sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
OS DEPARTAMENTOS DA MENTE
OS DEPARTAMENTOS DA MENTE
Geziel Andrade
O Espírito Emmanuel escreveu, através da psicografia de Chico Xavier, o importante livro “Pensamento e Vida”, publicado pela Federação Espírita Brasileira: FEB.
Nesse livro, o Espírito Emmanuel compara a mente humana a um grande escritório subdividido em diversas seções de serviço.
Os Departamentos da Mente coexistem entre si; estão interligados, mantendo relação constante, cooperação mútua e influenciação recíproca.
A partir das principais lições do Espírito Emmanuel sobre os Departamentos da Mente, contidas nos diversos Capítulos do livro acima citado, compusemos as suas características e funções.
Com isso, conseguimos entender e conhecer melhor a nossa mente, bem como seguir corretamente nossa trajetória evolutiva:
1 - INTELIGÊNCIA
O departamento da inteligência reúne os patrimônios da evolução intelectual e da cultura do Espírito. Eles estão sendo adquiridos durante a sua longa jornada evolutiva.
Como os demais departamentos da mente, o da inteligência precisa também estar sempre bem orientado, comandado e conduzido:
• Pela vontade sadia, para não cair na criminalidade.
• Pelo bom caráter, para não espalhar a miséria, a crueldade e o vício.
• Pela sabedoria, para o Espírito buscar na vida o caminho do bem.
• Pela bondade, para o Espírito usar a sua inteligência em benefício do próximo.
• E pelo amor, para o Espírito realizar o bem. O amor no sentimento comanda para o bem as potências intelectuais.
Se o Espírito usar a sua inteligência para a crueldade, perseguição, abuso do poder, desregramentos e vícios, menosprezando seus deveres morais, sentirá, pela Lei de causa e efeito, as consequências que lhe são impostas naturalmente, exigindo um recomeço difícil, pelo instituto da reencarnação.
Dessa forma, o Espírito que promove o desvirtuamento no uso da sua inteligência sente em si mesmo os reflexos dos desgostos, sacrifícios, padecimentos, inibições e flagelação que impôs aos semelhantes.
Portanto, o Espírito experimenta males pelo mau uso da sua inteligência. Eles são reflexos das suas próprias ações inconsequentes, exigindo retificação dos sentimentos, das emoções e idéias, para o devido reajuste da inteligência na corrente do bem.
O Espírito evita muitos males para si mesmo, cultivando a inteligência com a aquisição do conhecimento, saber, bondade e virtude e com a produção do bem.
É dessa forma que o Espírito:
• Obtém o burilamento intelectual.
• Realiza o trabalho de conquistas nobres na esfera da inteligência.
• E ascende na hierarquia espiritual.
2 – SABEDORIA
O departamento da sabedoria vai se fortalecendo à medida que o Espírito cresce na aquisição do conhecimento e com as lições e influências que recebe dos vanguardeiros do progresso.
Ainda, para acelerar a conquista da sabedoria, o Espírito precisa:
• Da educação, que dá grandeza moral e espiritual.
• Da escola e da cultura intelectual, que propiciam a elevação do saber.
• Da instrução e do estudo, que ampliam o estado da consciência.
• Do livro, que reúne a sabedoria dos Espíritos superiores que passaram pela Terra por ordem de Deus.
• Do Evangelho, que reúne a sabedoria e o amor de Jesus.
Com a sabedoria, o Espírito vence a ignorância, à semelhança da luz que vence a treva.
3 - DESEJO
O departamento do desejo desperta no indivíduo os propósitos, as aspirações e o estímulo ao trabalho, obtendo o progresso.
Este departamento sofre forte influência do departamento da vontade.
Apesar disso, ele tem o poder de alavancar e ativar a vontade, num esquema de influenciação mútua.
Se o desejo não policiar as más influências que, às vezes, recebe da vontade, e vice-versa, o Espírito pode cometer deslizes e enganos, caminhando para a aflição, o sofrimento e a necessidade de reparação num longo período de tempo.
4 – VONTADE
O departamento da vontade dirige os processos da evolução do Espírito, porque influencia importantes setores da ação mental. A vontade ativa diversos setores da mente, impulsionando-os ao progresso.
Assim, esse departamento exerce forte influência na ação, no movimento ou mesmo na inércia do Espírito, estabelecendo a harmonia ou o desequilíbrio interior.
Porém, a vontade do Espírito está sempre vigiada pela ação da consciência, que:
• Não relaxa no seu trabalho de desenvolver as faculdades de modo nobre.
• Busca na educação o aprimoramento intelectual e moral e as conquistas elevadas para a Vida Superior.
• Estimula a ação espontânea no prazer de servir o semelhante por amor.
5 - IMAGINAÇÃO
O departamento da imaginação absorve, age e reage aos impactos dos acontecimentos e dos fatos que marcam a vida do Espírito.
Para isso, a imaginação conta com o apoio das concepções e das riquezas do ideal, além da sensibilidade já adquirida pelo Espírito.
A imaginação, a exemplo das demais faculdades mentais, jamais deve ceder às influências dos maus propósitos.
Senão, ela leva o ser para o mundo das sombras.
6 – SENTIMENTO
O departamento do sentimento trabalha as experiências sentimentais que o Espírito vem adquirindo com as suas ações em todos os campos da vida e com as suas lutas na jornada evolutiva.
Quando o Espírito consegue trabalhar bem as ideias produzidas pelos bons sentimentos, ele:
• Caminha para a prática do amor.
• Presta serviços espontâneos para o bem dos semelhantes.
• E trabalha em favor dos necessitados de apoio material e moral.
Com o sentimento pautado no amor a Deus e ao próximo, ensinado e exemplificado por Jesus, o Espírito:
• Valoriza-se na vida.
• Cria na própria mente a energia da luz divina.
• Desperta em si o pensamento reto que promove o equilíbrio interior.
• Manifesta as boas emoções.
• Produz pensamentos elevados.
• Exterioriza bons propósitos e atos, conquistando a liberdade suprema.
• Pratica a benevolência, reunindo méritos morais.
• Coloca as suas ondas mentais na execução dos serviços que beneficiam as células nervosas do próprio corpo material.
Por outro lado, quando o Espírito torna os seus sentimentos doentios, seus pensamentos também se tornam doentios, a ponto de promoverem a desarmonia orgânica e a enfermidade.
7 – EMOÇÕES
O departamento das emoções dá impulso às reações, ideias, atitudes e palavras que influenciam e comandam as ações.
Este departamento trabalha em relação estreita com os sentimentos, as ideias, os pensamentos e a fala, determinando as ações boas ou más que repercutem no estado íntimo do Espírito.
Quando as emoções do Espírito tornam-se descontroladas, desequilibradas ou doentias, ele não se livra dos estados enfermiços que aparecem, até que consiga pô-las novamente sob controle.
É assim que os choques emocionais criam sintomas mentais depressivos e estabelecem as desagregações nas forças íntimas, impondo sofrimentos e doenças.
Por outro lado, quando o Espírito encara os fatos que ocorrem na vida com boas emoções, bons sentimentos, ideias elevadas e conversações sadias, as suas ações são nobres, beneficiando não só os seus semelhantes, mas também a si próprio no mundo íntimo.
8 – MORAL
O departamento moral reúne o patrimônio dos princípios e valores morais e as regras de condutas virtuosas.
O patrimônio moral vem sendo acumulado pelo Espírito durante a sua milenar existência.
Ele acompanha o Espírito no seu renascimento no plano físico, influindo em suas condutas morais perante os semelhantes.
Esse patrimônio moral do Espírito está em contínuo ou permanente aprimoramento com as boas influências e impressões que recebe dos pais, mestres e semelhantes, notadamente quando estes lhe dão noções de trabalho e justiça, fraternidade e ordem, disciplina e exercício do bem, otimismo e amor.
Ao Espírito cabe o dever de empreender esforços para aumentar o seu patrimônio moral, porque assim obtém a sua ascensão na hierarquia espiritual.
No departamento moral trabalha o senso moral. Este cuida para que o Espírito não cometa atos que gerem um estado de perturbação ou instaurem as desarmonias que desencadeiam as doenças.
Em seu esforço para obter a elevação do seu patrimônio no campo moral, o Espírito não deve menosprezar a dedicação ao serviço espontâneo no bem, nem deixar de prestar serviços em favor do próximo, com abnegação ou esquecimento de si mesmo.
9 – RAZÃO
O departamento da razão é resultado do desenvolvimento conquistado pelo Espírito em sua laboriosa e multimilenar viagem dos domínios dos instintos para a clareza do juízo e da consciência.
Com o desenvolvimento da razão, o Espírito deixa para trás o plano da animalidade.
Mas, para aprimorar cada vez mais a sua razão, o Espírito precisa valorizar sempre o trabalho, a justiça, disciplina, bondade, ponderação e lógica.
A razão é o sol que ilumina a consciência do Espírito.
Com a razão, ele fortalece a vontade a ponto de tomar as boas decisões que deixam a consciência em paz e criam o seu futuro feliz.
A razão e a consciência operam em conjunto e estão sempre alertas.
Elas trabalham no sentido de manter o Espírito no campo do discernimento e da execução dos deveres e obrigações que o elevam perante a vida.
A razão e a consciência permanecem sempre despertas e lúcidas, servindo-se do conhecimento que o Espírito já adquiriu.
A razão e a consciência orientam, estimulam e fortalecem o Espírito na realização da sua obra de sabedoria, paciência, tolerância, humildade e amor.
Se o Espírito se afastar do cumprimento dos deveres, a razão e a consciência agem prontamente precipitando-o na argumentação interior, no sentimento de culpa, remorso, arrependimento, desgosto, na lembrança amarga e perturbação, até que se disponha à reparação do erro cometido.
Com a reparação dos danos causados aos outros e a si mesmo, o Espírito após ter experimentado as conseqüências dos erros cometidos, opera a sua própria regeneração.
10 – MEMÓRIA
O departamento da memória mantém o arquivo de todas as experiências adquiridas pelo Espírito em sua longa existência.
Também na memória estão registrados fielmente todos os acontecimentos que marcaram a vida milenar do Espírito.
Se o Espírito prima em manter os seus atos elevados e bons, a sua memória registra fatos e experiências agradáveis que geram o bem-estar íntimo.
Assim, as lembranças dos bons acontecimentos e das boas ações geram a paz na consciência, a saúde, a alegria e a felicidade.
Com a paz na consciência, o Espírito sente grande satisfação e a alegria de ter cumprido corretamente seus deveres, obrigações e responsabilidades.
11 – FÉ
O departamento da fé coloca, de forma instintiva, na consciência do Espírito a noção da existência, sabedoria infinita e do amor infinito de Deus.
Assim, surge a fé religiosa. Ela dá ao Espírito a noção de Deus e a confiança na prática do bem.
Com a fé, o Espírito obtém a energia que ele precisa para impulsionar suas atividades e realizar as operações que promovem seu progresso intelectual e moral.
Toda confiança e ação do Espírito decorrem sempre de um ato de fé.
12 – PENSAMENTO
O pensamento é a força criativa que se exterioriza do Espírito.
É o pensamento que permite ao Espírito criar a vida que pretende, deseja e procura.
A força do pensamento tem o poder de mover, transformar, destruir, refazer e sublimar o Espírito.
É a qualidade boa ou má dos pensamentos que distingue o Espírito bom do mau.
Se o homem sustenta o seu pensamento no bem:
• Vive em regime de comunhão e afinidade com as coisas elevadas.
• Estabelece ressonância com as correntes mentais das almas semelhantes, ao assimilar os pensamentos daqueles que pensam como ele próprio.
O pensamento do homem voltado à prática do bem tem uma ação edificante na saúde do corpo e da alma.
Por outro lado, o pensamento sombrio tem o poder de adoecer o corpo são e agravar os males do corpo enfermo.
13 – COMO FAZER BOM USO DOS DEPARTAMENTOS DA MENTE:
O Espírito Emmanuel, com as suas valiosas lições sobre os Departamentos da Mente, nos estimula a:
• Purificar os sentimentos, pela conquista do amor.
• Vigiar os desejos, as vontades, os pensamentos e demais recursos da mente, sustentando-os na prática do bem.
• Investir na conquista da sabedoria e dos valores morais, pois garantem as boas decisões que mantêm nossos passos seguros nos bons caminhos da vida.
• Criar o bom hábito de promover a auto-educação, pela recapitulando no dia a dia das lições intelectuais e morais que sustentam as atividades nobres, engrandecem os recursos da mente e edificam uma vida melhor.
• Usar as faculdades mentais para trabalhar, estudar, aprender, adquirir experiências e conquistar virtudes, operando no sentido dessas atividades se tornarem hábitos automáticos na promoção do sucesso e do progresso.
• Disciplinar a ação dos departamentos da mente na concretização do bem, porque este é o único caminho para chegarmos à felicidade verdadeira.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
"O LIVRO DOS ESPÍRITOS": PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS
PRINCIPAIS LIÇÕES CONTIDAS EM “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, PARTE 2, CAPÍTULO IV: PLURALIDADE DAS EXISTÊNCIAS
Geziel Andrade
I – DA REENCARNAÇÃO
A alma que não atingiu a perfeição durante a vida corpórea depura-se submetendo-se à prova de uma nova existência material.
Portanto, a alma para depurar-se necessita da prova da vida corpórea.
Em função disso, todos nós temos muitas existências corpóreas. Os que dizem o contrário desejam manter os outros na ignorância em que eles mesmos se encontram.
Após ter deixado um corpo material, a alma toma outro; isto é, ela se reencarna em novo corpo.
A reencarnação permite a expiação dos erros cometidos numa existência corporal e o melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isso, onde estaria a justiça de Deus?
A cada nova existência corporal o Espírito dá um passo na senda do progresso intelectual e moral. Quando já se despojou de todas as impurezas, não precisa mais das provas da vida corpórea.
O número das encarnações não é o mesmo para todos os Espíritos. Aquele que avança rapidamente se poupa das provas da existência material.
Porém, as encarnações sucessivas são sempre muito numerosas, porque o progresso é quase infinito.
Depois de sua última encarnação, o Espírito se transforma em Espírito bem-aventurado; em Espírito puro.
II – JUSTIÇA DA REENCARNAÇÃO
A doutrina da reencarnação expressa a justiça de Deus. Um bom pai deixa sempre aos filhos uma porta aberta ao arrependimento. Deus seria injusto se privasse para sempre da felicidade eterna aqueles cujo melhoramento não dependeu deles mesmos. E todos os homens são filhos de Deus.
Todos os Espíritos tendem à perfeição e Deus lhes proporciona os meios de consegui-la, com as provas da vida corpórea.
Deus, em Sua justiça, permite aos Espíritos realizar, em novas existências na vida material, aquilo que eles não puderam fazer ou acabar de fazer numa primeira prova.
Não estaria de acordo com a equidade, nem segundo a bondade de Deus, castigar para sempre aqueles que encontraram obstáculos ao seu melhoramento, independentemente da sua vontade, no próprio meio em que foram colocados.
Se a sorte do homem fosse irrevogavelmente fixada após a morte de seu corpo material, Deus não teria pesado as ações de todos na mesma balança e não os teria tratado com imparcialidade.
A doutrina da reencarnação admite para a alma do homem muitas existências sucessivas. Ela é a única que corresponde à ideia da justiça de Deus, porque trata com respeito os homens de condição moral inferior.
A doutrina da reencarnação é a única que explica o futuro da alma humana e lhe dá esperanças de dispor de meio de resgatar os seus erros através de novas provas na vida corpórea.
A razão nos diz que é assim e os Espíritos nos ensinam isso.
A doutrina da reencarnação é consoladora ao dar esperança para o homem que tem consciência de sua inferioridade. Se ele crê na justiça de Deus, sabe que a sua inferioridade é temporária e que não está deserdado para sempre do bem supremo. Ele poderá conquistá-lo através de novos esforços. Isso lhe reanima a coragem.
A experiência que o homem não adquiriu ou não aproveitou não estará perdida. Ele a conquistará e aproveitará numa nova existência material.
III – ENCARNAÇÃO NOS DIFERENTES MUNDOS
As diferentes existências corpóreas do Espírito não se passam todas na Terra, mas nos diferentes mundos habitados.
As existências do Espírito na Terra não são as primeiras nem as últimas, mas as mais materiais e distanciadas da perfeição.
A cada nova existência corpórea a alma renasce, muitas vezes, num mesmo globo, se ela não estiver bastante adiantada para passar a um mundo superior.
Certamente, ela pode reaparecer muitas vezes na Terra. Seguramente, pode também voltar à Terra depois de ter vivido em outros mundos. Portanto, ela pode já ter vivido noutros mundos, bem como na Terra.
Há muitos homens, em diversos graus de elevação intelectual e moral, que estão na Terra pela primeira vez.
Não há a necessidade da alma renascer apenas na Terra. Mas, se ela não progredir, pode ir para outro mundo que não seja melhor, e que pode mesmo ser pior que a vida na Terra.
Não há nenhuma vantagem particular da alma voltar a viver na Terra, a não ser que venha em missão. A alma pode progredir na Terra, como em qualquer outro mundo. Todos os mundos são solidários; o que não se faz num mundo, pode-se fazer noutro.
A alma não pode permanecer para sempre na condição de Espírito, porque ficaria estacionário. E o que se quer é que avance para Deus.
Para chegar à perfeição e à felicidade suprema, que é o objetivo final de todos, o Espírito não precisa passar por todos os mundos que existem no Universo. Há muitos mundos que se encontram no mesmo grau de evolução e onde os Espíritos nada aprenderiam de novo.
A pluralidade das existências de um Espírito num mesmo globo ocorre porque ele pode se encontrar de cada vez em posições bastante diferentes. Estas serão outras tantas ocasiões de adquirir experiência.
Os Espíritos podem renascer corporalmente num mundo relativamente inferior àquele em que já viveram, quando têm uma missão a cumprir, para ajudar o progresso. Então, aceitam com alegria as tribulações dessa existência, porque lhes fornecem um meio de se adiantarem.
Os Espíritos podem permanecer estacionários, mas nunca retrogradam. Trata-se de punição não avançar e ter de recomeçar as existências mal empregadas num meio condizente com a sua natureza. Os Espíritos que faliram em sua missão ou em suas provas têm que recomeçar uma nova existência semelhante.
Os Espíritos que habitam um determinado mundo não estão todos no mesmo grau de elevação intelectual e moral. É como na Terra: há os que estão mais ou menos adiantados.
Ao passar de um mundo para outro, o Espírito conserva o seu grau de inteligência, pois a inteligência nunca se perde. Mas ele pode não dispor dos mesmos meios para manifestá-la. Isso depende da sua superioridade e do estado do corpo que adquirir.
Os Espíritos que habitam os diferentes mundos têm corpos, porque é necessário que se revistam de matéria para agir sobre ela. Mas, esse envoltório é mais ou menos material, segundo o grau de pureza a que chegaram os Espíritos. É isso que determina as diferenças entre os mundos que temos de percorrer. Há, portanto, muitos graus e muitas moradas na casa de nosso Pai.
À medida que o Espírito se purifica, o corpo que o reveste aproxima-se igualmente da sua natureza. A matéria se torna menos densa, facilitando a locomoção, a satisfação das necessidades e as percepções. Além disso, as condutas morais elevam-se, vencendo as más paixões, o egoísmo, as guerras, os ódios, as discórdias, os remorsos e o medo da morte.
A duração da vida nos diferentes mundos é proporcional ao seu grau de superioridade física e moral. Quanto menos material é o corpo, está menos sujeito às vicissitudes que o desorganizam. Quanto mais puro é o Espírito, menos sujeito às paixões que o enfraquecem. Trata-se de um auxílio da Providência, que deseja assim abreviar sofrimentos.
O Espírito nem sempre pode escolher o novo mundo em que vai habitar. Pode pedir e obter o que deseja, se o merecer. Porque os mundos só são acessíveis aos Espíritos de acordo com o seu grau de elevação.
Assim, o grau de elevação determina o mundo onde o Espírito irá reencarnar.
O estado físico e moral dos seres vivos que habitam num determinado mundo não é sempre o mesmo, porque os mundos também estão submetidos à lei do progresso.
Todos os mundos começaram como a Terra, num estado inferior. A Terra mesma sofrerá uma transformação, tornando-se um paraíso terrestre, quando os homens se fizerem bons.
Os Espíritos puros habitam determinados mundos, mas não estão confinados a eles como os homens à Terra.
IV – TRANSMIGRAÇÃO PROGRESSIVA
O Espírito, desde o princípio da sua formação, não goza da plenitude de suas faculdades, porque ele, como o homem, tem também a sua infância.
Em sua origem, os Espíritos não têm mais do que uma existência instintiva, possuindo apenas a consciência de si mesmos e de seus atos. Só pouco a pouco a inteligência se desenvolve.
O estado da alma na sua primeira encarnação assemelha-se ao estado da infância na vida corpórea. Sua inteligência apenas desabrocha: ela ensaia para a vida.
Na alma primitiva, a inteligência e a vida estão em estados de germes.
As almas dos selvagens estão num estado de infância relativa. São almas já desenvolvidas, dotadas de paixões, mas não da perfeição.
O Espírito precisa de um tempo imenso para passar da infância espírita a um desenvolvimento completo. O seu progresso se realiza passando por diversos mundos.
A vida do Espírito constitui-se em uma série de existências corporais, sendo cada qual oportunidade de progresso.
Isso se assemelha à existência corporal composta por uma série de dias, nos quais o homem adquire maior experiência e instrução. Mas, da mesma maneira que, na vida
humana há dias infrutíferos, na do Espírito há existências corpóreas sem proveito, porque ele não soube conduzi-las.
Mesmo mantendo uma conduta perfeita nesta vida, o Espírito não consegue vencer todos os graus da hierarquia espiritual e se tornar puro. Precisa passar pelos graus intermediários.
O que o homem julga conduta perfeita está longe da perfeição. Há qualidades que ele desconhece e não compreende. Todavia, ele pode ser tão perfeito quanto a sua natureza o permita, mas esta não é a perfeição absoluta.
Em seu progresso, o Espírito deve adiantar-se em conhecimento e moralidade. Se ele não progrediu senão num campo, é necessário que o faça no outro, para chegar ao alto da escala.
Porém, quanto mais o homem se adianta na vida presente, menos longas e penosas serão as provas seguintes.
A marcha dos Espíritos é progressiva e jamais retrógrada. Eles se elevam gradualmente na hierarquia e não descem do plano já atingido.
Nas suas diferentes existências corporais, eles podem descer socialmente como homens, mas não como Espíritos.
É assim que a alma de um homem poderoso na Terra pode mais tarde animar um humilde artesão, e vice-versa.
Um Espírito imperfeito, em sua vida corporal, pode pensar em permanecer no mau caminho para corrigir-se mais tarde. Mas, uma vez liberto da matéria pensará de outra maneira. Ele logo perceberá que calculou mal, e é então que trará, numa nova existência material, um sentimento diverso. É assim que o progresso se efetiva.
Na Terra, uns homens são mais adiantados que outros porque já têm uma experiência que os outros ainda não tiveram, mas que adquirirão pouco a pouco. Porém, de cada Espírito depende impulsionar o próprio progresso ou retardá-lo indefinidamente.
Os sofrimentos e as tribulações da existência corporal melhoram os Espíritos que precisam chegar à perfeição. Eles se melhoram enfrentando as provas, evitando o mal e praticando o bem.
Somente depois de muitas encarnações ou depurações sucessivas é que os Espíritos atingem, num tempo mais ou menos longo, e segundo os seus esforços, o alvo para o qual se dirigem: a perfeição.
Dessa forma, o corpo material é apenas uma veste do Espírito. Este é tudo, por conter todas as faculdades.
V – SORTE DAS CRIANÇAS APÓS A MORTE
O Espírito de uma criança que morre em tenra idade, às vezes, pode ser bem adiantado. Ele pode já ter vivido muito e possuir muitas experiências, se já progrediu.
O Espírito da criança que morre em tenra idade e não pode fazer o mal, não pertence, por isso, aos graus superiores da vida espiritual. Ele não fez o mal, mas também não fez o bem. E isso não o afasta das provas que ainda deve sofrer.
O Espírito torna-se puro, não pelo fato de seu corpo ter morrido criança, mas porque ele já se adiantou em termos intelectuais e morais.
A curta duração da vida de uma criança, frequentemente é uma prova ou uma expiação para os pais.
O Espírito de uma criança pode, com bastante frequência, ser mais adiantado que o do seu pai.
O Espírito da criança morta em tenra idade recomeça sempre uma nova existência corporal para continuar seu progresso.
Se o homem só tivesse uma existência material, e após a sua morte a sua sorte fosse fixada para sempre, o que morre em tenra idade não teria merecimento para gozar sem esforço da felicidade eterna.
A alma que fosse liberada das condições quase sempre duras de vida impostas a grande parte das pessoas, gozaria de um direito que não estaria de acordo com a justiça de Deus.
Pela reencarnação, há igualdade para todos. O futuro pertence a todos, sem exceção e sem favoritismo. Os que demorarem para chegar à meta só poderão queixar-se de si mesmos.
Pela reencarnação, o homem tem o mérito das suas ações, bem como a responsabilidade.
Pela reencarnação, entende-se porque há crianças dotadas dos piores instintos, numa idade em que a educação ainda não pode exercer a sua influência; entende-se porque há instintos tão diferentes entre as crianças da mesma idade, educadas nas mesmas condições e submetidas às mesmas influências.
A perversidade precoce vem da inferioridade do Espírito. As que são viciosas progrediram menos e então sofrem as conseqüências das suas existências anteriores.
É assim que a Lei se mostra a mesma para todos e a justiça de Deus abrange a todos.
VI – SEXO NOS ESPÍRITOS
Os Espíritos não têm sexo como os homens o entendem. Os sexos dependem da constituição orgânica.
Mas, entre os Espíritos predominam o amor e a simpatia, baseados na afinidade de sentimentos.
Como o Espírito não tem sexo, o que animou o corpo de um homem pode animar o de uma mulher, numa nova existência, e vice-versa.
Portanto, são os mesmos Espíritos que animam os homens e as mulheres.
Dessa forma, pouca importa ao Espírito, quando está na vida espiritual, decidir encarnar num corpo de homem ou de mulher. A escolha depende das provas que ele tiver de sofrer na vida material.
Portanto, os Espíritos encarnam-se homens ou mulheres, porque não têm sexo.
Como devem progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, oferece-lhes provas e deveres especiais, e novas ocasiões de adquirir experiências.
Aquele Espírito que fosse sempre homem, só saberia o que sabem os homens.
VII – PARENTESCO, FILIAÇÃO
Os pais transmitem aos filhos somente a vida do corpo material, porque a alma é indivisível. Assim, um pai estúpido pode ter filhos inteligentes, e vice-versa.
Desde que os Espíritos têm muitas reencarnações, a sucessão das existências corpóreas estabelece entre os Espíritos liames que remontam às existências anteriores. Disso decorrem, frequentemente, as causas de simpatia entre os familiares.
A reencarnação amplia os laços de família, pois o parentesco baseia-se em afeições de existências anteriores. Assim, os laços que unem os membros de uma família são menos precários do que os laços estabelecidos apenas pelo corpo material.
A reencarnação amplia os deveres da fraternidade: o Espírito de um vizinho ou de um criado pode ter sido um ex-familiar.
A reencarnação diminui a importância que algumas pessoas atribuem à sua filiação atual. Um Espírito pode ter pertencido a outra raça e vivido em condição de vida bem diversa, porque não leva para uma nova existência o orgulho, os títulos, a classe social e a fortuna.
Os Espíritos devem se sentir felizes por pertencer a uma família na qual se encarnam Espíritos elevados.
Sobre a reencarnação, os homens digam ou façam o que quiserem, não impedirão que as coisas sejam como são, porque Deus não regulou as leis da Natureza pela vaidade humana.
Os Espíritos não procedem uns dos outros, mas estão ligados pelas afeições e por laços de família.
Os Espíritos são frequentemente atraídos a esta ou àquela família por causa das simpatias ou ligações anteriores.
Os Espíritos dos antepassados não se prendem aos tributos que lhes são prestados por orgulho, mas sim pelos esforços dos familiares em seguir os seus bons exemplos.
VIII – SEMELHANÇAS FÍSICAS E MORAIS
Os pais transmitem a semelhança física aos filhos; mas, não lhes transmitem a semelhança moral, porque se trata de almas ou Espíritos diferentes.
Na reencarnação, o corpo procede do corpo. Assim, entre os descendentes existe a consanguinidade. Mas, o Espírito não procede do Espírito.
As semelhanças morais que às vezes existem entre os pais e os filhos decorrem de serem Espíritos simpáticos. Foram atraídos pela afinidade de suas inclinações.
O Espírito dos pais exerce muita influência sobre o do filho, concorrendo para o progresso recíproco.
O Espírito dos pais tem a missão de desenvolver o dos filhos pela educação. Isso é para ele uma tarefa. Se nela falhar, será culpado.
Os pais bons, virtuosos e com boas qualidades nem sempre atraem, por simpatia, bons Espíritos como filhos. É que um mau Espírito pode pedir bons pais, na esperança de que seus conselhos o dirijam por uma senda melhor, e muitas vezes Deus o atende.
Os pais não poderão, pelos seus pensamentos e as suas preces, atrair para o corpo do filho um bom Espírito, em lugar de um Espírito inferior. Mas, os pais podem melhorar o Espírito da criança a que deram nascimento e que lhes foi confiado. Esse é o dever dos pais. Além disso, filhos maus são provas para os pais.
A semelhança de caráter que existe frequentemente entre os irmãos, sobretudo entre os gêmeos, decorre que são Espíritos simpáticos, que se aproximam pela similitude de seus sentimentos e que se sentem felizes de estar juntos.
Porém, nem sempre os Espíritos se encarnam nos gêmeos por simpatia. A aversão que às vezes se nota entre eles prova que não é uma regra que os gêmeos tenham de ser Espíritos simpáticos.
Nas crianças, cujos corpos nascem ligados e que têm certos órgãos comuns, há dois Espíritos, embora as aparências indiquem o contrário.
Os Espíritos formam famílias pela similitude de suas tendências, mais ou menos purificadas, segundo a sua elevação.
Assim, um povo é uma grande família em que se reúnem Espíritos simpáticos. A tendência a se unirem, que têm os membros dessas famílias, é a origem da semelhança que determina o caráter distintivo de cada povo.
Os Espíritos bons e humanos não procurarão um povo duro e grosseiro. Os Espíritos simpatizam com as coletividades, como simpatizam com os indivíduos. Assim, procuram o seu meio.
O homem manifesta, em suas novas existências, os traços do caráter moral das existências anteriores. Mas, ao melhorar-se, ele se modifica.
Numa nova encarnação, a posição social do Espírito também pode não ser a mesma da existência anterior. Se de senhor ele se tornar escravo, suas inclinações serão muito diferentes e de difícil reconhecimento.
O Espírito sendo sempre o mesmo, nas diversas encarnações, suas manifestações podem ter, de uma para outra, certas semelhanças. Estas, entretanto, serão modificadas pelos costumes da nova posição, até que um aperfeiçoamento notável venha mudar completamente o seu caráter, pois de orgulhoso e mau pode tornar-se humilde e humano, desde que se haja arrependido e progredido.
Nas suas diferentes encarnações, o homem não conserva os traços do caráter físico das existências anteriores. O corpo material é destruído e o novo corpo não tem nenhuma relação com o antigo.
O Espírito se reflete no novo corpo material. Ele é modelado pelas qualidades do Espírito, imprimindo-lhe certo caráter. As qualidades do Espírito modificam quase sempre os órgãos que servem para as suas manifestações.
IX – IDEIAS INATAS
A vaga lembrança que o Espírito encarnado conserva das vitórias que obteve e dos conhecimentos que adquiriu nas existências anteriores expressa-se através da chamada ideias inatas.
Os conhecimentos adquiridos em cada existência corporal não se perdem. O Espírito, liberto do corpo material, sempre se recorda deles.
Durante a encarnação, o Espírito pode esquecê-los em parte, momentaneamente, mas a intuição que lhe fica ajuda o seu adiantamento. Sem isso, ele sempre teria de recomeçar.
A cada nova existência, o Espírito toma como ponto de partida aquele em que se achava na precedente.
Mas, nem sempre há uma grande conexão entre duas existências corporais sucessivas. As novas posições são quase sempre muito diferentes e no intervalo de ambas o Espírito pode ter progredido.
A origem das faculdades extraordinárias que os indivíduos, sem estudo prévio, demonstram ter, como a intuição de certos conhecimentos, como as línguas, o cálculo, etc., está na lembrança do passado, no progresso anterior da alma, mas do qual ela mesma não tem consciência. Os corpos materiais mudam, mas o Espírito é sempre o mesmo.
Numa nova encarnação, o Espírito pode perder certas faculdades intelectuais, como, por exemplo, o gosto pelas artes, desde que ele tenha desonrado essa faculdade, empregando-a mal.
Uma faculdade pode também ficar adormecida durante uma existência corporal, porque o Espírito quer exercer outra, que não se relacione com ela. Nesse caso, permanece em estado latente, para reaparecer mais tarde.
O sentimento instintivo da existência de Deus e o pressentimento da vida futura é uma lembrança que o Espírito conserva daquilo que sabia como Espírito, antes de encarnar. Mas, o orgulho frequentemente abafa esse sentimento.
Essa lembrança do Espírito faz surgir certas crenças relacionadas com a doutrina espírita, mas que se encontram em todos os povos. Por serem encontradas por toda parte, é uma prova da sua veracidade.
O Espírito encarnado, conservando a intuição do seu estado de Espírito, tem a consciência do mundo invisível. Mas quase sempre ela é falseada pelos preconceitos, e a ignorância mistura a ela a superstição.
CONSIDERAÇÕES DO AUTOR DESTE ARTIGO
Conforme vimos acima em detalhes, o princípio espírita da pluralidade das existências materiais (ou da reencarnação do Espírito) é muito abrangente. Tem um caráter universal.
Retrata os Atributos de Deus; a criação, a vida imortal e o destino dos Espíritos; as características dos diferentes mundos habitados que existem no Universo e que se prestam à encarnação dos Espíritos; as relações existentes entre a vida espiritual e a vida material; as condições sociais, de sexo e de vida dos homens no planeta Terra visando a conquista de experiências; as qualidades intelectuais e morais que os Espíritos encarnados vão adquirindo com as provas, tribulações e missões nas existências corporais para ascender na hierarquia verdadeira; as novas oportunidades de expiação, reparação e evolução que a alma desfruta com a reencarnação; e o futuro venturoso que Deus reservou para todos os Seus Filhos.
Isso, diferentemente da crença na unicidade da existência material, descortina a enorme complexidade da Obra de Deus. Mostra o contexto grandioso em que estamos inseridos na condição de Espíritos imortais e perfectíveis, criados por Deus. Explica com clareza a enorme diversidade de situações que encontramos na jornada evolutiva para nos conduzir paulatinamente à perfeição intelectual, moral e espiritual.
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CAPÍTULOS ANTERIORES DE “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”
Os artigos com as principais lições contidas nos Capítulos anteriores de “O Livro dos Espíritos” foram publicadas neste mesmo blog e podem ser consultadas nas seguintes datas:
Introdução = 30/janeiro/2009.
Prolegômenos = 09/abril/2009.
Capítulo I: Deus = 07/julho/2009.
Capítulo II: Elementos Gerais do Universo = 08/fevereiro/2010.
Capítulo III: Criação = 18/junho/2010.
Capítulo IV: Princípio Vital = 09/setembro/2010.
Parte 2, Cap. I: Dos Espíritos = 01/abril/2011.
Parte 2, Cap. II: Encarnação dos Espíritos = 04/outubro/2011.
Parte 2, Cap. III: Retorno da vida corpórea à vida
Espiritual = 28/fev/2012.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
LADO ESPIRITUAL E MORAL DO NATAL DE JESUS
LADO ESPIRITUAL E MORAL DO NATAL DE JESUS
Geziel Andrade
A vinda de Jesus para a Terra, por ordem de Deus, para trazer a Boa Nova, ocorreu num contexto de estreitamento das relações entre os homens e os habitantes do Reino dos Céus:
• Um Anjo do Senhor apareceu em sonho para José, para anunciar-lhe o nascimento de Jesus: “- Maria dará à luz um filho a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.”.
• Após o nascimento de Jesus, um Anjo de Deus apareceu, em meio a refulgente luz, a alguns pastores da região de Belém, que guardavam seus rebanhos, para anunciar o nascimento do Salvador, que era o Cristo. Depois disso, subitamente, apareceu junto com o Anjo uma numerosa multidão da milícia celeste louvando a Deus. Em seguida, os Anjos voltaram para os Céus e os pastores foram para o local indicado, onde encontraram Maria, José e o Menino posto numa manjedoura.
• Os Magos do Oriente, que vieram adorar aquele que seria o Rei dos Judeus, foram orientados em sonhos para que retornassem para a sua terra por caminho diferente, de modo que não reencontrassem Herodes.
• Um Anjo do Céu apareceu em sonhos a José para lhe prevenir: “-Levanta-te, toma o Menino e sua Mãe, e foge para o Egito, e fica-te lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para o matar.”. Levantando-se, José tomou os membros de sua família e retirou-se para o Egito. Algum tempo depois, o Anjo apareceu novamente em sonhos a José autorizando-o a voltar para a terra de Israel, porque estavam mortos os que intentavam contra a vida do Menino.
Dessa forma, desde a concepção e o nascimento de Jesus e mesmo durante a pregação e exemplificação do Evangelho as relações entre o mundo material e o mundo espiritual estiveram muito estreitas.
Ocorreram acontecimentos marcantes que confirmaram a existência do Reino de Deus, o qual é invisível para os homens, mas que determina e influi em acontecimentos importantes no mundo terreno.
Com a sua inovadora jornada terrena e o cumprimento de sua missão divina, Jesus promoveu uma transformação religiosa, moral e espiritual sem precedentes na história da humanidade:
• Ampliou o entendimento dos homens acerca de Deus, o Pai e Criador de todas as coisas;
• Mostrou as relações existentes entre Deus e os homens, e entre o Reino dos Céus e o mundo material;
• E estabeleceu a moral cristã pautada no amor a Deus e aos semelhantes, no cultivo das virtudes, na prática do bem e na realização das boas obras, com vistas à conquista da nobreza espiritual e moral e das bem-aventuranças para a alma na sua vida futura no Reino de Deus. Neste Reino, a alma, após a morte de seu corpo material, colhe o resultado da semeadura boa ou má que fez na vida terrena. Em outras palavras: “A árvore que deu bons frutos distingue-se da árvore que produziu maus frutos”.
Portanto, que neste Natal, não nos concentremos exclusivamente nos festejos e no lado material do Natal, tão bem explorados pelos agentes econômicos; mas, principalmente, atentemos para este espírito verdadeiro do Natal que não pode faltar em nenhum dia do ano.
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PREZADOS AMIGOS E LEITORES DESTE BLOG,
DESEJO A TODOS:
QUE AS COMEMORAÇÕES DO NATAL SEJAM REPLETAS DE AMOR, PAZ E ALEGRIA;
QUE OCORRAM SEMPRE O CULTIVO DAS VIRTUDES CRISTÃS, A ADOÇÃO DAS BOAS ATITUDES, A PRÁTICA DO BEM E A REALIZAÇÃO DAS BOAS OBRAS QUE PROMOVEM A PROSPERIDADE INTELECTUAL, MORAL E ESPIRITUAL, MELHORAM AS CONDIÇÕES DE VIDA E GARANTEM O CONSEQUENTE BEM-ESTAR DURADOURO.
Estes são os votos de Geziel Andrade.
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
EDUCAÇÃO PARA AS VIRTUDES E O BEM
EDUCAÇÃO PARA A PRÁTICA DAS VIRTUDES E A EDIFICAÇÃO DO BEM
Geziel Andrade
“A virtude, em seu mais alto grau, comporta o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Ser bom, caridoso, laborioso, sóbrio, modesto: essas são as qualidades do homem virtuoso”. (François, Nicolas, Madeleine. Paris, 1863, no item 8 das “Instruções dos Espíritos”, do Capítulo XVII –Sede Perfeitos- de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec.)
A educação para o cultivo e a prática das virtudes, - com a consequente edificação do bem -, principalmente ante as situações adversas, difíceis e constrangedoras que podem surgir na vida, constitui a base da doutrina espírita.
Assim, a educação espírita conduz à conquista das boas qualidades que distinguem o homem de caráter e de bem.
Não foi essa a lição que Jesus nos legou e que Allan Kardec reafirmou de forma tão clara nos Capítulos de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”?
Jesus exteriorizava qualidades nobres em todo momento de contato com o povo e mesmo ao receber provocações dos escribas e fariseus.
Jesus exemplificava a prática da sabedoria, amor, caridade, fé, oração, justiça, perdão e humildade, ao jamais perder a oportunidade de ser útil, instruir e beneficiar as pessoas que o cercavam.
Todo momento, o Mestre ensinava, exemplificava e praticava a Boa Nova, cumprindo com nobreza espiritual e moral a missão que Deus havia lhe confiado.
Na educação espírita, Jesus é o modelo e guia para as nossas condutas religiosas, espirituais e morais. Dessa forma, ela nos leva a não esmorece jamais nos esforços que nos permitem conquistar os valores pautados nas virtudes cristãs.
Assim, conseguimos fixar na alma o bom hábito de seguir as lições e os exemplos do Mestre, engrandecendo o mundo íntimo e agindo de modo elevado em todas as circunstâncias da vida.
A educação espírita dilata a nossa consciência acerca das realidades em que estamos inseridos na Obra de Deus. Assim, leva-nos a fazer bom uso das faculdades, praticar as virtudes e edificar o bem com disciplina, persistência e perseverança.
É dessa forma que atendemos à seguinte recomendação de Jesus: “Sede perfeito como vosso Pai celestial é perfeito”. (Mateus, Cap. V, vers. 44 a 48.)
Allan Kardec, com as suas orientações acerca das lições contidas no Evangelho, ampliou o nosso entendimento sobre Deus, o Reino dos Céus, a importância da concretização das boas obras, para o atendimento das Leis do Senhor do Céu e da Terra e para a conquista das bem-aventuranças na vida futura.
Assim, valorizamos o bom caráter, buscamos adquirir características elevadas, praticar as virtudes, disseminar o bem e cumprir os nossos deveres morais perante Deus e o próximo, mantendo a consciência em paz e conquistando o progresso, o bem-estar, a alegria e a felicidade.
A educação espírita propicia-nos a manutenção dos bons sentimentos e a realização das boas ações, dentro da lição contida na Questão 894 de “O Livro dos Espíritos”: “Para os que os bons sentimentos não lhes custam nenhum esforço e suas ações lhes parecem tão fáceis, o bem se tornou para eles um hábito.”
Além das lições de Jesus e de Allan Kardec a nos orientar na conquista do progresso moral, a educação espírita oferece-nos ainda com o vastíssimo acervo literário, formado com as lições dos bons Espíritos, transmitidas através de diferentes médiuns:
“Carecemos de um esforço maior para a fixação das virtudes, incorporando-as, em definitivo, na personalidade.” (Espírito Paulino Garcia, no Capítulo I do livro “Vida Sem Fim”, psicografado por Carlos A. Baccelli.)
“Qualidades morais e virtudes excelsas não são meras fórmulas verbalistas. São forças vivas. Sem a posse delas, é impraticável a ascensão do espírito humano.” (Espírito André Luiz, no Cap. 2 do livro “Libertação”, psicografado por Chico Xavier.)
“Virtude não é flor ornamental. É fruto abençoado do esforço próprio que você deve usar e engrandecer no momento oportuno.” (Espírito André Luiz, no Cap. 29 do livro “Agenda Cristã”, psicografado por Chico Xavier.)
“A virtude é sempre sublime e imorredoura aquisição do Espírito nas estradas da vida, incorporada eternamente aos seus valores, conquistados pelo trabalho no esforço próprio.” (Espírito Emmanuel, na Questão 253 do livro “O Consolador”, psicografado por Chico Xavier.)
“O Espírito somente evolui pela prática e pelo exercício das virtudes.” (Espírito Otília Gonçalves, no Capítulo XVI do livro “Além da Morte”, psicografado por Divaldo P. Franco.)
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
A MEDIUNIDADE E OS MÉDIUNS: LIÇÕES DE ALLAN KARDEC A RESPEITO
Imagem: ALLAN KARDEC (Nasceu em Lyon, na França, em 03 de outubro de 1804, e faleceu em Paris, em 31 de março de 1869. Publicou “O Livro dos Espíritos”, em 18 de abril de 1857, constituindo o Espiritismo, com base nas revelações dos Espíritos superiores, feitas por intermédio de diversos médiuns psicógrafos, entre eles as senhoritas Baudin, Japhet, Aline e Ermance Dufaux. A partir de então, foram surgindo as suas demais obras espíritas.
A MEDIUNIDADE E OS MÉDIUNS: LIÇÕES DE ALLAN KARDEC A RESPEITO
Geziel Andrade
Allan Kardec, nas obras da codificação do Espiritismo, legou-nos as seguintes lições a respeito da mediunidade e dos médiuns.
Essas lições falam por si, dispensando comentários adicionais:
A MEDIUNIDADE DEVE SER EMPREGADA PARA O BEM E DE MODO DESINTERESSADO:
“A mediunidade é uma faculdade preciosa, que adquire tanto mais valor quanto mais é empregada para o bem e é exercida religiosamente e com desinteresse completo, moral e material.”
“O desinteresse material tem de ser acompanhado pelo mais completo desinteresse moral. Humildade, devotamento, desinteresse e abnegação são qualidades do médium amado pelos bons Espíritos.”
OS MÉDIUNS SERVEM DE INSTRUMENTOS E INTÉRPRETES NAS COMUNICAÇÕES DOS ESPÍRITOS:
“Os Espíritos se comunicam por meio dos médiuns, que lhes servem de instrumentos e de intérpretes.”
“O papel do médium é o de um intérprete; é um instrumento de que se serve o Espírito. Esse instrumento pode ser mais ou menos perfeito, donde as comunicações mais ou menos fáceis.”
AS COMUNICAÇÕES DOS ESPÍRITOS, ATRAVÉS DOS MÉDIUNS, PROVAM A IMORTALIDADE E A INDIVIDUALIDADE DA ALMA DO HOMEM, BEM COMO REVELAM A SUA SITUAÇÃO NA VIDA ESPIRITUAL:
“As comunicações dos Espíritos servem para provar que os Espíritos existem e, por consequência, a imortalidade da alma.”
“Pelas relações que o homem pode estabelecer com a alma dos que deixaram a Terra, através dos médiuns, há não só a prova material da existência e da individualidade da alma; conhece as suas alegrias ou suas penas, a sua situação feliz ou infeliz no mundo dos Espíritos, conforme o bem ou o mal que haja feito.”
“As comunicações dos Espíritos provam, de modo irrecusável, a existência de um princípio inteligente fora da matéria; a sua sobrevivência à morte do corpo material; a sua individualidade após a morte; a sua imortalidade e o seu futuro feliz ou infeliz.”
O ESPÍRITO ATUA, COM O SEU PERISPÍRITO, SOBRE O PERISPÍRITO DO MÉDIUM PARA CONSEGUIR SE SERVIR DO SEU CORPO MATERIAL:
“Se um Espírito quiser agir sobre uma pessoa, dela se aproxima, envolve-a com o seu perispírito, como num manto. Os fluidos se penetram, os dois pensamentos e as duas vontades se confundem e, então, o Espírito pode servir-se do corpo material como se fora o seu próprio, fazê-lo agir à sua vontade, falar, escrever, desenhar, etc. Assim são os médiuns.”
“Se o Espírito que envolver um médium for bom, sua ação será suave e benéfica e só fará boas coisas. Se for mau, fará maldades. Fará o médium pensar, falar e agir por ele; leva-o contra a vontade a atos extravagantes ou ridículos. Tal é a causa da obsessão, da fascinação e da subjugação que se mostram em diversos graus de intensidade.”
OS BONS MÉDIUNS RECEBEM AS BOAS COMUNICAÇÕES DOS BONS ESPÍRITOS:
“Certas pessoas são mais dotadas que outras de uma aptidão especial para transmitir as comunicações dos Espíritos: são os médiuns.”
“Através dos médiuns, os homens podem entrar em relação com os Espíritos e receber comunicações diretas pela escrita, pela palavra ou por outros meios.”
“Para ter boas comunicações são necessários bons Espíritos; e para ter bons Espíritos é preciso ter bons médiuns, livres de qualquer influência má.”
“Quando uma comunicação, através de um médium, apresenta o caráter de sublimidade e de elevação, sem nenhuma falha, emana de um Espírito elevado, seja qual for o seu nome.”
“A boa qualidade de um médium não está apenas na facilidade das comunicações, mas sobretudo na natureza das comunicações que recebe. Um bom médium é o que simpatiza com os bons Espíritos e não recebe senão boas comunicações.”
A QUALIDADE MAIS IMPORTANTE NO MÉDIUM É A SUA ELEVAÇÃO MORAL:
“Como os bons Espíritos agem exclusivamente para o bem, procuram nos médiuns, além da aptidão que poderia ser chamada fisiológica, certas qualidades morais, entre as quais o devotamento e o desinteresse.”
“Antes de tudo, é preciso considerar a moralidade do médium. A melhor garantia contra a trapaça está em seu caráter, sua honorabilidade, seu desinteresse absoluto.”
“A superioridade moral do médium lhe assegura a simpatia dos bons Espíritos e o torna apto a receber instruções de ordem mais elevada.”
TODAS AS COMUNICAÇÕES OBTIDAS DOS ESPÍRITOS, ATRAVÉS DOS MÉDIUNS, DEVEM SER SUBMETIDAS À RAZÃO, LÓGICA E BOM SENSO:
“Nas comunicações de um Espírito, é necessário estudar a natureza do médium, como se estuda a do Espírito, pois ai estão os dois elementos essenciais para resultados satisfatórios.”
“A comunicação de um Espírito, através de um médium, traz sempre o cunho de sua elevação ou sua inferioridade, de seu saber ou sua ignorância.”
“Em nenhuma circunstância, o homem deve desprezar o seu próprio julgamento e o seu livre-arbítrio na análise das comunicações dos Espíritos. Cabe-nos submeter seus ensinamentos ao controle da lógica e da razão.”
“É preciso submeter à razão, sem exceção, tudo quanto vem dos Espíritos. Toda teoria em manifesta contradição com o bom senso, com uma lógica rigorosa e com os dados positivos que se possuem, por mais respeitável que seja a sua assinatura, deve ser rejeitada.”
“A única garantia séria nos ensinos está na concordância que exista entre as revelações espontâneas dos Espíritos, feitas através de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em diversas regiões.”
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NOTA: Os artigos anteriores desta série foram publicados neste blog, nas seguintes datas:
03/maio/2010 = DEUS: Lições de Allan Kardec a respeito.
04/janeiro/2011 = O HOMEM: Lições de Allan Kardec a respeito.
05/agosto/2011 = O ESPIRITISMO: Lições de Allan Kardec a respeito.
01/dezembro/2011 = JESUS: Lições de Allan Kardec a respeito.
19/abril/2012 = Os Espíritos: Lições de Allan Kardec a respeito.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
REENCARNAÇÃO: CASOS CONTIDOS NO LIVRO "NOSSO LAR"
REENCARNAÇÃO: CASOS CONTIDOS NO LIVRO “NOSSO LAR”, DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ.
Geziel Andrade
Allan Kardec estabeleceu o princípio da reencarnação no Espiritismo, com base nos ensinos dos Espíritos superiores, contidos em “O Livro dos Espíritos”.
Depois dele, Léon Denis, Gabriel Dellanne e muitos outros pesquisadores espíritas corroboraram a existência da reencarnação com a publicação de suas obras.
As inúmeras revelações complementares dos Espíritos, através de diferentes médiuns, deram consistência à reafirmação desse princípio da Doutrina espírita.
A revelação da existência da reencarnação pode ser constatada ainda, de forma evidente, no notável e surpreendente livro “Nosso Lar”, de autoria do Espírito André Luiz, psicografia de Chico Xavier, e edição FEB.
O Espírito André Luiz evidencia a reencarnação em diversas partes de seu livro, de forma tão detalhada que nos leva a profundas reflexões sobre o contexto em que estamos inseridos na Obra de Deus.
As afirmações e casos de reencarnação, contidos no livro “Nosso Lar”, são os seguintes:
“Se temos débitos no planeta, por mais alto que ascendamos, é imprescindível voltar, para retificar, lavando o rosto no suor do mundo, desatando algemas de ódio e substituindo-as por laços sagrados de amor.” (Capítulo 5.)
“Em geral, todos nós, decorrido longo estágio de serviço e aprendizado, voltamos a reencarnar para atividades de aperfeiçoamento.” (Capítulo 11.)
“Quando o espírito reencarna, promete cumprir o programa de serviços do Pai.” (Capítulo 12.)
“Luciana está em pleno noivado espiritual. Seu nobre companheiro de muitas etapas terrenas precedeu-a há alguns anos, regressando ao círculo carnal. No ano próximo, ela seguirá igualmente ao seu encontro.” (Capítulo 38.)
“Necessito enriquecer o patrimônio das experiências e, além disso, minhas dívidas para com o planeta são ainda enormes. Lascínia e eu fundaremos aqui, dentro em breve, nossa casinha de felicidade, crendo que voltaremos à Terra precisamente daqui a uns trinta anos.” (Capítulo 45.)
No Capítulo 46 de seu surpreendente livro, o Espírito André Luiz descreve que aquela que fora a sua mãe terrena, e que habitava em círculos mais alto da vida espiritual, veio lhe comunicar o seu propósito de voltar à carne na Terra.
Pretendia acolher na vida material Laerte, que fora pai de André Luiz nos círculos terrenos, e que se encontrava em condição angustiosa em círculo inferior da vida espiritual.
Era preciso, por amor verdadeiro, auxiliá-lo de perto para que reencontrasse o caminho certo. Para isso, já tinha obtido o consentimento de seus superiores hierárquicos.
Então, em breve, estaria de novo no mundo para o encontro com Laerte e a realização dos serviços lhe confiados pelo Pai.
A reencarnação de Laerte já estava sendo preparada de imediato sem que identificasse o auxílio para jungi-lo a uma nova situação carnal, em processo que funcionava como drástico. Ele só teria tido liberdade de escolha, se tivesse compreendido o seu dever e o praticado.
Duas mulheres infelizes que o perseguiam e não o abandonavam, pelos débitos que ele tinha assumido com elas, também seriam recebidas como filhas dentro de alguns anos, no mesmo contexto de auxílio a Laerte. Então, ele e as duas mulheres seriam recebidas no regaço materno dentro de nova experiência carnal.
Dessa forma, a que fora mãe de André Luiz se colocava na condição de mensageira do amparo para converter verdugos em filhos do seu coração, para que eles retomassem o caminho dos filhos de Deus.
Nos Capítulos 21, 47 e 48 do livro, o Espírito André Luiz narra o acompanhamento que fez do caso da reencarnação da senhora Laura.
Ela tinha lhe informado que o seu marido Ricardo, após um período de venturas e trabalhos evolutivos na vida espiritual, em que fortaleceram os laços espirituais, já havia retornado à esfera do globo, porque as contas o chamavam para a harmonização com a lei eterna. O pretérito doloroso exigiu a sua volta.
Eles haviam se submetido a um trabalho, por dois anos, realizado pelos magnetizadores do Ministério do Esclarecimento, com base em arquivos, leitura das memórias, meditação, esclarecimento e operações psíquicas.
Então, Ricardo e Laura recuperaram trezentos anos de memória integral, compreendendo quão grande era o débito para com as organizações do planeta.
Em função disso, combinaram um novo encontro nas esferas da crosta para cumprirem muito trabalho. Ricardo já havia partido há três anos e Laura partiria dentro de breves dias.
Diversos amigos iriam realizar uma demonstração de simpatia e apreço à senhora Laura, antes de sua volta às experiências humanas, em reconhecimento aos créditos espirituais decorrentes dos serviços que prestara na colônia espiritual onde residia.
Nessa homenagem afetuosa à companheira que estava prestes a regressar, sua residência encantadora ficou repleta de melodias, luzes, flores, numerosas famílias e amigos mais íntimos, para lhe desejarem coragem, otimismo e êxito no empreendimento de ser útil, auxiliar antigas afeições e trabalhar pelo bem dos outros.
Nesse empreendimento e para desfrutar de bem-estar, embora o olvido temporário imposto pela reencarnação, contaria com o apoio de inúmeros amigos e familiares que continuariam na retaguarda na vida espiritual.
Além disso, em sua volta à Terra, como bendita oportunidade de recapitular e aprender para o bem, os cooperadores técnicos da reencarnação tomariam o máximo cuidado no trato com os ascendentes biológicos que entrariam em função para constituir o novo organismo material dentro da lei da hereditariedade.
Antes da partida da senhora Laura para a Terra, o Ministério da Comunicação organizou uma reunião íntima para trazer a alma de seu esposo Ricardo, embora já se encontrasse nos laços físicos. Ele estava na fase da infância terrestre e não era difícil desprender-se dos elos físicos mais fortes por alguns instantes. Desfrutava ainda da possibilidade de viver entre os dois mundos, não permanecendo inteiramente junto ao berço.
Ricardo veio à reunião, assumindo a forma de homem na idade madura. Então ouviu a homenagem musical que a senhora Laura e os familiares lhe prestaram. Falou dos esforços na busca do caminho para as esferas superiores. Disse ainda que a união, em breve, com a senhora Laura e, mais tarde, com os filhos, era motivo de felicidade e de gratidão ao Mestre, a quem pedia que nunca dispusesse de facilidades na Terra.
Depois disso, Ricardo endereçou a todos saudações carinhosas e retornou. Então, a reunião foi encerrada.
No dia seguinte, a senhora Laura foi levada pelo Ministro Clarêncio para a esfera carnal, para se submeter aos preparos, trabalhos e problemas da reencarnação.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
LIVRO: "O HOMEM QUE MUDOU A HISTÓRIA"
LIVRO: “O HOMEM QUE MUDOU A HISTÓRIA”.
LANÇAMENTO DO LIVRO DE GEZIEL ANDRADE
COM O OBJETIVO DE RESSALTAR, À LUZ DO ESPIRITISMO,
OS TESOUROS RELIGIOSOS, MORAIS E ESPIRITUAIS
QUE JESUS NOS LEGOU.
CLICK NO LINK ABAIXO PARA VER NO INFORMATIVO DA
EDITORA EME = editoraeme.com.br
A ENTREVISTA DE GEZIEL ANDRADE
SOBRE O LANÇAMENTO DO LIVRO:
CLIQUE AQUI NO LINK:
http://www.issuu.com/editoraeme/docs/leitor_eme_julho_2012_ed35
NOTA: Depois de baixar o documento, use o mouse para
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