quinta-feira, 11 de junho de 2009

EDUCAÇÃO PARA SER ÚTIL


EDUCAÇÃO PARA SER ÚTIL

Geziel Andrade

É muito ilustrativa, para efeito didático, a criativa fábula da vaca e do porco, por mostrar-nos a importância de sermos úteis ao próximo, empregando os nossos recursos enquanto ainda estamos na vida material.

Diz a fábula que um porco aproximou-se de uma vaca e desabafou:

-Dona vaca, eu forneço, depois de morto, à semelhança de você, todas as partes do meu corpo para a alimentação e o benefício dos homens. Entretanto, não desfruto no meio deles do mesmo respeito e prestígio. Você chega a ser considerada no meio de muitos deles uma verdadeira deusa sagrada. Não consigo entender o porquê dessa discriminação injusta!

A vaca, depois de refletir um pouco sobre o assunto, falou calmamente:

-Talvez, meu amigo, o meu prestígio junto aos homens decorra do fato de eu ser útil a eles, enquanto estou viva. Eu forneço-lhes, diariamente, em vida, o meu leite para a alimentação humana. Assim, os meus recursos geram inúmeros benefícios diários e não são doados e utilizados apenas após a minha morte.

Ouvindo isso, o porco fez uma expressão de quem acabara de ouvir uma grande asneira. Então, baixando a cabeça, encerrou o assunto e voltou a cuidar exclusivamente de si mesmo, acumulando recursos valiosos, mas para serem utilizados pelos outros apenas depois da sua morte.

A CONSISTÊNCIA COM AS LIÇÕES ESPÍRITAS

Allan Kardec, no Capítulo XIII de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, estimula-nos a sermos úteis e a fazermos o bem ao próximo, construindo um mundo mais fraterno: “Aquele que deseja sinceramente tornar-se útil para os seus irmãos, encontra mil ocasiões de fazê-lo. Que as procure e as encontrará. Se não for de uma maneira, será de outra, pois não há uma só pessoa, no livre gozo de suas faculdades, que não possa prestar algum serviço, dar uma consolação, amenizar um sofrimento físico ou moral, tomar uma providência útil. Na falta de dinheiro, não dispõe cada qual do seu esforço, do seu tempo, do seu repouso, para oferecer um pouco aos outros?”.

O Espírito Emmanuel, no Capítulo 82 do livro “Fonte Viva”, psicografado por Chico Xavier, mostra-nos os benefícios de sermos úteis aos outros: “A criatura que serve pelo prazer de ser útil progride sempre e encontra mil recursos dentro de si mesma, na solução de todos os problemas.”

O Espírito André Luiz, no Capítulo 7 do livro “Agenda Cristã”, psicografado por Chico Xavier, orienta-nos a dedicar a oração inclusive àqueles que cuidam apenas de si mesmos: “Ajude, com a sua oração, a todos os irmãos que jamais encontram tempo ou recursos para serem úteis a alguém, e que somente cooperam na torre de marfim do personalismo, sem lhe descerem os degraus para colaborar com os outros”.

A EDUCAÇÃO ESPÍRITA VOLTADA AO SER ÚTIL AO PRÓXIMO

A educação espírita prepara-nos, com seus ensinos filosóficos, religiosos e morais, para sermos úteis ao próximo. Assim, fazemos o bem e colaboramos com o bem-estar alheio, praticando a fraternidade e a solidariedade e expandindo a alegria e a felicidade.

Dessa forma, atendemos ao ensino contido na Questão 643 de “O Livro dos Espíritos”: “Fazer o bem não é apenas ser caridoso, mas ser útil na medida do possível, sempre que o auxílio se faça necessário”.

Além disso, a educação espírita nos ensina a seguir os exemplos de Jesus e a tê-lo como guia e modelo. Adicionalmente, nos leva a praticar as condutas amorosas e fraternas exemplificadas por Bezerra de Menezes, Eurípedes Barsanulfo, Chico Xavier e muitos outros espíritas, estimulando-nos ao exercício do ser útil na família, no trabalho e na vida em sociedade, para a edificação do bem de todos.

Com o desenvolvimento do espírito fraterno e solidário, somos úteis e agimos em benefício dos que nos cercam, sem exigir reconhecimento, gratidão ou retribuição.

Com essa prestação de serviço útil e desinteressado ao próximo, praticamos e vemos ser difundidas as virtudes da fraternidade e da solidariedade, que efetivamente melhoram o relacionamento e a convivência na sociedade.

Além disso, sendo úteis ao próximo, não só acumulamos simpatia, méritos morais e tesouros espirituais, mas principalmente damos o bom exemplo para a edificação de uma forma de vida mais aprimorada e para a melhoria e a transformação moral da sociedade.

Portanto, sejamos úteis aos outros em todos os momentos de nossa convivência e relacionamento, engrandecendo o ambiente em que atuamos.

Com a educação espírita fazendo parte de nossa vida, estamos sempre dispostos a prestar, espontaneamente, auxílio útil, fraterno e generoso aos semelhantes, empregando os recursos que já dispomos neste momento para espalhar o bem-estar, a alegria e a felicidade e para contribuir com a melhoria da qualidade de vida de todos.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

JORGE TOLEDO RIZZINI


JORGE TOLEDO RIZZINI


Geziel Andrade

Jorge Rizzini, como era conhecido no Movimento Espírita, nasceu na cidade de São Paulo –SP-, em 25 de setembro de 1924, em uma família em que a avó, o pai e a mãe já eram espíritas.

A partir de 1950, passou a ter uma participação mais intensa no meio espírita, dando início, com seu espírito empreendedor e com suas habilidades de escritor, jornalista, radialista e publicitário, a muitas realizações pessoais e mediúnicas, que o notabilizaram na seara espírita.

Seu trabalho inicial concentrou-se na divulgação e defesa da Doutrina Espírita. Ele encontrou apoio de algumas personalidades ilustres e respeitadas, tais como Chico Xavier, Yvonne Pereira e José Herculano Pires.

Os estudos que realizou sobre o caso Arigó e das materializações de Espíritos ocorridas em Uberaba obtiveram a comprovação incontestável dos fenômenos espíritas. Isso causou grande repercussão tanto no Brasil, quanto no exterior.

Com seu amor e sua dedicação à causa espírita buscou novos rumos de atuação, inovando os trabalhos nas lides espíritas.

Assim, tornou-se o pioneiro no lançamento de um programa espírita na televisão brasileira, estreando um programa de entrevistas e debates, intitulado “Em Busca da Verdade”, na TV Cultura de São Paulo. Nessa ocasião, o entrevistado foi o famoso médium Chico Xavier, causando grande impacto e obtendo importante repercussão junto ao público espírita e não espírita. Em seguida, para garantir a grande audiência obtida, passou a entrevistar todos os eminentes líderes espíritas, inclusive Deolindo Amorim.

Lançou também uma revista espírita direcionada especificamente para o público infanto-juvenil, com o chamativo título de “Kardequinho”.

A seguir, passou a produzir inúmeros documentários cinematográficos sobre os grandes vultos do Espiritismo: Allan Kardec, em Paris; Irmãs Fox, nos Estados Unidos; As operações de Arigó; A mediunidade de Chico Xavier; A médium Yvonne A. Pereira; e Herculano Pires e sua obra, divulgando as importantes realizações dessas grandes personalidades espíritas.

Além disso, escreveu importantes livros, tais como: “Eurípedes Barsanulfo – O Apóstolo da Caridade”; “Kardec, Irmãs Fox e outros”; e “Herculano Pires – O Apóstolo de Kardec”, notabilizando-se como escritor espírita.

Mas foram as músicas compostas e transmitidas a ele por diversos Espíritos de compositores famosos, tais como: Lamartine Babo, Ataulfo Alves, Ary Barroso, Francisco Alves, Noel Rosa, dentre muitos outros, que tornaram a sua mediunidade musical muito conhecida. Com isso, produziu as seguintes fitas cassetes e CDs:
· Compositores do Além – Volume 1, contendo músicas populares brasileiras.
· Compositores do Além – Volume 2, contendo músicas nacionais, argentinas e norte-americanas.
· Compositores do Além – Volume 3, contendo músicas líricas italianas.
· Marchas Mediúnicas – Reunidas em um disco compacto.
· Músicas do Além – CD com músicas populares brasileiras.

Essas surpreendentes manifestações musicais dos Espíritos levaram-no a idealizar e a realizar os famosos Festivais de Música Mediúnica. Eles contaram com a participação de músicos famosos e respeitados, alcançando grande repercussão tanto no Movimento Espírita, quanto fora dele.

Sua mediunidade teve início quando ainda era menino. Muitas vezes sentia, fisicamente, a presença dos Espíritos; mas essa faculdade floresceu mesmo a partir de 1978.

A primeira música obtida através de sua mediunidade musical foi a marchinha intitulada “Promessa é dívida”. Ele viu o Espírito Ataulfo Alves atravessar a porta de seu quarto, cantando uma estrofe. Em seguida, surgiu o Espírito Lamartine Babo, cantarolando outra estrofe. Mas, logo, ambos desapareceram de seus olhos atônitos. Instantaneamente, ele teve a idéia de pegar um gravador e registrar as letras e as melodias.

Posteriormente, Roberto Amaral, um cantor da antiga TV Record, gravou essa marchinha, marcando o início da publicação de sua produção com a mediunidade musical.

Um fato interessante é que Jorge Rizzini nunca estudara música; não tocava nenhum instrumento musical, nem de ouvido; e não cantava de modo afinado. Apenas gostava de todo gênero de música.

Ele dizia que, com certeza, fora a sua paixão pela música que fizera com que os compositores do Além, tais como Verdi, Puccini, Carlos Gardel, Duke Ellington, John Philip Souza, Noel Rosa, Ary Barroso, Lamartine Babo, Ataulfo Alves, dentre muitos outros, sentissem afinidade com ele. Assim, usaram-no como instrumento mediúnico para transmitir ao público algumas de suas composições inéditas feitas no mundo dos Espíritos.

Quando houve a gravação das primeiras músicas mediúnicas, Jorge Rizzini já era conhecido no Movimento Espírita. Havia psicografado a obra “Antologia do Mais Além”, prefaciada por Herculano Pires. Esse livro continha poesias de 44 poetas brasileiros, portugueses e norte-americanos, tais como: Anchieta, o fundador da literatura brasileira, Camões, Castro Alves, Edgard Allan Poe, Florbela Espanca e o Cego Aderaldo, notável repentista no norte e nordeste do Brasil.

Com as músicas mediúnicas, (a exemplo do que havia ocorrido com as poesias mediúnicas), voltavam do Além grandes músicos e compositores com o mesmo estilo que tinham quando estavam vivos na Terra. Isto permitiu que essas músicas fossem facilmente aceitas e gravadas por grandes cantores profissionais, tais como Cláudia, Noite Ilustrada, Djalma Dias. A Banda da Polícia Militar do Estado de São Paulo gravou a marcha “Glória a Allan Kardec”, obtendo grande repercussão junto ao público pela sua originalidade e beleza.

O seu trabalho mediúnico de captação das músicas dos compositores do Além era realizado em seu próprio lar, no silêncio da noite, porque exige muita precisão.

Jorge Rizzini mantinha um pequeno gravador sobre a mesa do seu escritório para gravar, a meia voz, as músicas que os Espíritos compositores lhe transmitiam telepaticamente. Eram sambas, marchas de variados tipos, tangos, blues e canções líricas.

A captação mental das músicas era muito difícil. Mais difícil do que a captação de textos em prosa ou verso ditados pelos Espíritos.

Ele era médium consciente. Isso exigia um entrosamento perfeito da sua mente com a do Espírito, para que a melodia tomasse a direção que o Espírito desejava lhe dar.

Quando isso não acontecia, o Espírito chamava a sua atenção, promovendo batidas nos móveis. Então, ele tinha que gravar novamente a melodia.

A sua limitação maior era não saber escrever a música na partitura. Isso impedia que ele recebesse sinfonias ou peças pianísticas.

Ele captava e gravava as melodias e as respectivas letras, mantendo o estilo que identificava perfeitamente o seu autor espiritual.

Com relação à idéia inovadora de criar o Primeiro Festival de Música Mediúnica, realizado em 1982, no grandioso e famoso Teatro Municipal de São Paulo, o próprio Jorge Rizzini contava que, certo dia, tal idéia foi-lhe sugerida pelo seu Espírito Guia Manuel de Abreu.

Ele estava em frente ao Teatro Municipal de São Paulo quando teve a intuição de que esse deveria ser o palco para a apresentação pública das músicas recebidas dos Espíritos. Os estilos e gêneros tão diversificados davam provas incontestáveis da sobrevivência da alma e da comunicabilidade dos seus autores. Isso deveria ser levado a público.

Impulsionado pela espiritualidade, ele fez uma visita ao Secretário Municipal de Cultura de São Paulo, o famoso poeta e crítico literário Mário Chamie, para expor a sua pretensão. A conversa começou sobre literatura e logo passou sobre a grande admiração que ambos dedicavam a Herculano Pires. Isso facilitou o entendimento e possibilitou que ele, sem delongas, pedisse a cessão do Teatro Municipal para que fosse realizado o citado Festival.

Jorge Rizzini não tinha dúvidas de que existiu uma ação fulminante dos Espíritos. Chamie, sem sequer ouvir uma das músicas dos compositores do Além, confiadas a ele, atendeu ao seu pedido prontamente.

Assim o evento foi marcado, preparado, tornou-se realidade e ocorreu com grande sucesso. O impacto máximo, no dia do espetáculo, ocorreu já na abertura. A notável Banda da Polícia Militar do Estado de São Paulo, em sua farda de gala, abriu o Festival com a marcha triunfal “Glória a Allan Kardec”, arrebatando e levando ao êxtase o público que lotava o Teatro. Depois vieram as outras músicas que encantaram a todos.

Foi um importante acontecimento cultural valorizando a música mediúnica e o Movimento Espírita. Mas isso exigiu que providências indispensáveis fossem tomadas.

Jorge Rizzini procurou diversos cantores e instrumentistas profissionais para lhes mostrar as músicas recebidas. Eles reconheceram, de pronto, os estilos dos Espíritos comunicantes, abrindo o caminho para a divulgação pública.

Obteve ainda apoio dos Diretores da Federação Espírita do Estado de São Paulo, da USE, do Lar da Família Universal, na pessoa do confrade Paulo Toledo Machado. Então decidiu que os proventos do espetáculo e do disco lançado seriam doados para o Lar e a USE, para colaborar na aquisição de uma sede própria.

A repercussão desse acontecimento em benefício da Doutrina Espírita foi enorme. Em conseqüência, até o ano de 2006, foram realizados: 4 festivais na cidade de São Paulo; 1 em Salvador; 3 shows de música mediúnica no Estado da Bahia; e 2 no interior do Estado de São Paulo; além de 11 espetáculos doutrinários.

Pela originalidade e beleza, esses eventos mereceram destaque em diversos canais de televisão, jornais profanos, nas revistas “Veja” e “Carta Capital”, além dos notáveis jornais “Folha de São Paulo”, “O Estado de São Paulo”, “O Dia”, “O Globo”, etc. A televisão francesa, o Canal 1 de Paris, filmou, em São Paulo, a Banda da Polícia Militar executando a marcha “Glória a Allan Kardec”, tendo, depois, a divulgado pelo mundo inteiro.

Esses espetáculos permitiram que fossem reconhecidos publicamente a autenticidade e os estilos dos autores espirituais. Opinaram a esse respeito Joel Azevedo, filho de Leonel Azevedo; Maria José Babo, viúva de Lamartine Babo; Dona Judith, viúva de Ataulfo Alves, dentre muitos outros que fizeram o reconhecimento estilístico dos cantores e dos instrumentistas do Além.

Dentre os músicos importantes que deram o seu aval para as músicas do Além estavam:
· O cantor Djalma Dias, que gravou o samba do Espírito Noel Rosa, intitulado “Canções”.
· O Maestro Amilson Godoy, que reconheceu o estilo e a individualidade artística de cada compositor pelos encadeamentos harmônicos, a criação da linha melódica e o desenvolvimento rítmico. Ele disse que a mediunidade de Rizzini impressionava pela variedade de estilos, utilização dos elementos rítmicos e melódicos, nos quais percebia-se claramente a presença dos Espíritos nessas composições.
· O Maestro Francisco Cabrerisso do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo, que reconheceu que, no caso da música “Súplica”, que trazia a assinatura de Ary Barroso, seu Espírito realmente estava presente nela, não só no aspecto melódico, mas também no rítmico. As diversas variações de divisão de valores caracterizavam bem o estilo do referido autor.
· Araci de Almeida, que, ao ouvir uma música do Espírito Noel Rosa, disse: “Se é Noel Rosa não sei, mas é o estilo dele! Chega a ser gritante, porque é tão bom, é tão igual...”
· Maria José Babo, que disse: “As melodias de Lamartine têm uma linha purista. Conheço o estilo de meu marido. Só ele poderia fazer essa música do Além”.
· Rodolfo De Sio, cantor argentino, que disse: “Foi com uma emoção muito grande que recebi o convite para gravar duas músicas mediúnicas de Carlos Gardel, recebidas pelo Rizzini. São tangos muito bonitos. Eles contêm uma mensagem que deve ser bem entendida no todo, tanto na riqueza da letra, como na riqueza da música”.
· O cantor Roberto Amaral disse: “Quando ouvi essas melodias recebidas pelo Jorge Rizzini, fiquei até arrepiado; principalmente quando ouvi a primeira do Ary Barroso. Parecia o Ary mostrando uma nova música dele. A coisa mais importante é o fato dos Espíritos se identificarem nos seus estilos”.
· O Sr. Antonio Domingos, Maestro e Comandante do Corpo Musical da Polícia Militar do Estado de São Paulo disse: “Considero um privilégio – uma honra mesmo, reger essa música mediúnica de John Philip Souza. Conheço todas as suas músicas e passei parte da vida regendo-as. E agora, como vou aposentar-me, dentro de semanas, considero um prêmio gravar diante das câmaras da TV Globo a sua marcha-hino “Glória a Kardec”. É belíssima e tem todas as características de John Philip Souza”.

Jorge Rizzini esforçava-se em divulgar a sua mediunidade musical porque considerava que as manifestações musicais dos Espíritos, através de sua faculdade mediúnica, ofereciam a prova incontestável que a morte mata apenas o corpo material, mas não mata a consciência. Isso lhe fora muito bem acentuado pelo Espírito Aderaldo em um de seus poemas que ele tivera a honra de psicografar.

PALAVRAS FINAIS

Jorge Rizzini conquistou, com esforços perseverantes e muitas realizações importantes, um lugar de destaque e de honra no Movimento Espírita.

Suas importantes e extensas obras espíritas divulgaram o Espiritismo, fortalecendo o Movimento Espírita.

Jorge Rizzini jamais deixou de acompanhar muito atento tudo o que se passava na seara espírita, intervindo quando exigia a sua participação ou colaboração. Mas, seu falecimento ocorreu de modo repentino na madrugada do dia 17 de outubro de 2008. Ele estava com a esposa Iracema Sapucaia visitando Buenos Aires, quando fora acometido de um ataque cardíaco. A melhora no quadro de saúde permitia que voltasse ao Brasil para melhor se restabelecer. Mas, em pleno vôo de retorno da Argentina ocorreu a sua desencarnação.

Porém, o legado de Jorge Rizzini já estava constituído. Fora erigido ao longo de décadas de muito trabalho e realizações em uma existência exemplar, que o tornaram digno de merecer de todos admiração, respeito e espírito de gratidão.

terça-feira, 12 de maio de 2009

"O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO: NÃO VIM DESTRUIR A LEI.


PRINCIPAIS LIÇÕES CONTIDAS NO “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”, CAPÍTULO I: NÃO VIM DESTRUIR A LEI.

AS TRÊS REVELAÇÕES: MOISÉS, JESUS E O ESPIRITISMO.

Geziel Andrade

MOISÉS. Moisés promoveu um importante avanço nas idéias e práticas religiosas: difundiu a existência de um único Deus; ofereceu um novo entendimento acerca do Todo Poderoso; combateu a crença na existência de diversos deuses; mudou costumes antigos; combateu tradições enraizadas; promulgou leis civis e disciplinas mais apropriadas às condições intelectuais, morais e espirituais de seu povo; e estabeleceu novas regras sociais que melhoraram as relações humanas e a convivência e o relacionamento entre as pessoas.

O ponto alto da sua missão foi o recebimento, no Monte Sinai, dos dez mandamentos, que podem ser resumidos da seguinte forma:

1. Não terás deuses e não farás imagem talhada, nem figura, nem as adorarás, e nem lhes renderás culto.
2. Não tomarás o nome de Deus em vão.
3. Santificarás o dia de sábado.
4. Honrarás o teu pai e a tua mãe.
5. Não matarás.
6. Não cometerás adultério.
7. Não furtarás.
8.Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
9.Não desejarás a mulher do próximo.
10.Não cobiçarás as coisas do teu próximo.


CRISTO. “Não penseis que eu vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruí-los, mas os cumprir”. (Mateus, V: 17 e 18).

Jesus deu um novo salto nas idéias e práticas religiosas: revelou Deus como o Pai de amor, sabedoria, bondade, justiça e misericórdia; modificou algumas leis disciplinares ditadas por Moisés; ensinou o cumprimento das Leis de Deus para a conquista das bem-aventuranças no Reino dos Céus; descortinou as realidades espirituais; combateu as praticas exteriores e as condutas morais e religiosas inadequadas praticadas pelos Escribas e Fariseus; e exemplificou a prática das virtudes pautadas no amor, na humildade, na caridade, na fé, na oração, no perdão e na fraternidade.

Jesus estabeleceu a moral evangélica cristã que resume as Leis divinas em uma só: “Amor a Deus sobre todas as coisas e amor ao próximo como a si mesmo”.

Jesus, com sua autoridade moral, decorrente da natureza excepcional de seu Espírito e da sua missão divina, e, muitas vezes, servindo-se de parábolas, formas alegóricas de expressão e palavras com sentidos figurados, transmitiu os seus ensinamentos e assentou a sua Doutrina nos seguintes pontos: ter fé em Deus e em si mesmo; praticar a oração; servir ao próximo; exercitar a prática do amor, da humildade e da caridade; fazer o bem sem ostentação; buscar a reconciliação com os adversários; perdoar os ofensores; acumular tesouros no Reino dos Céus para onde a alma vai após a morte do corpo material; tratar os semelhantes como gostaria de ser tratado; e fazer ao próximo o que quer que ele lhe faça.

ESPIRITISMO. O Espiritismo surgiu numa época de grande amadurecimento da consciência humana. As conquistas e os avanços na cultura e nas ciências permitiram um novo salto nas idéias filosóficas, religiosas e morais.

O Espiritismo possibilitou uma melhor compreensão: de Deus, o Criador de todas as coisas espirituais e materiais; do Pai que rege a Obra da Criação com os Seus atributos de amor, bondade, sabedoria, justiça e misericórdia; das Leis divinas que permitem as maravilhas existentes nas vidas material e espiritual; dos Espíritos, que são os Filhos inteligentes de Deus; do processo de evolução intelectual e moral a que os Espíritos estão submetidos; das inúmeras reencarnações que permitem os Espíritos progredirem incessantemente, buscando a perfeição espiritual; da mediunidade, que permite as manifestações e comunicações dos Espíritos; dos ensinamentos morais de Jesus, que leva os homens a viverem melhor e conquistarem as bem-aventuranças no Reino dos Céus; da imortalidade da alma e das condições de vida no mundo espiritual; das relações mantidas pelos Espíritos com seus familiares que permanecem na vida terrena; das influências boas ou más que os Espíritos bons ou maus exercem sobre os homens; dos estados de felicidade ou de infelicidade que os Espíritos bons ou maus desfrutam na vida espiritual.

O Espiritismo é a terceira revelação da Lei de Deus. Ele foi constituído graças às comunicações dos Espíritos Superiores, que são os mensageiros de Deus. Eles transmitiram seus ensinamentos através de diversos médiuns, em diversas partes do mundo, tendo sido estudados, analisados, comparados e codificados.

O Espiritismo não veio destruir a Lei cristã. Ele veio dar-lhe explicação lógica e complementar os ensinamentos do Cristo de forma clara, promovendo uma revolução nas idéias filosóficas, científicas, religiosas e morais; preparando a regeneração moral da humanidade pela melhoria das condutas dos homens; e guiando-os para que vivam melhor na Terra e conquistem as bem-aventuranças na vida espiritual.

ALIANÇA DA CIÊNCIA E DA RELIGIÃO. O Espiritismo, descortinando de forma racional e lógica as realidades espirituais, as leis morais e as relações existentes entre as vidas material e espiritual, combate o materialismo em que a ciência se assenta. Assim, facilita a sua aliança com a religião e dá início a uma nova era para a humanidade, pautada nos progressos sociais, com elevação moral.

PRINCIPAIS LIÇÕES CONTIDAS NAS INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS.

INSTRUÇÕES DE UM ESPÍRITO ISRAELISTA, DADAS EM MULHOUSE, EM 1861.
Deus enviou Moisés para trazer aos homens os Seus Mandamentos e revelar-lhes o germe da moral cristã.

Deus enviou mais tarde o Cristo para iniciar a moral que há de renovar o mundo; reaproximar os homens, tornando-os irmãos; fazer jorrar do coração humano a caridade e o amor ao próximo; estabelecer uma solidariedade comum; e transformar a Terra em uma morada de Espíritos superiores aos que a habitam.

Deus enviou o Espiritismo para avançar o progresso moral da humanidade; possibilitar o entendimento da vida futura; e abrir as portas da felicidade eterna para a alma humana.

Moisés abriu o caminho. Jesus continuou a obra. O Espiritismo a terminará.

INSTRUÇÕES DO ESPÍRITO FÉNELON, DITADAS EM POITIERS, EM 1861.
O advento do Cristo foi a luz da verdade que Deus, em sua caridade inesgotável, enviou ao homem.

O Espiritismo, abalando o mundo com as comunicações e advertências dos Espíritos, através de médiuns, veio por ordem divina, para aclarar as leis da natureza; dar à vida humana um objetivo grande e útil; colocar o coração e o amor dos homens junto com o bem-estar material; e fazer os interesses morais caminharem unidos à ciência.

Por toda parte, os Espíritos, como mensageiros de Deus, promovem uma revolução moral; espalham a fé; e trabalham na construção de um novo edifício pautado no progresso intelectual junto com o progresso moral.

INSTRUÇÕES DO ESPÍRITO ERASTO, DISCÍPULO DE SÃO PAULO, DITADAS EM PARIS, EM 1863.
O Espírito Santo Agostinho é um dos maiores divulgadores do Espiritismo. Ele se manifesta em quase toda parte, esforçando-se em responder a todos os que o chamam, para defender o Evangelho, divulgar a verdade, mostrar a imortalidade da alma na vida futura e provar a comunicabilidade dos Espíritos com os homens.

(NOTA DE ALLAN KARDEC: Santo Agostinho não veio destruir o que edificou em seu passado. Ele, na condição de Espírito, viu o que não conseguiu ver na condição de homem; entreviu e compreendeu as claridades e realidades espirituais. Pensando de forma diferente e sem deixar de ser apóstolo cristão, tornou-se propagador do Espiritismo, por ver nele o cumprimento das coisas previstas pelo Cristo. O mesmo ocorreu com outros Espíritos que estão em posição análoga).

sexta-feira, 24 de abril de 2009

"O LIVRO DOS MÉDIUNS": EXISTEM ESPÍRITOS?


"O LIVRO DOS MÉDIUNS”: PRINCIPAIS LIÇÕES CONTIDAS NA PRIMEIRA PARTE: NOÇÕES PRELIMINARES; CAPÍTULO 1: EXISTEM ESPÍRITOS?


Geziel Andrade

A existência dos Espíritos, como princípio inteligente do Universo, independe da matéria. Ela é demonstrada de forma experimental pelo Espiritismo, através dos fatos espíritas e fenômenos mediúnicos. Estes são promovidos pelas almas dos homens que habitaram a Terra e que constituem um mundo invisível que nos envolve e no meio do qual vivemos sem perceber. Assim, constantemente, estamos rodeados pelos Espíritos.

As almas dos homens mantêm a sua consciência e individualidade ao sobreviverem à morte do corpo material. A existência delas está evidente nas manifestações e comunicações dos Espíritos, servindo-se de pessoas dotadas de faculdade mediúnica.

As almas daqueles que viveram na Terra não sofrem penas ou recebem recompensas em lugares circunscritos ou determinados do espaço, chamados de céu ou inferno. Elas carregam, em seu mundo íntimo, a felicidade ou a desgraça que promoveram para si mesmas com as suas condutas morais boas ou más. Assim, onde estiverem, desfrutam das conseqüências espirituais de seus méritos ou de suas más ações.

As almas daqueles que foram homens de bem se reúnem com outras almas afins, de acordo com o grau de pureza espiritual que já alcançaram. Assim, aumentam seu estado de felicidade junto daqueles que praticaram boas obras na vida terrena. Elas possuem percepções e visões inacessíveis às almas mais grosseiras e vivem empreendendo esforços para se melhorarem ainda mais e para conquistarem graus mais elevados na hierarquia espiritual.

Os Espíritos chamados de anjos são as almas humanas que já chegaram ao grau supremo da perfeição. Pelas leis de Deus, todos os Espíritos podem chegar a esse grau, mais ou menos rapidamente, dependendo dos esforços que fazem para se melhorarem e da boa vontade que empregam para progredirem intelectual, moral e espiritualmente, nas sucessivas reencarnações, na Terra ou em outros mundos habitados.

Os anjos são os mensageiros de Deus. Eles estão incumbidos de zelar pela execução dos Seus desígnios em todo o Universo, e são felizes com essa missão gloriosa. Assim, levam uma vida útil e ativa.

Os Espíritos denominados erroneamente de demônios são as almas das criaturas humanas que foram más na Terra. Elas não estão eternamente perdidas. Podem progredir, pela expiação e reparação dos erros cometidos, e chegarem, através das inúmeras reencarnações, como as outras, no mais alto grau de pureza espiritual, graças à justiça e à bondade de Deus. Isto está coerente com a razão mais exigente; com a lógica mais rigorosa; e com o bom senso mais elevado.

Portanto, as almas dos homens são os Espíritos. Em outras palavras, os Espíritos são as almas humanas despojadas do seu invólucro corporal.

Disso decorre que a alma é o ser inteligente e pensante. Ela estava unida a um corpo material e sobreviveu à sua morte. Assim, o corpo material não era mais do que um acessório, um invólucro, uma roupagem do Espírito imortal. Dessa forma, a alma é o elemento principal no ser humano, por deter todas as faculdades e sobreviver à morte do seu envoltório formado de matéria densa, pelas leis da reprodução.

As manifestações e as comunicações dos Espíritos, ocorridas em todos os tempos da história da humanidade, dão provas positivas da existência e da sobrevivência da alma à morte do corpo físico. Então, ela passa a povoar o espaço do mundo espiritual, que é invisível para o homem, podendo ir a toda parte.

No mundo invisível, o Espírito possui um corpo espiritual, um envoltório permanente e semimaterial chamado de perispírito. É ele que permite o Espírito agir no mundo espiritual e ligar-se ao corpo material no momento da sua encarnação. Esse envoltório fluídico, por conservar a mesma forma e aparência humana do corpo material, permite a identificação e o reconhecimento do Espírito no mundo espiritual.

Dessa forma, o perispírito torna o Espírito um ser real, limitado e circunscrito. Só lhe falta ser visível e palpável para que o Espírito se assemelhe às criaturas humanas.

O fato do perispírito ser invisível e formado de matérias ou fluidos sutis, não impede que o Espírito aja sobre a matéria densa. Por ser semimaterial e possuir algumas propriedades da matéria, o Espírito age sobre a matéria com seus fluidos rarefeitos, como a eletricidade e os gazes imponderáveis conseguem mover motores pesados.

Em decorrência do que foi exposto acima, o Espiritismo tem por base a existência de Deus, que é o criador de todas as coisas; e a existência da alma ou do Espírito, que possui um corpo espiritual, chamado de perispírito.

Como os Espíritos podem estar em toda parte, podem comunicar-se com os homens, que são Espíritos encarnados, ou seja, revestidos de um corpo material.

Assim, os Espíritos permutam pensamentos com os homens; visitam aqueles que amaram durante a vida terrena; e se comunicam com os que mantêm afeições, servindo-se das faculdades mediúnicas que estão ao seu dispor.

O Espiritismo, estudando as manifestações e comunicações dos Espíritos, por fatos espíritas averiguáveis e por raciocínios lógicos, dá provas incontestáveis de que o ser inteligente e pensante, que habitou o corpo humano durante a vida terrena: mantém todas as suas faculdades após a morte; continua a pensar e a amar os familiares, parentes e amigos que teve na existência corporal; deseja estar ao lado e se comunicar com aqueles que lhe foram pessoas queridas; pode agir, com seu corpo fluídico e semimaterial, chamado de perispírito, sobre a matéria densa e sobre o ser humano dotado de faculdade mediúnica, para transmitir-lhe seus pensamentos, fazê-lo escrever e responder às perguntas que lhe forem dirigidas.

As provas dessas realidades espirituais, dadas pelo Espiritismo, estão abertas a todos. Os que não crêem nelas e combatem a Doutrina Espírita, não oferecem provas evidentes em contrário. Simplesmente negam os fenômenos e fatos espíritas, dizendo que pensam que eles são falsos; que as manifestações e comunicações dos Espíritos são impossíveis; e que os espíritas estão equivocados em seus raciocínios.

Àqueles que dizem: “Não creio, porque acho impossível”, o Espiritismo, por sua vez, oferece provas consistentes e necessárias de que os fenômenos espíritas são possíveis e reais.

ENTREVISTA DE GEZIEL ANDRADE


ENTREVISTA DE GEZIEL ANDRADE
A maravilhosa EDITORA EME, de Capivari-SP, surgida há 27 anos, tornou-se um dos acontecimentos mais importantes e marcantes no Movimento Espírita.
Graças aos trabalhos sérios, competentes e incessantes de seus diretores e funcionários, e por prestigiar as obras de escritores e médiuns espíritas, já publicou mais de 400 livros espíritas, de todos os gêneros literários, facilitando o entendimento e promovendo a propagação do Espiritismo.
Com o lançamento recente de mais um livro de minha autoria, intitulado PERISPÍRITO: O que os Espíritos disseram a respeito, os diretores dessa valiosa Editora EME publicaram na REVISTA DE LIVROS EME, de maio de 2009, e no endereço www.editoraeme.com.br/geziel, a seguinte entrevista e os seguintes comentários sobre essa obra:
GEZIEL ANDRADE FALA SOBRE SEU NOVO LIVRO: PERISPÍRITO: O que os Espíritos disseram a respeito.

Geziel é filho de uma família tradicionalmente espírita, tendo recebido desde cedo os ensinamentos básicos da Doutrina. Autor dedicado à literatura espírita, encanta a todos com seus textos “redigidos num estilo elegante, direto e, sobretudo, rigorosamente de acordo com a Doutrina Espírita”, segundo o saudoso Jorge Rizzini. Com livros sobre diversos assuntos, todos publicados pela EME, está agora lançando sua décima sexta obra, o livro Perispírito: o que os espíritos disseram a respeito. Entrevistamos Geziel para saber um pouco mais sobre seu novo livro.
EME: Você vem de uma família tradicionalmente espírita. O que diria aos pais espíritas que, utilizando como argumento o livre-arbítrio, não iniciam seus filhos nos conhecimentos espíritas?GEZIEL: No meu caso particular, nunca fui forçado a aceitar a Doutrina Espírita. Os bons exemplos de meus avós e de meus pais falaram em favor e me conduziram ao Espiritismo. Suas atividades, seus trabalhos e suas conversas sobre temas espíritas, além dos livros espíritas espalhados por todos os cantos da casa, estimularam-me a conhecer, a participar e a me integrar livremente, como acompanhante, no movimento espírita. Penso que os bons exemplos dos pais espíritas, bem como o envolvimento deles no centro espírita, estimulam naturalmente os filhos a procurar e a participar de boa vontade no Espiritismo.
EME: Em seu livro Equilíbrio íntimo pelo Espiritismo encontramos orientações de como superar nossos vícios. Qual atitude considera primordial para quem está nessa batalha ‘contra si mesmo’?GEZIEL: Só existe um caminho: dilatação da consciência acerca das consequências dos vícios para o corpo material, o perispírito e a alma, tanto na vida terrena, quanto na vida além-túmulo; e educação da vontade, fortalecendo-a para adotar, com persistência e esperança, as atitudes e condutas que fazem o bem para si mesmo. Nessa tarefa pessoal, que deve ser cumprida com força de vontade, a Doutrina Espírita presta valiosas orientações e contribuições, ajudando as pessoas que estão em luta para obter a libertação. Mas, essa conquista é pessoal, como foi a decisão de se envolver com os vícios, cedendo ou não às influências nefastas de espíritos encarnados ou desencarnados.
EME: Em função dos ensinos contidos no seu livro Doenças, cura e saúde à luz do Espiritismo, é possível curar o corpo, tratando apenas o espírito?GEZIEL: Não. Aprendemos na Doutrina Espírita que uma doença pode ter origem no corpo material, no perispírito ou na alma. Se a origem da enfermidade for no corpo material, a medicina promove a cura com remédios ou cirurgias. Se a causa da enfermidade estiver: nos desequilíbrios decorrentes do mau uso das faculdades da alma, com reflexos no perispírito e no corpo material; nas expiações de faltas cometidas em vida passada ou mesmo na vida presente; ou nas influências fluídicas nefastas de Espíritos obsessores, perturbadores ou maus, a terapêutica espírita e os tratamentos espirituais no centro espírita colaboram em muito na obtenção da cura, subsidiando os tratamentos médicos.
EME: Em seu livro Allan Kardec e a mediunidade você trata do desenvolvimento da mediunidade. Você possui alguma mediunidade desenvolvida?GEZIEL: Não. Jamais senti qualquer influência ostensiva por parte dos espíritos, a ponto de poder servir de intermediário para as suas manifestações ou comunicações. Mas, com certeza, sinto-me em constante sintonia mental com eles, recebendo conselhos, inspirações e ideias que orientam as minhas atitudes, condutas e realizações no cotidiano.
EME: Como você escolhe o tema de seus livros?GEZIEL: Os temas dos primeiros livros surgiram em minha mente e os capítulos ficaram prontos numa elaboração mental, à medida em que fui estudando, aprendendo e participando do Espiritismo. O trabalho foi apenas de passá-los para o papel, aperfeiçoá-los e apresentá-los ao editor. Evidentemente, as minhas experiências profissionais e acadêmicas ajudaram-me muito nisso. Atualmente, eu realizo estudos espíritas de temas que tenho interesse ou dúvidas, como, por exemplo, nos casos da música celeste e sua influência na música terrena e do perispírito. Depois vou transformando o resultado obtido em livro. Também recebo sugestões valiosas e interessantes de meu editor, abrindo-me o caminho para novos livros. Mas confesso que a elaboração de um livro é um processo mental complexo, que sempre surpreende o próprio autor.
EME: As informações dos espíritos sobre o perispírito, depois de Allan Kardec, são diferentes das contidas nas obras básicas?GEZIEL: De forma alguma. Na primeira parte do livro, apresentei todas as revelações dos espíritos acerca do perispírito, feitas a Allan Kardec. Nas demais partes, comparei essas informações com as fornecidas pelos espíritos depois de Allan Kardec. Constatei uma perfeita coincidência e consistência entre elas. Nas revelações mais recentes, percebemos apenas um detalhamento maior das revelações, mas corroborando as que foram feitas no início do Espiritismo.
EME: Você considera que, ainda hoje, as obras clássicas da Doutrina apresentam grande contribuição para o estudo de temas importantes como o do seu livro?GEZIEL: Qualquer estudo espírita fica inconsistente e desmorona como castelo de areia se não partir de Allan Kardec, Léon Denis, Camille Flammarion, Gabriel Delanne e Ernesto Bozzano. Por isso, sempre começo os meus estudos analisando as informações contidas nos livros desses autores.
EME: Você considera que os espíritas já aproveitaram todo o conhecimento existente nas obras de André Luiz, ou ele ainda é um grande desconhecido?GEZIEL: Tomando como exemplo o caso do meu livro acerca do perispírito, vemos que as revelações feitas pelo espírito André Luiz são tão abundantes, que exigem que os espíritas dediquem muito tempo ainda na análise detalhada, tentando absorver todo o conhecimento oferecido e todas as suas nuanças e aplicações.
EME: Quando o espírito está encarnado, qual a utilidade do perispírito?GEZIEL: É exatamente para nós, os Espíritos encarnados, que o estudo do perispírito tem maior importância e valor, pelas influências que ele exerce tanto sobre a alma, quanto sobre o corpo material. E as lições do Espiritismo sobre o assunto são tão valiosas, que conseguimos colocar a nosso favor todas as suas funções, propriedades e características.
EME: Se o corpo do espírito encarnado apresentava alguma deficiência física ou mental, após a morte essa deficiência permanece no perispírito?GEZIEL: Pode permanecer, se o espírito encarnado não fizer bom aproveitamento moral de sua jornada terrena, a ponto de não expiar os erros cometidos em vida passada ou na presente, nem reparar as suas características que levam à transgressão das leis de Deus. A enfermidade pode aparecer no perispírito dos espíritos que tiveram um corpo material sadio, pelas mesmas razões acima. Isso está claro desde as obras de Allan Kardec, nos assuntos que tratam das doenças, deformidades e mutilações no perispírito.
EME: Qual o papel do perispírito na mediunidade?GEZIEL: A mediunidade existe graças à existência do perispírito tanto no espírito encarnado, quanto no desencarnado. Ele é o elo comum que permite a ligação e a comunicação entre eles. O espírito, atuando com o seu perispírito sobre o perispírito do médium, consegue promover todas as manifestações físicas e inteligentes que constam nos livros espíritas, desde Allan Kardec.
EME: Como o Espiritismo pode colaborar com a sociedade na superação dos problemas?GEZIEL: O Espiritismo é concessão de Deus para que consigamos promover o progresso moral da humanidade e elevar a condição da Terra na hierarquia dos mundos habitados. A nós espíritas cabe a tarefa de promover a educação moral dos homens, desde a infância, atuando no centro espírita e no movimento espírita; e de exemplificar as condutas morais elevadas no lar, no trabalho e na sociedade. Dessa forma, a superação dos problemas humanos surgirá naturalmente com a disseminação da educação espiritual e do progresso moral.
EME: Deixe um comentário final sobre o livro.GEZIEL: Foi um dos estudos espíritas mais gratificantes que realizei. O aprendizado foi enorme. As lições dos espíritos sobre o assunto foram inesquecíveis. As minhas reflexões ampliaram em muito o estado de minha consciência acerca das complexas realidades espirituais. Foi um trabalho que transformou a minha vida, tornando-a melhor compreendida e vivida.
MAIS RECENTE LANÇAMENTO SOBRE PERISPÍRITO ATRAI INICIANTES E ESTUDIOSOS. PERISPÍRITO: O QUE OS ESPÍRITOS DISSERAM A RESPEITO TRAZ GRANDE CONTRIBUIÇÃO PARA O ESTUDO DE UM DOS MAIS IMPORTANTES ASSUNTOS ESPÍRITAS.

Merecem destaque as revelações transmitidas pelo espírito André Luiz, por meio dos médiuns Chico Xavier e Waldo Vieira, mostrando a importância dessas obras, tão comentadas no meio espírita, mas ainda pouco conhecidas em sua essência.

Reunindo as revelações em temas específicos, o autor aplicou na pesquisa o método de Allan Kardec do controle universal do ensinamento dos espíritos. E percebeu que “foi possível, então, ressaltar os pontos relevantes e apontar os resultados coincidentes obtidos. Isso levou a profundas reflexões sobre as conseqüências das atitudes e das ações em nosso próprio ser e em nossa vida. Os depoimentos claros, amplos e minuciosos prestados pelos espíritos confirmaram-se mutuamente e complementaram-se maravilhosamente. Isso demonstrou, mais um vez, a solidez do método espírita, que permite o estabelecimento de princípios doutrinários de modo preciso, seguro e confiável”.

O estudo do perispírito é um dos mais importantes para a compreensão da realidade espiritual. O livro de Geziel, em perfeita sintonia com os objetivos de divulgação da Editora EME, se destaca por trazer os temas em forma de perguntas e respostas, possibilitando que os iniciantes da Doutrina Espírita estudem o assunto de forma objetiva, e que os que já estudam possam acompanhar claramente a concordância das revelações, nas principais obras espíritas desde Allan Kardec.

Além das questões científicas, para a compreensão da forma e da natureza, bem como das funções e propriedades do perispírito, o autor destaca as importantes questões morais que ressaltaram na sua pesquisa.

Analisando, por exemplo, a obra O Problema do Ser, do Destino e da Dor, do filósofo espírita Léon Denis, Geziel transcreve o seguinte trecho: “As ações repetidas dos pensamentos e da vontade exercem ação constante sobre o perispírito. As boas ações vão transformando o perispírito, pouco a pouco, num organismo sutil e radiante, aberto às mais altas percepções, às sensações mais delicadas da vida do espaço, capaz de vibrar harmonicamente com espíritos elevados e de participar das alegrias e impressões do infinito. As más ações dão, ao perispírito, forma grosseira e opaca, acorrentada à Terra por sua própria materialidade e condenada a ficar encerrada nas baixas regiões do mundo espiritual.”

Mais do que conhecer, é necessário praticar os ensinamentos da Doutrina Espírita em todo o nosso dia a dia. Geziel transparece essa necessidade quando conclui: “Com o Espiritismo, não nos faltam provas abundantes de que a Justiça Divina existe e funciona com perfeição, sendo o perispírito, conforme vimos neste estudo, um instrumento que recompensa as conquistas, atitudes, ações e obras de cada espírito. Portanto, cabe-nos empreender esforços para que estejamos harmonizados com as leis divinas, de forma que a Justiça nos recompense com os bons resultados de nossa dedicação ao bem e da realização das boas obras.”

quinta-feira, 9 de abril de 2009

"O LIVRO DOS ESPÍRITOS": PROLEGÔMENOS


“O LIVRO DOS ESPÍRITOS”: PROLEGÔMENOS. PRINCIPAIS LIÇÕES.

Geziel Andrade

“A Doutrina dos Espíritos é um novo edifício que vai reunir os homens num sentimento de amor e caridade”.

Allan Kardec, no longo prefácio dos princípios gerais da Doutrina Espírita, ressaltou que as manifestações e comunicações dos Espíritos revelam a ação de uma vontade livre e inteligente. É mais uma prova de que todo efeito inteligente tem uma causa ou força inteligente.

A causa dos fenômenos espíritas, uma vez interrogada sobre a sua natureza, declarou pertencer ao mundo dos seres espirituais. Tratava-se da manifestação da alma dos homens, despojada do corpo material pelo fenômeno da morte, a revelar a Doutrina dos Espíritos.

Portanto, as comunicações estabelecidas com os Espíritos, através dos médiuns, não eram sobrenaturais. Eles eram as almas dos homens vindo anunciar que os tempos marcados pela Providência para a sua manifestação universal tinham chegado. Os Espíritos, como ministros de Deus e agentes de Sua vontade, cumpriam a missão de instruir e esclarecer os homens, abrindo uma nova era para a regeneração moral da Humanidade.

“O Livro dos Espíritos” reuniu, então, os ensinamentos dados pelos Espíritos superiores, através de diferentes médiuns. Sua elaboração obedeceu a ordem desses Espíritos, visando estabelecer os fundamentos de uma nova filosofia racional, isenta dos prejuízos de qualquer espírito de sistema.

“O Livro dos Espíritos”, dessa forma, tornou-se a expressão do pensamento de diversos Espíritos superiores que viveram em diferentes épocas na Terra, pregando e praticando a virtude e a sabedoria.

COMENTÁRIOS DOS PARÁGRAFOS DA MENSAGEM QUE OS ESPÍRITOS SUPERIORES DIRECIONARAM A ALLAN KARDEC, ORIENTANDO-O A ESCREVER E PUBLICAR “O LIVRO DOS ESPÍRITOS”:
· “Ocupa-te, com zelo e perseverança, do trabalho que empreendeste com o nosso concurso, porque esse trabalho é nosso. Nele pusemos as bases do novo edifício que se eleva e um dia deverá reunir todos os homens num mesmo sentimento de amor e caridade; mas, antes de o divulgares, revê-lo-emos juntos a fim de controlar todos os detalhes”. Allan Kardec, com zelo e perseverança, e sob a orientação dos Espíritos superiores, erigiu o novo edifício chamado Espiritismo, para reunir os homens num sentimento de amor e caridade.
· “Estaremos contigo sempre que o pedires, para te ajudar nos demais trabalhos, porque esta não é mais do que uma parte da missão que te foi confiada e que um de nós já te revelou”. Allan Kardec, aliado aos Espíritos superiores, cumpriu paulatinamente a missão que lhe foi confiada. Então, estabeleceu a Doutrina dos Espíritos na Terra.
· “Entre os ensinamentos que te são dados, há alguns que deves guardar somente para ti, até nova ordem; avisaremos quando chegar o momento de os publicar. Enquanto isso, medita-os, a fim de estares pronto quando te avisarmos”. Allan Kardec usou de extrema sabedoria e prudência ao publicar, no momento certo, as revelações inéditas e revolucionárias que lhe foram confiadas pelos Espíritos superiores. Assim, edificou o novo edifício com bom senso e segurança.
· “Porás no cabeçalho do livro, o ramo de parreira que te desenhamos porque é ele o emblema do trabalho do Criador. Todos os princípios materiais que podem melhor representar o corpo e o Espírito nele se encontram reunidos: o corpo é o ramo; o Espírito é a seiva; a alma ou o espírito ligado à matéria é o bago. O homem quintessencia o Espírito pelo trabalho e tu sabes que não é senão pelo trabalho do corpo que o espírito adquire conhecimentos”. Allan Kardec apresentou o emblema acima publicado, que foi elaborado pelos Espíritos superiores retratando a obra de Deus. Ele representa o Espírito ligado ao corpo material para trabalhar e progredir; expressa o trabalho indispensável ao aperfeiçoamento do Espírito pelas experiências e pelos conhecimentos que são adquiridos.
· “Não te deixes desencorajar pela crítica. Encontrarás contraditores encarniçados, sobretudo entre as pessoas interessadas em trapaças. Encontrá-los-ás mesmo entre os Espíritos, pois aqueles que não são completamente desmaterializados procuram, muitas vezes, semear a dúvida, por malícia ou por ignorância. Mas prossegue sempre; crê em Deus e marcha confiante: aqui estaremos para te sustentar e aproxima-se o tempo em que a verdade brilhará por toda parte”. Allan Kardec enfrentou muitos percalços no comprimento de sua missão, mas com coragem, perseverança, fé em Deus, confiança em si mesmo e apoio dos bons Espíritos, cumpriu a sua tarefa com sabedoria e nobreza moral e espiritual.
· “A vaidade de certos homens, que crêem saber tudo e tudo querem explicar à sua maneira, dará origem a opiniões dissidentes; mas todos os que tiverem em vista o grande princípio de Jesus se confundirão no mesmo sentimento de amor ao bem e se unirão por um laço fraterno que envolverá o mundo inteiro; deixarão de lado as mesquinhas disputas de palavras para somente se ocuparem das coisas essenciais. E a doutrina será a mesma, quanto ao fundo, para todos os que receberem as comunicações dos Espíritos superiores”. Allan Kardec adotou os princípios da Doutrina de Jesus para estabelecer as bases morais do Espiritismo, valorizando a prática das virtudes do amor e da fraternidade, que unem os homens e estabelecem a concórdia e a paz. Assim, o novo edifício ganhou bases sólidas e unidade em seus fundamentos.
· “É com perseverança que chegaremos a recolher o fruto dos teus trabalhos. A satisfação que terás vendo a doutrina propagar-se e bem compreendida, será para ti uma recompensa cujo valor total conhecerás, talvez, mais no futuro do que no presente. Não te inquietem pois, os espinhos e as pedras que os incrédulos ou os maus espalharão no teu caminho; conserva a confiança; com ela chegarás ao alvo e merecerás sempre a nossa ajuda”. Allan Kardec fortaleceu-se e sentiu-se altamente recompensado com o desenvolvimento de seus trabalhos perseverantes. Jamais lhe faltou a ajuda dos bons Espíritos para a propagação da Doutrina e para fazê-la compreendida e aceita em seus princípios por parte do público. Assim, viu a Doutrina Espírita ser estabelecida em bases sólidas e conquistar adeptos em todas as partes do mundo.
· “Lembra-te de que os Bons Espíritos só assistem aos que servem a Deus com humildade e desinteresse e repudiam a qualquer que procure, no caminho do céu, um degrau para as coisas da Terra; eles se afastam dos orgulhosos e dos ambiciosos. O orgulho e a ambição serão sempre uma barreira entre o homem e Deus; são um véu lançado sobre as claridades celestes e Deus não pode servir-se do cego para fazer que compreendamos a luz”. Allan Kardec serviu a Deus e aos Espíritos superiores com humildade e desinteresse material. Assim, contou com a assistência dos Espíritos superiores para o cumprimento de sua difícil missão.
· “São João Evangelista, Santo Agostinho, São Vicente de Paulo, São Luís, O Espírito de Verdade, Sócrates, Platão, Fénelon, Franklin, Swedenborg, etc. etc. ” Estes foram os Espíritos sábios e virtuosos que apoiaram e ajudaram Allan Kardec. Assim estabeleceu o Espiritismo na Terra, abrindo a era do Espírito para a Humanidade.

LEITURA COMPLEMENTAR SUGERIDA: Prezado leitor, não deixe de ler a Segunda Parte do livro “Obras Póstumas”. Ela contém textos escritos pelo próprio Allan Kardec, a respeito de sua iniciação no Espiritismo, seu Guia espiritual, sua missão, e da realização de suas obras.

domingo, 5 de abril de 2009

PERISPÍRITO: O QUE OS ESPÍRITOS DISSERAM A RESPEITO


PERISPÍRITO: O que os Espíritos disseram a respeito

APRESENTAÇÃO
Geziel Andrade

A Editora EME de Capivari-SP http://www.editoraeme.com.br/ lançou em março de 2009 o livro novo de minha autoria intitulado PERISPÍRITO: O que os Espíritos disseram a respeito.

Contém as revelações importantes que os Espíritos fizeram a respeito do perispírito, desde Allan Kardec, bem como as conclusões a que conduziram. Tudo foi reunido, de um modo objetivo, claro e acessível, nesse livro, dividido em quatro partes.

Na Primeira Parte, para efeito didático, foram concentradas as revelações extraordinárias que Allan Kardec obteve dos Espíritos, através de diferentes médiuns.

Depois de Allan Kardec, muitas outras revelações sobre o corpo fluídico foram sendo gradualmente feitas pelos próprios Espíritos, em várias épocas e localidades, servindo-se de médiuns que se notabilizaram no Movimento Espírita. Isso permitiu que os valiosos conhecimentos sobre o perispírito fossem sendo corroborados e expandidos. Eles estão compilados, de uma forma criteriosa, na Segunda Parte do trabalho.

Já na Terceira Parte deste estudo, foram reunidas as inúmeras revelações sobre o perispírito feitas pelo Espírito André Luiz. Isto se tornou necessário pela abrangência e ampla dimensão das informações fornecidas, o que enriqueceu sobremaneira essa pesquisa espírita.

Na última parte do trabalho, encontram-se as valiosas conclusões obtidas com esta investigação, dando-nos a completa dimensão do corpo que o Espírito conta na vida espiritual.

Para tratar de um assunto tão complexo, de uma forma fácil e interessante, foram dadas respostas claras às muitas perguntas que surgem a respeito perispírito. Além disso, foram transcritos depoimentos dos próprios Espíritos, ilustrando as muitas qualidades ou características do perispírito.

A abordagem a esse tema tão palpitante tornou-se possível graças à existência de uma extensa bibliografia espírita, que está relacionada no final do trabalho.

Dessa forma, o prezado leitor encontrará no livro as amplas e valiosas contribuições que o Espiritismo presta para o completo entendimento do perispírito, o qual desempenha papéis tão relevantes, tanto na vida do Espírito encarnado, quanto na do desencarnado. Adicionalmente, deparará também com as lições morais que, uma vez praticadas, melhoram a nossa posição na hierarquia espiritual.

O estudo dessa matéria tão importante e fascinante propicia ao leitor um bom aproveitamento intelectual, espiritual e moral.