dias em os quais o companheiro se demorou em sono profundo, foi conduzido à Colônia, onde despertou em estado de inquietação e dor.” (...) “O pobrezinho era excessivamente apegado ao corpo físico e veio para a esfera espiritual após um desastre, oriundo de pura imprudência. Esteve durante muitos dias, ao lado dos despojos, em pleno sepulcro, sem se conformar com situação diversa.” (...) “Eu me encontrava num cemitério, sentindo todos os fenômenos da decomposição cadavérica.” (...) “Tão logo cerrei os olhos físicos, meus irmãos que eu supunha mortos se fizeram visíveis à minha frente, transformados em vingadores. Ladearam-me o túmulo; atiraram-me o crime no rosto; cobriram-me de impropérios e flagelaram-me sem compaixão.” (...) “Despertei sonolento em casa, com a senhora a gemer e a gritar por mim.” (...) “Muitos Espíritos, por efeito da ignorância em que se acham, do medo que os assalta, passam o tempo a frequentar, ou antes, a assombrar, o meio onde viveram e ao qual se vêem psiquicamente presos. Consequentemente eles se encontram na câmara mais baixa do plano astral, fora do mundo e no mundo, por causa da adesão tenaz que mantêm as opiniões e paixões terrenas.” (...) “Acordei num quarto de hospital, arejado e reconfortante.” (...) Ao primeiro despertar, que admiração! Como tudo é novo, esplêndido, maravilhoso!” (...) “A sensação que a gente experimenta ao despertar é de um sono profundo. Esse despertar é mais ou menos lento e difícil, em razão direta da situação moral do Espírito, e nunca deixa de ser fortemente influenciado pelas circunstâncias que acompanham a morte.”

4 – O CORPO ESPIRITUAL CONSERVA A MESMA FORMA E APARÊNCIA HUMANA, O QUE DIFICULTA O ENTENDIMENTO DO PROCESSO DE TRANSIÇÃO PARA A NOVA FASE DA VIDA IMORTAL DA ALMA.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “Guardava a mesma aparência e não percebia a morte do corpo material porque pensava, via e ouvia em um corpo semelhante na forma.” (...) “Não tenho mais o corpo que tanto me fez sofrer; mas tenho a sua aparência.” (...) “Constato a minha individualidade por meu perispírito, que é a forma que eu tinha neste mundo.” (...) “Achei-me curada miraculosamente. Vi-me tal como era no curso dos melhores anos da minha mocidade, porém, infinitamente mais exuberante de vida, mais lúcida de espírito, mais ditosa.” (...) “Agora, tanto a nossa Egle, fulminada pelo acidente vertiginoso, quanto eu mesma, portadora de uma doença longa, estamos íntegras em nossa forma, sem qualquer constrangimento ou alteração.” (...) “Meu corpo adquiriu a harmonia que eu sonhava, meus pés estão perfeitos, meus braços bem postos e minha voz está fácil, como não poderia imaginar acontecesse.” (...) “Se bem me haja conservado, substancialmente, a mesma personagem, vi desenvolverem-se em mim faculdades e potencialidades, que me abriram novo campo, imenso, de atividades inimaginadas.” (...) “Um dos meus primeiros pensamentos de estranheza foi o de compreender que havia morrido e, ao mesmo tempo, conservar o meu corpo, o qual, segundo o bom senso, fora entregue à Terra.” (...) “Acordara num corpo em tudo semelhante àquele que perdera.” (...) “Me via num corpo em tudo semelhante àquele que me havia servido.” (...) “Compreendi com tristeza a enorme diferença do meu corpo perispiritual com o de carne. Ninguém encarnado me via e fugi dos grupos desencarnados que encontrei.” (...) “Observando o corpo diferente, mas igual ao que usara no mundo físico, fiz várias perguntas à minha avó.”

5 – O ESPÍRITO REVÊ NA HORA OU DEPOIS DA MORTE DO CORPO MATERIAL OS MÍNIMOS FATOS OCORRIDOS DURANTE A SUA EXISTÊNCIA TERRENA, PODENDO JULGAR SEUS PENSAMENTOS, SENTIMENTOS E ATOS COM REFLEXOS NO SEU ESTADO DE CONSCIÊNCIA. ASSIM, NENHUM ESPÍRITO CONSEGUE FUGIR DO TRIBUNAL DA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA E DO ACERTO DE CONTAS COM A JUSTIÇA DE DEUS.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “Revi, como num panorama, os acontecimentos de toda a minha existência. Vi e ouvi tudo que fizera, dissera e pensara.” (...) “Revi todos os acontecimentos da minha vida, em os quais me comportara mal. Tinha a vontade de retomar todo o passado, a fim de purificar os maus dias.” (...) “De repente, lembrei-me de meu nascimento, de minha juventude, de minha idade madura. Toda a minha vida avivou-se claramente em minha memória.” (...) “Os mais insignificantes e mais ridículos acontecimentos de minha existência também se apresentaram muito vivazes em meu cérebro. Loucuras, prazeres, dores, tudo o que fizera no curso da minha vida sobrevinha sem ser chamado, não sei donde, para fazer ato de presença.” (...) “Como se a memória fosse possuída de um admirável poder retrospectivo, comecei a ver todos os quadros da minha infância e juventude, relembrando um a um os mínimos fatos da minha existência relativamente breve.” (...) “Reviu apressadamente o passado. Todas as cenas da infância, da mocidade e da madureza reapareceram de inesperado no templo da memória, como que a convidá-la a escrupuloso exame de consciência.” (...) “Vi-me diante de tudo o que eu havia sonhado, arquitetado e realizado na vida. Insignificantes ideias que imitira, tanto quanto meus atos mínimos, desfilavam, absolutamente precisos, ante meus olhos aflitos, como se me fossem revelados de roldão, por estranho poder, numa câmara ultra rápida instalada dentro de mim.” (...) “Pude ver, como numa grande tela cinematográfica, o desenrolar dos fatos que representavam a minha existência, em miraculoso retrospecto, repetindo-se em vertiginosa celeridade, sem omissão de qualquer detalhe. Coisas e acontecimentos mortos em minhas lembranças surgiam-me com seus contornos e nitidez impressionantes, gritando-me à memória em brasa os erros e gravames das atitudes nem sempre dignas de antes.” (...) “Numa sequência de fatos revi toda a minha existência. Recordando meu passado, senti paz; nada fizera de mal, ou errado, estava em paz com Deus e com minha consciência.”

6 – O ESPÍRITO PRECISA DE ALGUM TEMPO, MAIS OU MENOS LONGO, PARA SE CONVENCER QUE PERDEU MESMO O CORPO MATERIAL E QUE CONTINUA VIVO EM UM NOVO MUNDO GRANDIOSO MANTENDO SEU CORPO ESPIRITUAL E SUAS FACULDADES E CARACTERÍSTICAS PESSOAIS.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “Julgava-me mais vivo do que nunca. Via-me tão real e tão reais via os vivos que não chegava a fixar ideia sobre a grande mudança que se havia operado. A ideia de que estava morto jamais me acudiu ao Espírito. Foi a minha defunta mulher que me comunicou a terrificante notícia de que estava morto e me encontrava no meio espiritual.” (...) “Vi homens a me carregar e disse de mim para mim: eu não estou morto! Então esses médicos imbecis não vêem que eu vivo, respiro, ando, olho-os, sigo-os, a eles que vêm ao meu enterro! Que é então o que enterram? Não estou morto! Não me escutavam, não me viam. Assim se passaram três dias; eu estava desaparecido do mundo, e eu me sentia mais vivo que nunca.” (...) “Desde que me convenci de estar morto, as coisas mudaram. Vi-me cercado de Espíritos que pareciam desejosos de me assistirem.” (...) “Tenho a obrigação de assegurar-lhe que não mais pisamos a Terra que nos era comum e sim um departamento da vida espiritual.” (...) “Tudo se mostrava diferente, mas acreditávamos ainda na continuação da nossa própria existência física.” (...) “Não era crível que eu tivesse morrido. Sentia-me viva, não obstante as dores que cruciavam. Encontrava-me lúcida, raciocinava, sofria... Não podia estar morta.” (...) “Bons Espíritos vieram buscar-me para receber orientação no Centro Espírita. Lá fui convidada a falar através de um médium; fiz isso um tanto encabulada, mostraram-me o acidente em que morrera e meu enterro. Explicaram que desencanara e que tinha necessidade de ir para uma escola, onde receberia orientação de como viver desencarnada.” (...) “Entendi que ali era um Centro Espírita. Morri e vagava. Os espíritas não mexiam com almas penadas, ajudavam-nas, não tinham medo, orientavam-nas, estavam fazendo para mim a maior caridade que já recebera.”

7 – ALGUNS ESPÍRITOS, POR ALGUM TEMPO, CONTINUAM SENTINDO NO CORPO ESPIRITUAL OS REFLEXOS DA CAUSA DA MORTE DO CORPO FÍSICO, DIFICULTANDO, ALGUMAS VEZES, O RECONHECIMENTO DE SUA NOVA SITUAÇÃO E NÃO ENTENDENDO E COLABORANDO COM A AJUDA RECEBIDA DOS BONS ESPÍRITOS.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “Os acessos de soluços, a asma e outros sintomas bronquiais que me haviam atormentado no momento da morte continuavam a afligir-me quando abri os olhos para a vida espiritual. Assim, impossível me era acreditar na minha morte.” (...) “Queixava-se da ferida aberta, do coração descontrolado, dos sofrimentos agudos, do grande abatimento. Sabia, porém, que não se encontrava mais no círculo da carne, embora semelhante verdade lhe custasse angustioso pranto. –Tranquilize-se –disse-lhe o meu orientador, com inexprimível bondade -, sua situação é difícil, mas poderia ser muito pior. Há suicidas que permanecem agarrados aos despojos cadavéricos por tempo indeterminado, assistindo à decomposição orgânica e sentindo o ataque dos vermes vorazes.” (...) “A enfermidade demorada deixou impressões profundas. Continuou, assim, apresentando os sinais do cansaço.” (...) “Guardo integral impressão do corpo que acabei de deixar –respondeu ele, delicadamente. –Noto, porém, que, ao desejar permanecer ao lado dos meus, e continuar onde sempre estive durante muitos anos, volto a experimentar os padecimentos que sofri; entretanto, ao conformar-me com os superiores desígnios, sinto-me logo mais leve e reconfortado.” (...) “Encontrava-me quase feliz, se bem que as impressões físicas não me houvessem abandonado e eu conservasse ainda as sensações que me eram comuns na roupagem material.” (...) “Não tive mais dores. Logo estava a andar, voltara a ser forte, sadio, como era antes de adoecer, com aparência dos meus trinta e quatro anos. Em pouco tempo saí do hospital, fui para uma escola aprender a viver no Plano Espiritual.” (...) “Recuperei-me. Meus cabelos ficaram como antes da minha doença, fiquei rosada, sadia. Agradeci feliz minha recuperação e recebi alta do hospital.”

8 – O ESPÍRITO RECÉM DESENCARNADO REENCONTRA, SOB FORTES EMOÇÕES, OS ESPÍRITOS FAMILIARES E AMIGOS QUE O ANTECEDERAM NA GRANDE VIAGEM DE RETORNO À VIDA ESPIRITUAL, QUE É A VERDADEIRA E ONDE FOI CRIADO POR DEUS. ENTÃO, SEUS MOMENTOS DE INCERTEZA E PERTURBAÇÃO ACABAM COM GRANDE TRANSFORMAÇÃO PARA MELHOR.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “Minha mãe veio me receber ao entrar no mundo dos Espíritos.” (...) “Inundou-me a alegria; revi rostos queridos, que supunha perdidos para sempre.” (...) “Vi-me cercado por numerosos e fieis amigos. Parentes, amigos, conhecidos vieram todos receber-me nas portas da existência verdadeira.” (...) “Reconheci-me imediatamente; estava rodeada de amigos”. (...) “Reconheci minha mãe e meu pai, que me receberam ao despertar. Iniciaram-me na nova vida.” (...) “Não há palavras que te possam descrever a felicidade que experimentei, quando vi que vinham ao meu encontro ora uma, ora outra das pessoas a quem mais amei na Terra e que todas acudiam a me dar as boas-vindas nas esferas dos imortais.” (...) “Vi-me acolhido, reconfortado e ajudado por pessoas que eu conhecera na Terra e que me precederam na grande viagem. Mas, o que constituiu para mim a alegria daquela ora foi o encontrar-me com a querida companheira de toda a minha existência.” (...) “Ergui repentinamente o meu olhar e, -oh, maravilha!- vi minha mãe a contemplar-me com a melhor das expressões de ternura e amor.” (...) “Tia Carminha não era mais nossa. Partira para Deus. Foi a Tia Carminha quem se ergueu e veio a mim, dizendo: -Pedrinho, você com medo? Por quê? Não nos conhece mais? Então compreendi tudo e chorei muito... E aceitando a bondade da Tia, dormi.” (...) “Sara, minha esposa, havia desencarnado há muito tempo, sofri muito com a separação, nos queríamos muito bem. Sara entrou na enfermaria, sorrindo. Ver Sara foi uma felicidade, abraçamo-nos contentes, conversamos muito.” (...) “Vovó entrou no quarto de mansinho. Estava diferente, mais bonita, esperta e sem seus grossos óculos. Beijou-me na testa e nos abraçamos demoradamente. Senti alegria em vê-la, mas, também, tive a certeza que realmente tinha desencarnado.”

9 – O ESPÍRITO PERCEBE, MESMO DISTANTE, O QUE SE PASSA EM SEU ANTIGO AMBIENTE TERRENO, RECEBENDO DISSO INFLUÊNCIAS BOAS OU MÁS DE SEUS FAMILIARES QUE CONTINUARAM ENCARNADOS.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “As crises de dor exageradas de meus familiares retinham-me no meio terrestre.” (...) “Vi perfeitamente, qual se estivesse dentro de mim, as filhas queridas e alguns poucos amigos, que deixara no mundo, dirigindo-me palavras de saudade e carinho.” (...) “Via tudo o que nos chegava de casa e a visão de papai desesperado me enlouquecia; as preces da senhora me auxiliavam.” (...) “Vemos o que se passa à distância e, além disso, suas vozes, mãezinha, nos alcançam por todos os meios.”

10 – OS ESPÍRITOS GOSTAM DE RECEBER AS PRECES DOS ENTES QUERIDOS QUE DEIXARAM NA TERRA.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “A prece refresca o nosso coração, é balsamo inefável, é caridade aos infelizes do outro mundo, dos quais sou um.” (...) “Minha muito querida esposa, tenho visto teus suspiros e tuas lágrimas. Choras sempre! Também tenho visto tuas preces. Deixa que as agradeça.” (...) “Rogai a Deus, nosso soberano Senhor, que me conceda perdão e o esquecimento de minha inutilidade na Terra.” (...) “Alguns companheiros ofertavam-me os recursos da prece santificante. Tamanho foi o meu contentamento que quase me ajoelhei, feliz.” (...) “Não me demorei a registrar-lhes as orações em meu auxílio.” (...) “As orações de minhas filhas chagavam até mim, motivando-me.” (...) “Recebo suas orações; receber orações sinceras é como receber cartas, presentes, são lembranças carinhosas que nos fazem tão bem. Principalmente no período de adaptação, receber orações com otimismo ajuda-nos muito.”

11 – O ESPÍRITO QUE PARTIU PARA A VIDA ESPIRITUAL SENTE MUITAS SAUDADES DOS ENTES QUERIDOS QUE FICARAM ENCARNADOS NA CROSTA DA TERRA.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “Sentia a saudade do lar, o apego à família que ficara distante. Desejava ardentemente rever a esposa muito amada, receber de novo o beijo dos filhinhos.” (...) “Convertera-se num poço de memórias sobre a esposa e a filha.” (...) “Não mais suportava as saudades do marido e dos pais.” (...) “Sei que todos somos filhos de Deus, mas ainda não consigo renunciar à certeza de que sou filho de meus pais terrestres e irmãos de meus irmãos, acima de tudo.” (...) “A saudade dos meus doía-me. Chorava de saudade.” (...) “Senti muita falta de minha casa, do meu esposo, dos filhos e netos.”

12 – O ESPÍRITO PODE VOLTAR AO ANTIGO LAR PARA VISITAR E VER SEUS ENTES QUERIDOS, AMENIZANDO AS SAUDADES QUE SE INSTALARAM EM SEU MUNDO ÍNTIMO.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “Decorriam já três anos da minha desencarnação, quando a querida Zélia me acenou com a possibilidade de um retorno ao Lar, em visita, por oito dias.” (...) “Voltei à nossa casa. Revi a todos. Muitas vezes voltei depois ao antigo lar para visitá-los; muito os ajudei.” (...) “Estava ao vosso lado. Ah! Como vos abracei a todos, emocionada e recolhida. Como achei pequenino o nosso antigo lar e como me penalizou o quadro das vossas dores e dificuldades!” (...) “Trabalhei, então, intensamente. Consagrei-me ao estudo sério, ao melhoramento moral de mim mesma, busquei ajudar a todos, sem distinção, em nosso antigo lar terrestre.” (...) “Tempos levei para poder visitar meus familiares; só tive permissão quando estava realmente bem e adaptada.” (...) “Pude ir em casa, em nossa casa mesmo. Revi todos.” (...) “Já fui à nossa casa, muitas vezes, e agradeço as preces de todos.”

13 – OS ESPÍRITOS QUE SE ESCRAVIZARAM AO MAL E AOS VÍCIOS, PELO MAU USO DA VONTADE E DO LIVRE-ARBÍTRIO, SOFREM MUITO NO MUNDO ESPIRITUAL AS CONSEQUÊNCIAS DISSO, DETERMINADAS PELAS LEIS E PELA JUSTIÇA DE DEUS.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “Oh! Se todos os homens pudessem saber o que há além da vida! Saberiam quanto custa fazer o mal; não haveria mais assassinos, mais criminosos, nem malfeitores. Experimento hoje muito remorso. Compreendo agora a enormidade de meus erros.” (...) “Vi-me mergulhado nas mais profundas trevas. Era uma situação terrificante. Nada via em volta de mim, senão sombras silenciosas e indiferentes... ainda sofro!” (...) “Tenho sempre presente a iniquidade de minha vida, que para muitos foi motivo de escândalo.” (...) “Ajudai-me: eu fiz tanto mal! Oh! Quanto sofro! Quanto sofro! Eu me alegrava com o mal praticado. Oh! Orai por mim.” (...) “Sofro! Quanto vos maldigo, horas culpadas, horas do egoísmo e de esquecimento em que, desconhecendo toda caridade, todo devotamento, eu só pensava no meu bem-estar!” (...) “Não sou suficientemente evoluído para gozar de uma felicidade moral. Experimento um mal-estar indefinível; preferiria sofrer as misérias da vida a esta ansiedade que me acabrunha.” (...) “Meu Espírito se precipita no abismo dos remorsos. A minha iniquidade se ergue diante de mim, como fantasma perseguidor, a me proclamar o mais miserável dos pecadores.”

14 – O ESPÍRITO SUICIDA EXPERIMENTA SOFRIMENTOS NA VIDA ESPIRITUAL EM CONSEQUÊNCIA DE TER ABREVIADO INDEVIDAMENTE A SUA EXPERIÊNCIA EVOLUTIVA, INFRINGIDO AS LEIS E MENOSPREZADO A VALIOSA CONCESSÃO DE DEUS. EMBORA ISSO, CONTA COM A MISERICÓRDIA DE DEUS E A AJUDA AMOROSA E FRATERNA DOS BONS ESPÍRITOS.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “Errei abreviando a vida. Deveria suportar tudo antes que acabar prematuramente. Por isso sou infeliz. Sofro! Estou cheio de dores. Experimento sofrimentos agudos e grande abatimento. Tenho o coração doente e a cabeça ainda bastante desorientada. Ignoro como conseguirei rearticular o meu organismo, agora dilapidado.” (...) “Quis morrer e atirei-me... Oh! Meu Deus, que momento! Orai! Eu vos peço que oreis por mim.” (...) “Meu corpo lá estava, inerte e frio e eu planava em volta dele; chorava lágrimas quentes. Sim, eu chorava, porque acabava de reconhecer a enormidade de meu erro e a grandeza de Deus!” (...) “Eu cai numa tremenda escuridão. O que se passou, não tenho vocábulos para contar. Quanto tempo me arrastei naquelas sombras densas, arrependido e infeliz, não sei dizer.” (...) “Verá que nada acaba com a morte do corpo e que seu inferno se inicia. Agora como suicida nem seu protetor poderá ajudá-la. É nossa! Anos esperamos sua vinda. E você nos facilitou, matando seu corpo!” (...) “Fui informada pelas bondosas pessoas que me atendiam, que desencarnara e que estava numa enfermaria de recuperação num hospital de socorro a suicida.”

15 – O ESPÍRITO MORALMENTE INFERIOR NÃO VÊ OS ESPÍRITOS QUE LHE SÃO SUPERIORES NA HIERARQUIA VERDADEIRA, PELA DIFERENÇA DE VIBRAÇÃO DO CORPO ESPIRITUAL E PELA IMPOSSIBILIDADE DE PERCEBER AS VIBRAÇÕES MAIS SUTIS DO MEIO ESPIRITUAL MAIS ELEVADO. MAS ISSO NÃO O IMPEDE DE SER AJUDADO FRATERNALMENTE PELOS BONS ESPÍRITOS.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “Hoje sei que naqueles angustiosos momentos da morte muitos seres se conservavam, embora intangíveis, ao meu lado, amparando-me com seus braços tutelares e compassivos; porém, não os distinguia. Precisava adquirir uma espiritualidade suficiente para estar em condições de perceber os Espíritos-guias.” (...) “Meu pai e minha mãe já deixaram o meio onde me encontro. Imagino que a razão por que se nos tornaram invisíveis é terem seus corpos espirituais atingido o grau máximo de purificação, conciliável com as condições da nossa esfera de existência.” (...) “Eram Espíritos que estendiam a fraternidade ao extremo de se materializarem o suficiente para se tornarem plenamente percebidos à nossa precária visão e nos infundirem confiança no socorro que nos davam.” (...) “Não percebeu minha presença espiritual, nem a assistência desvelada de outros amigos nossos. Tendo gasto muito anos a fingir, viciara a visão espiritual, restringira o padrão vibratório, e o resultado foi achar-se tão só na companhia das relações que cultivara irrefletidamente, pela mente e pelo coração.”

16 – AO PERDER O ENVOLTÓRIO MATERIAL, O ESPÍRITO SE ENCONTRA NUM MUNDO REAL, SEMELHANTE AO MUNDO MATERIAL, PORÉM MAIS APERFEÇOADO E ESPIRITUALIZADO.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “Enquanto encarnada, não supunha fosse o mundo dos Espíritos algo tão concreto.” (...) “Fiquei profundamente admirado em face da realidade. Os Espíritos existem em condições análogas às terrenas, porém, com uma transformação para melhor.” (...) “Embora a natureza deste mundo difira enormemente da Terra, os dois mundos se assemelham, com a diferença, porém, de que o mundo espiritual é infinitamente mais apurado, mais sublime, mais etéreo: eis tudo.” (...) “O Além-túmulo acha-se longe de ser a abstração que na Terra se supõe, ou as regiões paradisíacas fáceis de conquistar com algumas poucas fórmulas inexpressivas. Ele é antes, simplesmente a Vida Real, e o que encontramos ao penetrar suas regiões é Vida. Vida intensa a se desdobrar em modalidades infinitas de expressão.” (...) “Temos matérias de conhecimentos gerais, ensinamentos de como viver desencarnado, como é o Plano Espiritual, estudamos o Evangelho, recebemos orientações de como se comportar diante dos problemas e de como ajudar os nossos irmãos.” (...) “Imagina a Terra, cheia de suas belezas naturais, porém, moralmente mais aperfeiçoada e terás a imagem dessa segundo esfera que me serve de habitação. Temos casas, pássaros, animais, reuniões, institutos como os das famílias terrenas, onde se agrupam os Espíritos através das mais santas afinidades. A arte aqui é mais linda e mais perfeita e, como o culto a Deus faz parte integrante de todas as coisas de nossa vida, há muita alegria entre nós.”

17 – OS ESPÍRITOS PODEM SE COMUNICAR NA VIDA ESPIRITUAL ATRAVÉS DA TRANSMISSÃO DO PENSAMENTO

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “Comunicamo-nos entre nós pelo pensamento. A transmissão do pensamento é a forma normal de conversação entre nós, os Espíritos. Nossas trocas de ideias se operam diretamente, pela transmissão dos pensamentos.” (...) “Os habitantes mais elevados da colônia dispõem do poder de volitação; e nem todos precisam de aparelhos de comunicação para conversar a distância, por se manterem, entre si, num plano de perfeita sintonia de pensamentos. Os que se encontram afinados desse modo, podem dispor, à vontade, do processo de conversação mental, apesar da distância.” (...) “Permutavam impressões, telepaticamente, reconhecendo com mais clareza que lhes era possível conversar pelo idioma do pensamento, de modo espontâneo.”

18 - AS COISAS QUE OS ESPÍRITOS PRECISAM PODEM SER CRIADAS PELA VONTADE E FORÇA DO PENSAMENTO, QUE TÊM GRANDE PODER NO MUNDO ESPIRITUAL.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “No mundo espiritual o pensamento é tudo. É pela força do pensamento, combinada com a vontade, que podemos criar todas as coisas de que temos necessidade.” (...) “As nossas vestes são também criações do nosso pensamento e constituídas de elementos tirados do meio onde existimos.” (...) “As habitações são construídas por Espíritos que se especializaram em modelar, pela força do pensamento, essa matéria espiritual.” (...) “No mundo dos Espíritos, a força do pensamento cria todas as comodidades desejáveis. O pensamento e a vontade são forças por meio dos quais se pode criar o que se deseje. ”

19 – O ESPÍRITO PODE SE LOCOMOVER NO MUNDO ESPIRITUAL MUITO RAPIDAMENTE, POR UM ATO DE SUA VONTADE.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “O que sobretudo me surpreendeu era a rapidez com que me transportava. Pensava em me achar num dado lugar e no mesmo instante lá me encontrava.” (...) “Experimentava a capacidade de volitação. Num momento, ganhava grandes distâncias.” (...) “Sentia-me na posse das faculdades volitivas, que obtivera com o meu desprendimento da vida carnal.” (...) “Saltamos com a rapidez do relâmpago, através do espaço. Em menos de um segundo estávamos ao lado de minha avó. Ela vive com meu avô e com o meu tio Walter, a quem não conheci na Terra.”

20 – OS ESPÍRITOS CONSEGUEM SE LEMBRAR DE SUAS EXISTÊNCIAS CORPORAIS ANTERIORES.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “Lembro-me de minhas existências anteriores e acho que estou melhorado.” (...) “Recordo-me das fases de existências encarnadas, anteriormente à que acabei ultimamente.” (...) “Outros Espíritos com os quais tenho tido ensejo de falar deste assunto, me informaram que se lembravam claramente de todas as existências que viveram no planeta Terra.” (...) “Nesse sono, vi os diferentes corpos que meu Espírito animou, desde um certo número de encarnações, e todos trabalharam na ciência médica, sem jamais se afastar dos princípios que o primeiro havia elaborado.” (...) “Ricardo e eu ficamos, então, senhores de trezentos anos de memória integral. Compreendemos, então, quão grande é ainda o nosso débito para com as organizações do planeta!”

21 – OS ESPÍRITOS MANTÊM OCUPAÇÕES, TRABALHOS E ATIVIDADES INCESSANTES NA VIDA ESPIRITUAL.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “Acho-me aqui ativamente ocupado. O mesmo se dá com todos.” (...) “Continuo trabalhando e estudando. Aprendi a ser útil.” (...) “A morte não interrompe o trabalho sadio e edificante. Os ideais nobres possuem suas verdadeiras razões na vida espiritual e, além do túmulo, podemos continuar o serviço que se afina com as nossas tendências e esperanças.” (...) “Estava longe de ser a decantada “Mansão do Repouso” com que tanto sonhamos na Terra. A palavra trabalho não era apenas um vocábulo, mas sim uma realidade construtiva e ativa em todos os lados.” (...) “A morte não me ceifara a felicidade de trabalhar. Ao contrário, desdobrara-me as possibilidades de produzir. A vida que não cessa é acionada pelo trabalho que não pára.” (...) “Estudei, passei a trabalhar e estou muito feliz.”

22 – OS ESPÍRITOS DEDICADOS AO BEM E MORALMENTE ELEVADOS DESFRUTAM DE GRANDE FELICIDADE NA VIDA ESPIRITUAL.

DEPOIMENTOS DOS ESPÍRITOS: “A gente se encontra num mundo onde tudo é alegria e grandeza. Como sou feliz. Sou feliz porque tenho a consciência de ter bem vivido. Admiro, contemplo, bendigo, amo e me inclino ante a grandeza, a sabedoria e a ciência do nosso Criador.” (...) “Minha felicidade atual consiste naturalmente na satisfação que me proporciona a lembrança do pouco bem que fiz, e na certeza do futuro que ele me promete.” (...) “Como sou feliz! Não sou mais velho nem enfermo; meu corpo era apenas um disfarce imposto.” (...) “O belo, o infinito, o impalpável, todos os mais puros sentimentos, eis o apanágio dos que desprezam os tesouros humanos, querendo marchar na via santa do bem, da caridade e do dever. Tenho minha recompensa e sou muito feliz.” (...) “Fui transportado para um lugar repleto de alegrias e saudades, de onde regresso para dizer-lhes que estou bem.” (...) “Tenho a felicidade de contemplar os horizontes novos e viajar sem dificuldade.” (...) “Sobreveio para mim a hora gloriosa do despertar e, recuperando a consciência, tive a benfazeja certeza de haver efetivamente passado da morte no meio terrestre à vida em a morada espiritual: “a uma vida que é realmente vida”, como diz a Bíblia. E a alegria, a paz, a calma me invadiram e proporcionaram um estado de que nunca suspeitara, a suprema felicidade.”