quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A EDUCAÇÃO E O DOMÍNIO DA VONTADE




A EDUCAÇÃO E O DOMÍNIO DA VONTADE

Geziel Andrade

1 - A VONTADE DE DEUS

          Jesus nos ensinou que a Vontade de Deus é soberana.

Por isso, disse em sua prece do Pai Nosso:    “Seja feita a tua Vontade, assim na terra como nos céus”.

Ainda, em Mateus, Cap. 7, vers. 21 a 23, encontramos o ensino de Jesus que diz:     “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! Entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”.

Em João, Cap. 4, vers. 34, afirmou: “O meu alimento é fazer a vontade Daquele que me enviou e realizar a Sua obra”.


2 – A VONTADE DE DEUS EM “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”

          Allan Kardec obteve dos Espíritos superiores a seguinte resposta sobre a Vontade de Deus, na Questão 38 de “O Livro dos Espíritos”:

          “Como Deus criou o universo?”

          “-Para me servir de uma expressão corrente: por sua Vontade. Nada exprime melhor essa vontade todo-poderosa do que estas belas palavras do Gênese: “Deus disse: Faça-se a luz, e a luz foi feita”.


3 – A VONTADE DE DEUS EM LIÇÃO DO ESPÍRITO EMMANUEL

          O Espírito Emmanuel, no livro “Mensagens Esparsas”, psicografado por Chico Xavier, nos ensina o seguinte a respeito da submissão que devemos ter à Vontade de Deus:

          “Coloca a Vontade Divina acima de teus desejos e a Vontade Divina os aproveitará.”

          Portanto, tudo na Obra de Deus está subordinado à Sua Vontade, expressa nas Leis sábias e justas que criou.

Cumprindo essas Leis pela prática do bem e das virtudes, progredimos na vida e alcançamos a felicidade imperecível.


4 – O SURGIMENTO DA VONTADE NO PRINCÍPIO INTELIGENTE

          Com a Questão 593 de “O Livro dos Espíritos”, aprendemos que:
          “A individualização do princípio inteligente é marcada, sobretudo, pelo surgimento da vontade.”

          Portanto, o princípio inteligente se individualiza com o despontar da vontade. Porém, ainda bastante condicionada à satisfação das necessidades materiais e principalmente ao atendimento dos instintos de proteção, alimentação e reprodução.

          Mas, o princípio inteligente, pelos Desígnios de Deus, está num longo processo de desenvolvimento dos germens das faculdades herdadas do Pai Eterno, através das sucessivas reencarnações em mundos materiais.

Então, a vontade do princípio inteligente vai se tornando cada vez mais complexa, aprimorada, educada e controlada, para que um dia entre na humanidade, após a longa caminhada evolutiva durante a sua infância espiritual.   


5 - A VONTADE NO HOMEM

Allan Kardec nos ensinou, na “Revista Espírita” de dezembro de 1868, que:

          “A vontade não é atributo especial do Espírito: é o pensamento chegado a um certo grau de energia; é o pensamento tornado força motriz.”

“É pela vontade que o Espírito imprime aos membros e ao corpo movimentos num determinado sentido.”

“Mas se ele tem a força de agir sobre os órgãos materiais, como não deve ser maior esta força sobre os elementos fluídicos que nos cercam!”    

Portanto, com a vontade, o ser inteligente e pensante, que está temporariamente encarnado num corpo material para evoluir, age sobre a matéria orgânica e inorgânica, visível e invisível, com vistas ao seu incessante progresso intelectual e moral.

Esse processo permanente de desenvolvimento dos atributos do Espírito está, portanto, sempre condicionado à vontade, que vai se manifestando em função dos pensamentos gerados.

Assim, o pensamento é força viva que nos impulsiona à realização da vontade. Por isso, deve ser educada pelo nosso ser espiritual para que consiga viver melhor.

          Por ser a vontade uma das principais potências da alma, ela determina em muito o nosso destino feliz ou infeliz.


6 - A VONTADE ATUANDO SOBRE OS FLUIDOS ESPIRITUAIS

Allan Kardec nos ensinou, na “Revista Espírita” de março de 1865, que:
         
“A vontade dá aos fluídos espirituais que nos cercam qualidades boas e saudáveis ou más e doentias.”

Além disso, no item 131 de “O Livro dos Médiuns”, Allan Kardec nos orientou que:

“Com a vontade, podemos agir sobre a matéria elementar e, portanto, modificar as propriedades das coisas dentro de certos limites.”

“Assim se explica a faculdade de curar pelo contato e a imposição das mãos, que algumas pessoas possuem num elevado grau.”

Portanto, com a nossa vontade, impulsionada pelo poder do pensamento, não atuamos apenas sobre a matéria densa. Podemos também modificar os fluidos espirituais que nos cercam, dando-lhes as qualidades boas que nos mantêm saudáveis.

Nisso está o segredo do destino bom que criamos com a educação e o domínio da vontade.


7 – AS INFLUÊNCIAS DOS ESPÍRITOS BONS OU MAUS SOBRE O NOSSO PENSAMENTO E CONSEQUENTEMENTE SOBRE AS NOSSAS VONTADES E AÇÕES

          Allan Kardec, na Questão 459 de “O Livro dos Espíritos”, perguntou aos Espíritos superiores:

          “Os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações?”

          “-Nesse sentido a sua influência é maior do que supondes, porque muito frequentemente são eles que vos dirigem.”

          Dessa forma, não estamos sujeitos apenas às influências dos nossos pensamentos e das nossas vontades; nem dos homens que nos cercam.

Vivemos também sob as influências dos Espíritos bons ou maus, que atraímos em função de nossas qualidades intelectuais e morais e ações.

Os Anjos da guarda e os Espíritos protetores e familiares são atraídos por nós mesmos para nos inspirar e orientar na prática do bem, visando o nosso progresso e a nossa felicidade.

Já os Espíritos ainda imperfeitos, que, por carência de qualidades morais, não conseguiram se elevar da crosta da Terra e vivem nas regiões inferiores da vida espiritual, são atraídos por nós mesmos. Então exercem influências nocivas para nos conduzir aos vícios e crimes, para nos tornarem infelizes da mesma forma que o são.   


8 – A VIGILÂNCIA SOB OS PENSAMENTOS E A VONTADE

Com a vigilância sob o nosso mundo íntimo, geramos os bons pensamentos que se transformam em vontades nobres e ações elevadas.

Então, sendo prudentes e cautelosos, conseguimos distinguir com clareza as influências dos homens e Espíritos, sejam elas boas ou más.

Com o livre-arbítrio orientado pela vontade educada, seguimos sempre o bom caminho, alcançando o bem-estar.


9 – COMO REPELIR A MÁ INFLUÊNCIA ESPIRITUAL OU UMA VONTADE INCONVENIENTE       

Os Espíritos superiores, na Questão 470 de “O Livro dos Espíritos”, nos ensinaram que:

“Nenhum Espírito recebe a missão de fazer o mal; quando ele o faz, é pela sua própria vontade, e conseqüentemente terá de sofrer as consequências.”

          Portanto, está em nossas mãos gerar os pensamentos, as vontades e ações boas, para sentirmos as consequências dos bons atos praticados. Cada ação de ter a sua consequência avaliada previamente.

Se a nossa educação moral mantém o pensamento e a vontade sob a vigilância da consciência iluminada pelo Bem, certamente as nossas ações serão sempre boas, atraindo as influências dos homens e Espíritos que querem o nosso sucesso.


10 – O USO DA VONTADE PARA CONQUISTAR AS VIRTUDES E COMBATER OS VÍCIOS

          O Espírito Hahnemann, no Capítulo IX de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, nos ensinou que:

          “Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito.”

“Assim, ele pode modificar o que se relaciona com o Espírito, quando dispõe de uma vontade firme.”

“O poder da vontade opera transformações verdadeiramente miraculosas. O homem só permanece vicioso porque o quer, mas aquele que deseja corrigir-se sempre o pode fazer.”

          Portanto, educando o senso moral, o nosso pensamento e a nossa força de vontade, combatemos os vícios e conquistamos as virtudes. Assim, elevamos a alma na hierarquia moral e espiritual e alcançamos as bem-aventuranças nas vidas presente e futura.


11 – O DOMÍNIO DA VONTADE

          Léon Denis nos ensinou, no Capítulo 32 do livro “Depois da Morte”, que:

          “A vontade é a faculdade soberana da alma, a força espiritual por excelência, e pode mesmo dizer-se que é a essência da sua personalidade.”

          Com a educação moral que leva ao domínio do pensamento e da vontade exercemos o livre-arbítrio de forma correta, saindo da mediocridade e caminhando para um caráter nobre e uma personalidade elevada.

Léon Denis nos ensinou ainda, no Capítulo I do livro “O Problema do Ser, do Destino e Dor”, que:

“A alma humana é uma vontade livre e soberana”.

É graças a essa vontade forte que operamos o nosso livre-arbítrio para colocar a Lei de Causa e Efeito a nosso favor, colhendo benefícios.


12 - A VONTADE EXPRESSANDO O NOSSO MUNDO ÍNTIMO

          Léon Denis nos ensinou ainda, no livro “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, que:

          “Através da vontade, demonstramos o que guardamos dentro de nós mesmos.”

          Portanto, basta analisarmos os nossos pensamentos e as nossas vontades, para sabermos o que temos guardado de bom ou de ruim em nosso mundo íntimo: em sentimentos e valores mentais.


13 - O DIRECIONAMENTO DA NOSSA VONTADE PARA O BEM

          Léon Denis nos alertou, no Capítulo 32 do livro “Depois da Morte”, que:

          “Tudo pode a vontade exercida no sentido do bem e de acordo com as leis naturais.”

          Portanto, em função do que guardamos em nosso mundo íntimo, exercemos o nosso livre-arbítrio. E, direcionando-o para a prática do bem e a realização das boas obras, recebemos inevitavelmente as consequências dos bons desejos, das decisões sábias, atitudes elevadas e realizações nobres.


14 - A VONTADE DEFININDO O NOSSO DESTINO:

          Léon Denis nos ensinou ainda, no Capítulo 32 do livro “Depois da Morte”, que:

          “Para regular o nosso adiantamento, preparar o nosso futuro, fortificarmo-nos ou nos rebaixarmos, é bastante fazer uso da vontade.”

          Portanto, quando usamos a nossa vontade para obter a educação moral e cumprir a Lei do Bem, promovemos o adiantamento intelectual e moral. Então, preparamos um futuro ou destino feliz que tanto almejamos.


14 - A VONTADE AGINDO INCLUSIVE SOBRE O CORPO ESPIRITUAL (PERISPÍRITO)

          Léon Denis nos ensinou, no livro “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, que:

          “A vontade pode atuar com intensidade sobre o corpo fluídico, ativar-lhe as vibrações e, por esta forma, apropriá-lo a um modo cada vez mais elevado de sensações, prepará-lo para mais alto grau de existência.”

          Portanto, sendo constituídos de Espírito, perispírito e corpo material, quando agimos com uma vontade nobre, agimos muito além do que a nossa vista alcança. Agimos também sobre os elementos espirituais que determinam em muito as nossas condições de vida, tanto na Terra, quanto no Além.


16 - A VONTADE DE VIVER

          Léon Denis nos ensinou, no livro “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, que:

          “A vontade de viver, de desenvolver em nós a vida, atrai-nos novos recursos vitais.”

          Portanto, cabe-nos cultivar também a vontade de viver. Fazendo isso, valorizamos as incontáveis bênçãos concedidas por Deus e fortalecemos em nós mesmos a vitalidade. Assim, geramos os pensamentos bons que nos permitem usufruir adequadamente dos recursos materiais e espirituais que sustentam a nossa evolução na vida.


17 - A ELEVAÇÃO DO ESPÍRITO IMPULSIONA A VONTADE

          Léon Denis nos ensinou, no Capítulo 32 do livro “Depois da Morte”, que:

          “O poder da vontade sobre os fluidos é acrescido com a elevação do Espírito.”

          Portanto, qualquer elevação do Espírito, obtida com a educação intelectual e moral, melhora a nossa vontade. Isso nos leva a pensar e desejar agir sempre de modo elevado, atuando sobre os elementos visíveis e invisíveis que nos cercam. Assim, garantimos a prosperidade e a satisfação de viver.


18 – OS BENEFÍCIOS DA VONTADE EDUCADA PARA PRATICAR O BEM 

Léon Denis nos ensinou, no livro “O Problema do Ser, do Destino e da Dor”, que:

“O uso persistente, tenaz, da faculdade soberana da vontade permite-nos modificar a nossa natureza, vencer todos os obstáculos, dominar a matéria, a doença e a morte.”

          Portanto, cabe-nos investir na educação para fazer sempre bom uso da vontade pela prática do bem, para obtermos benefícios perenes, que acompanham a nossa alma na continuidade da vida além da matéria densa.


19 – REAFIRMAÇÃO DA IMPORTÂNCIA DA VIGILÂNCIA EXERCIDA SOBRE A VONTADE E OS PENSAMENTOS

O Espírito Ismael Souto, na mensagem “Tudo é Atração”, psicografada por Chico Xavier, nos recomenda o seguinte:

          “Vigie o pensamento e a vontade, para que se desenvolvam e marchem dentro dos moldes do ilimitado bem e jamais se arrependerá.”

          Portanto, não há outro conselho moral e espiritual melhor do que manter a vigilância sobre os pensamentos e as vontades.

Assim, jamais conheceremos remorsos, arrependimentos, consciência pesada e expiações dos erros cometidos. Conduzindo-os para o campo do bem, mantemos os nossos atos e ações grandiosos, obtendo boas consequências materiais e espirituais.


20 – O ESFORÇO PARA DOMINAR A MÁ VONTADE

O Espírito Emmanuel, no livro “Pão Nosso”, psicografado por Chico Xavier, nos orienta que:

          “Pela simples má-vontade pode o homem rolar indefinidamente ao precipício das trevas. Caminhando prudentemente pela simples boa-vontade a criatura alcançará o Divino Reino da Luz.”

          Portanto, devemos cultivar sempre a boa-vontade para fazer o bem aos semelhantes e a nós mesmos. Assim, caminhamos para o Reino da Luz que Deus criou além da matéria densa.


21 - AS BOAS COMPANHIAS EM FUNÇÃO DA VONTADE NOBRE

          O Espírito André Luiz, no livro “Libertação”, psicografado por Chico Xavier, nos ensina que:

          “Quando a criatura busca manejar a própria vontade, escolhe a companhia que prefere e lança-se ao caminho que deseja.”

          Portanto, cabe-nos direcionar a nossa vontade para a realização do bem. Assim, atraímos e selecionamos as boas companhias, dos homens e dos Espíritos, que nos mantêm nos bons caminhos da vida.


22 – A VONTADE DIRECIONADA PARA A AUTOEDUCAÇÃO

O Espírito Alberto Seabra, no livro “Vozes do Grande Além”, de psicografia de Chico Xavier, nos ensina que:

          “A inteligência humana, encarnada ou desencarnada, pode contribuir, pelo poder da vontade, na educação ou na reeducação de si própria, selecionando os recursos capazes de lhe favorecerem o aperfeiçoamento.”       

          Portanto, com a vontade educada e direcionada para a conquista do progresso intelectual e moral, vencemos as nossas fraquezas e deficiências íntimas, obtendo o aperfeiçoamento que nos conduz à grandeza espiritual e às bem-aventuranças.


23 – A VONTADE DETERMINANDO O DESTINO

          O Espírito André Luiz, no livro “Sol nas Almas”, psicografado por Chico Xavier, nos ensina que:

          “A vontade é a alavanca do destino.”

          Portanto, saibamos usar essa alavanca poderosa para obter o bem-estar imperecível que tanto queremos.
         
          Já o Espírito Emmanuel, no Cap. 57 do livro “O Espírito da Verdade”, nos orienta que:   

          “A vontade é sagrado atributo do Espírito, dádiva de Deus a nós outros para que decidamos, por nós, quanto à direção do próprio destino.”

Ainda, o Espírito Emmanuel, no “Livro da Esperança”, psicografado por Chico Xavier, nos alerta que:

          “A Sabedoria do Universo colocou a vontade em nosso foro íntimo, à guisa de juiz supremo, a fim de que a vontade, em última instância, decida todas as questões que se nos referem à construção do destino.”

          Portanto,    existe uma relação direta entre a vontade e o destino. Assim, nós mesmos temos o poder de determinar o destino feliz que queremos, em função do bom emprego da vontade, que determina os atos e suas consequências.

Cuidando para que as nossas vontades sejam sempre boas, edificamos um destino feliz, tanto na vida terrena, quanto na vida futura no Além.


24 – A VONTADE GOVERNANDO AS FORÇAS MENTAIS E MANTENDO A HARMONIA DO ESPÍRITO

O Espírito Emmanuel, no livro “Pensamento e Vida”, psicografado por Chico Xavier, nos ensina que:

          “A vontade é o leme de todos os tipos de força, pois governa todos os setores da ação mental. Só a vontade é suficientemente forte para sustentar a harmonia do Espírito.”

Portanto, o poder da vontade é ilimitado, ao atuar tanto sobre as nossas faculdades, quanto sobre as nossas forças íntimas.

Usando essa poderosa energia em benefício próprio e dos semelhantes, sustentamos inclusive a harmonia do Espírito.


25 - A VONTADE DETERMINANDO O ESTADO DE SAÚDE

O Espírito Joanna de Ângelis, no livro “Triunfo Pessoal”, psicografado por Divaldo P. Franco, nos ensina que:

“Sem a vontade bem direcionada, não há vida saudável.”

“É a vontade que nos permite transformar instintos em sentimentos; hábitos doentios em saúde; e conquistar a beleza e concretizar os ideais humanos.”

Além disso, o Espírito Joanna de Ângelis, no livro “Momentos de Felicidade”, psicografado por Divaldo P. Franco, nos alerta que:

“Possuis todos os recursos ao alcance da vontade.”

“Canalizando-a para o bem ou para o mal, fruirás saúde ou doença”.

Dessa forma, o estado de saúde que desfrutamos depende fundamentalmente do uso que fazemos da nossa vontade.

Conscientes disso, devemos tomar as medidas profiláticas necessárias ao nosso bem-estar físico, mental e espiritual.


26 - ORIENTAÇÕES ESPÍRITAS PARA O BOM USO DO PENSAMENTO E DA VONTADE
         
·       Tenha esperança, disposição e vontade de viver, conhecendo o objetivo elevado da vida terrena determinado por Deus. Assim, buscamos a educação, os conhecimentos e as virtudes que nos permitem trabalhar, estudar e agir para vencer as missões e provas evolutivas.
·       Fortaleça a vontade de vencer os vícios, de corrigir as imperfeições morais e de eliminar as deficiências de caráter. A força de vontade é invencível ao promover as mudanças positivas que aprimoram o nosso mundo íntimo e criam o destino feliz que queremos.
·       Direcione a vontade para cumprir a Lei do bem. Sendo úteis às pessoas que nos cercam, conquistamos os aliados que precisamos para vencer e prosperar na vida e ao realizar o bem beneficiamo-nos com a Lei de causa e efeito.
·       Mantenha firme a vontade de trabalhar e de estudar, aconteça o que acontecer. Com o passar do tempo, os bons resultados aparecerão sob a forma de engrandecimento das condições de vida.
·       Exerça vigilância sobre a vontade. Com prudência e cautela tomamos as decisões sensatas e sábias, que criam o destino feliz que buscamos.
·       Impulsione a vontade no sentido de conviver e se relacionar bem com os semelhantes no lar, no trabalho e na sociedade. É assim que melhoramos a auto-estima, conquistamos a amizade, confiança, respeito e liberdade de agir no sentido de alcançar a prosperidade material e espiritual e o bem-estar, tanto na vida presente, quanto na vida futura da alma.


sábado, 19 de julho de 2014

O ESPIRITISMO DESVENDANDO OS MISTÉRIOS SOBRE O PERISPÍRITO









O ESPIRITISMO DESVENDANDO OS MISTÉRIOS SOBRE O PERISPÍRITO

Allan Kardec, com base nos ensinamentos concordes dos Espíritos, obtidos através de diferentes médiuns, nos ensinou que somos constituídos de 3 elementos:
1.    A alma imortal, que possui todas as faculdades intelectuais e morais, acumula conhecimentos e experiências e desenvolve habilidades extraordinárias, principalmente através da pluralidade das suas existências materiais.
2.    O perispírito, que é o envoltório permanente da alma, também conhecido como corpo espiritual. Esse envoltório da alma determina as possibilidades de ação do Espírito na vida espiritual. É ele que permite também a ligação da alma ao corpo material, possibilitando a sua encarnação temporária, para que possa evoluir e progredir na hierarquia espiritual.
3.    O corpo material, obtido pela alma através dos seus pais terrenos, pelas Leis da reprodução e hereditariedade. Esse corpo transitório permite à alma agir e atuar no mundo material, por um curto ou longo período de tempo, com vistas ao seu progresso intelectual e moral e a evolução do planeta na hierarquia dos mundos materiais habitados.

Dessa forma, o perispírito é conhecido como o corpo fluídico do Espírito, que o acompanha sempre, esteja ele encarnado ou desencarnado.

Para mostrar como o Espiritismo conseguiu desvendar os mistérios do perispírito, vamos recorrer a alguns depoimentos dos próprios Espíritos, feitos através de diferentes médiuns, em diversas épocas e localidades.

Através desses depoimentos vamos constatar facilmente como o perispírito retrata as conquistas morais e espirituais de cada Espírito; e como descortina a complexidade da Obra de Deus, levando-nos a profundas reflexões sobre o amplo contexto em que estamos inseridos, com a imortalidade da alma e a vida material. 

As nossas atitudes elevadas e boas obras, estejamos encarnados ou desencarnados, determinam o grau de sutileza do nosso perispírito. Isso estabelece naturalmente a nossa posição ou situação tanto na vida terrena, quanto na vida espiritual, em cumprimento às Leis Divinas.

O perispírito, sempre refletindo cada atitude e ação do Espírito encarnado ou desencarnado, é um retrato vivo de seus méritos e créditos espirituais e morais; um balanço dos feitos já realizados,  acumulados na contabilidade da Justiça de Deus.

Portanto, é muito importante conhecermos e estarmos conscientes acerca das características e propriedades do perispírito, a seguir apresentadas.

O perispírito, ao determinar as nossas condições de vida, onde quer que estejamos, é instrumento da Justiça Divina, que dá a cada um de nós de acordo com as nossas próprias obras.


1 – O ESPÍRITO, O PERISPÍRITO E O CORPO MATERIAL ESTÃO INTEGRADOS DE TAL FORMA, QUE OS ESTADOS DOENTIOS DE UM DELES PODEM SE PROPAGAR E TER REFLEXOS SOBRE OS OUTROS.

(REVELAÇÕES FEITAS ESPONTANEAMENTE PELO ESPÍRITO MOREL LAVALLÉE, ATRAVÉS DO MÉDIUM DESLIENS, E CONTIDAS NA “REVISTA ESPÍRITA” DE FEVEREIRO DE 1867:)

“Se a doença ou desordem orgânica procede do corpo, os medicamentos materiais, sabiamente empregados, bastarão para restabelecer a harmonia geral.”

“Se a perturbação vier do perispírito, no caso de tratar-se de uma modificação do princípio fluídico que se acha alterado, será preciso uma modificação em relação com a natureza do órgão perturbado, para que as funções possam retomar seu normal.”

“Se a doença proceder do Espírito, não se poderá empregar, para combatê-la, outra coisa senão uma medicação espiritual.”

(REVELAÇÕES SOBRE AS DOENÇAS ESPIRITUAIS FEITAS PELO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ E CONTIDAS NO LIVRO “OBREIROS DA VIDA ETERNA”, Cap. 1:)

“Atuando nos centros do perispírito, por vezes efetuamos alterações profundas na saúde dos pacientes, alterações essas que se fixam no corpo somático, de maneira gradativa.”

“Grandes males são assim corrigidos, enormes renovações são assim realizadas.” 

“O corpo físico é mantido pelo corpo espiritual a cujos moldes se ajusta e, desse modo, a influência sobre o organismo sutil é decisiva para o envoltório de carne, em que a mente se manifesta.”

2 - O PERISPÍRITO ESTÁ EM PERMANENTE INTERAÇÃO COM O ESPÍRITO E O CORPO MATERIAL, BENEFICIANDO OU PREJUDICANDO O ESTADO DE SAÚDE DE AMBOS.

(REVELAÇÕES SOBRE AS INFLUÊNCIAS DO PERISPÍRITO SOBRE O ESTADO DE SAÚDE, FEITAS PELO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ E CONTIDAS NO LIVRO “MISSIONÁRIOS DA LUZ”, CAP. 19:)

“O organismo perispiritual pode absorver elementos de degradação que lhe corroem os centros de força, com reflexos sobre as células materiais.”

“Se a mente da criatura encarnada ainda não atingiu a disciplina das emoções; se a mente alimenta paixões que a desarmonizam com a realidade, pode, a qualquer momento, intoxicar-se com as emissões mentais daqueles com quem convive e que se encontrem no mesmo estado de desequilíbrio.”

“Às vezes, semelhantes absorções constituem simples fenômenos sem maior importância; todavia, em muitos casos, são suscetíveis de ocasionar perigosos desastres orgânicos.”

“Isto acontece, mormente quando os interessados não têm vida de oração, cuja influência benéfica pode anular inúmeros males.”


3 - O PERISPÍRITO DESLIGA-SE PARCIALMENTE DO CORPO MATERIAL DURANTE O SONO. PORÉM, ELE FICA PRESO AO CORPO FÍSICO POR UM CORDÃO FLUÍDICO, PERMITINDO AO ESPÍRITO ENTRAR EM RELAÇÃO MAIS DIRETA COM A VIDA ESPIRITUAL, QUE É A SUA VIDA VERDADEIRA.

(REVELAÇÕES SOBRE O ESTADO DO ESPÍRITO DURANTE O SONO DO CORPO MATERIAL, FEITAS PELO ESPÍRITO DR. VIGNAL E CONTIDAS NA “REVISTA ESPÍRITA” DE MARÇO DE 1860:)

“Como vos disse, a relação entre o meu corpo em Sully e o meu Espírito aqui é estabelecida pelo cordão fluídico. (...)  Diferencio o meu estado de Espírito pelo cordão fluídico.”

(REVELAÇÕES SOBRE O DESPRENDIMENTO DO ESPÍRITO DE SEU CORPO MATERIAL DURANTE O SONO, FEITAS PELO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ E CONTIDAS EM DIVERSOS LIVROS:)

“Eram os amigos encarnados a se valerem do desprendimento parcial pelo sono físico, que se reuniam a nós aproveitando o auxílio de entidades generosas e dedicadas.” (Os Mensageiros - Cap. 38.)

“Naturalmente, não podereis guardar plena recordação desta hora, em retomando o envoltório carnal, em virtude da deficiência do cérebro, incapaz de suportar a carga de duas vidas simultâneas...” (No Mundo Maior - Cap. 2.)

“Quando o corpo terrestre descansa, nem sempre as almas repousam. Na maioria das ocasiões, seguem o impulso que lhes é próprio. Quem se dedica ao bem, de um modo geral continua trabalhando na sementeira e na seara do amor, e quem se emaranha no mal costuma prolongar no sono físico os pesadelos em que se enreda...” (Nos Domínios da Mediunidade - Cap. 24.)


4 – É O PERISPÍRITO DO ESPÍRITO QUE PERMITE ELE AGIR SOBRE O PERISPÍRITO DOS MÉDIUNS, PARA QUE CONSIGA MANIFESTAR-SE DE MODO INTELIGENTE E COMUNICAR-SE COM OS HOMENS, REVELANDO O SEU GRAU DE EVOLUÇÃO.

(REVELAÇÕES FEITAS PELOS ESPÍRITOS ERASTO E TIMÓTEO SOBRE A AÇÃO QUE OS ESPÍRITOS EXERCEM SOBRE O PERISPÍRITO DOS MÉDIUNS, CONTIDAS NO ITEM 225 DE “O LIVRO DOS MÉDIUNS”:)

“O nosso perispírito, agindo sobre o perispírito daquele que mediunizamos, só tem de lhe impulsionar a mão que serve de porta-canetas ou porta-lápis.” (...) “Isso graças à afinidade existente entre o nosso perispírito e o do médium que nos serve de intérprete.” (...) “Nosso envoltório fluídico, unindo-se, casando-se, combinando-se com o envoltório fluídico mais animalizado do médium, e cuja propriedade de expansão e de penetrabilidade escapa aos vossos sentidos grosseiros e é quase inexplicável para vós, permite-nos movimentar os objetos.”

 
5 – O ESPÍRITO AINDA PERVERSO E OBSESSOR ATINGE SUA VÍTIMA NA VIDA TERRENA, ATRAVÉS DE SEU PERISPÍRITO.

(REVELAÇÕES FEITAS PELO ESPÍRITO PEQUENA CÁRITA, SOBRE A AÇÃO DOS MAUS ESPÍRITOS SOBRE ALGUNS HOMENS, CONTIDAS NO ARTIGO “CURA DA JOVEM OBSEDADA DE MARMANDE”, CONTIDO NA “REVISTA ESPÍRITA” DE JUNHO DE 1864:)

“O Espírito que subjuga, penetra o perispírito do ser sobre o qual quer agir. O perispírito do obsedado recebe, como que um envoltório, o corpo fluídico do Espírito estranho, e, por esse meio, é atingido em todo o seu ser; o corpo material experimenta a pressão sobre ele exercida de maneira indireta.”

(REVELAÇÕES FEITAS PELO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ SOBRE A AÇÃO DO PERISPÍRITO DO ESPÍRITO SOBRE O PERISPÍRITO DE ALGUNS HOMENS, CONTIDAS EM DIVERSOS LIVROS:)

“Os Espíritos obsessores agarram-se instintivamente à organização magnética dos companheiros encarnados ainda na Crosta, viciando-lhes os centros de força, relaxando-lhes os nervos e abreviando o processo de extinção do tônus vital...” (Obreiros da Vida Eterna - Cap. 1.)

“Empenhada em combater aquela que considera inimiga, imanta-se a ela, através do veículo perispirítico, na região cerebral, dominando a complicada rede de estímulos nervosos e influenciando os centros metabólicos, com o que lhe altera profundamente a paisagem orgânica.” (Entre a Terra e o Céu - Cap. 3.)


6 – APÓS A MORTE DO CORPO MATERIAL, O PERISPÍRITO DO ESPÍRITO RECÉM-DESENCARNADO PRECISA SER DESLIGADO DO SEU ENVOLTÓRIO TERRENO.

(REVELAÇÕES SOBRE O PROCESSO DE DESENCARNAÇÃO DO ESPÍRITO, FEITAS PELO ESPÍRITO SRA. OWEN, CONTIDAS NO LIVRO “VIDA ALÉM DO VÉU”, EDIÇÃO FEB:)  

“A doente adormeceu, e o fio da vida foi cortado pelos nossos vigilantes amigos; em seguida, delicadamente, despertaram-na e ela encarou, sorrindo, o rosto benévolo que para ela se inclinava.”

(REVELAÇÕES SOBRE AS PROVIDÊNCIAS DE DESLIGAMENTO DO ESPÍRITO DE SEU CORPO MATERIAL TRANSITÓRIO, FEITAS PELO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ E CONTIDAS EM DIVERSOS LIVROS:)

“Dimas-desencarnado elevou-se alguns palmos acima de Dimas-cadáver, apenas ligado ao corpo através de leve cordão prateado, semelhante a um elástico sutil, entre o cérebro de matéria densa, abandonado, e o cérebro de matéria rarefeita do organismo liberto.” (...) “O Assistente deliberou que o cordão fluídico deveria permanecer até ao dia imediato, considerando as necessidades do ‘morto’, ainda imperfeitamente preparado para desenlace mais rápido.” (Obreiros da Vida Eterna - Cap. 13.)

“Depois da ação desenvolvida sobre o plexo solar, o coração e o cérebro, desatado o nó vital, Fábio fora completamente afastado do corpo físico. Por fim, brilhava o cordão fluídico-prateado, com formosa luz. Amparado pelo genitor, o recém-liberto descansava, sonolento, sem consciência exata da situação”. (...) “Porém, uma hora depois da desencarnação, Jerônimo cortou o apêndice luminoso.” (Obreiros da Vida Eterna - Cap. 16.)


7 – O PERISPÍRITO DO ESPÍRITO VIRTUOSO DESPRENDE-SE FACILMENTE DO CORPO MATERIAL, O QUE FACILITA MUITO O ANDAMENTO DA SUA DESENCARNAÇÃO E A SUA ADAPTAÇÃO À NOVA FASE DA SUA VIDA IMORTAL.

(REVELAÇÕES DO ESPÍRITO SAMUEL PHILIPPE, UM HOMEM DE BEM EM TODA A ACEPÇÃO DO TERMO, CONTIDAS NA  SEGUNDA PARTE DO LIVRO “O CÉU E O INFERNO”, DEPOIMENTO DE UM ESPÍRITO FELIZ:)

“A morte foi para mim como um sono, um sono tranquilo. Não tendo preocupações com o futuro, não me apeguei à vida. Não tive, por conseguinte, de me debater nos últimos instantes. A separação operou-se sem esforços, sem dor e sem que eu houvesse sequer me apercebido. Não sei quanto durou esse último sono; mas foi breve. O despertar foi tão calmo que contrastava com a minha situação anterior.”


8 - O PERISPÍRITO CONSERVA A MESMA FORMA E APARÊNCIA DO CORPO MATERIAL, AO QUAL ESTEVE LIGADO.  CONSERVA, PORTANTO, A APARÊNCIA MASCULINA OU FEMININA, DE CRIANÇA, JOVEM, ADULTO, VELHO, A COR E AS CARACTERÍSTICAS DE CADA RAÇA, PODENDO SER FACILMENTE RECONHECIDO.

(REVELAÇÕES SOBRE A APARÊNCIA DO PERISPÍRITO DO ESPÍRITO, FEITAS PELO SR. JOBARD, E CONTIDAS NO CAPÍTULO II: ESPÍRITOS FELIZES, DA SEGUNDA PARTE DO LIVRO “O CÉU E O INFERNO”:)

“Vós me veríeis com a aparência do Jobard que sentava à vossa mesa.”

(OUTRAS REVELAÇÕES DOS ESPÍRITOS SOBRE A FORMA E APARÊNCIA DO PERISPÍRITO, CONTIDAS NA “REVISTA ESPÍRITA”:)

“Não tenho mais o corpo que tanto me fez sofrer; mas tenho a sua aparência. (...) Já me viste muitas vezes em teus sonhos.” (Espírito Júlia, janeiro de 1858, artigo: “Mamãe, Aqui Estou!”.)

“Acho-me aqui sob a aparência de minha forma corpórea.” (Espírito Georges, janeiro de 1858, artigo: “Uma Conversão”.)

“Estou aqui sob a forma que tinha quando vivo”. (“O Tambor de Beresina”, julho de 1858.)

“Encontro-me sob minha última forma feminina.” (“Revista Espírita” de setembro de 1858, Espírito da senhora Schwabenhaus.)


9 - O PERISPÍRITO DO ESPÍRITO ELEVADO E BONDOSO REVELA NOTÁVEL REJUVENESCIMENTO NA VIDA ESPIRITUAL.

(REVELAÇÕES SOBRE O ESTADO DO PERISPÍRITO NA VIDA VERDADEIRA, CONTIDAS NO CAPÍTULO II - ESPÍRITOS FELIZES, NA SEGUNDA PARTE DE “O CÉU E O INFERNO”:)

“Como sou feliz! Não estou mais enfermo nem velho. Meu corpo era apenas uma vestimenta necessária. Sou jovem e belo, dessa eterna beleza juvenil dos Espíritos, em que as rugas jamais assinalam o rosto e os cabelos não embranquecem com o passar do tempo. Estou leve como o pássaro que atravessa em rápido vôo o horizonte de vosso céu nebuloso.” (Espírito Doutor Demeure.)

“Vi meu avô. Não tinha mais o aspecto macilento, mas um ar de frescura e mocidade. Estendi-lhe os braços e ele me estreitou efusivamente de encontro ao peito. Uma multidão de outras pessoas, de rosto sorridente, o acompanhava. Todas me acolheram com bondade e benevolência.” (Espírito Maurício Gontran.)


10 - O PERISPÍRITO APRESENTA-SE COBERTO OU VESTIDO COM ROUPAS NA VIDA ESPIRITUAL.

(DEPOIMENTOS DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ,  SOBRE AS ROUPAS DOS ESPÍRITOS:)

“Pela primeira vez, tive à frente dos olhos alguns cooperadores dos Ministérios da Elevação e União Divina, que me pareceram vestidos em brilhantes claridades.” (Nosso Lar - Cap. 42.)

“Um amigo espiritual, que reconheci de nobilíssima condição, pelas vestes resplandecentes, colocou a destra sobre a fronte da generosa viúva.” (Os Mensageiros - Cap. 35.)


11 - O PERISPÍRITO PRECISA DE ALIMENTAÇÃO.

(DEPOIMENTOS DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ,  SOBRE A ALIMENTAÇÃO DO PERISPÍRITO:):

“Desde então, só existe maior suprimento de substâncias alimentícias que lembram a Terra, nos Ministérios da Regeneração e do Auxílio, onde há sempre grande número de necessitados. Nos demais há somente o indispensável, isto é, todo o serviço de alimentação obedece a inexcedível sobriedade.” (Nosso Lar - Cap. 9.)

“Isso não quer dizer que somente nós, funcionários do Auxílio e da Regeneração, vivamos a depender de alimentos. Todos os Ministérios, inclusive o da União Divina, não os dispensam, diferindo apenas a feição substancial. Na Comunicação e no Esclarecimento há enorme dispêndio de frutos. Na Elevação, o consumo de sucos e concentrados não é reduzido, e, na União Divina, os fenômenos de alimentação atingem o inimaginável.” (...) “Quanto mais evolvido o ser criado, mais sutil o processo de alimentação.” (Nosso Lar - Cap. 18.)


12 - O PERISPÍRITO PRECISA DE REPOUSO E DO SONO PARA RECUPERAR AS SUAS ENERGIAS.

(DEPOIMENTOS DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ,  SOBRE O REPOUSO DOS ESPÍRITOS:)

“O Governador faz questão que descansemos, obriga-nos a férias periódicas, ao passo que ele mesmo quase nunca repousa, mesmo no que concerne às horas de sono. Parece-me que a glória dele é o serviço perene.” (Nosso Lar - Cap. 8.)

“Tobias pôs à minha disposição um apartamento de repouso, ao lado das Câmaras de Retificação, e aconselhou-me algum descanso. De fato, sentia grande necessidade do sono.” (Nosso Lar - Cap. 36.)

“Iríamos, pela primeira vez, cooperar a favor dos encarnados em geral. Nosso repouso noturno foi brevíssimo.” (Os Mensageiros - Cap. 14.)

“Os desencarnados, embora não se fatiguem como as criaturas terrestres, não prescindem da pausa de repouso.” (Os Mensageiros - Cap. 41.)

“—Possuo também minhas horas de repouso. Todavia, ainda não posso fruí-las em esfera mais alta. Desfruto-as nos campos da Crosta, respirando o ar puro e tonificante dos pomares e jardins silvestres.” (Obreiros da Vida Eterna, Cap. 5.)


13 - O PERISPÍRITO DENSO DO ESPÍRITO AINDA IMPERFEITO IMPEDE QUE ELE RECUPERE NATURALMENTE AS MEMÓRIAS DAS SUAS VIDAS PASSADAS, EXIGINDO PROVIDÊNCIAS TÉCNICAS PARA ISSO.

(DEPOIMENTOS DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ, SOBRE A RECUPERAÇÃO DAS MEMÓRIAS DE VIDAS PASSADAS:)

“Depois de longo período de meditação para esclarecimento próprio, e com surpresas indescritíveis, fomos submetidos a determinadas operações psíquicas, a fim de penetrar os domínios emocionais das recordações. Os Espíritos técnicos no assunto nos aplicaram passes no cérebro, despertando certas energias adormecidas... Ricardo e eu ficamos, então, senhores de trezentos anos de memória integral. Compreendemos, então, quão grande é ainda o nosso débito para com as organizações do planeta!...” (Nosso Lar – Cap. 21.)

“Os Espíritos, que na vida física atendem aos seus deveres com exatidão, retomam pacificamente os domínios da memória, tão logo se desenfaixam do corpo denso, reentrando em comunhão com os laços nobres e dignos que os aguardam na Vida Superior, para a continuidade do serviço de aperfeiçoamento e sublimação que lhes diz respeito...” (Ação e Reação – Cap. 2.)


14 -   O PERISPÍRITO DO ESPÍRITO SUPERIOR DESLOCA-SE COM MUITA FACILIDADE PELO ESPAÇO, PERCORRENDO GRANDES DISTÂNCIAS.

(DEPOIMENTOS DE DIVERSOS ESPÍRITOS  SOBRE A SUA CAPACIDADE DE LOCOMOÇÃO:)

“Hoje de todos os lados me chamam, não mais como outrora, para dar meus cuidados aos corpos doentes, mas para trazer alívio às doenças da alma. A tarefa é suave para desempenhar e com mais rapidez do que outrora chegava à cabeceira dos doentes, hoje atendo ao chamado das almas sofredoras. Posso mesmo – e isto nada tem de admirável para mim – transportar-me quase que instantaneamente de um a outro ponto, com a mesma facilidade com que o pensamento vai de um a outro assunto.” (Espírito Dr. Cailleux, na “Revista Espírita” de junho de 1866.)

“Aqui, em Nosso Lar, os habitantes mais elevados da colônia dispõem do poder de volitação; e nem todos precisam de aparelhos de comunicação para conversar a distância, por se manterem, entre si, num plano de perfeita sintonia de pensamentos.” (Nosso Lar - Cap. 50.)

“—Felizmente, temos as faculdades de volitação bastante adestradas. Raramente encontramos empecilhos vibratórios e podemos, por isso mesmo, agir com grande economia de tempo.” (Os Mensageiros - Cap. 30.)

“Da pequena cidade em que se localizava o primeiro visitado, dirigimo-nos ao Rio de Janeiro. Utilizávamos a volitação, prazerosos e felizes. Muito difícil descrever a sensação de leveza e alegria inerente a estado semelhante...” (Obreiros da Vida Eterna - Cap. 11.)

“A volitação depende, fundamentalmente, da força mental armazenada pela inteligência; importa, contudo, considerar que os vôos altíssimos da alma só se fazem possíveis quando à intelectualidade elevada se alia o amor sublime”. (No Mundo Maior - Cap. 17.)


15 – A CONDIÇÃO DO PERISPÍRITO DO ESPÍRITO SUPERIOR PERMITE QUE ELE LEIA OS PENSAMENTOS DOS HOMENS E DOS OUTROS ESPÍRITOS. DESSA FORMA, AS PRECES PODEM SER OUVIDAS E ATENDIDAS POR ELES.

(DEPOIMENTOS DE DIVERSOS ESPÍRITOS SOBRE A LEITURA DOS PENSAMENTOS:)

“Uma coisa que me surpreendeu, a princípio, foi o fato de nos compreendermos sem dizer palavra. Nossos pensamentos se transmitiam pelo simples olhar e como por uma espécie de penetração fluídica.” (Espírito Samuel Philippe, no Capítulo II - Espíritos Felizes, da Segunda Parte de “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec.)

“Eu posso ler no pensamento de vós todos e sou muito feliz.” (...) “O ar que vos envolve, impalpável como nós, os Espíritos, está marcado pelos vossos pensamentos; o vosso próprio hausto é, por assim dizer, a página escrita dos vossos pensamentos. Essas páginas são lidas e comentadas por Espíritos que constantemente se acercam de vós. São eles os mensageiros de uma telegrafia divina a que nada escapa.” (Espírito Sr. Sanson, no Capítulo II - Espíritos Felizes, da Segunda Parte de “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec.) 

“Quanto este mundo é diferente do nosso! Cada rosto é a reprodução exata dos sentimentos íntimos; nenhuma fisionomia mentirosa; impossível a hipocrisia; o pensamento se revela inteiramente ao olhar, benevolente ou malévolo, conforme a natureza do Espírito.” (“Revista Espírita”, de janeiro de 1867, mensagem do Espírito Leclerc, através do médium Desliens.)


16 – O GRAU DE DENSIDADE DO PERISPÍRITO, EM FUNÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS DO ESPÍRITO,  DEFINE A SUA SITUAÇÃO E AS SUAS CONDIÇÕES NA VIDA ESPIRITUAL.

(DEPOIMENTOS DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ,  SOBRE AS CONDIÇÕES DO PERISPÍRITO NA VIDA ESPIRITUAL:)

“Para as almas esclarecidas, já iluminadas de redentora luz, representa o corpo perispiritual uma ponte para o campo superior da vida eterna, o qual ainda não foi atingido por nós mesmos.”

“Para os Espíritos vulgares, é a restrição indispensável e justa; para as consciências culpadas, é cadeia intraduzível, pois, além do mais, registra os erros cometidos, guardando-os com todas as particularidades vivas dos negros momentos da queda.”

“O gênero de vida de cada um, no invólucro carnal, determina a densidade do organismo perispirítico após a perda do corpo denso.” (No Mundo Maior, Cap. 3.)

“Quanto mais nos avizinhamos da esfera animal, maior é a condensação obscurecente de nossa organização; e quanto mais nos elevamos, ao preço de esforço próprio, no rumo das gloriosas construções do Espírito, maior é a sutileza de nosso envoltório, que passa a combinar-se facilmente com a beleza, com a harmonia e com a luz reinante na criação divina.” (Entre a Terra e o Céu -Cap. 20.)


17 - O PERISPÍRITO DO ESPÍRITO ELEVADO, DEVIDO A SUA POUCO DENSIDADE, É INVISÍVEL PARA O ESPÍRITO AINDA INFERIOR.

(DEPOIMENTOS DE DIVERSOS ESPÍRITOS SOBRE A INVISIBILIDADE DOS ESPÍRITOS ELEVADOS:)

“Nem sempre vemos os mensageiros que vêm a nós das esferas mais altas. Eles são vistos melhor por uns que por outros, e só se tornam verdadeiramente visíveis, quando preparam seus corpos para essa visibilidade.” (Espírito senhora Owen, no livro “Vida Além do Véu”, psicografado pelo reverendo G. Vale Owen.)

“Três entidades de sombrio aspecto, absolutamente cegas para com a nossa presença, em vista do baixo padrão vibratório de suas percepções, acercaram-se do trio sob nossa observação.” (Missionários da Luz - Cap. 5.)

“Mais alguns instantes e Matilde surgiu diante de nós, venerável e bela. O fenômeno da materialização de uma entidade sublimada ali se fizera prodigioso aos nossos olhos, em processo quase análogo ao que se verifica nos círculos carnais.” (Libertação - Cap. 18.)


18 - O PERISPÍRITO DO ESPÍRITO SUPERIOR É BELO, LUMINOSO, BRILHANTE E RADIANTE.

(DEPOIMENTOS DE DIVERSOS ESPÍRITOS SOBRE O PERISPÍRITO BRILHANTE DOS ESPÍRITOS SUPERIORES:)

“Penso que lhe chamaríeis um grande anjo e, de fato, se ele pudesse baixar a Terra e tornar-se visível, o seu brilho inspiraria temor. É muito belo, tanto de aspecto como de rosto; se dissesse que era radiante, brilhante, luminoso, talvez o descrevesse melhor.” (Espírito senhora Owen, no livro “Vida Além do Véu”, psicografado pelo reverendo G. Vale Owen, vigário de Oxford, Lancashire, na Inglaterra. Edição FEB.)

“Raios de luz desprendiam-se intensamente de nossos corpos. Extraordinária comoção apossou-se de minha alma. Vicente e eu ajoelhamo-nos a um só tempo, banhados em lágrimas, enviando ao Eterno os nossos profundos agradecimentos, em votos de júbilo fervoroso. Estávamos embriagados de ventura. Era a primeira vez que me vestia de luz, luz que se irradiava de todas as células do meu corpo espiritual.” (Os Mensageiros - Cap. 15.)



sábado, 17 de maio de 2014

MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS DOS ESPÍRITOS: "O LIVRO DOS MÉDIUNS", PARTE 2, CAP. V




LIÇÕES CONTIDAS NO CAPÍTULO V: MANIFESTAÇÕES FÍSICAS ESPONTÂNEAS DOS ESPÍRITOS, DA SEGUNDA PARTE DE “O LIVRO DOS MÉDIUNS”.

Geziel Andrade

Certas manifestações físicas dos Espíritos produzem-se espontaneamente, sem a intervenção da vontade das pessoas, e até mesmo contra o desejo delas.

Os Espíritos produzem-nas até mesmo entre pessoas que nunca ouviram falar dos fenômenos e, exatamente quando menos esperavam qualquer acontecimento, chegando, frequentemente, a se tornarem importunas. Isso elimina a suposição de que há o efeito da imaginação ou a influência das ideias espíritas.

Ante a tais fenômenos, deve-se ter a preocupação de registrá-los e de verificar cuidadosamente a sua realidade, para que sejam eliminadas possíveis ilusões ou mistificações.

O meio mais eficaz de se verificar a autenticidade é comprovar se os fenômenos obedecem à vontade dos observadores ou respondem ao pensamento, indicando a existência de uma causa inteligente oculta.

Algumas manifestações físicas dos Espíritos têm proporções e persistências desagradáveis, quando visam chamar a atenção das pessoas e mostrar que há a presença de uma força superior à do homem.

Os Espíritos elevados não se ocupam com as manifestações físicas. Eles se servem dos Espíritos inferiores para essa produção, já que estes estão mais ligados às coisas materiais. Eles não se ocupam com essas manifestações, porque se assemelham aos homens retos e sérios, que não gostam de se divertir fazendo brincadeiras ou espalhando o tumulto e o terror.

Allan Kardec, no início de seus estudos sobre o Espiritismo, certa noite, enquanto elaborava um trabalho, passou a ouvir pancadas em torno de si por quatro horas consecutivas, sem que encontrasse uma causa justa.

No dia seguinte, numa reunião espírita, perguntou a um Espírito, através de um médium escrevente, qual a causa para aquelas estranhas pancadas.

O Espírito respondeu-lhe que se tratava da manifestação de seu Espírito familiar que desejava lhe falar.

Esse Espírito familiar manifestou-se então pela escrita mediúnica e apontou erros no trabalho que ele realizava. Indicou as linhas onde os erros se encontravam e lhe de conselhos úteis e sábios. Em seguida, acrescentou que estaria sempre pronto para atender o seu chamado, quando o quisesse interrogar.

A partir desse momento, esse Espírito de categoria muito elevada e que havia desempenhado um papel importante na Terra jamais o abandonou. Deu-lhe muitas provas de grande superioridade e fez intervenções benévolas e eficazes em muitos assuntos importantes.

Como as comunicações com esse Espírito superior se tornaram regulares, as pancadas jamais voltaram.

Outro caso interessante ocorreu com um amigo de Allan Kardec. Ele passou a ouvir ruídos diversos em seu quarto, chegando a se tornar fatigantes. Através de um médium escrevente, ele teve a ocasião de interrogar o Espírito que produzia os barulhos. Era o Espírito de seu pai que queria que ele realizasse diversas coisas.

Após ter feito o que lhe foi recomendado pelo Espírito de seu pai, jamais ouviu de novo os ruídos.

Mas, por outro lado, há mesmo certas manifestações espontâneas dos Espíritos que se degeneram para verdadeiro estardalhaço e em grandes perturbações. Projeteis são atirados de fora para dentro do ambiente; portas e janelas são abertas e fechadas por mãos invisíveis; ladrilhos são quebrados, sem que nada disso possa ser levado à conta de ilusão ou da imaginação.

As manifestações físicas dos Espíritos não são novas, nem raras. Muitos fatos autênticos desse gênero foram publicados por Allan Kardec na sua “Revista Espírita”.

Elas são muito mais frequentes do que se pensa, mas ficam ocultas, porque as vítimas nada ousam dizer a respeito, com medo de serem ridicularizadas.

Certas manifestações físicas dos Espíritos têm a finalidade de chamar a atenção dos homens para a sobrevivência da alma à morte do corpo físico; dar-lhes avisos proveitosos; pedir algo como preces; solicitar a realização de algo que não puderam cumprir enquanto estavam na vida material; ou pedir a reparação de más ações que praticaram enquanto estavam na vida terrena.

Para conhecermos o que os Espíritos querem com suas manifestações físicas, o melhor meio consiste em evocá-los, através de um bom médium escrevente. Então, pelas respostas que dão, descobrimos com quem estamos às voltas, podendo agir de acordo com o esclarecimento obtido.

Se for um Espírito infeliz, deve ser tratado com caridade e atenção.

Se for um Espírito malvado, devemos pedir a Deus que o torne melhor, através da prece que sempre dá um bom resultado.

Uma observação fria e calma das manifestações físicas dos Espíritos permite a constatação de um efeito que não depende da vontade humana, nem de uma causa natural. Então, a causa da atuação está numa vontade livre e numa inteligência oculta, graças à participação de um médium, que pode estar sendo utilizado à sua revelia.

Quase sempre, as manifestações espontâneas dos Espíritos se produzem em casas habitadas e na presença de certas pessoas que exercem influências, mesmo sem que o queiram. Essas pessoas ignoram possuir faculdades mediúnicas. São os chamados de médiuns naturais, pois fornecem aos Espíritos seu fluido animalizado.

Além disso, para um Espírito manifestar-se fisicamente precisa que queira fazer isso; que tenha um objetivo ou um motivo; que encontre no local da manifestação uma pessoa apta a ajudá-lo, o que raramente ocorre.

Mesmo quando todas as circunstâncias são favoráveis à sua manifestação física, o Espírito pode ser tolhido por uma vontade superior. Ele é impedido de agir a seu bem prazer, porque sua manifestação só lhe é permitida dentro de certos limites e quando é útil para a pessoa envolvida.

Num diálogo que Allan Kardec manteve com o Espírito São Luís sobre os fatos ocorridos em junho de 1860, na rua dês Noyers, em Paris, e cujos pormenores estão publicados na “Revista Espírita”, de agosto de 1860, obteve as seguintes informações:

1. Os fatos são reais e as manifestações são produzidas por um Espírito que se diverte um pouco à custa dos habitantes do lugar.

2. O Espírito perturbador não gosta de um habitante do local e trata de lhe fazer maldades ou mesmo de obrigá-lo a se mudar.

3. Sem a presença de uma pessoa com faculdade mediúnica espontânea e involuntária, esse fato não poderia dar-se.

4. Mas, não se deve generalizar, pois, nem sempre, é necessária a presença de um médium no local.

5. A aptidão do médium depende de uma disposição física que lhe é inata.

6. Mas, quando o médium é elevado moralmente, atrai a si os bons Espíritos, o que, necessariamente, afasta os maus Espíritos.

7. Os diversos objetos que são atirados pelo Espírito, geralmente, são apanhados nos próprios lugares dos fenômenos, ou nas proximidades.

8. Embora surpreendentes, essas manifestações físicas dos Espíritos nem sempre convencem os homens ateus e materialistas.

No diálogo que Allan Kardec manteve com o Espírito perturbador da rua dês Noyers, obteve as seguintes informações adicionais:

1. O Espírito achou um bom médium ou instrumento. Além disso, não havia no local nenhum Espírito douto, sábio e virtuoso para impedi-lo de se divertir.

2. Os objetos atirados pelo Espírito eram muito comuns e achados no pátio e jardins próximos.

3. Os objetos eram transportados com o auxílio da natureza elétrica do médium, juntada à do Espírito, que é menos material.

O FENÔMENO DO TRANPORTE
Este fenômeno consiste no trazimento espontâneo, por parte de um Espírito, de objetos que não estão no local onde estão os observadores. São, quase sempre, flores, frutos, confeitos, jóias, etc.

Por ser um fenômeno que se presta à imitação, deve-se estar de sobreaviso contra o embuste e a arte da prestidigitação, fazendo um exame atento das circunstâncias em que os fatos ocorrem.

Além disso, a melhor garantia da sua veracidade está no caráter, na honestidade notória e no desinteresse absoluto das pessoas envolvidas.

A teoria do fenômeno dos transportes e das manifestações físicas dos Espíritos foi resumida nos seguintes pontos, que estão contidos numa dissertação feita pelo Espírito Erasto, discípulo de São Paulo:

1. O médium precisa ter a faculdade de projetar abundantemente em torno de si um fluido animalizado que lhe é próprio.

2. Esse fluido presta-se à obtenção dos fenômenos de tangibilidade: pancadas nas paredes e nos móveis, movimentos inteligentes e mesmo a suspensa no espaço de matéria inerte pesada.

3. Mas, a obtenção do fenômeno de transporte é muito mais complexa e difícil de ser realizado pelo Espírito, o que o torna extremamente raro.

4. Para a produção desse fenômeno é necessário que haja entre o Espírito e o médium certa afinidade e analogia; que haja uma semelhança tal que permita que o fluido do perispírito do médium se una, se combine, de modo muito especial, com o do Espírito que queira fazer o transporte.

5. Essa fusão dos fluidos deve ser de tal sorte, que a força resultante deve se tornar única. Então, as possibilidades do Espírito aumentam com os recursos fluídicos que foram oferecidos pelo médium.

6. Dispondo desse fluido do médium, o Espírito se vê obrigado a se impregnar dele para produzir o fenômeno do movimento de certos objetos materiais. Mas, as dificuldades para a produção do transporte de objetos são enormes, o que desestimula os Espíritos a produzi-los.

7. Já os fenômenos da tangibilidade, como as pancadas, a suspensão e os movimentos de objetos são mais simples, pois se operam mediante a simples concentração e a dilatação dos fluidos.

8. Então, podem ser obtidos com o trabalho dos médiuns aptos a realizá-los, quando secundados por Espíritos amigos e benevolentes.

9. Por isso, os fenômenos da tangibilidade são mais freqüentes; ao passo que os de transporte são muito raros, porque são muito difíceis de serem realizados, ao exigirem condições excepcionais.

Em complemento às informações acima, Allan Kardec conseguiu de um Espírito que realizada o fenômeno de transporte, os seguintes informes que foram completados depois pelo Espírito Erasto:

1. O Espírito precisa de bastante tempo para preparar os fluidos que vencem as dificuldades e possibilitam a realização do transporte.

2. A produção do fenômeno depende da natureza especial do médium e da sua afinidade com a natureza do Espírito que está atuando no transporte.

3. A incredulidade e a oposição das pessoas presentes podem embaraçar a produção do fenômeno, mas não neutralizá-la inteiramente.

4. Os objetos transportados, como flores, confeitos e anéis, podem ser retirados de perto ou de longe, dependendo que o Espírito tenha permissão ou autorização para operar o fenômeno.

5. Essa operação de transporte é penosa para o Espírito, pois ele tem que executar um trabalho material e lidar com disposições fluídicas que podem ser contrárias à sua realização.

6. O Espírito só consegue transportar objetos materiais ao combinar uma parte de seu fluído dilatável com uma parte do fluido animalizado que é tirado do médium. Então, essa combinação de fluidos permite ao Espírito ocultar e transportar os objetos que escolheu.

7. A massa dos fluidos combinados deve ser proporcional ao peso do objeto a ser transportado, porque a força dos fluidos combinados tem que vencer a resistência imposta pelo objeto.

8. Em função dessa realidade acima, o Espírito prefere trazer para o ambiente uma flor ou um objeto leve, quando não encontra no médium e em si mesmo os elementos necessários para fazer um esforço mais considerável.

9. Portanto, para transportar um objeto pesado, o Espírito precisa encontrar médiuns dotados de faculdades especiais.

CONSIDERAÇÕES DO AUTOR DESTE ARTIGO

Logo em seguida às primeiras manifestações físicas ostensivas dos Espíritos, denominadas de fenômenos das mesas girantes ou falantes, que Allan Kardec assistiu na casa da senhora Plainemaison, na rua Grange-Batelière, 18, em Paris, em maio de 1855, passaram a predominar as manifestações inteligentes dos Espíritos, principalmente através da escrita mediúnica, que experimentou rápida evolução, graças ao surgimento de médiuns psicógrafos extraordinários.

Isso permitiu que o Espiritismo fosse estruturado, por Allan Kardec, em seus maravilhosos aspectos científico, filosófico, moral e religioso, alicerçados em apenas três princípios: Deus, o Pai e Criador de tudo o que existe; Espírito, princípio inteligente criado por Deus; e Matéria, decorrente das transformações e combinações ocorridas no fluido cósmico universal, criado por Deus.

Mas, embora os inesperados recursos da escrita mediúnica, jamais as manifestações físicas dos Espíritos pararam de acontecer. Ainda na época de Allan Kardec, elas se tornaram realmente surpreendentes, graças à atuação do notável médium de efeitos físicos Daniel Dunglas Home.

Ainda, mesmo depois de Allan Kardec, elas continuaram sendo seriamente estudadas por Camille Flammarion, Léon Denis, Gabriel Delanne, William Crookes, Artur Conan Doyle, Alexander N. Aksakof, Ernesto Bozzano, Cesar Lombroso, dentre muitos outros.

Mesmo aqui no Brasil, não faltaram as grandes manifestações físicas dos Espíritos, principalmente através de notáveis médiuns de efeitos físicos como Francisco Peixoto Lins ou “Peixotinho”, Fábio Machado e Carmine Mirabelli.

Mas, essas manifestações físicas dos Espíritos sempre se mantiveram num segundo plano, se comparadas às suas manifestações inteligentes, realizadas principalmente através de médiuns psicógrafos como Chico Xavier, Yvonne do Amaral Pereira e Divaldo Pereira Franco, dentre muitos outros.

Portanto, sem que houvesse qualquer menosprezo às manifestações físicas dos Espíritos, a Doutrina Espírita se fortaleceu cada vez mais, graças às suas manifestações inteligentes, que complementaram em muito as obras elaboradas por Kardec.

ARTIGOS ANTERIORES SOBRE OS CAPÍTULOS DE “O LIVRO DOS MÉDIUNS”.
As principais lições contidas nos Capítulos anteriores de “O Livro dos Médiuns” foram publicadas neste mesmo blog nas seguintes datas:
13/fevereiro/2009 = INTRODUÇÃO.
24/abril/2009 = CAP. I: EXISTEM ESPÍRITOS?
05/agosto/2009 = CAP II: O MARAVILHOSO E O SOBRENATURAL.
02/março/2010 = CAP. III: MÉTODO.
14/julho/2010 = CAP. IV: SISTEMAS.
26/abril/2011 =SEGUNDA PARTE, CAP. I: AÇÃO DOS ESPÍRITOS SOBRE A MATÉRIA.
19/outubro/2011 = SEGUNDA PARTE, CAP. II: MANIFESTAÇÕES FÍSICAS E MESAS GIRANTES.
15/março/2012 = SEGUNDA PARTE, CAP. III: MANIFESTAÇÕES INTELIGENTES.
01/março/2013 = SEGUNDA PARTE, CAP. IV: TEORIA DAS MANIFESTAÇÕES FÍSICAS