quinta-feira, 19 de abril de 2012

OS ESPÍRITOS: LIÇÕES DE ALLAN KARDEC A RESPEITO















OS ESPÍRITOS: LIÇÕES DE ALLAN KARDEC A RESPEITO

Geziel Andrade

IMAGEM: JESUS NA TRANSFIGURAÇÃO: “E eis que falavam com ele dois varões: Moisés e Elias, que apareceram cheios de majestade. E falavam da sua saída deste mundo, a se cumprir em Jerusalém.” (Lucas, Cap. 9, vers. 28 a 36.)

Allan Kardec registrou em suas obras da codificação do Espiritismo importantes lições a respeito dos Espíritos, que são os seres inteligentes criados por Deus.

A compilação a seguir apresentada reúne as principais lições de Allan Kardec a respeito do assunto. Essas lições falam por si, dispensando comentários adicionais.

1 – OS ESPÍRITOS SÃO AS ALMAS DOS HOMENS:
“Sendo os Espíritos as almas dos homens, após a morte nós mesmos seremos Espíritos.”

“Os Espíritos são as almas dos homens que viveram na Terra ou em outros mundos. As almas ou Espíritos são, pois, uma só e mesma coisa. Quem crê na existência da alma, crê na dos Espíritos.”

“A alma ou Espírito é o ser inteligente, onde está a sede de todas as percepções e de todas as sensações. A alma sente e pensa por si mesma; é individual, distinta, perfectível, preexistente e sobrevivente à morte do corpo material, que é o seu instrumento de suas relações com o mundo visível.”

“Sendo os Espíritos as almas dos homens, como há homens de todos os graus de saber e de ignorância, de bondade e de maldade, o mesmo se encontra entre os Espíritos. Mas, há Espíritos que possuem as mais sublimes virtudes e o saber em grau desconhecido na Terra.”

2 – OS ESPÍRITOS SE ENCONTRAM EM DIFERENTES GRAUS DE ELEVAÇÃO INTELECTUAL, MORAL E ESPIRITUAL:
“Os Espíritos, como não passam de almas humanas desembaraçadas de seu invólucro corporal, não são iguais e apresentam uma variedade de poder, conhecimento e sabedoria maior que a que encontramos entre os homens na Terra.”

“Há Espíritos muito superiores, como os há muito inferiores, muito bons e muito maus, muito sábios e muito ignorantes.”

“Os Espíritos apresentam todos os graus de desenvolvimento intelectual e moral. Consequentemente, há os bons e maus, esclarecidos e ignorantes. Há também os Espíritos muito superiores, que não procuram senão fazer o bem. Esta distinção é um ponto capital no Espiritismo.”

3 - OS ESPÍRITOS SÃO SERES SEMELHANTES AOS HOMENS:
“Os Espíritos são seres semelhantes a nós, pois cada um de nós torna-se Espírito após a morte do corpo material; e cada Espírito torna-se homem pelo nascimento.”

“Cada globo, de certo modo, tem sua população própria de Espíritos encarnados e desencarnados. Cada globo agita-se pela encarnação e pela desencarnação dos Espíritos.”

“Os Espíritos são seres semelhantes a nós, tendo um corpo como o nosso, porém fluídico e invisível no estado normal.”

“A alma do homem revestida de seu envoltório fluídico, ou perispírito, constitui o ser chamado Espírito. Este, quando está revestido do envoltório corporal, constitui o homem.”

4 – AS MANIFESTAÇÕES E COMUNICAÇÕES DOS ESPÍRITOS ATRAVÉS DE MÉDIUNS PROVAM A IMORTALIDADE DA ALMA DO HOMEM:
“Os Espíritos que se comunicam através dos médiuns são as almas dos homens que viveram na Terra. Suas manifestações são úteis para destruir o materialismo e provar a imortalidade da alma.”

“As comunicações dos Espíritos servem para nos ensinar onde eles se acham, o que fazem, em que condições se é feliz ou infeliz na vida futura.”

“Só o fato da possibilidade de comunicação com os seres do mundo espiritual tem consequências incalculáveis, da mais alta importância. É todo um mundo novo que se revela e que tem tanto mais importância, quanto atinge a todos os homens, sem exceção.”

“As comunicações dos Espíritos servem para destruir os preconceitos vulgares sobre a natureza dos Espíritos e o estado das almas dos homens após a morte, coisas estas que não seriam sabidas sem a comunicação com o mundo invisível.”

“Os Espíritos sendo as almas dos homens, comunicando-nos com eles não saímos da humanidade. As almas dos homens saíram do mundo dos Espíritos, como ai entrarão ao deixar a Terra.”

“Diz São João, o Evangelista: “Não creiais a todo o Espírito, mas experimentais se os Espíritos são de Deus.” A experiência prova a sabedoria deste conselho. Seria, pois, imprudência e leviandade aceitar sem controle tudo o que vem dos Espíritos.”

“Como os homens, os Espíritos podem ser reconhecidos por sua linguagem: a dos Espíritos superiores é sempre séria, digna, nobre e cheia de benevolência.”

5 – OS BONS ESPÍRITOS AMPARAM E ORIENTAM OS HOMENS:
“Por intermédio dos médiuns, os bons Espíritos inspiram a caridade e a benevolência para com todos; ensinam aos homens se olharem como irmãos, sem distinção de castas, nem de seitas.”

“Os bons Espíritos ensinam aos homens, através dos médiuns, a perdoar aos que lhes dizem injúrias; a vencer as más inclinações; a suportar com paciência as misérias da vida; a olhar a morte sem medo, pela certeza da vida futura. Eles dão consolo aos aflitos, coragem aos fracos e esperança aos que não acreditavam.”

“Os bons Espíritos velam por nós, assistem-nos e nos ajudam, mas com a condição que nos ajudemos a nós mesmos.”

“Simpatiza com os bons Espíritos, aquele que em tudo age tendo em vista o bem, eleva-se acima das vaidades humanas, expele do coração o egoísmo, o orgulho, a inveja, o ciúme e o ódio e perdoa aos seus inimigos, pondo em prática esta máxima do Cristo: Fazei aos outros o que quereis que se vos faça.”

“A primeira condição para se conseguir a boa vontade dos bons Espíritos é a que decorre da humildade, do devotamento e da abnegação: o mais absoluto desinteresse moral e material.”

6 – A ALMA DO HOMEM DEPARA-SE COM NOVAS CONDIÇÕES DE VIDA NO MUNDO ESPIRITUAL:
“O corpo material, uma vez gasto, se destrói e o Espírito sobrevive à sua destruição. O Espírito nem é aniquilado, nem alterado; apenas é despojado de seu envoltório material. Deixando o corpo material, entra no mundo espiritual, de onde havia saído para encarnar-se e adiantar-se. Numa palavra, o Espírito é preexistente e sobrevivente a tudo.”

“O homem, ao morrer, apenas será despojado de um invólucro material, sujeito aos sofrimentos e vicissitudes da vida; mas será sempre ele, com um corpo etéreo inacessível à dor física; que desfrutará de percepções novas e de maiores faculdades; que vai reencontrar os que amou e que o esperam no sólio da verdadeira vida, da vida imperecível.”

“Os Espíritos têm todas as percepções que tinham na Terra, mas em mais alto grau, porque suas faculdades não são amortecidas pela matéria; têm sensações que nos são desconhecidas; vêem e ouvem coisas que os nossos sentidos limitados não nos permitem ver nem ouvir.”

“Os Espíritos conservam as afeições sérias que tinham na Terra.”

“Todos os nossos pensamentos repercutem nos Espíritos e aí lêem como num livro aberto; de sorte que aquilo que podemos ocultar a qualquer um, quando vivo, não o podemos mais, desde que se é Espírito.”

7 – PELOS DESÍGNIOS DE DEUS, TODOS OS ESPÍRITOS ATINGIRÃO UM DIA A PERFEIÇÃO INTELECTUAL, MORAL E ESPIRITUAL:
“Os Espíritos são criados simples e ignorantes, mas dispondo de aptidão para todas as aquisições e para progredir, em virtude do seu livre-arbítrio.”

“Criados simples e ignorantes, por isso imperfeitos, ou melhor, incompletos, os Espíritos devem adquirir por si mesmos e por sua própria atividade, a ciência e a experiência que, de início, não pode ter.”

“Os Espíritos não pertencem eternamente na mesma ordem. Todos melhoram, passando pelos diferentes graus da hierarquia espírita.”

“Sendo a Terra um mundo inferior destinado à depuração dos Espíritos imperfeitos, eis a razão pela qual o mal aqui domina, até que a Deus apraza dela fazer a morada de Espíritos mais adiantados.”

“Com o Espiritismo, o homem sabe que aqueles seres designados sob o nome de demônios são Espíritos ainda atrasados e imperfeitos, que fazem o mal no estado de Espíritos, como o faziam no estado de homens, mas que progredirão e melhorarão, através de uma série de existências materiais sucessivas.”

“Todas as almas atingem, mais cedo ou mais tarde, a felicidade. Assim se confirma, pela pluralidade das existências materiais progressivas, a admirável Lei de unidade e de justiça, que caracteriza todas as obras da criação.”

“Não há criações múltiplas de diferentes classes entre os seres inteligentes, mas toda a criação surge da grande Lei da unidade, que rege o Universo.”

“Devendo o Espírito passar por muitas encarnações, visando atingir a perfeição, concluí-se que todos nós tivemos muitas existências materiais e que teremos ainda outras mais ou menos aperfeiçoadas, seja na Terra ou em outros mundos.”

“As almas que avançam mais prontamente em sua depuração e em instrução gozam mais cedo a felicidade.”

8 – OS BONS ESPÍRITOS COMPREENDEM DEUS E A OBRA DA CRIAÇÃO, PRATICAM O BEM E DESFRUTAM DE BOAS CONDIÇÕES DE VIDA NO MUNDO ESPIRITUAL:
“Os bons Espíritos compreendem Deus e o Infinito, gozam da felicidade dos bons e sentem-se felizes quando impedem o mal. O amor que os une é para eles uma fonte de inefável felicidade.”

“Cada Espírito leva consigo os elementos de sua felicidade, na razão da categoria onde o coloca o seu grau de adiantamento intelectual e moral. A felicidade depende das qualidades próprias do Espírito e não do estado material, do meio em que se acha.”

“A felicidade dos Espíritos é inerente às qualidades que possuem. Assim, a desfrutam onde quer que se encontrem, na superfície da Terra entre os encarnados, ou no espaço.”

“Os Espíritos felizes, atraídos uns para os outros pela similitude de ideias, gostos e sentimentos formam vastos grupos ou famílias homogêneas, no seio das quais cada individualidade irradia suas próprias qualidades, e se penetra dos eflúvios serenos e benéficos que emanam do conjunto.”

“Para os Espíritos felizes e bem-aventurados, em todos os graus, a vida espiritual é uma atividade constante, mas isenta de fadigas, e o gozo de todos os esplendores da criação.”

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NOTA: Os artigos anteriores desta série foram publicados neste blog, nas seguintes datas:
03/maio/2010 = DEUS: Lições de Allan Kardec a respeito.
04/janeiro/2011: O HOMEM: Lições de Allan Kardec a respeito.
05/agosto/2011: O ESPIRITISMO: Lições de Allan Kardec a respeito.
01/dezembro/2011: JESUS: Lições de Allan Kardec a respeito.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

PRINCIPAIS LIÇÕES EM "O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO": "BEM AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO"


















PRINCIPAIS LIÇÕES CONTIDAS EM “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”, CAPÍTULO VII: BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO

Geziel Andrade

O QUE SE DEVE ENTENDER POR POBRES DE ESPÍRITO

“Bem-aventurados os pobres de espírito porque deles é o Reino dos Céus.” (Mateus, V: 3.)

Por pobres de espíritos, Jesus entende os humildes.

Os homens cultos e inteligentes, mas orgulhosos, consideram as coisas divinas indignas de sua atenção, porque têm, geralmente, uma elevada opinião de si mesmos e aparentam uma suposta superioridade.

Preocupados somente com si mesmos, não conseguem elevar o pensamento a Deus.

Então, negam a existência da Divindade; não enxergam a Sua ação providencial sobre as coisas deste mundo; e não percebem que existem coisas que não lhes é possível compreender.

Por não admitirem a existência do mundo invisível e nem de um poder extra-humano, revelam desdém por tudo o que não pertence ao mundo visível e tangível.

Assim, consideram que as coisas espirituais são boas apenas para as pessoas simples, as pobres de espírito, que não devem ser levadas a sério.

Todavia, independentemente do que julgam, pensam ou dizem, possuem uma alma imortal que entrará no mundo invisível, após a morte do corpo material. Então, seus olhos se abrirão e reconhecerão que cometeram um erro.

Deus, sendo justo, não pode receber do mesmo modo nem aquinhoar com igualdade aquele que desconheceu o seu poder e aquele que humildemente se submeteu às Suas Leis.

Jesus, ao dizer que o Reino dos Céus é para os simples, ensina que ninguém será nele admitido sem a simplicidade de coração e a humildade de espírito.

Então, o ignorante que é simples e humilde será preferido ao sábio que menospreza a Deus.

Jesus coloca sempre a humildade entre as virtudes que nos aproximam de Deus. Coloca, por outro lado, o orgulho entre os vícios que nos afastam de Deus.

A humildade é uma atitude de submissão a Deus.

O orgulho é uma revolta contra Deus.

Portanto, para a felicidade do homem, muito vale ser humilde e rico em qualidade morais.

QUEM SE ELEVAR SERÁ REBAIXADO

“Chegaram-se a Jesus os seus discípulos, dizendo: Quem é o maior no Reino dos Céus? E Jesus chamando um menino, o pôs no meio deles, e disse: Na verdade vos digo que, se não vos fizerdes como meninos, não entrareis no Reino dos Céus. Todo aquele, pois, que se humilhar e se fizer pequeno como este menino, esse será o maior no Reino dos Céus. E o que receber em meu nome um menino como este, a mim é que recebe.” (Mateus, XVIII: 1-5.)

“Sabei que os príncipes das nações dominam os seus vassalos e que os maiores exercitam sobre eles o seu poder. Não será assim entre vós; mas, aquele que quiser ser o maior, esse seja o vosso servidor; e o que entre vós quiser ser o primeiro, seja o vosso escravo; assim como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e para dar a sua vida em redenção de muitos.” (Mateus, XX: 20-28.)

“E notando como os convidados escolhiam os primeiros assentos à mesa, propôs-lhes esta parábola: Quando fores convidado a alguma boda, não te assentes no primeiro lugar, porque pode ser que esteja ali outra pessoa, mais autorizada que tu, convidada pelo dono da casa, e que, vindo este, que convidou a ti e a ele, te diga: dá o teu lugar a este; e tu, envergonhado, irás buscar o último lugar. Mas, quando fores convidados, vai tomar o último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: amigo, senta-te mais para cima; servir-te-á isto então de glória, na presença dos que estiverem juntamente sentados à mesa. Porque todo o que se exalta será humilhado; e todo o que se humilha será exaltado.” (Lucas, XIV: 1, 7-11.)

Nessas lições evangélicas, Jesus põe a humildade como condição essencial da felicidade prometida aos eleitos do Senhor.

O Espiritismo vem confirmar, através das comunicações com os Espíritos, por intermédio de diferentes médiuns, que os grandes no Mundo dos Espíritos são os que foram pequenos na Terra; e que os que foram grandes e poderosos na Terra, frequentemente, encontram-se bem pequenos na vida espiritual.

É que os que se encontram nas bem-aventuranças no Reino dos Céus levaram consigo, ao morrer, o que unicamente constitui a verdadeira grandeza no céu e que jamais se perde: as virtudes.

Por outro lado, os que foram considerados grandes na Terra tiveram de deixar, com a morte, o que lhes dava a grandeza: a fortuna, os títulos, a glória, a linhagem.

Não tendo a nobreza espiritual para levar, chegam ao outro mundo desprovidos de tudo.

O orgulho que conservam torna ainda mais humilhante a sua posição, vendo acima deles, e resplandecentes de glória, aqueles que espezinharam na Terra.

O Espiritismo mostra ainda que, nas encarnações sucessivas, aqueles que se deixaram dominar pelo orgulho e pela ambição são abaixados até o último lugar na existência seguinte.

Portanto, Deus sabe recompensar aquele que não procura o primeiro lugar na Terra; que não quer sobrepor-se aos outros; e que se torna humildade e modesto.

MISTÉRIOS OCULTOS AOS SÁBIOS E PRUDENTES

“Respondendo, disse Jesus: Graças te dou a ti, Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e prudentes, e as revelaste aos simples e pequeninos.” (Mateus, XI: 25.)

Jesus rende graças a Deus por haver revelado as coisas espirituais aos simples e pequeninos, que são os pobres de espírito, e ocultado-as aos sábios e prudentes.

É que os humildes se humilham diante de Deus e não se consideram acima dos outros. Por isso, Deus lhes revela os segredos dos Céus. Já os orgulhosos comportam-se de modo oposto: se julgam sábios, prudentes e superiores.

O mesmo ocorre com as grandes verdades reveladas pelo Espiritismo. Os Espíritos se ocupam com os que buscam a luz com boa fé e humildade; que vêem o poder e a grandeza de Deus em toda parte, nas pequenas como nas grandes coisas; que recorrem à bondade de Deus com humildade, sem se julgarem mais do que Ele.

Ocorre que os orgulhosos que se recusam a reconhecer a verdade não estão ainda com o espírito maduro para compreendê-la, nem com o coração aberto para senti-la. O orgulho tapa-lhes os olhos.

Mas o tempo extinguirá a causa desse mal, permitindo-lhes que os olhos se abram.

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

PRINCIPAIS LIÇÕES CONTIDAS NAS INSTRUÇÕES “O ORGULHO E A HUMILDADE”, DO ESPÍRITO LACORDAIRE, DADAS EM CONSTANTINA, EM 1863.

Deus concede aos Espíritos a missão de esclarecer e encorajar os homens a seguir o bom caminho. Permite-lhes ajudá-los no adiantamento, com palavras compreensíveis e ao alcance de todos para que a luz brilhe.

Mas, os homens se esquecem da humildade e poucos seguem os exemplos dessa virtude que lhes foram dados.

Então, como podem ser caridosos ao próximo sem a humildade?

Só a humildade nivela os homens; mostra-lhes que são irmãos; que devem se ajudar mutuamente, com a prática do bem.

O homem deve se lembrar daquele que trouxe a salvação; da sua humildade, que o fez tão grande e o colocou acima de todos os profetas.

O orgulho é terrível adversário da humildade.

O Cristo prometeu o Reino dos Céus aos mais pobres porque os grandes da Terra imaginavam que os títulos e as riquezas materiais eram a recompensa de seus méritos; que a sua essência era mais pura que a dos pobres; que Deus lhes devia essas coisas.

Deus não estabeleceu distinção pelos corpos materiais; não fez duas espécies de homens.

Tudo o que Deus fez é grande e sábio.

O rico em seus aposentos suntuosos ao abrigo do frio não deve esquecer que milhares de irmãos jazem famintos na miséria.

Algumas vezes, concorda em lhes dar uma esmola; porém, nunca em lhes apertar fraternalmente a mão.

Não é a nobreza do sangue nem dos órgãos do corpo físico que diferencia as pessoas.

Em vidas passadas, quem garante que o nobre de hoje não foi miserável e que já pediu esmola? Quem garante que em outra reencarnação não pedirá esmola a quem hoje despreza?

Por acaso as riquezas materiais são eternas e não acabam com a morte do invólucro perecível do Espírito?

Se o homem lançar os olhos humildemente sobre a realidade das coisas do mundo material; sobre o que constitui a grandeza de um e a humilhação de outro; sobre a morte que não poupa ninguém, a qualquer momento e sem levar em consideração os títulos, então, se ele permanecer orgulhoso, torna-se digno de piedade.

Os orgulhosos, antes de serem nobres e poderosos, talvez tenham sido mais humildes que o último dos servos.

Eles devem curvar as frontes altivas perante Deus, que pode rebaixá-las mesmo no momento em que forem elevadas bem alto.

Perante a balança divina, todos os homens são iguais.

Somente as virtudes os distinguem aos olhos de Deus.

Todos os Espíritos são da mesma essência. Os seus corpos foram feitos da mesma matéria.

Os títulos e os nomes não modificam essa realidade. Ficam no túmulo. Não dão a felicidade prometida aos eleitos, cujos títulos de nobreza são a caridade e a humildade.

A pobre criatura que é mãe; os filhos que sofrem; quem passa frio, tem fome, se curva ao peso da cruz, se humilha para conseguir um pedaço de pão devem esperar e orar. A felicidade ainda não é deste mundo. Deus concede aos pobres oprimidos, que Nele confiam, o Reino dos Céus.

Pobre moça devotada ao trabalho, entregue às privações, aos tristes pensamentos e ao choro, volte seus olhos piedosos e serenos para Deus que dá alimento às aves do céu. Confia Nele, pois não a abandonará.

Não se iluda com o ruído das festas, dos prazeres mundanos, das flores que enfeitam a fronte, da mistura aos felizes da Terra, das mulheres ricas que passam estouvadas e alegres.

Quantas lágrimas e dores se ocultam sob os vestidos bordados. Quantos suspiros se asfixiam sob o ruído da orquestra feliz.

Prefira o seu humilde retiro e a sua pobreza, mantendo-se pura aos olhos de Deus, para conservar ao seu lado o seu anjo da guarda.

Quem sofre as injustiças dos homens deve ser indulgente para com as faltas cometidas pelos irmãos, num gesto de caridade e humildade.

Quem suporta calúnias deve curvar a fronte diante da prova, mantendo a conduta pura para merecer a recompensa de Deus.

Suportar corajosamente as humilhações dos homens é ser humilde e reconhecer que só Deus é grande e todo-poderoso.

Que o Cristo não precise voltar novamente à Terra para ensinar aos homens as Leis, a sua Doutrina e os seus exemplos das virtudes.

Irmãos e amigos, sejam generosos e caridosos, sem ostentação. Façam o bem com humildade. Sejam verdadeiros cristãos para atingir o reino da verdade. Confiem na bondade de Deus, enfrentando as provas da vida.

Que os Espíritos enviados pelo Senhor para cumprir a Sua vontade encontrem os homens reunidos numa grande família, com os corações brandos e humildes, dispostos ao bem, à caridade e à fraternidade.

Então, a Terra se tornará um paraíso terrestre.

PRINCIPAIS LIÇÕES CONTIDAS NAS INSTRUÇÕES DO ESPÍRITO ADOLFO, BISPO DE ALGER, DADAS EM MARMANDE, EM 1862.

Os homens lamentam as calamidades, mas as amontoaram sobre as próprias cabeças desprezando a santa e divina moral do Cristo.

O mal estar geral decorre de buscarem incessantemente aniquilar uns aos outros.

A felicidade depende da mútua benevolência, que exige o combate ao orgulho, que é a fonte de todos os males.

Por isso, o orgulho deve ser destruído, para não perpetuar suas funestas consequências.

Só existe um meio infalível para isso: a lei do Cristo como regra invariável na conduta.

Sem isso, há grande estima pelo que brilha e encanta os olhos, mas não toca o coração; há reverência ao vício que se desenvolve na opulência, com desdém pelo verdadeiro mérito que se oculta na obscuridade; há prestígio e honras ao rico libertino perdido de corpo e alma, enquanto dificilmente se concede um gesto de proteção ao homem de bem que vive do seu trabalho; há muita consideração dispensada às pessoas pelo peso do ouro que elas possuem ou pelo nome que trazem, sem ter interesse pelo esforço que corrige os defeitos.

O vício não é combatido. O orgulho é venerado. A inclinação ao gozo dos bens materiais e do dinheiro é estimulada. As necessidades materiais sobrepõem-se ao bom senso e à razão. Cada um deseja se elevar sobre o seu irmão. Então, a sociedade sofre as consequências.

Esse estado de coisas é sempre o sinal da decadência moral.

Quando o orgulho atinge o seu extremo, a queda está próxima, porque Deus pune sempre os soberbos.

Se Deus, às vezes, deixa os orgulhosos subirem é para lhes dar tempo de refletir e de se emendar, antes de desferir como advertência um golpe no orgulho.

Mas, em vez de humildade, há revolta.

Dessa forma, a queda é mais terrível.

Os homens corromperam seus caminhos pelo egoísmo. Mas, Deus, na Sua infinita misericórdia, lhes envia um poderoso remédio e um socorro inesperado para os seus males e as suas aflições.

Envia-lhes de volta as almas dos que se foram para lhes recordar os verdadeiros deveres.

Elas dizem com a autoridade da experiência, quanto as vaidades e as grandezas da existência passageira são pequeninas diante da eternidade.

Elas dizem que aquele que foi o menor entre os pequenos do mundo será o maior na eternidade; que o que mais amou os seus irmãos será o mais amado no céu; que os poderosos da Terra, se abusaram da autoridade, serão obrigados a obedecer aos seus servos; que a caridade e a humildade, enfim, irmãs que se dão as mãos, são os títulos mais eficazes para se obter graça diante do Eterno.

PRINCIPAIS LIÇÕES CONTIDAS NAS INSTRUÇÕES “MISSÃO DO HOMEM INTELIGENTE NA TERRA”, DADAS PELO ESPÍRITO FERDINANDO, ESPÍRITO PROTETOR, EM BORDEAUX, EM 1862.

O homem não deve se orgulhar daquilo que sabe, porque o seu saber tem limites bem estreitos no mundo terreno.

Mesmo supondo que seja uma das sumidades do globo, não tem nenhuma razão para se envaidecer.

Se Deus, nos Seus desígnios, fez o Espírito nascer num meio onde pudesse desenvolver a sua inteligência, foi por querer que ela seja utilizada em benefício de todos.

É uma missão que Deus concede ao colocar na mão do homem o instrumento com o qual pode desenvolver, ao seu redor, as inteligências retardatárias e conduzi-las a Ele.

Todo instrumento deve ser bem utilizado. Caso contrário, o Senhor imporá ao culposo existências miseráveis e cheias de humilhação, até que se curve diante daquele a quem tudo deve.

A inteligência é rica em méritos para o futuro, mas com a condição de ser bem empregada.

Se os homens inteligentes se servissem dela segundo os desígnios de Deus, seria fácil a tarefa dos Espíritos em fazer a humanidade progredir.

Muitos, infelizmente, transformam-na em instrumento de orgulho e de perdição para si mesmos.

O homem abusa de sua inteligência como de todas as suas faculdades. Mas não lhe faltam lições advertindo-o de que uma mão poderosa pode retirar-lhe o que ela mesma lhe deu.
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CONSIDERAÇÕES DO AUTOR DESTE ARTIGO
Jesus foi o maior exemplo da prática da humildade, mantendo, desde o nascimento, modéstia e simplicidade em seu modo de vida.

Jesus, com sua humildade, dirigia-se constantemente a Deus e se subordinava às Suas Vontades, Leis e Desígnios para cumprir a sua missão evangélica. Assim, aliado ao Pai, não exigiu reconhecimento dos homens, nem se prendeu à posse dos tesouros terrenos.

Jesus, com humildade, conviveu e se relacionou bem com os homens de todas as classes sociais; ensinou a prática das virtudes que melhoram as condições de vida e garantem as bem-aventuranças no reino dos céus; transmitiu ao povo a Boa-Nova, revolucionando ensinos religiosos e morais; curou os doentes, eliminou as influências perversas que os Espíritos maus exerciam sobre algumas pessoas sofredoras e realizou muitos milagres beneficiando a muitos.

Jesus revelou ainda que sem a humildade não há a entrada triunfal da alma no reino dos céus, porque essa virtude a aproxima de Deus.

Os ensinos e os exemplos de Jesus foram corroborados pelo Espiritismo, com as revelações dos Espíritos superiores, feitas através de diferentes médiuns. Com isso, devemos, realmente:
• Exteriorizar humildade, principalmente ocupando posição elevada na sociedade, visando o cumprimento adequado das provas e missões que propiciam a evolução intelectual e moral da alma, na presente jornada terrena;
• Ter humildade a ponto de não nos considerarmos privilegiados e superiores aos semelhantes, porque pertencemos todos à família Divina e estamos subordinados às mesmas Leis sábias e justas;
• Praticar a humildade com vistas à melhoria das relações com os familiares, amigos, parceiros, aliados e companheiros e à disseminação do bem-estar;
• Recorrer à humildade para não estabelecermos preconceitos e discriminações de raça, cor, sexo, idade e condições sociais e nem mesmo dominações na hierarquia familiar, empresarial ou social;
• Aplicar a humildade, agindo sempre de forma fraterna e cordial com todos, tratando com consideração, respeito, gentileza e paciência os que nos procuram e sendo úteis aos que nos cercam na família, no ambiente de trabalho e na vida em sociedade;
• Revelar humildade pelo bom uso da inteligência e da sabedoria em benefício próprio e da elevação do próximo;
• Exercitar a humildade, não caindo na ostentação e na arrogância, conservando os amigos e aliados e aceitando de bom grado as colaborações dos companheiros que concorrem para o nosso sucesso espiritual e material;
• Valorizar a humildade, pois ela é indispensável para servirmos os semelhantes, praticarmos o bem e realizarmos as ações caridosas e fraternas com completo desinteresse material e moral, isto é, sem exigir nada em troca e sem pedir reconhecimento, reciprocidade, gratidão ou retribuição.
• Conquistar a humildade, pois ela é inseparável de quem realiza as boas ações empregando as riquezas materiais disponíveis e distribuindo gratuitamente as bênçãos materiais, morais e espirituais que lhe foram cedidas por Deus em confiança e como fiel depositário;

Além disso, sem a humildade na alma:
• Não há a condição essencial para que a nossa alma seja admitida e desfrute da felicidade prometida aos eleitos do Senhor em companhia das potências que reinam nos céus.
• Não há a nossa proximidade, nem aliança com Deus.
• Não há o atendimento dos Seus desígnios, das Suas Leis e vontades.
• Não há a pureza de coração, as qualidades pessoais e o bom uso dos recursos intelectuais e morais que são os nossos verdadeiros e imperecíveis tesouros.
• Não há a nobreza espiritual e moral que leva nossa alma ao aproveitamento das oportunidades que aprimoram ainda mais o nosso modo de ser, sentir, pensar e agir.
• Não há a prática da caridade que nos aproxima dos irmãos de jornada evolutiva, melhora as condições de vida dos semelhantes e ameniza as provas difíceis, que são indispensáveis à evolução intelectual e moral da alma que caminha para Deus.
• Não há o cumprimento consciente e espontâneo dos compromissos assumidos com Deus, os semelhantes e a própria consciência.
• Não há a promoção, sem interesse material, do bem, da fraternidade e da solidariedade.

Portanto, aplicando em todas as circunstâncias da vida as orientações acima acerca da humildade, conseguimos conquistar o verdadeiro progresso, a paz na consciência, a felicidade decorrente do cumprimento dos deveres materiais, espirituais e morais e os bons resultados da disseminação do bem e da melhoria das condições de vida de todos.
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DATAS DA PUBLICAÇÃO NESTE MESMO BLOG DOS ARTIGOS CONTENDO AS PRINCIPAIS LIÇÕES CONTIDAS NOS CAPÍTULOS ANTERIORES DE “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”:
27/fev/2009 = Prefácio e Introdução.
12/maio/2009 = Cap. I: Não vim destruir a Lei.
01/set/2009 = Cap. II: Meu reino não é deste mundo.
01/abril/2010 = Cap. III: Há muitas moradas na casa de meu Pai.
04/ago/2010 = Cap. IV: Ninguém pode ver o reino de Deus, se não nascer de novo.
28/junho/2011 = Cap. V: Bem-aventurados os aflitos.
10/novembro/2011 = Cap. VI: O Cristo Consolador.

quinta-feira, 15 de março de 2012

"O LIVRO DOS MÉDIUNS": MANIFESTAÇÕES INTELIGENTES














IMAGEM: Hermance Dufaux. Caroline Baudin, Julie Baudin, Ruth Céline Japhet e Hermance Dufaux atuaram como extraordinárias médiuns de manifestações inteligentes dos Espíritos, no início da codificação do Espiritismo por Allan Kardec.

PRINCIPAIS LIÇÕES CONTIDAS EM “O LIVRO DOS MÉDIUNS”, SEGUNDA PARTE, CAPÍTULO III: MANIFESTAÇÕES INTELIGENTES

Geziel Andrade

As manifestações inteligentes dos Espíritos foram substituindo gradativamente as suas manifestações físicas, caracterizadas por ruídos, movimentos e deslocamentos de corpos sólidos, principalmente de mesas.

Os fenômenos dessas mesas girantes foram o ponto de partida da Doutrina Espírita.

Mas, logo em seguida à produção dos fenômenos das mesas girantes, os Espíritos começaram a dar provas de inteligência, vontade livre e voluntária, intenção definida e capacidade de responder ao pensamento.

Ora, todo efeito inteligente tendo necessariamente uma causa inteligente, levou os observadores dos fenômenos a concentrarem sua busca na descoberta da causa inteligente que os produzia.

Era incontestável que as mesas girantes moviam-se, levantavam-se e davam pancadas, sob a influência de um ou de muitos médiuns, obedecendo a uma determinação firme.

A mesa podia, sem mudar de lugar, se erguer alternativamente sobre o pé que lhe fosse indicado para, em seguida, cair batendo um número determinado de pancadas, respondendo a uma pergunta.

Outras vezes, a mesa, sem o contato de pessoa alguma, passeava sozinha pelo aposento, indo para a direita ou para a esquerda, para diante ou para trás, executando movimentos diversos, conforme as ordens dos assistentes da reunião.

A mesa, por meio de pancadas, ou de estalidos produzidos em seu interior, produzia efeitos inteligentes, como a imitação dos rufos de um tambor; do disparo da fuzilaria de um pelotão ou de um canhoneiro; do ranger de uma serra; dos golpes de um martelo; do ritmo de diferentes árias, etc.

Então, deduziu-se que se a inteligência oculta podia produzir esses fenômenos, certamente, poderia também responder às perguntas que lhe fossem feitas.

E, de fato, a mesa passou a responder perguntas, por um sim, por um não, dando o número de pancadas que se convencionava para um caso ou para o outro caso.

Como as respostas dadas pela mesa através desse método eram muito restritas, surgiu a ideia de fazer-se que a mesa indicasse as letras do alfabeto, para que fossem compostas palavras e frases.

Então, essas manifestações dos Espíritos passaram a ser obtidas à vontade por milhares de pessoas e em todos os países, não deixando dúvida sobre a natureza inteligente delas.

Além disso, constatou-se que os fenômenos das mesas não decorriam da inteligência do médium, do interrogante ou mesmo dos assistentes.

Era evidente que as respostas às perguntas, obtidas através dos movimentos das mesas, quase sempre se achavam em oposição formal às ideias dos assistentes; fora do alcance intelectual do médium e eram dadas em línguas ignoradas por este, referindo-se a fatos desconhecidos por todas as pessoas presentes na reunião.

Exemplos disso eram incontáveis. Um deles ocorreu num navio da marinha imperial francesa, estacionado nos mares da China, onde os marinheiros e até o estado-maior se ocupavam em fazer que as mesas falassem.

Certo dia, tiveram a ideia de evocar o Espírito de um tenente que pertencera à guarnição do mesmo navio e que morrera havia dois anos.

O Espírito veio, deu várias comunicações através de pancadas, enchendo todos de espanto. Além disso, disse:
“Peço-vos instantemente que mandeis pagar ao capitão a soma de ... (indicava a cifra), que lhe devo e que lamento não ter podido restituir-lhe antes de minha morte.”

Ninguém conhecia o fato. O próprio capitão se esquecera desse débito porque era mínimo. Mas, procurando nas suas contas, encontrou uma nota da dívida do tenente, de importância exatamente idêntica à que o Espírito indicara.

Então se torna inevitável a pergunta: Do pensamento de quem podia essa indicação ser o reflexo?

O processo de obtenção de comunicações com os Espíritos através de pancadas alfabéticas dadas pelas mesas foi aperfeiçoado; mas mesmo assim esse meio continuava a ser muito moroso.

Apesar disso, algumas comunicações de certa extensão foram obtidas, contendo interessantes revelações sobre o mundo dos Espíritos.

Foram os próprios Espíritos que indicaram outros meios de aperfeiçoamento das comunicações, levando às escritas mediúnicas.

As primeiras escritas dos Espíritos foram obtidas adaptando-se um lápis ao pé de uma mesa leve, colocada sobre uma folha de papel.

Posta a mesa em movimento pela influência de um médium começou a traçar caracteres, depois palavras e frases.

Esse processo foi simplificado gradualmente pelo emprego de mesinhas do tamanho de uma mão, construídas expressamente para isso.

Em seguida, foram utilizadas cestas, caixas de papelão e até simples pranchetas.

Com isso, a escrita saía tão corrente, tão rápida e tão fácil como a feita com a mão.

Um pouco mais tarde, reconheceu-se que todos os objetos utilizados não passavam de apêndices, de verdadeiras lapiseiras, que podiam ser dispensáveis, se o médium segurasse o lápis com a sua própria mão.

Forçada a um movimento involuntário, a mão do médium escrevia sob o impulso imprimido pelo Espírito, sem qualquer interferência da vontade ou do pensamento do médium.

A partir de então, as comunicações de além-túmulo se tornaram sem limites, como o é a correspondência habitual entre os vivos.

Esses fatos levaram os observadores a reconhecer, sem qualquer dúvida, a intervenção inteligente dos Espíritos.

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CONSIDERAÇÕES DO AUTOR DESTE ARTIGO
Allan Kardec participou, pela primeira vez, numa reunião dos fenômenos das mesas girantes, em maio de 1855, na casa da senhora Plainemaison.

Ali, viu pessoalmente as mesas que giravam, saltavam e corriam em tais condições que não deixam lugar para qualquer dúvida sobre a realidade dos fenômenos. Assistiu ainda a alguns ensaios muito imperfeitos de escrita mediúnica, numa ardósia, com o auxílio de uma cesta.

Então, decidiu estudar a fundo os fenômenos, para identificar as suas causas verdadeiras. Assim, passou a frequentar as reuniões que eram realizadas na casa da senhora Plainemaison.

Nessas reuniões, conheceu a família Baudin que realizava também sessões regulares de comunicação com os Espíritos em seu próprio ambiente doméstico.

Pelo interesse que Allan Kardec demonstrava no estudo dos fenômenos espíritas, foi convidado para assistir as sessões que eram realizadas na casa da família Baudin. Assim, tornou-se nelas um frequentador muito assíduo.

As duas filhas do senhor Baudin, Caroline, de 16 anos de idade, e Julie, de 14 anos de idade, serviam de médiuns nas reuniões, prestando-se à produção de uma grande variedade de manifestações dos Espíritos.

Nessas sessões na casa do senhor Baudin, Allan Kardec convenceu-se da veracidade das comunicações dos Espíritos; da imortalidade da alma e da sua sobrevivência à morte do corpo material, já que os Espíritos são as almas dos homens que morreram; e que em suas comunicações inteligentes, os Espíritos podem responder às perguntas que lhes forem dirigidas, dar conselhos oportunos e revelar as suas condições de vida no mundo dos Espíritos.

Então, Allan Kardec passou a levar para as reuniões perguntas previamente elaboradas para obter dos Espíritos a solução para inúmeros problemas até então insolúveis nos campos da filosofia, da psicologia e da vida no mundo espiritual.

As perguntas complexas apresentadas por Allan Kardec eram respondidas pelos Espíritos com sabedoria, clareza, precisão, profundeza e lógica.

Então, Allan Kardec teve a idéia de reunir num livro as suas perguntas e as respostas dadas pelos Espíritos, para a instrução das pessoas em geral.

Além de frequentar as reuniões espíritas na casa do senhor Baudin, Allan Kardec passou também a ir nas reuniões sérias que eram realizadas na casa do senhor Roustan, tendo a senhorita Ruth Céline Japhet, de 18 anos de idade, como médium para as manifestações inteligentes dos Espíritos.

Nessas reuniões, Allan Kardec encontrou um campo propício para o desenvolvimento de suas pesquisas; para propor questões espinhosas aos Espíritos; e aprimorar o conteúdo do livro que tinha em mente elaborar e publicar. Nesse sentido, a extraordinária mediunidade da senhorita Japhet prestou-se de forma formidável e confiável.

Mesmo assim, Allan Kardec decidiu colher as respostas de muitos outros Espíritos para as suas questões, através de diferentes médiuns. Para isso, frequentou inúmeras reuniões espíritas, conhecendo muitos médiuns.

Entre os médiuns que se prestavam às manifestações inteligentes dos Espíritos, Allan Kardec conheceu a médium senhorita Hermance Dufaux, que possuía apenas quatorze anos de idade.

Ela havia psicografado o primeiro livro espírita escrito por um Espírito. Tratava-se do livro “História de Joana D’Arc ditada por ela mesma à senhorita Hermance Dufaux”.

Allan Kardec, na “Revista Espírita” de março de 1858, publicou um artigo informando aos leitores a existência de outro livro espírita: “Confissões de Luís XI –História de sua vida-, ditada por ele mesmo à senhorita Hermance Dufaux”. Esse livro foi escrito em apenas 15 dias, formando um grosso volume.

As obras publicadas por Allan Kardec, a partir de então, reuniram provas incontestáveis da enorme variedade e grandiosidade das manifestações inteligentes dos Espíritos, através de diferentes médiuns.

Com o passar do tempo, as manifestações inteligentes dos Espíritos foram deixando para trás as suas manifestações físicas.

Allan Kardec, a respeito disso, escreveu o seguinte na “Revista Espírita” de julho de 1867:
“Um outro sinal de progresso não menos característico é a pouco importância que, por toda a parte, os adeptos, mesmo nas classes menos esclarecidas, ligam aos fatos de manifestações extraordinárias.”
“Se efeitos desse gênero se produzem espontaneamente, constata-se-os, mas não se comovem, não os procuram e, ainda menos, tratam de os provocar.”
“Apegam-se pouco àquilo que apenas satisfaz aos olhos e à curiosidade.”
“O objetivo sério da doutrina, suas consequências morais, os recursos que ela pode oferecer para alívio do sofrimento, a felicidade de reencontrar parentes ou amigos que se perdeu, conversar com eles, escutar conselhos que vêm dar, constituem o objetivo exclusivo e preferido das reuniões espíritas.”
“Mesmo no campo e entre os artífices, um poderoso médium de efeitos físicos seria menos apreciado que um bom médium escrevente dando, por comunicações raciocinadas, a consolação e a esperança. O que se busca na doutrina é, antes de tudo, o que toca o coração.”
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CAPÍTULOS ANTERIORES DE “O LIVRO DOS MÉDIUNS”

As principais lições contidas nos Capítulos anteriores de “O Livro dos Médiuns” foram publicadas neste mesmo blog nas seguintes datas:
13/fevereiro/2009 = INTRODUÇÃO.
24/abril/2009 = CAP. I: EXISTEM ESPÍRITOS?
05/agosto/2009 = CAP II: O MARAVILHOSO E O SOBRENATURAL.
02/março/2010 = CAP. III: MÉTODO.
14/julho/2010 = CAP. IV: SISTEMAS.
26/abril/2011 =SEGUNDA PARTE, CAP. I: AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA.
19/outubro/2011 = SEGUNDA PARTE, CAP. II: MANIFESTAÇÕES FÍSICAS E MESAS GIRANTES.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

PRINCIPAIS LIÇÕES CONTIDAS EM "O LIVRO DOS ESPÍRITOS": RETORNO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL















PRINCIPAIS LIÇÕES CONTIDAS EM “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”, SEGUNDA PARTE, CAPÍTULO III: RETORNO DA VIDA CORPÓREA À VIDA ESPIRITUAL

Geziel Andrade

1 – A ALMA APÓS A MORTE

No instante da morte do corpo material, a alma retorna ao mundo dos Espíritos, de onde havia saído temporariamente para progredir em termos intelectuais e morais.

Assim, a alma conserva a sua individualidade após a morte e jamais a perde.

Com a perda do corpo material, a alma constata a sua individualidade pela manutenção de seu corpo fluídico, chamado de perispírito, que é formado com elementos sutis da atmosfera do planeta e tem a mesma aparência da sua última encarnação.

Ao deixar a vida material, em decorrência da morte, a alma leva consigo a lembrança dos acontecimentos e dos atos praticados, experimentando o desejo de ir para um mundo melhor.

Após ter entrado no mundo espiritual, essa lembrança que leva da sua vida corpórea é cheia de doçura ou de amargor, segundo o emprego bom ou mal que deu à sua jornada terrena.

Quanto mais elevada e pura for a alma, menos se prende às coisas materiais que deixou na Terra e mais rapidamente compreende a futilidade delas.

As comunicações que os Espíritos podem manter com os homens, através de médiuns, atestam a imortalidade, a sobrevivência e a individualidade da alma após a perda do seu envoltório corporal.

Essas comunicações dos Espíritos revelam sua inteligência, suas qualidades próprias, a consciência do eu e uma vontade distinta.

Efetivamente, os Espíritos são seres individuais e distintos porque são bons ou maus, sábios ou ignorantes, felizes ou desgraçados. Assim, apresentam-se aos homens alegres ou tristes, levianos ou sérios, etc.

Os Espíritos dão ainda aos homens provas de sua individualidade quando:
• Revelam sua identidade através de sinais incontestáveis;
• Recordam detalhes pessoais relativos à sua vida terrena, os quais podem ser constatados;
• E manifestam-se tais quais foram, quando de suas aparições.

Portanto, a vida do Espírito é eterna. Já a sua vida corpórea é transitória.

A morte apenas promove a volta da alma à vida eterna.

2 – SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO MATERIAL

A morte do corpo material não causa sofrimento para a alma que vê chegar ao fim o seu exílio na vida corpórea.

A morte promove o desprendimento da alma do seu corpo transitório, pois rompe os liames que a retinham na vida material.

Mas, esse desprendimento ocorre gradualmente. Então, o Espírito vai se desprendendo pouco a pouco, à medida que os liames se soltam.

Dessa forma, para a alma, a morte é apenas a destruição do corpo material. Ela se separa do corpo com a cessação da vida orgânica; mas leva consigo o seu perispírito que a ligava ao corpo e que se soltou.

A lentidão com que se processa o desprendimento da alma do seu corpo material é variável segundo cada indivíduo.

Para a alma que praticou o bem e as virtudes na vida material, o processo de libertação é bastante rápido, podendo ocorrer mesmo na agonia, com o corpo material mantendo apenas a vida orgânica.

Já para a alma que se prendeu às coisas materiais e à sensualidade, o desprendimento é mais demorado, podendo durar, às vezes, alguns dias, semanas e até mesmo meses.

Esse desprendimento lento é devido à afinidade criada entre o perispírito e o corpo material, em razão da preponderância que a alma deu às coisas materiais.

Dessa forma, quanto mais a alma estiver identificada com as coisas materiais, mais sofrerá para se separar do corpo material.

No caso específico de morte por suicídio, esse desprendimento é, geralmente, bastante complicado.

Quando o Espírito que fez o mal durante a vida terrena se vê no mundo dos Espíritos, sente-se envergonhado de o haver feito.

Já para a alma que cultivou as atividades intelectuais e morais e que manteve os pensamentos elevados, o desprendimento começa mesmo durante a sua vida corpórea, a ponto de ser quase instantâneo.

Essa alma, quando sente que os liames que a prendem ao corpo material estão se desprendendo, emprega seus esforços para apressar a sua libertação.

Uma vez parcialmente separada da vida material, consegue antever o seu futuro e gozar por antecipação do estado de Espírito.

E a alma do homem justo se sente aliviada por não recear na nova fase da vida nenhum olhar perquiridor.

Uma vez no mundo dos Espíritos, a alma reencontra as pessoas que conheceu na vida material e que morreram antes dela, segundo a afeição que reciprocamente mantiveram.

Quase sempre, os Espíritos amigos vêm recebê-la na sua volta ao mundo dos Espíritos e a ajudam a se libertar das faixas da matéria.

A alma que retorna à vida espiritual reencontra muitos amigos que tinha perdido de vista durante a sua passagem pela vida material. Vê também os Espíritos que se encontram na vida espiritual e pode ainda visitar os Espíritos que se encontram encarnados.

Cada tipo de morte do corpo material causa um impacto diferente no momento do desprendimento da alma.

Na morte violenta, o perispírito estando fortemente ligado ao corpo material e as forças vitais estando bastante ativas, os liames que unem o envoltório material ao perispírito são mais tenazes e o desprendimento completo torna-se mais lento.

3 – PERTURBAÇÃO ESPÍRITA

Em seguida à morte do corpo material, a alma, geralmente, não tem consciência imediata de si mesma. Ela fica perturbada por algum tempo.

Mas, a duração dessa perturbação depende da elevação moral da alma.

Quando ela já se depurou e se desprendeu das coisas materiais durante a sua vida corpórea, reconhece-se quase imediatamente. A perturbação que se segue à morte do corpo material nada tem de penosa para a alma do homem de bem que mantém a sua consciência pura.

Por outro lado, a alma do homem que se prendeu às coisas materiais e não manteve a consciência pura conserva por muito mais tempo a impressão da matéria.

Dessa forma, a alma que compreende antecipadamente as realidades da vida espiritual experimenta menor perturbação com a morte do corpo material e entende mais depressa a sua nova posição; mas são a prática do bem e a pureza de consciência que reduzem a duração dessa perturbação decorrente da morte.

Portanto, toda alma que deixa o seu corpo material em decorrência da morte precisa de algum tempo para se reconhecer na vida espiritual. Tanto a lucidez das ideias, quanto a memória do passado voltam à medida que a influência da matéria vai se extinguindo.

Nos casos de morte violenta, por suicídio, suplício, acidente, apoplexia, ferimentos, etc, a alma tem maior dificuldade em aceitar e reconhecer que o seu corpo material morreu. Ela mantém a ilusão de que continua na vida corporal.

Somente depois do completo desprendimento do Espírito, reconhece o seu novo estado; compreende que não mais faz parte do mundo dos vivos; continua a pensar, a ver e a escutar; e se percebe num corpo sutil semelhante ao que deixou na Terra.

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CONSIDERAÇÕES DO AUTOR DESTE ARTIGO

O Espiritismo faz uma clara distinção entre o universo material, no qual a alma entra com o nascimento do seu corpo transitório obtido pela lei da reprodução, e o universo espiritual, no qual foi criada por Deus e para o qual retorna com a morte após ter cumprido a sua jornada evolutiva.

Assim, o Espiritismo mostra que o homem não é apenas um corpo material perecível. É formado também pela alma imortal, que detém todas as faculdades intelectuais e morais em permanente processo de desenvolvimento; e pelo perispírito, que é o seu corpo espiritual, que inclusive a permite unir-se ao seu envoltório corporal durante a sua vida terrena.

Com os princípios do Espiritismo, aprendemos a:
• Fazer um bom uso da vontade e do livre-arbítrio na vida corporal para cumprir adequadamente a programação evolutiva;
• Progredir escolhendo as atividades intelectuais e morais nobres que garantem a ascensão na hierarquia espiritual, que é a verdadeira;
• Suportar com coragem, resignação, esperança e confiança em Deus as missões, provas, tribulações e sofrimentos da vida terrena, pois são experiências que educam e aprimoram a alma imortal;
• Praticar as virtudes e o bem em observância às Leis de Deus para o indispensável crescimento moral;
• Ter desapego das coisas materiais e da sensualidade para evitar os condicionamentos e as influências nefastas da matéria e não comprometer a evolução da alma;
• Manter os sentimentos e pensamentos elevados para melhorar o mundo íntimo e manter as atitudes, condutas e ações elevadas;
• Ter a preocupação de registrar na memória apenas bons atos praticados conscientemente com a realização das boas obras;
• E conservar a consciência pura pelo cumprimento honesto e responsável dos deveres morais e pela prática da justiça, do amor e da caridade.

Com isso, atingimos o verdadeiro objetivo da vida material; alcançamos o rápido desprendimento da alma do corpo material, independentemente do que possa causar a sua morte; passamos de modo breve pela perturbação que se segue à morte, sendo apenas um sono leve com um despertar feliz; obtemos a libertação, a volta da lucidez e o reconhecimento na vida espiritual sob o amparo dos Espíritos bons, amigos e familiares; e experimentamos de modo sereno, alegre e feliz a continuidade da vida da alma após o seu retorno ao mundo espiritual, mantendo atividades nobres.

Allan Kardec, em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, deu ao Espiritismo as bases cristãs que permitem ao homem conquistar o progresso religioso e moral e os méritos que lhe garantem desfrutar das bem-aventuranças na continuidade da vida da sua alma no reino dos céus.

E no livro “O Céu e o Inferno”, detalhou os aspectos do retorno da alma à vida espiritual, demonstrando:
• A situação dos Espíritos de todas as classes na hierarquia espiritual;
• Como o perispírito desempenha o papel de agente da justiça divina ao permitir com que cada alma receba de forma justa na vida espiritual segundo as suas próprias obras terrenas;
• Como a perturbação que se segue à morte do corpo material varia bastante, dependendo do grau de evolução moral e espiritual de cada alma que desencarna;
• A enorme variedade de ocorrências que as almas experimentam em função de seus méritos ou vícios, classificando os Espíritos como felizes, de condição mediana, sofredores, suicidas, criminosos arrependidos e endurecidos no mal;
• As fases que a alma enfrenta com o despertar na vida espiritual, após a perturbação, passando pela: visão do próprio corpo material inerte; reencontro com os amigos e familiares já falecidos; revisão de todos os fatos que marcaram a sua jornada na vida corporal; constatação da forma humana e aparência da última encarnação no perispírito; melhoria das percepções; satisfação decorrente do cumprimento dos deveres morais; arrependimento e sofrimentos decorrentes da prática do mal; entendimento das expiações sofridas na vida terrena em função dos erros cometidos em vidas passadas; e aceitação das atividades incessantes que precisam ser mantidas na vida eterna.

Dessa forma, temos todos os mistérios da vida da alma após a morte do corpo material desvendados, com base nas revelações concordes feitas pelos próprios Espíritos, através de diferentes médiuns.

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CAPÍTULOS ANTERIORES DE “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”

Os artigos com as principais lições contidas nos Capítulos anteriores de “O Livro dos Espíritos” foram publicadas neste mesmo blog e podem ser consultadas nas seguintes datas:
Introdução = 30/janeiro/2009.
Prolegômenos = 09/abril/2009.
Capítulo I: Deus = 07/julho/2009.
Capítulo II: Elementos Gerais do Universo = 08/fevereiro/2010.
Capítulo III: Criação = 18/junho/2010.
Capítulo IV: Princípio Vital = 09/setembro/2010.
2ª. Parte, Cap. I: Dos Espíritos = 01/abril/2011.
2ª. Parte, Cap. II: Encarnação dos Espíritos = 04/outubro/2011.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

OS ANIMAIS SOB O ENFOQUE ESPÍRITA















OS ANIMAIS SOB O ENFOQUE ESPÍRITA

Geziel Andrade

O acervo literário do Movimento Espírita enriqueceu-se, em 2011, com o lançamento do livro interessante e muito bem elaborado intitulado “O Evangelho dos Animais”.

A autoria desse livro é da médium Sandra Denise Calado e da psicografia da Equipe Espiritual da ASSEAMA: Associação Espírita Amigos dos Animais, com sede em São Paulo-SP, (www.asseama.com.br).

Trata-se de um estudo aprofundado das questões complexas que envolvem a existência da alma nos animais, a sua sobrevivência à morte do corpo material e o seu destino determinado por Deus.

O trabalho extenso foi elaborado de forma habilidosa, propiciando ao leitor momentos agradáveis e instrutivos de leitura, bem como reflexões sérias acerca das criaturas no contexto amplo da grandeza, justiça e obra do Criador.

O livro tem base sólida na análise detalhada que efetua dos princípios e ensinamentos contidos nas obras de Allan Kardec, Léon Denis e em alguns livros dos Espíritos Emmanuel, André Luiz e Joanna de Ângelis, dentre outros.

O estudo aborda com muita propriedade, através de diálogos didáticos e instrutivos mantidos entre os personagens do enredo, assuntos interessantes e complexos, com o fim de ressaltar as soluções espíritas para as questões intrincadas relativas à espiritualidade dos animais e as suas características e capacidades, envolvendo principalmente sentimentos, emoções, comportamentos inteligentes, controle dos instintos, capacidade de aprendizado, possibilidade de comunicação e relacionamento através de sons, sinais e linguagem rudimentares, certo discernimento e certa vontade, tomada de decisão simples e liberdade de escolha e ação.

O livro abre a nossa consciência para a razão da existência, a imortalidade e a estrada evolutiva que a alma do animal está percorrendo para alcançar a humanidade num futuro bem distante.

Em função disso, conscientiza-nos a auxiliar a alma dos animais em sua jornada evolutiva, ao dedicarmos-lhes respeito, entendimento, amparo, compaixão, benevolência, trabalhos educativos e, sobretudo, amor.

O livro levanta ainda alguns temas relevantes com enorme perspicácia e bom senso, permitindo-nos assumir posições claras sobre:
• As faculdades existentes na alma imortal dos animais;
• A importância do combate severo à caça, aprisionamento, crueldade, maltrato, abandono, experimentos dolorosos, extermínio e matança;
• A melhoria nas relações com os seres primitivos da Natureza com a prática da responsabilidade, piedade e bondade;
• O emprego digno e respeitoso dos animais superiores nas atividades humanas, propiciando-lhes aprendizado e evolução;
• O acesso mais fácil aos recursos da medicina veterinária para curar as doenças, socorrer, proteger e aliviar as dores e os sofrimentos;
• As opções de alimentação com a dieta carnívora ou a dieta a base de vegetais, dentro das teorias do carnivorismo ou do vegetarianismo.
• A dedicação dos bons Espíritos para com as almas dos animais quando encarnam, suportam a experiência carnal e desencarnam;
• Os renascimentos sucessivos das almas das criaturas primitivas criadas por Deus, para que o princípio inteligente se aprimore e evolua, até que sofra a transformação que o torna Espírito e entre no período da humanidade, deixando para trás a fase da animalidade.

Enfim, o livro é muito importante e exige uma leitura atenta e raciocinada, para que as contribuições prestadas sejam bem avaliadas e assimiladas em seu objetivo de aprofundar e aclarar os princípios do Espiritismo a respeito da dinâmica que envolve a vida imortal e a evolução da alma dos animais.

Sem qualquer dúvida, a leitura desse livro eleva o estado de nossa consciência acerca da espiritualidade nos animais, nos permitindo melhorar as condutas perante essas criaturas de Deus que estão ainda percorrendo os estágios da infância espiritual.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

JERÔNIMO MENDONÇA RIBEIRO E O "HINO A ALLAN KARDEC"



JERÔNIMO MENDONÇA RIBEIRO E O “HINO A ALLAN KARDEC”
Trabalho realizado em conjunto por Alex S. C. Guimarães, Geziel Andrade e Hélio Dias da Silva

Trabalho divulgado simultaneamente nos blogs:
www.alexscguimaraes.blogspot.com

www.gezielandrade-espiritismo.blogspot.com

O vídeo da execução da música executada pelo Coral foi postado, além desses blogs, também no Youtube: link:

http://www.youtube.com/watch?v=K2eU2dv1JvQ&feature=email

NOTA: Veja, no final deste artigo, o vídeo da execução do "Hino a Allan Kardec", pelo Coral da Mocidade Espírita de Mogi Mirim Alcides Hortêncio, com arranjo de Maria Angela Marchioro Finazzi, em outubro de 2004, em comemoração aos 200 anos do nascimento de Allan Kardec.

SOBRE JERÔNIMO MENDONÇA RIBEIRO
Jerônimo Mendonça Ribeiro nasceu em Ituiutaba-MG, no dia 01 de novembro de 1939, na família simples de Altino Mendonça e Antonia Olímpia de Jesus.

Passou a ter uma atuação notável no Movimento Espírita, desde jovem, quando se tornou espírita, após ter conhecido os princípios do Espiritismo.

Mesmo suportando as complicações no estado de saúde, decorrentes de uma artrite reumatóide progressiva, a partir dos 18 anos de idade, que o obrigou a usar muletas, cadeira de rodas e ficar imobilizado numa cama ortopédica, não se sentiu impedido de se locomover e de trabalhar pelo ideal espírita.

Além disso, não se sentiu detido nem pela perda gradual da visão, que o deixou cego, e nem mesmo pelos crescentes problemas cardíacos.

Superando extremas limitações físicas e grandes dificuldades de todas as ordens, manteve sempre:
O bom ânimo, o bom humor, o riso e a alegria;
Jamais perdeu o gosto de conversar e de dar bons conselhos;
Continuou com afinco os seus estudos do Espiritismo;
Manteve a frequência assídua em reuniões espíritas;
Aceitou fazer palestras espíritas, mesmo tendo que viajar para cidades distantes;
Fundou Centros Espíritas e uma Creche;
E escreveu diversos livros.

Em função disso, foi apelidado por amigos e ficou conhecido como “O Gigante Deitado”.

Jerônimo Mendonça Ribeiro desencarnou na cidade em que nasceu, em 26 de novembro de 1989, deixando exemplos de vida e um legado importante para o Movimento Espírita.

Nesta oportunidade, estamos divulgando o artigo abaixo, que mostra o gosto que Jerônimo Mendonça Ribeiro tinha pela música “Hino a Allan Kardec”.

Em complemento a isso, estamos apresentando também a partitura dessa música, a letra da música e a execução da mesma pelo Coral da Mocidade Espírita de Mogi Mirim Alcides Hortêncio.

Esperamos, dessa forma, registrar o gosto que esse notável vulto do Espiritismo tinha pela música e pelo canto.

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HINO A ALLAN KARDEC: A MÚSICA QUE JERÔNIMO MENDONÇA RIBEIRO E AMIGOS GOSTAVAM DE CANTAR

Por HÉLIO DIAS DA SILVA

AS REUNIÕES ESPÍRITAS EM ITUIUTABA-MG
Nas reuniões espíritas que eram realizadas na casa do Bolivar Gomes Campos, na Avenida 13, esquina com a Rua 30, na cidade de Ituiutaba-MG, nos anos de 1958, 1959, 1960, 1961, participavam a Sra. Idalides e seu esposo Antonio Ribeiro, Sra. Aparecida e seu esposo Francisco, Sra. Lázara e sua filha Elza, Sra. Silas e seu marido Euclides, Srta. Leone Gonçalves, e outros companheiros como Jerônimo Tibúrcio Nogueira (Jeromão), o jovem Aramitan, Srta. Ruth Scobar, Jerônimo Mendonça Ribeiro, eu e alguns vizinhos cujos nomes no momento não consigo precisar.

Todas essas pessoas a quem me refiro fizerem parte, na época, das reuniões doutrinárias da União da Mocidade Espírita de Ituiutaba.

Esse grupo que se reunia na casa do Bolivar era muito unido e teve essa amizade construída nas reuniões da Mocidade Espírita de Ituiutaba.

As reuniões da Mocidade aconteciam aos domingos, às 09 horas da manhã, no Grupo Espírita Amor Fraterno, localizado na Av. 7, entre Ruas 16 e 18, cujo salão foi gentilmente cedido pelo seu presidente Gabriel da Rocha Galdino, um dos grandes mentores do Jerônimo Mendonça Ribeiro, na sua iniciação ao Espiritismo e pessoa de forte atuação no Movimento Espírita local.

O GOSTO PELA MÚSICA ESPÍRITA
Ninguém era músico, nem contávamos com a ajuda de qualquer instrumento musical.

A cantoria acontecia sempre após as reuniões espíritas do culto do Evangelho no lar, de maneira espontânea e natural.

Geralmente, quem puxava a cantoria eram, ora o Bolivar Gomes Campos, ora o Jerônimo Mendonça Ribeiro. Os dois eram os mais animados, os mais entusiastas e sempre puxavam a cantoria, enquanto os outros iam se juntando gradativamente.

Nem sempre as músicas eram espíritas. Outras composições como “Foi Deus Quem Fez Você” e “Chuá Chuá” eram cantadas quase todos os dias. Essas músicas não são espíritas, mas são bonitas e profundas, principalmente, “Foi Deus Quem Fez Você”. Desta música o Jerônimo Mendonça não participava, mas ouvia com muita atenção e respeito.

Eles tinham facilidade para iniciar a empolgação do grupo. Tinham voz mais afinada, cantavam melhor e mais bonito. As músicas espíritas “Alegria Cristã” e “Hino a Allan Kardec” ficavam muito bonitas quando havia a participação de todos.

Quando eles começavam a cantar, se juntavam todos naquele clima de alegria e verdadeira fraternidade.

As músicas que mais cantávamos eram realmente “Alegria Cristã” e o “Hino a Allan Kardec”.

OS LIVROS UTILIZADOS NAS REUNIÕES ESPÍRITAS
As reuniões espíritas na casa do Bolivar aconteciam todos os dias, às 18 horas. Nelas, o Jerônimo Mendonça tomava parte participando dos comentários, juntamente com o Bolivar e a Geni, sua esposa.

Outras pessoas presentes também participavam, manifestando opinião sobre o que entendiam do assunto tratado.

Os livros utilizados nas reuniões eram “O Evangelho Segundo O Espiritismo”, “O Livro dos Espíritos”, “Agenda Cristã” e outros de mensagens.

Esse hábito de oração foi cultivado pela família de Bolivar durante o tempo que morou em Ituiutaba.

A MUDANÇA DA FAMÍLIA DE BOLIVAR PARA GOIÂNIA
Quando mudei para Ituiutaba, em 1958, a família do Bolivar já morava nesse local, Av. 13, com a Rua 30, e lá permaneceu morando durante muitos anos.

O Bolivar era alfaiate e conhecido também como “Bolivar Alfaiate”.

Ele mudou para Goiânia em meados da década de 60, quando vendeu sua Alfaiataria e alguns imóveis que possuía em Ituiutaba.

A MUDANÇA NAS REUNIÕES ESPÍRITAS
Com essa mudança de Bolivar e sua família para Goiânia, houve mudança também em relação às reuniões espíritas que eram realizadas em sua casa.

Elas passaram a ser, semanalmente, em casas diferentes, de cada um dos membros da família, já que todas as irmãs da Geni, esposa do Bolivar, mudaram também para aquela capital, acompanhadas de seus maridos e filhos.

MINHA VISITA A GOIÂNIA
Quando estive em Goiânia, na casa do Bolivar, participei de uma de suas reuniões espíritas.

Foi uma emoção muito grande, porque revivia um sentimento e uma vibração que durante muitos anos foi o clima da nossa convivência na cidade de Ituiutaba.

Essa visita aconteceu em 1980, quando estive em Goiânia resolvendo assuntos profissionais.

Desculpe se não respondi a todas às indagações.
Um grande abraço!
Hélio Dias

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LETRA DO HINO A ALLAN KARDEC

Letra e Música de CECÍLIA AMARAL ABREU

PRIMEIRA VOZ:
Allan Kardec bom mestre,
Vimos teu nome exaltar.

SEGUNDA VOZ:
Allan Kardec bom mestre,
Vimos te exaltar.
PRIMEIRA VOZ:
Te imploramos numa prece
Proteção espiritual.

SEGUNDA VOZ:
Te imploramos numa prece
Proteção.

PRIMEIRA VOZ:
Batalhador da verdade,
Da seara do Senhor.

SEGUNDA VOZ:
Batalhador da verdade,
Da seara do Senhor.

PRIMEIRA VOZ:
Guia a pobre humanidade,
Pra paz, pro bem e o amor.

SEGUNDA VOZ:
Guia a pobre humanidade
Pra paz e o amor.

SEGUNDA PARTE DA MÚSICA
PRIMEIRA VOZ:
Glória, Glória Allan Kardec.
Sublime emblema de luz.

SEGUNDA VOZ: Glória, Glória,
Emblema de luz.

PRIMEIRA VOZ:
Glória, Glória Allan Kardec.
Que nossas almas conduz.

SEGUNDA VOZ:
Glória, Glória
Nossas almas conduz, conduz.

PRIMEIRA VOZ:
Salve, Salve Allan Kardec.
Mestre de exemplo e de amor.

SEGUNDA VOZ:
Salve, Salve Mestre de Amor.

PRIMEIRA VOZ:
Caminharemos seguindo
Teus passos até o Senhor.

SEGUNDA VOZ:
Caminharemos seguindo
Ao Senhor.

RETORNO AO INÍCIO DA MÚSICA
PRIMEIRA VOZ:
Kardec mestre altaneiro,
Exemplo de caridade.

SEGUNDA VOZ:
Mestre altaneiro,
Exemplo de caridade.

PRIMEIRA VOZ:
És o fiel timoneiro,
Da nossa felicidade.

SEGUNDA VOZ:
És timoneiro
Da nossa felicidade.

PRIMEIRA VOZ:
Caminharemos contentes,
Sempre firmes, sem temor.

SEGUNDA VOZ:
Caminharemos contentes,
Sem temor.

PRIMEIRA VOZ:
E um dia alcançaremos
As moradas do Senhor.

SEGUNDA VOZ:
Alcançaremos as moradas
Do Senhor.

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A EXECUÇÃO DO “HINO A ALLAN KARDEC”,
PELO CORAL DA MOCIDADE ESPÍRITA DE
MOGI MIRIM ALCIDES HORTÊNCIO,
OCORREU EM OUTUBRO DE 2004,
EM COMEMORAÇÃO AOS 200 ANOS DO
NASCIMENTO DE ALLAN KARDEC.

O ARRANJO É DE MARIA ANGELA MARCHIORO FINAZZI.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

EDUCAÇÃO PARA O BOM APROVEITAMENTO DO TEMPO














EDUCAÇÃO PARA O BOM APROVEITAMENTO DO TEMPO

Geziel Andrade

Já temos o bom hábito de avaliar, todo momento, nosso passado, presente e futuro; nosso ontem, hoje e amanhã; nosso antes, agora e depois; nosso pretérito, momento atual e porvir.

Mas, com a educação espírita, fazemos isso conscientes de que somos Espíritos imortais e perfectíveis, criados por Deus em um determinado momento do tempo infinito.

Desde então, estamos:
• Sujeitos à sucessão de acontecimentos, que nos propiciam conhecimento, experiência e desenvolvimento das faculdades;
• Submetidos à Lei de Causa e Efeito, que dá a cada um de nós de acordo com as nossas obras;
• E vinculados à Lei do Progresso incessante, que tudo modifica, transforma e aperfeiçoa.

Pelos Desígnios e pelas Vontades e Leis de Deus, como Filhos, estamos sempre caminhando para a perfeição intelectual, moral e espiritual, ora como homens em um mundo material, ora como Espíritos na vida espiritual, que é a verdadeira.

Assim, temos um passado longínquo e estamos vivendo o momento presente para chegar ao futuro glorioso estabelecido por Deus.

O próprio planeta Terra, que ora nos serve de habitação e escola, quando não de hospital, cumpre a sua escalada evolutiva no decorrer do tempo.

ONTEM: Mundo primitivo.
HOJE: Mundo de provas e expiações.
AMANHÃ: Mundo feliz.

Nas inúmeras reencarnações, na Terra ou em outros mundos habitados, contamos com o tempo, que é sempre a concessão divina valiosa que nos permite:
• Desenvolver as faculdades e as potencias da alma;
• Conquistar conhecimentos, experiências e habilidades;
• E aproximarmo-nos da perfeição espiritual, que atingiremos um dia, conforme determinação do Criador de todas as coisas.

ONTEM, passamos a infância espiritual na animalidade, governados pelos instintos, pelas necessidades materiais e pelos mecanismos automáticos das Leis de Deus, vencendo as primeiras etapas evolutivas, sem a consciência do destino venturoso que nos aguarda.

HOJE, na juventude espiritual:
• Trazemos no subconsciente as vivências e as conquistas intelectuais, morais e espirituais do passado;
• Exteriorizamos o que fizemos ontem de nós mesmos;
• Dilatamos a consciência acerca de Deus, de quem somos Filhos e do futuro grandioso que nos espera;
• Enfrentamos novas provas difíceis e cumprimos missões complexas visando o aprimoramento do mundo íntimo e a conquista de sempre melhores condições de vida;
• Empreendemos esforços para vencer principalmente as imperfeições morais e conquistar a sabedoria e o amor;
• Valorizamos os tesouros espirituais e a bagagem evolutiva, que vamos tornando repleta de virtudes e boas tendências;
• Atuamos no campo do bem e realizamos as boas atitudes, ações e obras para criar o futuro melhor;
• Percorremos de aprendizado em aprendizado, de qualidade nobre em qualidade nobre, de aprimoramento em aprimoramento, de conquista em conquista, de trabalho em trabalho visando a construção de um amanhã mais venturoso;
• Reunimos conhecimentos novos e conquistas imperecíveis para atingir o porvir feliz;
• Aproveitamos o tempo na edificação de um futuro mais saudável, alegre e feliz, pelo bom uso das faculdades da alma e pela semeadura do bem que garante a boa colheita do amanhã.

BEM MAIS À FRENTE, já amadurecidos e evoluídos em termos intelectuais e morais, na Espiritualidade Superior ou Angelitude, cumpriremos as tarefas reservadas por Deus para os Espíritos que já cumpriram a longa jornada evolutiva, desfrutando das bem-aventuranças.

LIÇÕES DE ALLAN KARDEC

Allan Kardec nos ensinou o seguinte a respeito do passado, do presente e do futuro:

“A vida terrena não passa de um ponto no longo percurso da alma, que é o ser pensante e essencial. Ela possui uma existência que remonta a um passado longínquo e que se estende indefinidamente pelo futuro. A vida presente é uma necessidade para a alma realizar no mundo material as funções que lhe são designadas pela Providência e buscar o desenvolvimento de sua inteligência e o seu adiantamento moral e espiritual.” (“Revista Espírita”, de julho de 1862.)

“Cada existência corpórea representa para o Espírito uma ocasião de progredir, de obter um acréscimo de experiência e de instrução, se souber se conduzir bem.” (Questão 191 de “O Livro dos Espíritos”.)

LIÇÕES DOS BONS ESPÍRITOS

Aqui no Brasil, os bons Espíritos nos enviaram, através de diferentes médiuns, as seguintes lições acerca do bom aproveitamento que devemos fazer hoje do tempo:

“Ontem, retaguarda. Hoje, oportunidade adequada a corrigir falhas havidas e executar o serviço à frente. Amanhã, o porvir.” (Emmanuel/F.C. Xavier, no Cap. 67 do “Livro da Esperança”.)

“Agora é o momento decisivo para fazer o bem. A boa semente plantada agora é garantia da produção valiosa no porvir.” (Emmanuel/F.C.Xavier, no Cap. 119 do livro “Fonte Viva”.)

“O ontem ter-nos-á trazido a luz da experiência. O amanhã decerto que nos sugere luminosa esperança. A melhor oportunidade, entretanto, não se chama ontem, nem amanhã. Chama-se hoje. Hoje é o dia.” (Emmanuel/F.C.Xavier, no Cap. 1 do livro “Estude e Viva”.)

“O passado passou, não se muda. É preciso construir o presente e o futuro”. (Espírito Patrícia, no livro “Vivendo no Mundo dos Espíritos”, psicografia de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho.)

“Será o amanhã, segundo idealizamos hoje, tanto quanto hoje é o reflexo de ontem. Por isso, devemos centralizar as energias na direção dos objetivos que nos propomos alcançar.” (Espírito Ismael Souto, na mensagem “Tudo é Atração”, psicografia de F.C.Xavier.)

“Não basta o contentamento de apenas hoje. É preciso saber se estamos pensando, sentindo, falando e agindo para que o nosso regozijo de agora seja também regozijo depois.” (André Luiz/ Waldo Vieira, no Cap. 2 do livro “Estude e Viva.)

A EDUCAÇÃO ESPÍRITA LEVANDO-NOS HOJE AO INDISPENSÁVEL BOM APROVEITAMENTO DO TEMPO

Em decorrência das lições acima sobre o bom aproveitamento do tempo, a educação espírita conscientiza-nos acerca do grandioso contexto em que estamos inseridos na condição de Espíritos imortais, criados por Deus.

Além disso, educa-nos eficientemente para fazermos hoje o bom aproveitamento do tempo que antecipa o nosso amanhã feliz.

Para tanto, educa-nos para:
• O bom uso da vontade e do livre-arbítrio, colocando a nosso favor os mecanismos das Leis do Progresso e de Causa e Efeito;
• A realização das boas obras que garantem o nosso crescimento intelectual, moral e espiritual e a consequente vitória na vida;
• A acumulação dos recursos pessoais que edificam um futuro radiante com as próprias boas ações;
• A semeadura das boas sementes no campo fértil do relacionamento e da convivência com os semelhantes para colhermos os bons frutos agora e no porvir;
• O emprego dos minutos e das horas na conquista das virtudes que ficam permanentemente na alma gerando o bem-estar e a felicidade;
• O cumprimento das obrigações e dos deveres morais, para que a consciência esteja em harmonia com as Leis de Deus e não tenhamos que gastar tempo em expiações e reparações dolorosas;
• O aproveitamento das oportunidades que o trabalho e o estudo nos oferecem para o progresso e a construção do porvir próspero e venturoso que Deus destinou para nós.

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NOTA: ARTIGOS ANTERIORES DESTA SÉRIE SOBRE A EDUCAÇÃO ESPÍRITA PUBLICADOS NESTE MESMO BLOG EM:

26/out/2008 = Educação para a Fraternidade.

12/dez/2008 = Educação para o Trabalho.

11/jun/2009 = Educação para Ser Útil.

01/out/2009 = Duas Asas da Educação Espírita.

04/jan/2010 = Roteiro para a Educação da Alma.

26/maio/2010 = Educação da Vontade.

05/nov/2010 = Educação para a Paz.

20/maio/2011 = Educação para Lidar com os Cascalhos.

12/set/2011 = Educação para o Desperdício Zero.