sexta-feira, 24 de abril de 2009

ENTREVISTA DE GEZIEL ANDRADE


ENTREVISTA DE GEZIEL ANDRADE
A maravilhosa EDITORA EME, de Capivari-SP, surgida há 27 anos, tornou-se um dos acontecimentos mais importantes e marcantes no Movimento Espírita.
Graças aos trabalhos sérios, competentes e incessantes de seus diretores e funcionários, e por prestigiar as obras de escritores e médiuns espíritas, já publicou mais de 400 livros espíritas, de todos os gêneros literários, facilitando o entendimento e promovendo a propagação do Espiritismo.
Com o lançamento recente de mais um livro de minha autoria, intitulado PERISPÍRITO: O que os Espíritos disseram a respeito, os diretores dessa valiosa Editora EME publicaram na REVISTA DE LIVROS EME, de maio de 2009, e no endereço www.editoraeme.com.br/geziel, a seguinte entrevista e os seguintes comentários sobre essa obra:
GEZIEL ANDRADE FALA SOBRE SEU NOVO LIVRO: PERISPÍRITO: O que os Espíritos disseram a respeito.

Geziel é filho de uma família tradicionalmente espírita, tendo recebido desde cedo os ensinamentos básicos da Doutrina. Autor dedicado à literatura espírita, encanta a todos com seus textos “redigidos num estilo elegante, direto e, sobretudo, rigorosamente de acordo com a Doutrina Espírita”, segundo o saudoso Jorge Rizzini. Com livros sobre diversos assuntos, todos publicados pela EME, está agora lançando sua décima sexta obra, o livro Perispírito: o que os espíritos disseram a respeito. Entrevistamos Geziel para saber um pouco mais sobre seu novo livro.
EME: Você vem de uma família tradicionalmente espírita. O que diria aos pais espíritas que, utilizando como argumento o livre-arbítrio, não iniciam seus filhos nos conhecimentos espíritas?GEZIEL: No meu caso particular, nunca fui forçado a aceitar a Doutrina Espírita. Os bons exemplos de meus avós e de meus pais falaram em favor e me conduziram ao Espiritismo. Suas atividades, seus trabalhos e suas conversas sobre temas espíritas, além dos livros espíritas espalhados por todos os cantos da casa, estimularam-me a conhecer, a participar e a me integrar livremente, como acompanhante, no movimento espírita. Penso que os bons exemplos dos pais espíritas, bem como o envolvimento deles no centro espírita, estimulam naturalmente os filhos a procurar e a participar de boa vontade no Espiritismo.
EME: Em seu livro Equilíbrio íntimo pelo Espiritismo encontramos orientações de como superar nossos vícios. Qual atitude considera primordial para quem está nessa batalha ‘contra si mesmo’?GEZIEL: Só existe um caminho: dilatação da consciência acerca das consequências dos vícios para o corpo material, o perispírito e a alma, tanto na vida terrena, quanto na vida além-túmulo; e educação da vontade, fortalecendo-a para adotar, com persistência e esperança, as atitudes e condutas que fazem o bem para si mesmo. Nessa tarefa pessoal, que deve ser cumprida com força de vontade, a Doutrina Espírita presta valiosas orientações e contribuições, ajudando as pessoas que estão em luta para obter a libertação. Mas, essa conquista é pessoal, como foi a decisão de se envolver com os vícios, cedendo ou não às influências nefastas de espíritos encarnados ou desencarnados.
EME: Em função dos ensinos contidos no seu livro Doenças, cura e saúde à luz do Espiritismo, é possível curar o corpo, tratando apenas o espírito?GEZIEL: Não. Aprendemos na Doutrina Espírita que uma doença pode ter origem no corpo material, no perispírito ou na alma. Se a origem da enfermidade for no corpo material, a medicina promove a cura com remédios ou cirurgias. Se a causa da enfermidade estiver: nos desequilíbrios decorrentes do mau uso das faculdades da alma, com reflexos no perispírito e no corpo material; nas expiações de faltas cometidas em vida passada ou mesmo na vida presente; ou nas influências fluídicas nefastas de Espíritos obsessores, perturbadores ou maus, a terapêutica espírita e os tratamentos espirituais no centro espírita colaboram em muito na obtenção da cura, subsidiando os tratamentos médicos.
EME: Em seu livro Allan Kardec e a mediunidade você trata do desenvolvimento da mediunidade. Você possui alguma mediunidade desenvolvida?GEZIEL: Não. Jamais senti qualquer influência ostensiva por parte dos espíritos, a ponto de poder servir de intermediário para as suas manifestações ou comunicações. Mas, com certeza, sinto-me em constante sintonia mental com eles, recebendo conselhos, inspirações e ideias que orientam as minhas atitudes, condutas e realizações no cotidiano.
EME: Como você escolhe o tema de seus livros?GEZIEL: Os temas dos primeiros livros surgiram em minha mente e os capítulos ficaram prontos numa elaboração mental, à medida em que fui estudando, aprendendo e participando do Espiritismo. O trabalho foi apenas de passá-los para o papel, aperfeiçoá-los e apresentá-los ao editor. Evidentemente, as minhas experiências profissionais e acadêmicas ajudaram-me muito nisso. Atualmente, eu realizo estudos espíritas de temas que tenho interesse ou dúvidas, como, por exemplo, nos casos da música celeste e sua influência na música terrena e do perispírito. Depois vou transformando o resultado obtido em livro. Também recebo sugestões valiosas e interessantes de meu editor, abrindo-me o caminho para novos livros. Mas confesso que a elaboração de um livro é um processo mental complexo, que sempre surpreende o próprio autor.
EME: As informações dos espíritos sobre o perispírito, depois de Allan Kardec, são diferentes das contidas nas obras básicas?GEZIEL: De forma alguma. Na primeira parte do livro, apresentei todas as revelações dos espíritos acerca do perispírito, feitas a Allan Kardec. Nas demais partes, comparei essas informações com as fornecidas pelos espíritos depois de Allan Kardec. Constatei uma perfeita coincidência e consistência entre elas. Nas revelações mais recentes, percebemos apenas um detalhamento maior das revelações, mas corroborando as que foram feitas no início do Espiritismo.
EME: Você considera que, ainda hoje, as obras clássicas da Doutrina apresentam grande contribuição para o estudo de temas importantes como o do seu livro?GEZIEL: Qualquer estudo espírita fica inconsistente e desmorona como castelo de areia se não partir de Allan Kardec, Léon Denis, Camille Flammarion, Gabriel Delanne e Ernesto Bozzano. Por isso, sempre começo os meus estudos analisando as informações contidas nos livros desses autores.
EME: Você considera que os espíritas já aproveitaram todo o conhecimento existente nas obras de André Luiz, ou ele ainda é um grande desconhecido?GEZIEL: Tomando como exemplo o caso do meu livro acerca do perispírito, vemos que as revelações feitas pelo espírito André Luiz são tão abundantes, que exigem que os espíritas dediquem muito tempo ainda na análise detalhada, tentando absorver todo o conhecimento oferecido e todas as suas nuanças e aplicações.
EME: Quando o espírito está encarnado, qual a utilidade do perispírito?GEZIEL: É exatamente para nós, os Espíritos encarnados, que o estudo do perispírito tem maior importância e valor, pelas influências que ele exerce tanto sobre a alma, quanto sobre o corpo material. E as lições do Espiritismo sobre o assunto são tão valiosas, que conseguimos colocar a nosso favor todas as suas funções, propriedades e características.
EME: Se o corpo do espírito encarnado apresentava alguma deficiência física ou mental, após a morte essa deficiência permanece no perispírito?GEZIEL: Pode permanecer, se o espírito encarnado não fizer bom aproveitamento moral de sua jornada terrena, a ponto de não expiar os erros cometidos em vida passada ou na presente, nem reparar as suas características que levam à transgressão das leis de Deus. A enfermidade pode aparecer no perispírito dos espíritos que tiveram um corpo material sadio, pelas mesmas razões acima. Isso está claro desde as obras de Allan Kardec, nos assuntos que tratam das doenças, deformidades e mutilações no perispírito.
EME: Qual o papel do perispírito na mediunidade?GEZIEL: A mediunidade existe graças à existência do perispírito tanto no espírito encarnado, quanto no desencarnado. Ele é o elo comum que permite a ligação e a comunicação entre eles. O espírito, atuando com o seu perispírito sobre o perispírito do médium, consegue promover todas as manifestações físicas e inteligentes que constam nos livros espíritas, desde Allan Kardec.
EME: Como o Espiritismo pode colaborar com a sociedade na superação dos problemas?GEZIEL: O Espiritismo é concessão de Deus para que consigamos promover o progresso moral da humanidade e elevar a condição da Terra na hierarquia dos mundos habitados. A nós espíritas cabe a tarefa de promover a educação moral dos homens, desde a infância, atuando no centro espírita e no movimento espírita; e de exemplificar as condutas morais elevadas no lar, no trabalho e na sociedade. Dessa forma, a superação dos problemas humanos surgirá naturalmente com a disseminação da educação espiritual e do progresso moral.
EME: Deixe um comentário final sobre o livro.GEZIEL: Foi um dos estudos espíritas mais gratificantes que realizei. O aprendizado foi enorme. As lições dos espíritos sobre o assunto foram inesquecíveis. As minhas reflexões ampliaram em muito o estado de minha consciência acerca das complexas realidades espirituais. Foi um trabalho que transformou a minha vida, tornando-a melhor compreendida e vivida.
MAIS RECENTE LANÇAMENTO SOBRE PERISPÍRITO ATRAI INICIANTES E ESTUDIOSOS. PERISPÍRITO: O QUE OS ESPÍRITOS DISSERAM A RESPEITO TRAZ GRANDE CONTRIBUIÇÃO PARA O ESTUDO DE UM DOS MAIS IMPORTANTES ASSUNTOS ESPÍRITAS.

Merecem destaque as revelações transmitidas pelo espírito André Luiz, por meio dos médiuns Chico Xavier e Waldo Vieira, mostrando a importância dessas obras, tão comentadas no meio espírita, mas ainda pouco conhecidas em sua essência.

Reunindo as revelações em temas específicos, o autor aplicou na pesquisa o método de Allan Kardec do controle universal do ensinamento dos espíritos. E percebeu que “foi possível, então, ressaltar os pontos relevantes e apontar os resultados coincidentes obtidos. Isso levou a profundas reflexões sobre as conseqüências das atitudes e das ações em nosso próprio ser e em nossa vida. Os depoimentos claros, amplos e minuciosos prestados pelos espíritos confirmaram-se mutuamente e complementaram-se maravilhosamente. Isso demonstrou, mais um vez, a solidez do método espírita, que permite o estabelecimento de princípios doutrinários de modo preciso, seguro e confiável”.

O estudo do perispírito é um dos mais importantes para a compreensão da realidade espiritual. O livro de Geziel, em perfeita sintonia com os objetivos de divulgação da Editora EME, se destaca por trazer os temas em forma de perguntas e respostas, possibilitando que os iniciantes da Doutrina Espírita estudem o assunto de forma objetiva, e que os que já estudam possam acompanhar claramente a concordância das revelações, nas principais obras espíritas desde Allan Kardec.

Além das questões científicas, para a compreensão da forma e da natureza, bem como das funções e propriedades do perispírito, o autor destaca as importantes questões morais que ressaltaram na sua pesquisa.

Analisando, por exemplo, a obra O Problema do Ser, do Destino e da Dor, do filósofo espírita Léon Denis, Geziel transcreve o seguinte trecho: “As ações repetidas dos pensamentos e da vontade exercem ação constante sobre o perispírito. As boas ações vão transformando o perispírito, pouco a pouco, num organismo sutil e radiante, aberto às mais altas percepções, às sensações mais delicadas da vida do espaço, capaz de vibrar harmonicamente com espíritos elevados e de participar das alegrias e impressões do infinito. As más ações dão, ao perispírito, forma grosseira e opaca, acorrentada à Terra por sua própria materialidade e condenada a ficar encerrada nas baixas regiões do mundo espiritual.”

Mais do que conhecer, é necessário praticar os ensinamentos da Doutrina Espírita em todo o nosso dia a dia. Geziel transparece essa necessidade quando conclui: “Com o Espiritismo, não nos faltam provas abundantes de que a Justiça Divina existe e funciona com perfeição, sendo o perispírito, conforme vimos neste estudo, um instrumento que recompensa as conquistas, atitudes, ações e obras de cada espírito. Portanto, cabe-nos empreender esforços para que estejamos harmonizados com as leis divinas, de forma que a Justiça nos recompense com os bons resultados de nossa dedicação ao bem e da realização das boas obras.”

2 comentários:

Alcebiades Ignácio Sobrinho disse...

Para o espiritismo os termos alma e espíríto são sinônimos ou significam entidades diferentes?

Alcebiades Ignácio Sobrinho disse...

Para o espiritismo os termos alma e espirito são sinonimos ou representam entidades difirentes